OCAPIS, OCAPIS, OCAPIS...

OCAPI – um verdadeiro animal pré-histórico!

Único “primo” da girafa!


Nesta página você irá encontrar uma lista de países que já emitiram selos sobre o ocapi e tudo relacionado com os ocapis!

Nome comum: Ocapi
Nome em inglês: Okapi
Nome científico: Okapia johnstoni
Classificação:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Giraffidae
Gênero (Genus): Okapia
Espécie: Okapia johnstoni

Distribuição e Habitat: A área de distribuição desta espécie é muito limitada. Pode ser encontrada nas florestas equatoriais do Nordeste e Centro-Leste da República Democrática do Congo, nomeadamente na floresta de Ituri, onde é protegido pelo governo (Okapi Wildlife Reserve).

Identificação: Os okapis podem alcançar os 2 m de altura total. A altura ao garrote normalmente não excede 1,5m. Pesam entre 200 a 300 kg. Em geral, a fêmea é um pouco maior do que o macho. Esta espécie possui olhos e orelhas grandes, pequenos cornos (apenas nos machos) cobertos de pele e pescoço relativamente comprido. Têm pelagem castanha e luzidia, que apresenta listas brancas horizontais na garupa e na parte superior das patas. A língua, com cerca de 35 cm, é escura e preênsil como a das girafas e é tão comprida que pode alcançar os próprios olhos e orelhas, podendo ser utilizada para a limpeza destes. Sob cuidados humanos têm uma longevidade de, aproximadamente, 30 anos.

Hábitos: Os okapis são animais diurnos e solitários (normalmente apenas se encontram para acasalar). São animais territoriais que marcam as suas áreas com uma secreção acastanhada da pele e urina. Ainda pouco se sabe sobre a biologia e ecologia comportamental desta espécie, especialmente devido ao difícil acesso do seu habitat e hábitos muito reservados.

Dieta: Ainda não se sabe muito relativamente à sua dieta no habitat natural e por isso é alvo de inúmeros estudos sob cuidados humanos. São animais herbívoros ruminantes. Alimentam-se de folhas de muitas plantas da sua área de distribuição e, provavelmente também de frutos e sementes. Assim como as girafas, usam os incisivos inferiores e a sua comprida língua para alcançar o alimento. Muitas das espécies das quais os okapis se alimentam são venenosas para os humanos.

Reprodução: As fêmeas atingem a maturidade sexual com, aproximadamente 1,5 anos, enquanto os machos ficam maduros ligeiramente mais tarde. Para localizar indivíduos do sexo oposto, os okapis utilizam o olfato, que é muito apurado nesta espécie. No habitat natural, nasce uma cria (entre Agosto e Outubro) na estação das chuvas, quando a floresta é rica em vegetação tenra. A cria é escondida pela mãe na floresta densa durante 2 semanas. O período de gestação de 425 a 491 dias, mais nove meses de lactação obriga a um considerável investimento energético por parte da progenitora. Normalmente a fêmea perde bastante peso durante este período. A mãe e a cria comumicam vocalmente, através de chamamentos descritos como uma leve tosse e balidos, que são audíveis pelo Homem.

Estatuto de conservação e principais ameaças: É, em geral, considerada uma espécie rara. No entanto, a floresta densa, os conflitos armados e os seus hábitos evasivos poderão esconder o seu real estatuto de conservação. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza é uma espécie de Baixo risco/Quase ameaçada. As principais ameaças são o comércio, a caça desportiva e a perda de habitat em conseqüência da atividade humana (desflorestação para indústria madeireira, minério, agro-pecuária e guerrilhas armadas). O Jardim Zoológico de Lisboa participa no Programa Europeu de Reprodução do Okapi (EEP) e apóia financeiramente o projeto da sua conservação in situ.

Fonte: Wikipédia (Setembro 2008)


11/09/08: Informação recebida de Agnaldo (máximos), Guilherme e Marcia (pg 2008), da AWF:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL756008-5603,00-MAMIFERO+RARO+E+FOTOGRAFADO+EM+FLORESTA+DO+CONGO.html
http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2008/09/11/ult4915u61.jhtm
Folha de S.Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1209200802.htm)

Mamífero raro é fotografado em floresta do Congo – Ocapi, parente da girafa, corre risco de extinção
BBC Brasil.com 11/09/2008

Câmeras da Sociedade Zoológica de Londres capturaram imagens de um mamífero selvagem raro que habita as florestas da República Democrática do Congo. Os ocapis foram encontrados no Parque Nacional de Virunga e, segundo especialistas, esta seria a prova de que a espécie tenha sobrevivido os longos anos de guerra civil no país.

O animal é o parente mais próximo da girafa, porém tem o pescoço bem mais curto. Com listras traseiras semelhantes às de uma zebra, o mamífero tem o resto do pêlo escuro e possui uma língua comprida, usada para pegar alimentos, lavar as pálpebras e limpar as orelhas. Noelle Kimpel, da Sociedade Zoológica de Londres, disse que os animais são tímidos e correm risco de extinção devido à sua carne saborosa. “Ter conseguido tirar fotos de uma criatura tão carismática e rara é realmente incrível”, disse a zoóloga.

Os ocapis eram desconhecidos do mundo ocidental até o início do século 20, mas atualmente sabe-se que eles habitam três áreas remotas de florestas protegidas no Congo. O acesso a esses locais é difícil diante dos obstáculos impostos pela guerra civil e infraestrutura precária, atrapalhando os trabalhos de pesquisas. A última vez em que um ocapi foi fotografado foi há 50 anos.

Em 2006, estudos realizados pela organização WWF encontraram vestígios do animal próximo à beira de um rio ao norte do Parque Nacional de Virunga. Em parceira com o Instituto Congolês para Conservação Natural, a Sociedade Zoológica de Londres decidiu investigar. “Nós já identificamos três animais e futuros trabalhos nos possibilitarão fazer estimativas da população e da localização da espécie, o que será o primeiro passo nos esforço de conservação”, disse Thierry Lusenge, membro da equipe.

Fotos de James Weiss, da ZSL – Zoological Society of London, do lado esqeurdo da tela foto (6-okapia-johnstoni-10-bac-4559), do lado direito foto (7-okapia-johnstoni-13-cur-4560)...

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Inimigos: Seu inimigo principal é o homem e, para os filhotes, também o leopardo.
Regime alimentar: Herbívoro

Com o tamanho de um cavalo, pesa entre 200 a 250 kg, podendo alcançar até 300 kg. Abaixo, uma comparação entre os tamanhos de um homem adulto, uma girafa e um ocapi...

Características físicas: O ocapi tem uma forma que lembra um cavalo. Seu pescoço é relativamente longo em comparação a outros ruminantes. Suas orelhas são largas e flexíveis.

Tamanho: Corpo com cerca de 2 metros de comprimento. Tem entre 1,50 a 1,70 metros de altura até o dorso (ombro). Sua cauda mede entre 30 a 40 centímetros.

Sua pele tem uma cor marrom-achocolatada, com listras horizontais brancas ou bege em suas pernas e no quadril (lombo), mas com as ancas brancas. Sua cor única permite que ele desapareça na vegetação densa das florestas do Congo. Parece que as listras são diferentes em cada bicho, como uma impressão digital, assim como as manchas das girafas...

Os machos têm cornos recobertos e medem até 15 centímetros de comprimento. Os cornos saem dos ossos frontais – do crânio.

Fêmeas podem ter a cor avermelhada, não têm cornos e são 4,2 centímetros mais altas do que os machos, em média.

O que o ocapi tem de mais parecido com a girafa é a sua longa língua – usada na alimentação para pegar folhas e galhos das árvores.

Também a sua forma de andar é igual, pois as girafas e os ocapis caminham primeiro e simultaneamente com as patas de um lado e depois do outro, ao invés de moverem-se com as pernas alternadamente, como os ungulados.

Estrutura social: São solitários e seu sistema social é baseado na territorialidade do macho. Têm hábitos noturnos e solitários, embora não regulares. São encontrados na luz e na sombra, em altitudes maiores que 500 metros.

Maturidade sexual: fêmea, 3 anos; macho 4 anos.

Época de reprodução: Todo o ano, principalmente maio/junho e novembro/dezembro. A sua taxa de reprodução é baixa, pois as fêmeas do ocapi têm apenas um filhote por vez, a cada dois anos.

Na época do acasalamento o cortejo pode ultrapassar um mês, durante esse tempo o macho acompanha a fêmea constantemente. As fêmeas avisam a sua condição urinando e grunindo.

O longo período de acasalamento propicia tempo suficiente para que o macho localize uma fêmea. A aproximação inicial e a fase de contato são marcadas por uma agressividade da fêmea e uma dominância do macho.

A corte do macho tem um comportamento parecido com o do antílope. Encontros de machos, principalmente na presença de fêmeas no cio são sempre agressivos, havendo um ritual de batimento de pescoços e de “chifradas”.

Tempo de gestação: Entre 427 a 457 dias – 14 meses.

Número de filhotes por parto: apenas 1 filhote que nasce entre agosto e outubro, na estação das chuvas, quando a floresta é rica de vegetação tenra. Medindo 80 cm no garrote, o filhote pesa em torno de 15 a 20 kg e começa a mamar entre 6 e 12h após o seu nascimento.

Nascem com proporções pequenas tendo uma cabeça pequena, um pescoço curto e pernas finas. A emissão de ruídos é importante para manter o contato entre a mãe e seu filhote. Os filhotes são cuidados por aproximadamente 6 meses. Os cornos dos machos desenvolvem-se entre o primeiro e o terceiro ano de vida.

Longevidade: 30 anos em cativeiro; 20 em vida livre.

Abaixo (lado esquerdo da tela), a foto mostra a língua do ocapi... No centro da tela, um selo da Bélgica emitido em 1992. Do lado direito, foto de Pam Powell – do Zoológico de Houston, localizado no Estado do Texas – nos Estados Unidos.

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Abaixo, três fotografias do site “Ultimate Ungulate Page” (http://www.ultimateungulate.com/), by Brent Huffman. Ocapi adulto fêmea – San Diego Wild Animal Park, agosto de 2001.

Ocapi adulto fêmea – San Diego Wild Animal Park, agosto de 2001. Ocapi adulto macho – Cincinnati Zoo, abril de 2002.

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Outras páginas relacionadas sobre o Ocapi (Okapia Johnstoni):

COLEÇÃO FILATÉLICA EM ORDEM ALFABÉTICA POR NOME DE PAÍSES:

ex-Alemanhas (Ocidental e Oriental) | Antígua & Barbuda | BélgicaSérie'61 | Benin | Burundi | ex-Congo Belga | Congo | Congo (República) | Cuba | Fujeira (Emirados Árabes Unidos) | Gâmbia | Gana | Geórgia, Abecásia e Batum | Guiné | Guiné-Bissau | Guiné Equatorial | Mali | Nicarágua | Níger | Omã | República Centro-Africana | Somália | Togo | ex-Zaire


História

O ocapi era desconhecido fora da África até a virada do século XX, entretanto ele ainda continua sendo um dos animais menos conhecidos pelos zoológicos, por exemplo...

Foi graças ao explorador e autor inglês Sir Harry H. Johnston (1858-1927), e às boas relações que ele mantinha com os pigmeus, que se veio a conhecer o ocapi em 1901.

Henry Stanley foi o primeiro a penetrar na densa floresta de Ituri, em 1890, expondo a existência do Ocapi em seu livro “In Darkest Africa”.

Em seus escritos, ele cita a sua surpresa quando os pigmeus nativos Wambutti relatam que eram parecidos com cavalos, e por causa dos ruídos que produziam, chamam-no de “o'api” (interpretado por Stanley como atti).

Persistentes rumores desse estranho animal parecido com cavalo levaram Johnston a fazer uma jornada ao Congo, em 1899.

O animal era velho conhecido dos pigmeus e outros povos nativos da floresta Ituri que o caçavam por comida. Depois de ganhar a confiança dos pigmeus, ele aprendeu mais sobre o animal e teve certeza que o “o'api” era uma espécie de zebra da floresta, aguardando uma descrição científica.

Johnston conseguiu mostras de pele desse animal que enviou a Royal Zoological Society de Londres, em 1900. Da análise resultante, foi declarado que o “novo” animal não se tratava de uma zebra, tampouco de uma espécie de cavalo, mas que era muito similar à extinta girafa de pescoço curto, Helladotherium, a qual viveu a mais de 10 milhões de anos atrás na Europa e na Ásia...

Foram mostradas a Johnston várias trilhas que os nativos insistiam em dizer que eram de okapis. Embora, as trilhas estivessem com as pegadas, Johnston não acreditou que se tratava de uma nova espécie e sim de uma subespécie da família dos cavalos. Meanwhile Karl Eriksson, comandante do Forte Mbeni, enviou a Johnston uma pele completa do animal e dois crânios.

Abaixo, fotos de um artigo da revista McClure's Magazine (1901) – The Pygmies of the great Congo Forest, by Sir Harry H. Johnston – comissário especial de Uganda (British East Africa), o descobridor do ocapi.

Johnston escreveu novamente para a sociedade, encaminhando o material. Esses crânios foram a chave do mistério, permitindo que os cientistas determinassem que essa nova espécie não era um cavalo, mas uma girafa da floresta. O ocapi foi descrito pelo cientista P. L. Sclater, em 1901.

As características similares à girafa incluem os cornos recobertos por pele, os dentes caninos e a língua longa que é usada para pegar alimentos. Sua cabeça e sua pelagem aveludada parecem ter sido tomadas de empréstimo à girafa.

Tem a garganta branca e as ancas listradas de branco, assim como as pernas dianteiras. A grande diferença das listras das patas dianteiras e traseiras é, provavelmente, muito importante para o reconhecimento dos filhotes.

Assim como as girafas, as fêmeas defendem a sua cria dando coices com as suas patas. Como a girafa, o macho possui entre as orelhas dois pequenos cornos cobertos de pele. Somente machos tem cornos, embora algumas fêmeas podem ter um par. Os ocapis têm glandes em seus pés, diferentemente das girafas.


Colecionador de selos sobre ocapis: “OKAPI STAMPS” – Philip R. “Pib” Burns
pib@pibburns.com – http://www.pibburns.com/cryptost/okapi.htm

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Última atualização: 17/09/2008.
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