Leis da Hereditariedade


A explicação sobre a hereditariedade das características dos indivíduos deve-se a Joahann "Gregor" Mendel – pioneiro das teorias genéticas. Mendel (1822-1884), nasce em Heinzendorf, Tchecoslováquia.

Filho de camponeses, interessa-se desde pequeno por plantas e ingressa na vida religiosa no Monastério Agostiniano de Brünn (1843), na Morávia, e adota o nome Gregor.

Ordenado padre em 1847 vai estudar Física e Ciências Naturais na Universidade de Viena. Volta ao convento em 1856 para lecionar as duas matérias e utiliza seus jardins para experiências com ervilhas...

Depois de trabalhar dez anos no cruzamento de várias espécies e estudar os híbridos resultantes, elabora as leis da hereditariedade dos caracteres dominantes e recessivos.

Seu trabalho, apresentado em 1865, obtém pouca repercussão. O pouco caso da comunidade científica leva-o a desistir das atividades científicas quando é nomeado abade do convento, onde vive até morrer.

Seu trabalho permanece ignorado até início do século XX, quando outros cientistas chegam aos mesmos resultados por meio de pesquisas e suas conclusões são reconhecidas como fundamento da Teoria Cromossômica da Hereditariedade.

Joahann "Gregor" Mendel

O trabalho de Mendel foi encontrado na Biblioteca de Darwin. O referido trabalho (1865) não teve muita repercussão nos meios científicos, pois ao contrário da norma para um trabalho de Historia Natural da época, era recheado com cálculos e proporções. Mendel, biólogo e botânico é o pioneiro das teorias da Genética.

Mendel havia descoberto as Leis da Hereditariedade e, a partir de estudos de Darwin, Weissmann desenvolveu a Teoria da Hereditariedade, chegando a uma visão aproximada da atual Teoria Cromossômica.

Primeiro crítico importante das teorias evolucionistas de Darwin, ele escreveu uma série de artigos (1868-1876) defendendo a idéia de que as características adquiridas de qualquer variação genética ou somática não podiam ser todas herdadas, porém sustentava suas afirmações com muito pouca prova prática.

Ele é uma das figuras mais importantes na história da biologia evolutiva. Em nenhum outro país, nem mesmo na Inglaterra, o Darwinismo teve um impacto tão grande como na Alemanha.

A importância que Weissmann atribuiu ao pensamento de Darwin é documentada pelo fato dele ter comparado a teoria da "transmutação" com a teoria heliocêntrica de Copérnico e por ter afirmado que nenhum avanço na compreensão humana, desde a aceitação daquela teoria, tinha levado a um impacto tão grande como a teoria de Darwin.

Por volta de 1890, estabeleceu a distinção entre as células do corpo (células somáticas) e as células germinativas. Concluiu que somente as células germinativas transmitiam as qualidades do ser.

Provavelmente ninguém no final do século XIX compreendeu as teses básicas do Darwinismo melhor que Weissmann. Ele foi o único que compreendeu o papel avassalador da seleção natural, eventualmente ultrapassando Darwin, declarando a "auto-suficiência" da seleção natural.

August Weissmann, em laboratório, realizou experimentos usando ratos, cortando as suas caldas por seguidas gerações, concluindo que nem por isso os seus descendentes nasciam anuros.

Bem mais tarde, com o aparecimento da genética, provou-se novamente estar errada a teoria de Lamarck, pois características adquiridas por uso e desuso nunca são transmitidas para gerações posteriores, isso ocorre apenas através de mutação genética.

Divulgados os trabalhos do abade austríaco Gregor Mendel e, sobretudo, do biólogo alemão August Weissmann (1834-1914), as idéias de Lamarck foram abandonadas pela maioria dos biólogos...
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Emissões Filatélicas alusivas a Joahann "Gregor" Mendel.

Série de 2 selos emitida pelo Vaticano em 1983 (Scott: 725/728, Yvert: 747/748), para marcar o centenário da morte de Mendel.

Áustria - 1984 (Yvert: 1592), centenário da morte de Mendel. Uganda - 2000 (Yvert: 1850/1866), folhinha sobre acontecimentos que marcaram o século XIX (de 1850 a 1900). NT


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Última atualização: 26/02/2007.
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