A luz na fotografia é essencial, não só para que o processo aconteça, como
também para criar climas, volumes e texturas.
Como se sabe, a fotografia é uma ciência-arte que mistura sincronamente conceitos
de Química e Física com elementos de expressão plástica e conceitos de linguagem
criativa.
Surgindo do seu próprio nome (photo = luz - graphos = escrita) a luz é o principal elemento de todos os processos fotográficos e sua utilização não será possível se não for profundamente conhecida. Vamos, então, conhecê-la e defini-la.
Ao nosso redor, existe uma série de formas de energia perfeitamente individualizadas pela física, conhecidas, em seu conjunto, como campo eletromagnético. A especificidade e características dessas formas de energia estão determinadas pelo comprimento da onda de cada faixa de energia que determinam reações físico-químicas diferenciáveis.
Podemos dizer então que a luz ou luzes são ondas eletromagnéticas...
Mas, o que vem a ser comprimento de onda?
Partindo do conceito simples e natural das ondas do mar, podemos dizer que uma onda será completa quando estiver determinada por uma crista positiva e uma crista negativa consecutivas.
Chamaremos de comprimento de uma onda a distância entre o começo de uma crista positiva e o fim de uma crista negativa consecutivas, que é representada pela letra grega lambda ( l ).
Toda extensão do campo eletromagnético conhecido, tem comprimentos de onda que vão desde 10-7 m/m até 2 Km. Nesta ampla margem encontramos raios cósmicos, raios alfa, beta e gama, raios X suaves e fortes, ultravioletas, luz, infravermelhos, UHF (radar), freqüência modulada, televisão, rádio ondas curtas e rádio ondas médias, todas, formas de energia perfeitamente diferenciáveis.
Ladeada à esquerda pelas ondas ultravioletas e à direita pelas ondas infravermelhas, encontramos uma pequena faixa correspondente ao que chamamos de luz visível.
Comecemos a definir:
Até este momento, a luz é uma forma de energia caracterizada por estimular especificamente as células fotossensíveis do nosso aparelho de visão, o olho.
Vários são os padrões de medida utilizados para cada forma de energia do campo eletromagnético, resultado da amplitude de onda verificada.
No caso particular da luz, a unidade é o Angstrom, 1Å = 10-7 m/m, e os comprimentos de ondas do espectro luminoso vão de 4.000Å a 7.000Å. Dentro do espectro eletro magnético que compreende entre 4.000Å a 7.000Å, está a faixa de energia visível para o olho humano.
Que há entre 4.000Å e 7.000Å?
Nesse intervalo encontramos as cores que formam a luz branca, ou seja, para cada comprimento do espectro da luz, o nosso aparelho de visão registra como uma cor.
A luz branca, então, é a mistura contínua e ininterrupta das diferentes cores que a forma.
Continuando com o nosso objetivo de definir a luz, podemos acrescentar que
esta se desloca em linha reta e radialmente.
Se considerarmos teoricamente como uma fonte pontual de energia luminosa, os
raios luminosos divergem à medida que se afastam da fonte.
Os comprimentos de onda, inerentes à qualidade da luz são o transporte dessa forma de energia radial.
Finalmente, "a luz é uma forma de energia radial que se desloca em linha reta, transportada por uma onda que determina sua qualidade".
Considerando o fato físico da distribuição da luz, podemos acrescentar: "a intensidade da luz aumenta ou diminui em relação inversa ao quadrado da distância".
Em outras palavras, analisemos um ponto luminoso que banha a superfície a uma distância DX. A intensidade da luz que chega até A será Y, se afastarmos a superfície A até uma distância que seja o dobro de DX, a intensidade luminosa medida agora sobre a superfície A será de ¼ de Y.
Para os fotógrafos, esta lei é da mais alta importância, pois, será aplicada em quase todas as circunstâncias fotográficas onde a luz deva ser corretamente controlada e distribuída.
As diversas fontes de luz existentes produzem também obviamente sombras, e é por meio do jogo de luzes e sombras que damos relevo às fotografias. Também na pintura os grandes mestres sabiam dos efeitos de luz, utilizando as principais variáveis, que veremos logo a seguir, em conjunto ou isoladamente, para criar diferentes "climas".
Assim, é fundamental que você conheça bem as implicações de uma iluminação criteriosa para cada foto que você tira. Os aparelhos de iluminação feitos pelo homem são ferramentas que existem para você poder dirigir a luz segundo a sua vontade, como pincéis nas mãos dos pintores, pelos quais você dá vazão ao impulso criativo, tão característico de nossa espécie. É claro que, em vez de "criar" a luz necessária para suas fotos, você poderá se adaptar às condições existentes e tirar excelente proveito daquilo que se apresenta.
O sol é a principal fonte de luz que você tem à disposição. Se ele não estiver coberto por nuvens, a luz por ele produzida terá característica "dura", isto é, a linha de passagem entre sombra/luz é brusca, bem nítida.
Bem, mas porque a luz do sol aberto é dura?
A resposta é simples. Acontece que ele está a milhões de quilômetros da terra e, apesar do tamanho enorme, não passa de uma fonte de luz pontual, de tamanho relativamente pequeno e que, por isto, produz uma luz com sombras de contornos nítidos.
É por isto que se diz que, quando você quer saber que tipo de luz foi usado numa foto, basta olhar a(s) sombra(s) produzida(s), considerando que às vezes uma sombra pode estar oculta.
Mas se for um dia encoberto, você verá que a luz terá uma característica "difusa", ou seja, as sombras não são pronunciadas. Ao contrário, são "suaves", porque a linha de passagem sombra/luz se dá gradualmente, na chamada zona da penumbra, às vezes de maneira tão suave, que a sombra é quase imperceptível.
E isto acontece porque a luz do sol está sendo difundida pela camada de nuvens acima da terra, e esta camada de nuvens dispersa a luz solar que recebe e, por estar mais próxima de nós, dispersa a luz do sol, iluminando de todos os lados a cena, que terá pouquíssima sombra ou nenhuma, para efeitos práticos.
Vimos assim:
a) Que o grau de dispersão e tamanho relativo da fonte de luz são os fatores que ditam se a iluminação será difusa ou dura. Por sua vez, o tamanho relativo da fonte depende de dois fatores, que podem ser considerados conjunta ou separadamente: o seu tamanho físico e a distância fonte/assunto.
b) A qualidade difusa de uma iluminação está na razão direta do tamanho relativo da fonte geradora, ou seja, quanto maior este, maior será a difusão. Inversamente, quanto menor, menor será a difusão.
Outro aspecto importante é quanto à direção da fonte, pois isto determinará também a direção da sombra. É uma afirmação óbvia, mas seus desdobramentos nem tanto. Sempre que houver uma fonte de luz (e sempre há!) uma sombra será gerada. Para cada fonte de luz, haverá uma sombra. Isto não quer dizer que sempre todas as sombras estarão aparentes.
Numa luz de cabelo, por exemplo, a sombra gerada pela mesma fica fora do campo abrangido pela câmera. Uma luz direcionada de cima, chamada "luz zenital", porque vem do zênite, produz sombras embaixo do assunto. É por isso que não se deve, via de regra, fotografar pessoas sob o sol de meio-dia, justamente por causa das sombras que se produzirão nos olhos, causando efeito desagradável.
Dependendo do grau de difusão, não se pode falar em luz direcionada, assim entendida aquela que produz efeitos dramáticos. isto porque, como já vimos, quando a luz está num grau de difusão máximo, vai iluminar o assunto por todos ou quase todos os lados.
Para uniformizar a linguagem, estabelecemos uma diferença entre dois conceitos:
Fonte de luz - É tudo que pode gerar energia dentro da faixa do espectro eletro magnético visível para o olho humano. Pode ser natural (estrelas, bioluminescência, o fogo) ou artificial (lâmpadas de qualquer tipo). Podem ser classificadas de acordo com vários critérios, como características espectrais, intensidade, formato, tamanho, etc.
Iluminação - É o modo de utilização de fonte ou fontes de luz, tendo em vista criar ou se adaptar a uma situação capaz de ser registrada por uma emulsão sensível. A iluminação envolve um aspecto de valorização subjetivo, relacionado com as intenções expressivas de quem a faz ou manda fazer. Podemos classificá-la, segundo seu direcionamento, em:
Segundo o grau de dispersão
Iluminação difusa ou suave:
Neste tipo de iluminação, a passagem entre a zona de sombras e luzes se dá de
maneira gradativa, não marcando uma linha definida, mas uma zona de penumbra.
O grau máximo de difusão acontece quando se usa a luz de maneira indireta, ou
seja, apontada não para o assunto, mas contra uma superfície refletora que,
quanto maior, relativamente ao assunto, mais difusão fornecerá; ou direta, transmitida
através de materiais difusores, podendo ser tela, tecido, papel, plástico, que,
também quanto maiores, darão mais difusão, se bem que nem tanto quanto a luz
indireta.
Para iluminação difusa, zona de penumbra longa e sombras suaves:
Hazy light, rebatedor, sombrinha difusora e outras superfícies difusoras.
Iluminação semi-difusa:
Aqui, a passagem se dá não tão suave como na anterior, mas também não tão dura
como na seguinte...
Para iluminação semi-difusa, zona de penumbra curta, sombras intermediárias:
- Sombrinha refletora, refletores parabólicos.
Iluminação concentrada ou dura:
Neste tipo, a passagem deixa uma linha bem nítida. É conseguida mediante uso
de fonte de luz com cone, colmeia, fresnel, etc. Quanto mais pontual relativamente
ao assunto for uma fonte de luz, mais dura será a iluminação.
Para iluminação concentrada, ausência de penumbra, sombras dura:
- Colmeia, cone, spot light.
Num estúdio, seja com flash, Photoflood ou tungstênio, procuramos produzir diferentes graus de difusão e direção, usando, em geral, os equipamentos que cito adiante. Outras variáveis que influem na difusão, se bem que menos que o formato e o tipo dos equipamentos, é a sua distância e ou seu tamanho com relação ao assunto.
Isto porque quanto mais afastada estiver a fonte de luz do assunto, mais pontual relativamente a ele se tornará, e portanto mais dura, como vimos com o exemplo do sol. Deve-se levar em conta, também, que a distância fonte de luz-assunto tem influência quanto à intensidade da mesma.
Segundo a "lei do quadrado inverso", a intensidade da luz sobre o assunto muda na razão inversa da distância entre este e a fonte, conforme uma progressão geométrica, devido ao fenômeno de dispersão.
Você deve levar em conta que esta não é uma lista que pretende esgotar o assunto. Existem outros equipamentos que você poderá usar, sendo os aqui apontados os mais comuns.
Além disso, é importante que se estabeleça, sempre que se vai iluminar um tema, seja cena ou pessoa, uma luz principal. Isto porque, partindo do princípio que o homem deseja se harmonizar com a natureza, ora, dispomos de uma só fonte de luz, o sol, que nos aquece e ilumina.
Da mesma maneira, num estúdio você deve procurar, seja num retrato, seja num Still, uma luz principal, em torno da qual as outras gravitam. Pode ser que para uma foto, você ache que é necessário somente uma fonte de luz para fazer a iluminação. Tudo bem.
Aliás, quanto mais simples a iluminação, mais livre estará o observador para o assunto em si. Portanto, seja o mais econômico possível em termos de iluminação. Uma iluminação muito complexa pode se transformar num exercício fútil de virtuosismo.
Mas, se acaso você topar um caso em que a iluminação deva ser mais trabalhada, tudo bem também, desde que haja uma luz principal funcionando como "fio condutor", e desde que o resultado final não deixe transparecer a complexidade da montagem. Não é à-toa que dizem que uma boa técnica nunca aparece, mas uma técnica pobre se torna evidente.
E quanto ao local onde se vai ser feita a foto, o que podemos dizer/ Se for em estúdio, é ideal que este tenha um tamanho apropriado, isto é, que dê espaço para o(s) modelo(s) posar(em) confortavelmente e separado do fundo por uma distância de pelo menos dois metros. Isto porque a iluminação para o fundo é feita, na maioria dos casos, em separado.
Também deve haver um espaço para a movimentação do fotógrafo e posicionamento das luzes. E ainda não deve ser muito baixo, para se poder usar girafa. A experiência diz que um estúdio para fotografia de grupos de até 6 pessoas deve ter um comprimento de 5,5 metros, por 5 de largura e 3,5 de altura no mínimo.
Além disso, deve ser pintado de branco, com cortinas pretas nas laterais para serem usadas abertas ou fechadas, para controle das reflexões. É claro que existem muitos tipos de estúdio e você poderá adaptar essas informações à sua necessidade.
Num estúdio, afora as preferências individuais, são requeridas cinco luzes básicas:
Um equipamento básico de iluminação para um estúdio de retratos:
Um equipamento básico de iluminação para um estúdio de publicidade:
Conceitos de iluminação ampla, curta e frontal
Dicas:
Se a foto for externa e se o sol estiver a descoberto, a luz será dura, como já vimos. Esta luz, em geral não é muito agradável, principalmente em mulheres e crianças, porque é muito contrastante, dando sombras nítidas embaixo dos olhos.
Para suavizar este efeito, pode-se colocar a(s) pessoa(s) lateralmente ou contra o sol e usar um rebatedor ou flash para encher as sombras. Isto deve ser feito de modo que o flash não se superponha à luz do sol, que continua sendo a principal, mas só para deixar as sombras menos densas.
Muita luz de enchimento dá um efeito artificial e nada conveniente. Em fotografia externa de moda, o(s) assistente(s) fica(m) segurando grandes telas difusoras bem próximas ao(s) modelo(s) para criar uma iluminação difusa.
Quanto as características espectrais das fontes de luz, há dois tipos básicos que interessam à fotografia, principalmente quando se trata de filmes a cores para slides:
Acima de 5.500° Kelvin rende-se as cores frias: branco, verde, azul, ciano. E abaixo de 2.800° Kelvin rende-se as cores quentes: amarelo, laranja, vermelho.
| VIOLETA | AZUL | VERDE | AMARELO | LARANJA | VERMELHO |
| 3.000Å | 4.000Å | 5.000Å | 6.000Å | 7.000Å | 8.000Å |
Há filmes em cores feitos para cada um destes tipos de luz. Antigamente havia filmes em cores tipo Photoflood, que davam rendimento ideal a 3.400° Kelvin. Os filmes em cores só devem ser utilizados para as fontes de luz para as quais foram projetados, a não ser que se empreguem filtros corretores, e também em casos onde se deseje um efeito especial.
ABSORÇÃO DA LUZ
De fato, a energia não se perde, se transforma. A luz, uma forma de energia, pode sofrer diferentes processos de transformação. Por exemplo, uma intensa luz branca, caindo sobre um tecido de veludo negro, será quase totalmente absorvida e convertida em calor, que é outra forma de energia com diferentes comprimentos de onda.
REFLEXÃO DA LUZ
O fenômeno da reflexão, tão conhecido, tem infinitas aplicações em todas as áreas fotográficas. Qualquer superfície reflete, em maior ou menor grau, total ou parcialmente, a luz. Assim, se uma superfície vermelha recebe uma luz branca, refletirá somente sua própria cor, absorvendo os comprimentos de onda oposta a sua composição.
A qualidade da superfície determina o tipo de luz refletida. Assim, superfícies espetaculares (espelhadas) refletirão direta e totalmente a luz incidente. Superfícies semi-espetaculares fornecerão uma luz refletida menos direta que as primeiras. Por último, superfícies foscas ou mates refletirão a luz de forma difusa.
Leis de reflexão:
1) O ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão.
2) Os raios incidentes e refletidos estão no mesmo plano que anormal no ponto
de reflexão.
TRANSMISSÃO DA LUZ
Entendemos por transmissão a passagem da luz através de meios transparentes ou translúcidos. A transmissão pode ser direta ou dispersa. Direta quando o meio não opõe resistência à passagem da luz (cristais, água, etc.), e transmissão dispersa ou difusa quando o meio (translúcido) converte um raio luminoso em infinitos raios de menor intensidade.
A transmissão da luz pode ser seletiva (direta ou difusa) quando o meio seleciona os comprimentos de ondas opostas.
REFRAÇÃO DA LUZ
O princípio pelo qual se fundamenta o funcionamento das lentes e objetivas é denominado refração. Consiste na propriedade da luz que, ao atravessar dois meios transparentes de diferentes densidades (ar e vidro, por exemplo), sofre uma mudança na sua velocidade. Esta mudança depende diretamente da diferença de densidade de ambos os meios e ângulo de incidência da luz na fronteira entre os meios em jogo.
Velocidade da luz é de 300 quilômetros por segundos.
LUZ NATURAL
Chamaremos de Luz Natural a luz proveniente do sol ou do espaço celeste. São muitos os profissionais que, por necessidades circunstanciais ou por vontade, utilizam a luz solar, também, para fotografias de produtos. A utilização desta fonte natural de luz, que também chamaremos de Luz Ambiente Natural, requer um profundo conhecimento das leis, controle e qualidade das mudanças que ocorrem nesse manancial.
Na luz natural, o horário definirá a inclinação dos raios luminosos em relação ao objeto fotografado e dela resultará um determinado efeito. Com a iluminação artificial de um estúdio, o efeito desejado dependerá do posicionamento das diversas fontes de luz e do equilíbrio entre elas.
Sabemos que a cor branca reflete a claridade e a preta absorve. Quanto menor a quantidade de luz: foto sub-exposta. E quanto maior a quantidade de luz: foto superexposta.
A utilização de refletores, rebatedores, difusores, filtros, pára-sóis, etc., é tão necessária em fotografias externas como no estúdio. A escolha de fundos estará sempre relacionada com a finalidade do produto final e deve ser cuidadosamente escolhida, se for necessário, acompanhando o "Lay-Out" fornecido pelo cliente.
LUZ ARTIFICIAL
Consideramos luzes artificiais todas as fontes luminosas que não provem nem do sol nem das estrelas. Assim, as fontes de luz por combustão e as provenientes da energia elétrica são fontes artificiais.
Em geral, os materiais fotográficos, ou fotossensíveis, são menos sensíveis às luzes artificiais do que às luzes naturais, aspecto importante a levar em conta, pois, alguns filmes possuem índices de sensibilidade especificamente indicados para luzes naturais ou artificiais.
As fontes artificiais de iluminação, utilizadas em fotografia, são de três tipos básicos:
As lâmpadas Photoflood são de filamento sobrevoltado, com enorme capacidade de energia luminosa, mas também de alta temperatura, com vida útil média entre 3 e 8 horas e com potências de 250, 500 e 1.000 watts.
Dois são os tipos encontrados no mercado, as brancas, que fornecem uma luz com qualidade de 3.400ºK e que devem ser utilizadas com filmes balanceados para essa temperatura de cor e, as azuis, com qualidade de luz de 6.000ºK, para os filmes tipos luz do dia (day-light).
É evidente que a utilização indiscriminada de filmes e fontes luminosas resultará no conseqüente erro no equilíbrio de cor, com dominantes indesejáveis ou como efeito proposital.
Lâmpadas Photoflood
As Photoflood são lâmpadas de filamento de tungstênio sobrevoltado que fornecem luz contínua de boa intensidade. Porém, apresentam 3 desvantagens já tradicionais:
Em situações específicas, são muito utilizadas mas, pouco a pouco, vão perdendo o valor utilitário que tiveram há anos atrás.
Em termos gerais, podemos dizer que se fabricam em dois tipos básicos em relação à qualidade luminosa, PHOTOFLOOD BRANCA e PHOTOFLOOD AZUL.
As brancas fornecem uma luz balanceada para filmes TUNGSTÊNIO de 3.400ºK, e, as azuis, fornecem luz do tipo DAY-LIGHT para filme LUZ DO DIA de 6.000ºK.
Podem ser encontradas com potências de 250 e 500 watts, apresentando-se em dois tipos:
Por outro lado, com filmes do tipo day-light, balanceados para temperatura de cor de 6.500ºK, fotografados com lâmpadas comuns domésticas, que tem por volta de 2.800ºK, obteremos fotografias com profundo dominante vermelho.
Temos a chamada tocha, recipiente onde se fixa a lâmpada; as lâmpadas e os acessórios de iluminação chamados de Photoflood. As fontes luminosas artificiais eletrônicas, vem acompanhadas por uma série de acessórios de muita utilidade no trabalho diário e consiste em:
1 - Sombrinhas:
Refletoras: São peças que refletem a luz, produzindo efeitos levemente duros,
perfeitamente controláveis.
Difusoras: Este tipo de sombrinha transmite uma luz difusa que caracteriza a
iluminação suave e, também, perfeitamente controlável.
Prateada e dourada: Sombrinhas especiais de superfícies metalizadas, aplicadas
em casos especiais (fotos de jóias, cristais, peças metálicas, etc.).
2 - Refletores:
Estes acessórios permitem controlar o campo de abrangência, da fonte luminosa, existindo três tipos básicos de refletores: Para ângulos de 80º, 50º e 40º. A combinação sombrinha-refletor deverá ser cuidadosamente analisada para não termos perdas desnecessárias de luz.
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3 - Tendas (haze light):
O Haze Light ou Caixa Difusora de Luz, que promove uma luz suave e difusa no motivo, para que sombras fortes não apareçam e denunciem a existência do fundo.
No dia do fotógrafo de produtos, são infinitos os problemas de iluminação e outros, por exemplo, particularmente, a fotografia de cristais, vidros, porcelanas, plásticos, metais e jóias, implica na solução dos problemas dos brilhos indesejáveis ou altas diferenças de contraste que só podem ser resolvidos com o uso de luzes muito suaves e perfeitamente controladas. Uma tenda ou barraca construída com papel vegetal de boa qualidade, resolve esses problemas.
Cobrimos o produto com uma cabana completa de vegetal, deixando livre apenas a posição da câmara, e iluminamos uniformemente por cima da cabana, utilizando, segundo as necessidades, uma, duas ou três tochas eletrônicas. Esse tipo de iluminação também se conhece pelo nome de HAZE LIGHT, existindo uma peça acessório com esse nome que se adapta à algumas cabeças de flashes eletrônicos profissionais.
O tipo de luz fornecida pelo HAZE é de ótima qualidade, de fácil controle e posicionamento em qualquer tipo de estúdio.
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4 - Fundos:
No desenvolvimento de trabalhos de fotografia de produtos torna-se importante termos uma coleção de fundos apropriados para todas as circunstâncias e situações.
Consideramos que 60% dos serviços de produtos são feitos sobre uma peça chamada FUNDO INFINITO DE ACRÍLICO BRANCO. Consiste numa mesa metálica ou de madeira sobre a qual é colocada uma folha de acrílico branco translúcido de boa qualidade, sem manchas nem riscos que manteremos imaculadamente limpa.
Este tipo de fundo nos permite realizar fotos de peças ou produtos totalmente sem sombras. Uma outra folha de acrílico preto que pode ser usada na mesma mesa, nos fornece uma incrível gama de possibilidades criativas, aproveitando características de reflexão e brilho próprio do acrílico preto.
Uma considerável coleção de cartolinas de diversas cores e texturas facilitará nosso trabalho, criando-nos novas possibilidades. Papel vegetal em boa quantidade e de boa qualidade, tem uma aplicação contínua num bom estúdio de produto. Acrescentando elementos como tesouras, facas, fitas crepe e adesiva, celofane, glicerina, vaselina, álcool, barbante, espelhos, vidros, etc., aumentando mais ainda os recursos de nosso local de trabalho.
Quando surgiram os flashes emitiam sempre a mesma quantidade de luz, o que exigia uma boa regulagem da abertura a cada nova foto. Pouco depois, chegaram os flashes automáticos com fotocélulas. estas permitem a variação da potência do disparo, de acordo com o ambiente. Como não se comunicam com a câmera, estes flashes são limitados ao uso em locais externos.
Buscando acabar com essa limitação, surgiram os modernos e avançados flashes dedicados. Como eles se comunicam com a câmera, a fotocélula lê a quantidade de luz que alcança o filme e corta o disparo do flash, assim que percebe que a luz foi suficiente. Desta forma, nem a abertura utilizada, nem a utilização de filtros interferem. A quantidade de luz emitida é, quase sempre, correta.
Um tipo de flash que já foi muito usado por fotógrafos amadores é o flash de cubo de uso único. Comporta quatro unidades de flash e é descartável. Os cubos são empregados em câmeras 110 e 126, são fáceis de operar embora de custo elevado para serem empregados com freqüência, outra desvantagem que apresenta é sua pequena potência, o que não permite um bom resultado de trabalho.
Já o flash eletrônico, mais versátil que o cubo, adapta-se à câmera. Sua luz é produzida por uma lâmpada de descarga, alimentada por pilhas, por uma bateria ou diretamente pela rede elétrica.
Os flashes eletrônicos são fabricados para fornecer, de maneira constante, uma temperatura de cor de 6.500ºK, com o que só serão utilizados com filmes do tipo day-light.
Os flashes eletrônicos são a fonte mais utilizada nos últimos tempos, tanto a nível profissional como amador, resultando da sua versatilidade, fácil manuseio, pequeno formato e incrível capacidade de energia.
Pode-se encontrar no mercado uma fantástica variedade de marcas de flashes, nacionais e importados, para todas as necessidades e usos. Há modelos que vão dos 30 watts de potência, para amadores, até monstros de 400 a 5.000 watts de potencial, para profissionais de moda, publicidade e produtos.
O flash eletrônico, um pequeno aparelho que surgiu há alguns anos e revolucionou a fotografia, é atualmente excelente arma de trabalho de profissionais, amadores e toda pessoa que fotografa. Em comparação com a iluminação clássica da luz contínua, o flash eletrônico apresenta enormes vantagens no que diz respeito a versatilidade e capacidade de energia.
Pelas características da luz relâmpago, a experiência obtida com lâmpadas convencionais (luz contínua) deverá sofrer algumas mudanças, no nosso conhecimento, o que justifica estudar e conhecer profundamente o funcionamento do equipamento de luz eletrônica. Evidentemente, as regras básicas de iluminação, equilibrou, luz e sombra, contraste, brilho, qualidade, etc., são as mesmas, já que a diferença fundamental entre luz relâmpago e luz contínua reside na brevidade do disparo eletrônico.
O QUE É FLASH ELETRÔNICO?
Em termos gerais podemos defini-lo como uma fonte de alta energia elétrica concentrada num pequeno condensador, que pode ser disparado em pequeníssimos intervalos de tempo, através de uma lâmpada de vidro que contém uma atmosfera gasosa (gases ionizados), que transforma a carga elétrica em luz de grande potência. Na lâmpada, encontra-se enrolados, fios ionizadores.
Basicamente, o flash eletrônico consiste em dois elementos fundamentais, a fonte de energia elétrica e o bulbo ou lâmpada, contendo gases especiais. As fontes de energia podem ser de três tipos: elétrica comum, bateria ou acumulador úmido e pilhas secas.
Existem equipamentos amadores e profissionais que possuem mais de um tipo de fonte de energia (rede e pilhas, redes e baterias, por exemplo).
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Existem 3 tipos de flash:
Como já sabemos, o Flash é utilizado em fotografia quando não há luz suficiente para registrar a cena pretendida. Ele tanto pode ser utilizado quando se deseja tirar uma foto no interior de um quarto escuro, como para clarear as áreas de sombra de um objeto iluminado pelo sol.
A luz emitida por uma unidade de Flash impressiona no filme a cor da mesma forma da luz do dia, ao contrário do que acontece com a luz de lâmpadas incandescentes ou refletores de estúdio. Portanto, ao empregar o Flash, deve-se utilizar filme day light (para cores), compatível com a luz natural.
A medida, por cada metro, em que nós nos afastamos da distância a ser fotografada, da fonte de luz, abre-se mais o diafragma:
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A velocidade de disparo dos flashes eletrônicos varia de 1/5.00 segundo, para pequenos flashes, até 1/600 segundo, para equipamento de uso profissional.
A partir desse conceito podemos dizer que a velocidade do obturador, utilizada em nossa câmara, deverá ser sempre menor que a velocidade de disparo da fonte luminosa para permitir a entrada de luz refletida pelos objetos iluminados pelo flash.
Existem no mercado câmaras fotográficas de dois tipos, no que diz respeito ao obturador: as câmaras reflex com obturador de tipo cortina ou plano focal, que são as mais comuns, e as câmaras com obturador centrobturador: as câmaras.
Como já podemos supor, há necessidade de sincronizar perfeitamente o disparo eletrônico do flash com a velocidade do obturador em brevíssimos intervalos de tempo. E cada câmara tem os dispositivos específicos para realizar corretamente essa sincronia entre relâmpago e tempo de exposição.
Os obturadores de plano focal consistem em duas cortinas que se abrem sincronamente, deixando chegar a luz até o filme através de uma pequena fresta que varre uniformemente toda a superfície do filme, com tempos variáveis, que podem ser escolhidos entre 1 e 1/2000 segundo, o que determina o tempo de exposição para os diafragmas pré-selecionados.
Mas todas as câmaras fotográficas trazem especialmente indicada, uma velocidade de obturador específica para o sincronismo com o flash. Essa velocidade vem marcada com um X ou número vermelho, ou com um traço diferente e em destaque, indicando que as duas cortinas estão totalmente abertas no momento do disparo do flash. Essa é a velocidade de sincronismo.
Em termos gerais, essas velocidades de sincronização são de 1/60, 1/90, 1/125 segundo para as diferentes marcas e tipos de câmaras.
ATENÇÃO, só usaremos o flash nessas velocidades, nunca em velocidades maiores, porque nesse caso obteremos fotografias cortadas vertical ou horizontalmente.
Podemos perceber que, nas fotografias feitas com flash eletrônico, pouco está interessando a velocidade de obturação como elemento de exposição, já que quem determina esse tempo e o próprio disparo eletrônico do instrumento. Daí, podemos deduzir que é o diafragma o parâmetro variável para obter corretas exposições, baseadas na distância assunto-flash.
Os obturadores sincro-compur ou centrais, por serem do tipo Íris, montados na própria objetiva, permitem uma sincronia com o flash em todas as velocidades, sendo que o obturador central nunca possuí velocidades maiores do que 1/500 segundo (Rolleiflex, Hasselblad, etc.)
Existe mais um elemento de sincronização entre a câmara e o flash, o sincronismo elétrico, que possibilita a coordenação entre o disparo da câmara e sua simultaneidade com o espocar do flash. Esse sincronismo é produzido de duas formas: alguns tipos de câmaras e flashes possuem sapatas especiais que ligam ambos os aparelhos diretamente por encaixe na parte superior da câmara e na parte inferior do flash.
O outro sistema é a ligação através de cabos de sincronismo que ligam o relâmpago a uma entrada na câmara marcada especificamente com a letra X, para instrumentos eletrônicos.
Dessa forma, completamos todo o esquema de sincronização:
a) Velocidade de sincronismo, especificamente indicada
b) Ligação elétrica através da sapata ou do cabo de sincronismo.
A indústria nacional está de parabéns colocando no mercado equipamentos de luz eletrônica de nível comparável aos das melhores marcas estrangeiras.
Quando se fotografa em estúdio, o fundo escolhido tem papel fundamental. Nesse caso, o fundo infinito é o mais indicado pois evita que a linha formada pelo encontro do chão com a parede produza uma aparência feia na imagem. Quando bem trabalhado, a idéia que temos é que o assunto fotografado está flutuando.
Utilizá-lo é uma tarefa fácil, no entanto, bastante cuidadosa. O ideal é que a iluminação do motivo principal seja suave e difusa para que sombras fortes não apareçam e denunciem a existência do fundo. Um Haze Light (caixa difusora de luz), ou um par de flashes com sombrinhas são duas boas opções para se conseguir uma iluminação suave.
A correta exposição
Todos os flashes eletrônicos trazem uma pequena tabela calculadora de exposição que informa a abertura necessária para tal ou qual assunto em relação direta a: distância assunto-fonte; potência do flash; sensibilidade do filme.
É mister lembrar que a distância considerada é entre o assunto e o flash,
pois, como é comum usar flash diretamente montado na parte superior da câmara,
muita gente pensa que o importante é a distância câmera-assunto.
Seja qual for o tipo de unidade que se empregue, o aspecto que deve ser levado
em consideração no cálculo da exposição é a distância existente entre o flash
e o objeto fotografado.
Para unidades eletrônicas a forma de calcular a exposição depende de o dispositivo ser manual ou automático. Tratando-se de equipamento manual, deve-se usar o número guia do flash: quanto maior é esse número, mais potente é a luz emitida. A divisão do número guia pela distância do objeto ao flash, dá a abertura correta com que a objetiva deve ser regulada. A quantidade de luz emitida pelo flash é sempre a mesma, assim ao mudar a distância entre o motivo e a unidade, torna-se necessário recalcular a abertura da objetiva.
Os fabricantes de equipamentos de flash eletrônico fornecem, para cada modelo, os dados técnicos necessários para seu uso.
Esses dados são: potência do flash, ângulo de abrangência do refletor e o número-guia (GN).
O número-guia é de grande importância para a correta exposição com a luz fornecida por aquele equipamento, e surge da relação entre potência do flash, distância do assunto e sensibilidade do filme.
Se o fabricante informa que o número-guia do seu flash é, por exemplo, 24, isso significa que esse número, dividido pela distância do flash dará como resultado o valor correto de diafragmação a utilizar. É importante considerar que esse número-guia é fornecido em função de uma única sensibilidade do filme, geralmente 100 ASA. Logicamente, para outras sensibilidades, outro será o número-guia.
Vejamos um exemplo:
número-guia do flash, 24. Para filme de 100 ASA;
distância flash-assunto: 3 metros
24,3 = diafragma f8.
Esses números-guia de cada equipamento se refere a condições normais de processamento
dos filmes, e em casos especiais servem como ponto de partida para testes pessoais.
Na possibilidade de possuirmos um flash do qual desconhecemos a potência e o
número-guia, será necessário determinar por meio de testes o verdadeiro valor
do número-guia.
A Velocidade de Obturação e Sincronismo
O tempo que a lâmpada do flash permanece acesa não ultrapassa um milésimo de segundo, assim não há diferença em usar velocidades de obturação altas ou baixas. O importante é escolher velocidades de modo que o flash dispare quando o obturador está completamente aberto. A isso chama-se de Sincronização do Flash. Obturadores de plano focal ou de cortina, como o das câmeras mono-reflex, normalmente só sincronizam com um flash à velocidade de 1/60 (ou 1/25 ou 1/250, dependendo do tipo de câmera). Se você usar velocidades mais altas, apenas parte do quadro ficará iluminada, não havendo problemas em se usar velocidades mais baixas. Já as câmeras com obturador central sincronizam com o flash em qualquer velocidade.
Sugestões para o uso do flash
(o flash sempre deve estar ligado na velocidade de sincronismo)
Nunca aponte a unidade diretamente para superfícies refletoras, como espelhos ou vidros. Se o motivo fotografado inclui esses elementos, faça com que a luz do flash incida sobre eles de lado e não se reflita em direção à câmera. Ao fotografar grupos de pessoas, é importante assegurar que todas estejam situadas aproximadamente à mesma distância do flash. Caso contrário, as mais próximas resultarão em superexpostas e as mais distantes em sub-expostas. A maneira mais simples de usar o flash é mantê-lo na câmera e apontá-lo diretamente para a cena, isso, no entanto, costuma resultar em fotos muito lavadas e sem boa definição de texturas, pela ausência de sombras. Um modo de melhorar o jogo é segurar o flash longe da câmera, apontando-o ainda para o motivo; o resultado é ainda um pouco duro, mas a textura é melhor. Para eliminar inconvenientes do flash direto, faz-se com que a luz seja refletida no teto, numa parede ou no refletor que acompanha certas unidades. Para obter a exposição correta com flash refletido (rebatido), deve-se determinar a distância entre o flash e a superfície refletora e mais da superfície refletora e o objeto. Essa distancia total é que deverá ser utilizada para o cálculo da abertura da diafragma. Procure superfícies refletoras brancas. Leve em conta que superfícies coloridas alterarão a cor da luz refletida e reduzirá a quantidade de luz que chega ao objeto fotografado. O uso do flash não se limita às situações em que a luz disponível é insuficiente, ele pode também ser empregado para clarear áreas de sombra.
Equipamentos eletrônicos para estúdio
Há diversos acessórios e recursos que podem ser adicionados às unidades de flash automático. Em alguns casos, a cabeça pode ser girada enquanto a unidade está fixada no contato direto, permitindo que sua luz seja refletida no teto ou numa parede, antes de alcançar o motivo.
Os circuitos eletrônicos vêm sendo cada vez mais aperfeiçoados para economizarem energia. Há ainda filtros coloridos para efeitos especiais, difusores para compatibilidade com objetivas de diferentes distâncias focais, refletores para flash indireto, adaptadores para alimentação na corrente elétrica doméstica, suportes com gatilhos para tornar câmeras e unidades de flash solidários, sem usar o contato direto.
Os equipamentos de flash eletrônico para estúdio existem em dois tipos: fonte geradora e compactos.
Os equipamentos eletrônicos de gerador, consistem uma fonte geradora de grande potência que permitem a ligação eletro-eletrônica de várias tochas de relâmpago totalmente controladas pela fonte. Os controles de seleção de potência, de luz modeladora e testes, são efetuados diretamente na fonte geradora, existindo apenas um cabo de ligação até a lâmpada relâmpago (tocha).
Se fabricam fontes geradoras até 10.000 e 20.000 watts para iluminar grandes áreas ou assuntos específicos, porém as fontes geradoras de uso mais comum geram entre 1.500 e 3.000 watts, que permitem resolver quase todos os problemas básicos de iluminação.
Os flashes de estúdio compactos contém no seu próprio corpo a fonte geradora individual. O desenvolvimento desses equipamentos permitem-nos trabalhar com tochas eletrônicas relativamente pequenas e de grande potência de iluminação. Podemos encontrar flashes compactos de 200, 400 e 800 watts, sendo peças leves e fáceis de manipular, contendo uma série de acessórios que os tornam altamente versáteis. Uma tocha relâmpago de 800 watts e duas de 400 watts, somam ao todo 1.600 watts. Seria o equipamento básico para um estúdio especializado na fotografia de produtos e publicidade, cobrindo satisfatoriamente todas as situações e problemas.
Listamos aqui algumas sugestões para ajudá-lo a lidar melhor com a iluminação em estúdio:
1. A fonte de luz pode incidir no objeto de 5 formas de luminosidade:
Luz Incidente: É a luz que chega até a imagem, que incide no objeto a ser fotografado.
Luz Refletida: É a luz que se reflete na imagem e volta para a foto.
Luz Direta ou Luz Dura: Produz sombras duras: É a luz que age diretamente sobre a imagem. Esta luz cria um clima mais bruto, mais quente, é usada para uma cena de suspense ou terror. Consegue-se obter contrastes bem fortes de preto e branco.
Luz Rebatida: É a luz que age indiretamente na imagem através de rebatedores. O rebatedor pode ser branco (isopor), preto (que não reflete), prateado e dourado. Produz sombras médias.
Luz Difusa ou Luz Suave: Produz sombras suaves. É a luz que age indiretamente sobre a imagem. Cria um clima mais suave, tem menos contrastes e mais tons de cinzas. Consegue-se este tipo de iluminação com a luz rebatida (com placa de isopor) ou com o Haze-Light.
Quando a luz do sol é dura demais e provoca áreas de claridade e de sombras profundas simultaneamente, ocasiona um desequilíbrio de iluminação muito grande. Para minimizar isso, o ideal seria suavizar a luz que chega no motivo e distribui-la de forma mais uniforme, uma boa opção seria utilizar algum tipo de difusor, por exemplo uma folha de papel vegetal ou um grande lençol branco.
2. A luz deve ser sempre rebatida em materiais brancos; o dourado e o prateado produzem efeitos específicos.
3. Dependendo de sua posição dentro do estúdio e em relação ao modelo ou objeto
fotografado, as luzes são denominadas:
luz principal - é a fonte de luz mais forte.
luz de enchimento - deve ter a metade da potência da luz principal e é a responsável
pela impressão de volume.
luz delineadora - geralmente é colocada na lateral do corpo e/ou no cabelo para
definir o limite entre modelo e fundo.
luz de fundo - deve ser igual à luz principal, mas será rebatida no fundo.
obs.: cada um desses tipos de luz pode incidir sobre o objeto segundo os modos
descritos no item 1.
4. Os filmes cor dependem da quantidade e da qualidade de luz que incide sobre o objeto; para correção use filtros CC.
5. Para retratos em estúdio, é ideal usar câmeras de formato médio (6 x 6, 6 x 7 etc.); com câmeras 35mm, escolha um filme de ISO baixo para conseguir uma melhor definição na ampliação.
6. Sempre que puder, use pára-sol para evitar invasão de luzes e reflexos indesejáveis.
7. Ao escolher os fundos para retratos, prefira cores e texturas que acentuem o contraste com os cabelos, a pele e as roupas do cliente.
8. Dependendo da intenção da foto, podem ser usados fundos mais alegres e produzidos, como lonas pintadas, tecidos estampados etc.
9. Antigamente, era muito comum os estúdios fotográficos profissionais disporem de diversos materiais de adorno e cenário para sofisticar as fotos dos clientes. Infelizmente, isto se perdeu, e os estúdios estão muito pobres nisso. Com bom gosto e imaginação, é possível proporcionar aos clientes um serviço bonito e diferenciado.
10. Quando se fotografa alguém no estúdio, é preciso deixá-lo inteiramente à vontade e estabelecer um clima de muita confiança. Você pode usar uma música suave de fundo, sugerir poses e criar situações imaginárias. Nos momentos iniciais, um bom recurso é disparar a câmera, porém sem filme; quando estiver no "segundo" filme, provavelmente o modelo estará mais descontraído.
11. A maquiagem deve ser leve e, para pessoas com rugas ou marcas na pele, pode-se usar um filtro difusor.
12. Selecione sempre o material a ser apresentado ao cliente; um material apresentado através de provas de contado, sem refile ou acabamento impressiona mal.
13. Para assessoria mais detalhada a respeito de estúdios, procure a Imagem-Ação; ela dispõe de inúmeros dicas que poderão ajudá-lo a melhorar a qualidade de seu trabalho.
Um pôr-do-sol ou uma silhueta bem delineada são sempre motivos que atraem a atenção e a vontade de fotografar. Além da beleza da cena, a iluminação dessas duas situações é que faz a grande diferença. A contraluz, ou seja, a luz que vem na direção da câmera fotográfica, iluminando o motivo por trás é, quando trabalhada com cuidado, uma fonte fornecedora de belíssimos resultados.
Contudo, é bom saber que nem só de luz natural "vive" a contraluz. Para quem trabalha em estúdio, aqui está uma excelente oportunidade para explorar as variadas formas de iluminação e montar um belo portfólio.
Existem variadas facetas para se utilizar a contraluz, objetos translúcidos e transparentes, como vidro, gelo, acrílico e também tecidos finos são excelentes oportunidades. As vantagens deste método são que além de se evitar os brilhos e os reflexos provocados na frente de objetos transparentes ou espelhados, produz uma foto com mais profundidade e se tem a impressão de que a luz, mais difusa, parece ter saído do motivo.
Outra vantagem bastante interessante de tirar proveito do benefício da contraluz e dar um toque romântico às fotos é na fotografia de pessoas. Neste caso serão necessárias várias tochas apontadas para o fundo claro, e acertar os flashes que vão iluminar o motivo pela frente, tomando cuidado para não exagerar na dose de luz frontal, anulando assim a contraluz. Para produzir uma silhueta, isto é, com o assunto escuro e o fundo iluminado, utiliza-se maior quantidade de contraluz do que a iluminação frontal do motivo.
Quando a luminosidade que está de frente para a câmera é grande, todo cuidado é pouco, para que a luz não incida diretamente na lente provocando o desagradável flare (manchas indesejáveis provocadas pela incidência direta da luz). Para evitar isso, utilizar um pára-sol acoplado à objetiva, uma cartolina ou ainda um papel cartão de cor preta, previne a entrada de luz na objetiva.
No Set de iluminação, uma forma comum e pouco trabalhosa é apontar uma fonte ou mais fontes para o fundo branco ou claro, de forma que a luz bata no fundo e incida no objeto. Em especial quando se fotografa objetos pequenos, este tipo de contraluz é muito eficiente, como por exemplo, os anúncios de perfumes e bebidas, e as fotos de culinária com taças ou copos de vidro. Outra opção é utilizar um fundo semitransparente (que permita a passagem de luz) e colocar as luzes atrás dele.
Última atualização: 17/04/2006. |
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