Nesta página, você vai encontrar diversos objetos de minha coleção de girafas, que compreendem várias formas de arte folclórica do mundo. Folclore é o estudo e o conhecimento das tradições de um povo, expressas nas suas lendas, crenças, canções, costumes...
No dia 22 de agosto de 1965, o presidente Castelo Branco assinou o Decreto Federal nº 56.747, denominado o Dia do Folclore Brasileiro. Veja as 5 Regiões Brasileiras!
Último “censo”: 5 peças (02/2007).
Na temática artes folclóricas tenho várias peças de diversos países como: os ovos ucranianos de pêssanka (by Édina 2002, PR), algumas pinturas africanas em Ovos de Avestruz, por exemplo. Entretanto, do Brasil tenho pouco material, sobretudo por causa de ser girafas, claro. Peças contemporâneas em cerâmica do Mestre Vitalino e discípulos (Folclore de PE), peça em desenho de areia dentro de vidro (by Edgar 2003, Ceará) e a girafa-azulão das Figureiras de Taubaté (by Arlete 2005, SP)...
As tradições de nossos antepassados não são superstições ou crendices ignorantes... Elas representam a sobrevivência de antigas religiões e do conhecimento que o povo possuía da natureza. É costume que a religião dominadora transforme os deuses da religião dominada em demônios.
A ciência dos dominadores também transforma em curiosidades e simpatias a ciência dos dominados. Isto aconteceu na Europa, e muito do que conhecemos das práticas dos celtas e outros povos “bárbaros” chegou até nós transformado em histórias folclóricas...
O Folclore Mágico é a sobrevivência dos antigos cultos e da sabedoria, popular ou não, de muitos povos ao redor do mundo. A reinterpretação deste conhecimento, só pode ser feita num clima de respeito e ecumenismo religioso.
O estudo sério deste Folclore, pode nos trazer informações importantes sobre como os antigos viviam, cultuavam e curavam. Abaixo, outras páginas de interesse...
► MULHER-GIRAFA
► TATOO
► MATRYOSHKA
► OVOS FABERGÉ
► ORIGAMI
► TOURADAS
► TRIBOS AFRICANAS E ARTE RAKU
O FENÔMENO FOLCLÓRICO
Alguns autores costumam dividir o Folclore, enquanto ciência sócio-cultural, em duas grandes áreas:
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Imaterial: refere-se ao estudo do comportamento humano, no que diz respeito à cultura espontânea. O sentir, o pensar, o agir e o reagir de determinado agrupamento humano, são elementos fundamentais no âmbito imaterial. Nessa ordem, situam-se os usos e costumes, as festas e celebrações, sejam elas religiosas ou profanas, a sabedoria popular, a linguagem e a literatura popular, as superstições e crendices. Material: tudo aquilo que se refere aos estudos dos artefatos e objetos, que vão desde o tipo de moradia e todo o material que lhe dá consistência, aos utensílios, indústria, alimentação e transportes utilizados pelo povo de uma determinada região. Assim, incluímos nessa área, a arte popular e o artesanato folclórico. A imagem ao lado é de Watercolor Paintings, by Imperial Fantasy. |
Conforme dispõe a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro do Folclore, em agosto de 1951, no Rio de Janeiro, “constituem fato folclórico, as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular ou pela imitação, e que não sejam diretamente influenciadas pelos círculos eruditos ou instituições que se dedicam à renovação do patrimônio científico e artístico humano ou à fixação de um orientação religiosa e filosófica.”
Em outras palavras, tudo aquilo que se aprende fora dos livros, e fora da escola, por força de uma tradição ou da transmissão oral, constitui fenômeno folclórico, desde que apresente as seguintes características:
Anonimato: impossível identificar sua origem. Sem autor conhecido, vira obra do povo. Com o passar do tempo, aceito e transformado, o fenômeno se despersonaliza e o povo acaba assumindo a sua autoria.
Aceitação Coletiva: a partir do momento em que aceito pelo povo, como verdadeiro, o fenômeno adquire novos autores que o modificam e o transformam, pelo simples ato de transmiti-lo de boca em boca. Daí a expressão popular: “Quem conta um conto, aumenta um ponto.”
Transmissão Oral: De boca em boca, o fenômeno folclórica vai sendo divulgado e adquirindo a sua tradicionalidade. Nas comunidades do interior, distante dos grandes centros, onde predomina a sabedoria popular, só se aprende pelo “ouvir dizer” ou por “ver fazer”.
Tradicionalidade: Caracteriza tradição a transmissão dos conhecimentos através das gerações. Tudo aquilo que se aprende com antepassados e permanece, no presente, buscando garantir a sobrevivência de uma determinada cultura, é considerado tradição. Assim deve ser o fenômeno folclórico.
Funcionalidade: Tudo o que o povo faz, faz por um determinado motivo. Sendo assim, para tudo existe uma razão, razão esta, geralmente, ligada a um comportamento ou norma psico-religiosa-social.
Por exemplo, se analisarmos uma a uma, as manifestações folclóricas brasileiras no que diz respeito a festas e folguedos, poderemos notar que, a maioria delas, com raras excessões, são de cunho religioso.
Enunciadas essas características, cabe frisar aqui, que o fenômeno folclórico é extremamente dinâmico, uma vez que é capaz de modificar-se e ajustar-se às necessidades externas de um determinado grupo social, sem perder sua estrutura ou essência original.
Dentre os fatores que determinam a modificação e adaptação de um fenômeno folclórico, de região para região, cita-se os fatores físicos, climáticos e linguísticos. Os fatores geográficos, por exemplo, são responsáveis pela determinação das vestimentas, culinária e artesanato de uma determinada região.
Abaixo, bloco emitido em 28/09/1996 (RHM: B-106), com valor facial de R$2,43: BRAPEX IX – 9ª Exposição Filatélica Brasileira, ocorrida em Recife - Pernambuco (PE). Os 3 selos (RHM: C-2011/C-2013) mostram Lendas Populares: Cuca, Boitatá e Caapora.
Nota: há outra série sobre folclore emitida em 1972 (RHM: C-744/748).
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Deuses, folclore e lendas (tupi-guarani):
• airequecê, iasi, îasy, iaé, kamaiurá?, yací (irmã e esposa de coaraci; protetora da vida vegetal) – lua; Jaci (nome próprio de îasy)
• aracy (omunhã?) – a mãe do dia, a fonte do dia, a origem dos pássaros
• bartira (nome de mulher) – de ibotí, mbotyra, potira (flor)...
• boitatá ou mboi-tata – de mboi (cobra) e tata (fogo), portanto cobra de fogo; fogo-fátuo: inflamação espontânea de gases emanados das sepulturas e de pântanos; plural: fogos-fátuos.
• caapora ou caipora – ente fantástico do folclore brasileiro (mitologia tupi), representado, segundo as regiões, de formas diversas; pessoa azarada... Também chamado de “caapuã”, “kaapora” (protetor das matas) – aquele ou aquilo que vive ou mora no mato.
• cuca – ente fantástico do folclore brasileiro que é uma espécie de papão, monstro imaginário com que se amedronta as crianças; bicho-papão, plural: bichos-papões.
• curupira ou currupira – ente fantástico do folclore brasileiro que habita as matas e é um índio de pés virados para trás. Às vezes, aparecem como seres cabeludos que sempre perseguem caçadores, fazendo com que se percam nas florestas, consequentemente protegendo os animais...
• coaraci, guaraci, nheengatu? (criador de todos os viventes) – o sol no idioma tupi. Kwarase (quarasé) – o sol no idioma guarani. De coá (este), ara (dia), ci (mãe deste dia), a explicação da origem da luz diurna.
• iara ou yara – deusa das águas, mãe d'água, senhora; lenda da mulher que mora no fundo do rio.
• iracema, iraci (nome de mulher) – de eíra (mel) e sy (mãe), mãe do mel; lábios de mel; abelha. A índia Iracema de José de Alencar chamou seu filho, o primeiro cearense, de Moacyr. Em tupi, a voz causativa é formada antepondo-se o prefixo MO- a verbos intransitivos, substantivos, adjetivos, partículas, etc...
• kilaino – duende dos bacaeris (caraíbas do Mato Grosso), variante do caipora, curupira, saci-pererê.
• maíra (nome de mulher) – entidade mitológica dos antigos índios da costa que serviu para designar os franceses, que os índios supunham ser criaturas sobrenaturais. Significa, assim, francês.
• maní – deusa da mandioca, amendoim... manioca – deusa maní, foi enterrada na própria oca, gerou uma raiz alimentícia, raiz de mandioca...
• rudá – deus do amor, para o qual as índias cantavam uma oração ao anoitecer...
• saci-pererê – entidade fantástica do folclore brasileiro: negrinho de uma perna só, de cachimbo e com barrete vermelho que persegue os viajantes. Plural: sacis-pererês ou saci-pererês. De olho pequeno escamoso...
• tuá-nadéyara – deus no idioma guarani
• tupã – deus; tupã-beraba (raio); tupã-cunun (trovão, que também pode ser tiapú-arazunie); tupãoca ou tupanaroca (casa de deus)
Nota: Veja o animal-símbolo da China, o dragão...
ARTE GUATEMALTECA
Do lado esquerdo da tela, girafa em madeira entalhada e pintada à mão que retrata o artesanato da Guatemala; tamanho: 34x44 centímetros. Do lado direito, girafa em madeira entalhada e pintada à mão...
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ARTE OAXACA
Girafa em escultura de madeira, feita e pintada à mão, é assinada TRIBUS MIXES, um dos melhores artesãos de Oaxaca – cidade localizada no sul do México. O trabalho artístico e as técnicas em madeira do povo Mixe são lendárias e bem conhecidas pelo movimento elegante e graça de suas esculturas. Eles usam madeira de cedro e palo torcido. Estas girafas medem 25 centímetros x 12, aproximadamente.
No centro da tela, escultura de girafa na arte folclórica de Oaxaca, feita por Sergio Aragon.
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Escultura de girafa exclusiva, feita na arte folclórica de Oaxaca, criada pelo renomado artista mundial Enrique Ramirez, de Arrazola – um “pueblo” localizado no Vale Central de Oaxaca.
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José Clemente Orozco (1883-1949) é sem dúvida o artista moderno mexicano de maior transcendência e vitalidade para a contemporaneidade plástica. Várias gerações encontraram em sua obra uma fonte de inspiração radical e de busca analítica em direção a novas linguagens de vanguarda. Seu estilo é inexplicável sem a influência inicial do gravador mexicano do fim do século, José Guadalupe Posada, em quem descobriu o expressionismo rude da imaginária popular e o dramatismo das cenas de costumes.
Outro aspecto que marcou a intensidade de sua obra plástica consiste em suas vivências da Revolução Mexicana. No campo dos acontecimentos revolucionários, Orozco fez caricatura e desenhos satíricos, à maneira de comentário político. O vigor e o dinamismo dessa crônica marcou sua pintura, além de sua recorrência para estereotipar as representações históricas com símbolos e personagens que “atuam” na cena em seu clímax heróico.
Da mesma forma que Rivera e Siqueiros, Orozco realizou vários murais importantes no México (Escola Nacional Preparatória, Escola Industrial de Orizaba, Hospital Cabañas e Palácio do Governo em Guadalajara) e nos Estados Unidos (Escola de Pesquisa Social, Nova Iorque; Faculdade Darmouth, New Hampshire).
Estes murais, de grande impacto visual, destacam-se pelo monumentalismo dinâmico do desenho, pela riqueza compositiva de suas alegorias e pela manipulação dos escorços e das perspectivas em relação a seus marcos arquitetônicos.
Ferido com Lança é uma obra realizada em piroxilina sobre masonite, técnica inovadora ensaiada por Orozco, inusual então no meio mexicano. Datado um ano depois de que lhe fosse conferido o Prêmio Nacional de Artes e Ciências, este quadro pertence a uma série exposta em 1947 no Colégio do México sob o título de Los Teúles, que narra a Conquista do México.
Fonte (http://www.mac.usp.br/exposicoes/97/mexico/josecle.htm)
Manchas marrons cobrem a pele amarelo-sol da graciosa girafa. A arte da Família Orozco (no México) encanta, com as figuras de papel-machê, os detalhes são pintados cuidadosamente à mão e as peças são cobertas com verniz para manter suas cores brilhantes.
“Todas as nossas peças mostram as raízes e as cores de nosso país, do qual nós somos muito orgulhosos.” “Nós somos Betsabé Orozco, Edith Orozco e nossa mãe, Delfina Segoviano de Orozco. Por mais de 20 anos, temos criado figuras e esculturas em papier maché.”
Obrigado à nossa mãe, nós aprendemos a arte como crianças. E, ela nos mostrou o amor pela arte, cultura e a tradição mexicana. Ela estudou arte e formou-se em design gráfica; juntas nós adquirimos conhecimento e sensibilidade para desenvolver novos estilos em papel-machê.
Nota: veja Hospício Cabañas!
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ARTE DHOKRA – ÍNDIA
Está girafa capta a beleza da arte dhokra - tradição que data de 2.000 antes de Cristo. A arte dhokra está associada a grupos tribais do norte da Índia, incluindo Vindhyas e leste de Ghats, Bihar e suas redondezas, Orissa, Madhya Pradesh e West Bengal.
A estatueta é muito detalhada e feita em liga de metal. Todo trabalho é tratado com polimento fino para brilhar à altura da lendária arte dhokra. Por ser feita à mão, podem existir pequenas diferenças em dimensão e forma. Peso: 1.06 kg.
O selo postal comemorativo foi emitido em 15/11/2002, pela Índia, com valor facial de 500p, ele mostra um boi feito na arte Dhokra.
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O vendedor não soube informar nada a respeito da peça abaixo, exceto que sua procedência era da Alemanha...
Peça toda feita em madeira (parece que vários tipos), com trabalho de colagem em madeira moída (corpo da girafa), adquirida na Feira de Antiguidades do MASP, em São Paulo (10/06)...
Super interessante... parece com alguma manifestação folclórica que alguém se esconde por baixo da girafa... assim como os bonecos João Paulino e Maria Angu ou os Mascarados fazem na Festa do Divino, em várias cidades do Brasil...
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NOVICA – http://www.novica.com/
A Novica apresenta mais de 2.000 artistas em volta do mundo, de diferentes culturas, com mais de 17.000 trabalhos de arte feitos à mão. Novica United Inc, ©2003. Alguns artistas que ilustram esta página foram encontrados no site da Novica.
Última atualização: 19/09/2008. |