ARTE RUPESTRE DA ÁFRICA DO SUL

Girafas na Arte AustralÁfrica do Sul


Girafas rupestres nas Montanhas Drakensberg e norte de Karoo

A África do Sul é um país rico em sítios arqueológicos e paleontológicos, reconhecidos internacionalmente.

Este país ostenta uma das mais longas sequências arqueológicas do mundo, datando de três milhões de anos, aproximadamente. Homens primatas (com o selo de Dr. Robert Broom)...

Sítio Arqueológico Nacional Thulamela, localizado na Provínca Noroeste...

Sítios de Hominídeos Fósseis de Sterkfontein, Swartkrans, Kromdraai e Arredores
Sítio cultural, considerado Patrimônio Mundial, tombado pela UNESCO.


A Filatelia Explica e Ensina...

1987 – Yvert: 623/626 (4). Scott: 694/697. Petroglifos. 16c elande, Sebaaieni Cave. 20c Leaping lion, Clocolan. 25c black wildebeest, uMhlwazini Valley. 30c san dance, Floukraal.

Profile de Sue Dickinson, Thulamela Stamp Artist (extraído do artigo de Setempe Magazine, Setembro/Outubro 1997)

Thulamela é um nome which has become familiar para muitos sul-africanos. The stone-walled city in the northernmost reaches no Parque Nacional Kruger is an projeto arqueológico which has excited the imaginação of people from all over do mundo. A artista Sue Dickinson não foi exceção.

From the moment she saw the meticulously reconstructed walls of this cidade de ouro, Sue foi cativada pelo espírito which still seem to grace Thulamela.

Sue visitou pela primeira vez Thulamela em Fevereiro de 1997, com Sidney Miller, an arqueologista who has trabalhado no projeto por quatro anos. Sidney's profound knowledge and the hard work of his team combined to bring the arefatos descobertos beneath the ground of Thulamela to vivid life. Sidney's tales of the mysteries within its walls were Sue Dickinson's inspiration for the Thulamela labels. The amazing discoveries became the living history which Sue chose to depict in her watercolour paintings.

Sue Dickinson é uma artista de Johannesburg with uma paixão for the bush and is well known for her pinturas de animais selvagens. Ela describes sitting upon the walls of Thulamela while sketching the vista from the hilltop as one of the happiest momentos de sua vida. Far below Thulamela's enclosure, the wide feet of many elephants have forged a centuries-old trail through the bushveld, and ancient baobab trees seem to stand sentinel over the city which foi inabitada entre os anos de 1200 a 1600.

Sue's version of Thulamela's living history appears on these special postal tags. The design of the Thulamela stamps e booklet is by Gill Marshall, um sul-africano leading graphic designers.

Série de 5 selos “Big Five”, emitida em 1997, que mostra 5 vinhetas sobre Thulamela...

Centenas de ossos de animais foram desenterrados na proximidade de Thulamela. Análises científicas revelam que embora vários deles pertenciam à animais domésticos, o povo caçava animais como hipopótamo e elefante. A pintura à guache mostra um caçador de crocodilo com um arpão descoberto no local. Ainda hoje, o crocodilo continua a ter um lugar significante na mitologia da região. As lanças de ferro que decoram a borda da vinheta, servem como evidência que essa sofisticada comunidade fundiu uma variedade de metais.
O teste de rádio carbono revela que a rainha Losha viveu em Thulamela cerca de 200 anos após a morte do rei Ingwe. Medidas de seus ossos revelaram que ela foi uma mulher excepcionalmente alta. O bracelete de ouro que portava está mostrado na borda da vinheta. Aqui, ela está sendo retratada como deveria ser em vida, adotando um tradicional gesto losha - um gesto de respeito, do qual deu seu nome.

O esqueleto da Rainha Losha foi descoberto em Agosto de 1996 e meticulosamente escavado pelo Departamento de Anatomia da Universidade de Pretoria. Ela foi queimada na posição fetal, com suas mãos juntas, posicionadas ao lado de sua face - um gesto losha de repeito. Como a terra foi cuidadosamente retirada, o bracelete (mostrado no selo anterior) tornou-se visível nos ossos de seu braço.

O rei Ingwe foi regente de Thulamela por volta do ano 1400. Ele segura uma lança, a qual foi originalmente coberta em ouro. A lâmina da lança foi encontrada no local e não estava afiada. Isso, sugere que era uma lança cerimonial e que, provavelmente, era um símbolo do líder. Seu pescoço está ornado com ouro e penas de avestruz. Sobre seu ombro há pele de leopardo. Sue Dickinson imaginou como o rei pareceria, criando esta imagem.
O amuleto (no centro) esculpido em marfim, ocupa um lugar especial no coração do arqueologista Sidney Miller. Ele estava em volta do pescoço de uma criança, supostamente como proteção contra doenças. A agulha de ferro (à direita) supõe a teoria de que o algodão era manufaturado no local. Ainda hoje, o algodão selvagem cresce em Thulamela. O pote de cerâmica mostra um utensílio típico da época. O bracelete de ouro foi descoberto no braço da rainha Losha.

Thulamela: the legend and the legacy

Extraído de um artigo da Setempe (SA Stamp News), Julho/Agosto de 1997
por Sue Dickinson e Gill Marshall

Mais de 600 anos atrás, uma tribo pacífica viveu a peaceful tribe lived on a hilltop near what is presently nas fronteiras entre a África do Sul, Zimbábue e Moçambique. The walled cidade de Thulamela is thought to be an offshoot da cultura Great Zimbabwe. Although its existence has been known for decades, it was somente em 1993, que a Fundação Gold Fields iniciou a joint venture com o Parque Nacional Kruger para explorar e develop the site for educacional purposes.

Little remained da cidade original other than tumble-down stone walls. O arqueologista Sidney Miller foi commissioned to head the team of cinco workers who spent os próximos 18 meses painstakingly reconstruindo the fallen walls de Thulamela. From the positioning of the scattered stones, the team were able to deduce the posição original, height e thickness of these walls. More than 2.000 tons of rock were manually shifted in the process of restoring the site to some of its former glory.

Originalmente, stone walls were built to show the high estatus de família real, demarcate living áreas e provide privacy. A vasta área cobriu by Thulamela's walling is evidence that in its heyday, the city housed aproximadamente 2.000 pessoas.

After the stone walling had been reconstructed, the team turned their attention to the excavation of the middens (rubbish dumps). It was from these that the first gold jewelry was unearthed. Other artifacts followed. Iron-age implements, ceramic pots herds, glass beads, spinning whorls, sewing needles and even a peça de porcelana chinesa were brought to the surface. The presence of these items confirmed the hypothesis that gold, iron and other metals were smelted at Thulamela by a technologically comunidade sofisticada who had trade links with the Far East.

Em Agosto de 1996, o arqueologista Sidney Miller descobriu two graves within the Royal enclosures.

Miller, in close consultation with the comunidades local, opened the graves. One contained the remains of a man bedecked in gold jewelry, thought to have been the king of Thulamela. The other contained the remains of a particularly tall woman buried in a foetal position. On her left forearm was a plaited, golden bracelet of exceptional beauty. Although not of quite the same period as the king, she is presumed to have been of noble family.

The archaeological team nick-named the casal “Rei Ingwe” e “Rainha Losha”. In the local vernacular ingwe means leopard and losha refers to the position in which the woman was found buried, one of traditional respect. Also found in the graves were a number of ceremonial objects, including a gold-foil-covered sacred spear handle and a set of East African gongs.

These discoveries attracted unprecedented media attention, both locally and overseas. TV crews from as far afield as Japan, America, Australia and Europe hastened to the site and the news received prime time exposure.

Unique to this archaeological dig was the involvement of the local communities - the latter day descendants of Thulamela. The opening of the site took the form of a traditional grave side ceremony in which offerings were made by Venda and Shangaan groups to the ancestral spirits. At the end de Maio de 1997, the Royals were reburied, in a solemn and moving ceremony, in their original graves.

Radio carbon dating proves beyond doubt that Thulamela was a viable community long before Jan Van Riebeeck landed at the Cabo da Boa Esperança para estabelecer um settlement for the Dutch East India Company, em 1652. It is not known why Thulamela was vacated. Arqueologistas e antropologistas sociais have advanced many teorias sobre tradições surrounding the death of a ruler, an environmental disaster or war over the control of land and resources. Tais questões may remain unanswered ... for agora.

Thulamela, in keeping with archaeological ethics worldwide, will be left untouched now for a hundred years. More secrets probably lie beneath the sands of the walled city. It will be the job of an archaeologist from a future generation to carry on with Miller's research.

Por que o rei Ingwe e a rainha Losha são conhecidos como “Leopard Royals”, by Sue Dickinson

O arqueologista who worked on the Thulamela site for four years is Sidney Miller, a real character, who has an amazing amount of knowledge and wisdom about every subject under the sun. Sidney has degrees in both architecture and archaeology. He is an expert in his field and a true romantic, as this story will show.

The first time I visited Thulamela was when I was asked to paint five airmail postage tags to commemorate the discovery of this fascinating ancient city. Sidney told me the story of how the human remains which he unearthed at Thulamela came to be known as the “Leopard Royals”.

Sidney first uncovered the skeletal remains of a woman, the Queen, buried beneath a royal enclosure over four hundred years ago. On the same day, on the way home, Sidney saw a female leopard in the bush nearby. He says this made the hairs on the back of his neck rise, not out of fear for the animal, but because of an inexplicable conviction that this female leopard was the spirit of Queen Losha, whose skeleton he had just discovered...

At a later date, Sidney uncovered the skeletal remains do rei. Again, on the same day, he saw a magnificent leopardo macho, and again he was convinced that this leopardo foi o espírito do rei, whom he thereafter nicknamed “King Ingwe” – ingwe means leopardo na língua Venda.

After spending a weekend at Thulamela, I was absolutely captivated by the place. It is situated very high on a hill, with stunning views of unspoiled bushveld as far as the eye can see. Far below the walls of the city, which Sidney and his team have laboriously rebuilt, is an ancient game trail and a towering baobab tree forest.

I spent the weekend sketching ideas for the stamps and becoming immersed in Thulamela's magic. The site has a quite remarkable and palpable “good vibe”. Sadly, the time to leave came soon, and Sidney was driving me homewards when we came across a remarkable sight. A leopard, in the middle of the main north-south road of the Kruger National Park

In the blink of an eye he was gone, but he left something behind. It was the carcass of an impala, with only a few mouthfuls eaten by the leopard. We switched off the engine and waited a while to see whether the leopard would return, but he didn't.

Sidney just smiled in his knowing way and said: “The Leopard Royals approve of you – see, they have left you a sacrificial offering!” A gift from King Ingwe?

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Para ilustrar o Início da História Sul-africana, uma série de 10 selos nomeada Early South African History Postage Stamps, sobre os temas arqueologia e paleontologia, foi emitida em 1998. Estes selos estão contidos em um carnê, o qual também inclui dois cartões postais.

Florisbad & Taung skulls, stone-age hand-axe, San Rock engravings & cave paintings, etc.

Textos do professor Tom N. Huffman, do Departamento de Arqueologia, da Universidade de Witwatersrand. Traduzido por Marcos Mandarano.

Um dos primeiros machados feito à mão da Idade da Pedra (Museu McGregor, Kimberley – Província Norte do Cabo)

Pedras de formato triângular, de 15 a 25cm de comprimento, foram alguns dos utensílios de padrão regular fabricados por humanos pré-históricos. Lapidados em pedras duras, os machados e outros utensílios similares, podem ter sido usados para caçar grandes animais, como elefante, rinoceronte e hipopótamo. Se foram, nossos primeiros ancestrais se tornaram caçadores cerca de 1,8 milhões de anos atrás. Alguns arqueologistas acreditam que os primeiros hominídeos continuaram a adquirir carne dessa forma por 1,5 milhão de anos.

Musuku (Museu Nacional de História Cultural, Pretoria – Província Gauteng)

Este objeto incomum, feito de cobre, data dos últimos 250 anos e são únicos na Província do Norte. Musuku foram propriedades de importantes chefes de Venda e de poucos trabalhadores especializados em metal. Feito de um molde no chão, eles se extendiam de 10 a 20cm de altura, e a maioria era enchido com sal. O Musuku sólido pode ter sido comercializado em barras de metal fundido, mas outros tinham função ceremonial. Estes objetos podem ter representado a planta de cactus (euphorbia cactus).

Pedras gravadas (Museu McGregor, Kimberley – Província Norte do Cabo)

San (ou Bushman) caçadores produziram pedras gravadas através do interior da África do Sul. As gravuras são parte da arte rupestre e datam de 20 mil a centenas de anos atrás. A arte San foi essencialmente religiosa, mostrando símbolos do poder sobrenatural e de experiências de xamãs - ou curandeiros. Durante o transe na dança da cura, às vezes, os xamãs viam “entoptics” – formas geométricas causadas pelo sistema nervoso central. Este exemplo mostra “entoptics”, comumente chamado de “sun bursts”.

Um dos primeiros potes da Idade do Ferro (Museu Natal, Pietermaritzburg – Província KwaZulu-Natal)

Este pote data do ano 600, aproximadamente. Através de seu estilo, arqueologistas podem dizer que ele foi feito pelo povo do leste que falava Bantu. A língua bantú tem origem na área da Nigéria e Camarões, na África Ocidental. Esse povo deixou o local cerca de 2.500 anos atrás, espalhando-se para o Leste e Sul da África, como fazandeiros. Eles cultivavam “sorghum” e “millet”, gados, carneiros e cabras, também fizeram utensílios de ferro. Pelo ano de 700, eles tinham alcançado a atual Província do Leste do Cabo.

Crânio de Florisbad (Museu Nacional, Bloemfontein – Província Estado Livre de Orange)

Através dos tempos, paleontropologistas estudaram as mudanças dos pés, das mãos e das faces de nossos ancestrais. Devido as formas da face, o crânio de Florisbad representa humanos arcaicos classificados entre o Homo erectus (ergaster) e o moderno Homo sapiens. Encontrado em Florisbad Hot Springs, no Estado Livre de Orange, o crânio estava junto à uma hiena preservado por minerais. Com cerca de 250 mil anos, do início da Idade da Pedra. Neste período, provavelmente, nossos ancestrais eram verdadeiros caçadores.

Arte San (Museu Sul-africano, Cidade do Cabo – Província Leste do Cabo)

Este exemplo de arte San é parte do famoso “Linton Slab”, do distrito de Maclear, do Leste do Cabo. Geralmente, a arte mostra símbolos do poder sobrenatural e da experiência religiosa dos xamãs. Neste caso, a perna levantada, o nariz e a face sangrando, e o animal de casco, significam o xamã em transe. A linha vermelha conecta outros símbolos complexos e representa a potência sobrenatural.

Ouro de Mapungubwe (página do rinoceronte de ouro)
(Departamento de Arqueologia, Universidade de Pretoria – Província Gauteng)

Objetos de ouro foram encontrados na in a royal graveyard no topo do Monte Mapungubwe, no Vale Limpopo. No século XIII, Mapungubwe foi a capital de uma sociedade local que se desenvolveu através do comércio de ouro e marfim. Três gravuras contém gotas de ouro, bracelete e outros objetos feitos de folha de ouro. O rinoceronte de ouro, provavelmente, representou um rinoceronte-negro e, supostamente, foi um símbolo de liderança.

Cabeça Lydenburg (Museu Sul-africano, Cidade do Cabo – Província Leste do Cabo)

Uma das sete esculturas de cerâmica da Idade do Ferro, encontrada próximo a Lydenburg, em Mpumalanga. Datada entre os anos 500 a 800, as cabeças foram feitas pelos primeiros fazendeiros negros. Esta e uma outra escultura pode ser usada como máscara, mas as outras foram, provavelmente, montadas em madeira. Alguns dos apliques podem representar cabelo, cicatrizes do corpo e mutilação dental. Originalmente pintadas em preto e branco, as cabeças foram objetos secretos que, supostamente, representaram importantes forças espirituais na iniciação de cerimônias.

O crânio da criança Taung ou “Taung Baby” (Departamento de Anatomia, Universidade de Witwatersrand)

Este crânio foi encontrado em um depósito de pedras em Buxton Quarries, próximo a Taung, Província Norte do Cabo. Datado de 2,8 milhões de anos atrás, aproximandamente, a criança tinha cerca de 3 anos quando morreu. Como adulto, ele mediria cerca 1m de altura e pesaria cerca de 28kg. Esta espécie é historicamente muito importante, pois troca o foco da evolução humana da Europa e Ásia para à África. Esta espécie foi também a primeira a ser classificada como um Australopithecus, o ancestral de toda a humanidade.

Khoekhoe Pot (Museu Albany, Grahamstown – Província Leste do Cabo)

O pote Khoekhoe é formalmente chamado de “Khoi Khoi”. Os Khoekhoe (Hottentots) foram pastores que viveram nas Províncias Norte, Leste e Oeste do Cabo. Eles foram, originalmente, caçadores indígenas que mudaram as economias quando adquiriram um estoque doméstico; primeiro carneiros, depois gados. Por volta do ano 1.000, eles foram somente pastores, movendo seus animais para novos pastos, com bases regulares. Os Khoekhoe desapareceram com o aparecimento do colonialismo europeu.

Matéria extraída do site: Sue Dickinson Wildlife Art
(Selos Postais Sul-africanos, Início da Hístória Sul-africana)
http://www.suedickinson.co.za/stamps-history.html


1999 – Cave Paintings souvenir sheet.
2000 – Heritage Sites, série com 3 valores, sendo um deles sobre Sterkfontein skull of early man (abaixo).

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Última atualização: 11/03/2008.
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