Título: Mapa-múndi genovês (Genoese World Map)
Data: 1457
Autor: desconhecido
Localização: Biblioteca Nacional Central, Florença
– Itália.
Descrição: Mapa da Idade Média – Portolano, carta marítima,
com escala.
Um claro "S" está identificado no mapa do mundo genovês, de 1457, nos lagos onde o rio Nilo tem seu recurso, assim como as informações de Alpin [2, p. 78]. A criatura voadora de cores vermelha e verde tem uma longa e estreita língua, uma crista dupla na cabeça, duas asas, duas pernas e um longo rabo. Cardanel (citada por Topsell) disse que os répteis voadores que ele observou eram muito coloridos.
Existe claramente identificado uma girafa e um elefante presentes no mapa da Etiópia... A girafa é bem colorida, marrom e com manchas, e o elefante é cinza. O etíope é preto. Existem um mamífero e um réptil não identificados. O mapa colorido é um portolano sobre couro de cabra.
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Abaixo, uma parte ampliada do mapa, para melhor visualização da girafa:
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Além do desenho medieval mostrar as míticas Gog e Magog (tribos perigosas localizadas no norte da Ásia, identificadas por Alexandre, o Grande), o mapa genovês também contém um grande número de desenhos de interesse zoológico:
Elefante, camelo, leão, macacos, girafa, dragão e crocodilo aparecem na região da Etiópia; Griffon ou abutre-negro, leopardo, ox e urso-polar aparecem nas regiões do Paleártico; e cobra e storks aparecem na região oriental.
Abaixo, um mapa sem ilustrações da mesma área, para melhor visualização:
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Esta foi a primeira vez que uma girafa foi bem desenhada (de forma bastante definida) em um mapa da África, embora camelopardalis tenha aparecido muito antes, na mesma área do mapa de Ebstorf (224).
Camelopardalis, era o nome come se conhecia as girafas, todavia, foram mostradas como um animal de quatro patas e, normalmente, de pescoço curto. Girafas têm sido desenhadas perfeitamente desde o século III antes de Cristo.
PÁGINA DA REPÚBLICA FEDERAL DEMOCRÁTICA DA ETIÓPIA
Não se separa os conceitos de cultura e civilização. Nos livros de História de nossas escolas atuais, somos capazes de ler sobre a civilização egípcia (que uma certa historiografia ocidental nos fez esquecer que é também africana). Em contrapartida, por exemplo, é pouco provável vermos nos compêndios escolares algo como a Civilização Shona...
Título: Africae Tabula Nova – África Tábula Nova
Data: 1579
Autor: Abraham Ortelius
Localização:
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Negrolândia e Guiné (1736)
Título: Negrolândia e Guiné com os protetorados europeus,
explicando o que pertencia a Inglaterra, Holanda, Dinamarca etc. (Negroland
and Guinea with the European Settlements, Explaining what belongs to England,
Holland, Denmark, etc)
Data: 1736
Autor: Herman Moll (geógrafo)
Localização: Extraído do site Map Mogul Ltd, Londres - Reino
Unido. Impresso e vendido por T. Bowles.
Um atrativo e bem desenhado mapa do oeste da África, do Atlas Menor de Herman Moll. O mapa em quatro cores mostra a área da Guiné Francesa, Serra Leoa, Libéria, Costa do Marfim, Gold Coast, Togo, Nigéria, etc. Os rios são nomeados, assim como as cidades e ilhas.
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Império de Monomotapa e Estados Vizinhos (1750)
Título: Império de Monomotapa e Estados Vizinhos
Data: 1750
Autor: Jacques Nicolas Bellin
Localização: Extraído do site Map Mogul Ltd, Londres - Reino
Unido.
Com tira de M. Delisle e autros autores.
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Na região do Zimbábue, entre 1400 e 1800, surge o Reino do Monomotapa... Houve um o Rei Monomotapa, em 1531, que mantinha minas de ouro, na costa oriental africana, localizado ao sul do rio Zambeze...
Toda a região compreendia além do reino de Monomatapa, os reinados de Chikanga, Mauruca, Mongas, Sabia e de Sacombe, entre outros, também as terras do rei Biri etc.
A narração "Mhondoro do Mutota" que conta a origem das migrações e do Monomotapa.
De acordo com nossos ancestrais, tudo se passou como se segue... Houve uma grande quantidade de guerras à Guruuswa (Gunuvutwa) e, uma falta crônica de sal. Mutota enviou um mensageiro pessoal, chamado Nyakatonje (do muputo "totem" shumba) procurar novas minas de sal.
Ele dirigiu-se em direção ao norte, atravessou as montanhas mavuradonha entre os Dande e atravessou o rio Mukumbura, chegando finalmente no país Chedima, ao sul do Zambeze e a oeste do atual Tete (Moçambique). Localizou uma grande quantidade de minas de sal (mapare) sob o controle do Mhondoro Chivere; depois de oferecer presentes ao soberano local, Nyakatonje ganha um bloco de sal e uma mensagem, para levar ao Mutota: "Chiregerai Kudya matuzvi embudzi" (pare agora de comer fezes de cabras). Tal mensagem foi transmitida ao povo do mambo-chefe que não mais extraiu o sal das fezes de cabra senão em caso de urgência (ENCARNAÇÃO, 1995, p.232-233).
A gênese da expansão das linhagens aristocráticas shona em direção ao norte do planalto e a emergência da dinastia Monomotapa em meados do século XV. A desagregação do Império do Grande Zimbábue deveu-se a um conjunto de fatores tais como esgotamento ecológico, lutas internas entre os grupos, lutas de aristocratas regionais para escapar aos tributos facilitadas pelas dificuldades de controle em razão das grandes distâncias e da concorrência árabe ao norte, seriam estes os fatores correlativos para a falência desta formação social.
O Estado shona, ou Estados shona depois de sua divisão, portanto, já no contato com os portugueses, momento final de desagregação do antigo império e cobrindo a atuação dos dois blocos: Chamgamine e Monomotapa. No século XVII, quando Moçambique foi oficialmente declarado uma colônia, o comércio português de escravos destruiu o Império Monomotapa, o mais poderoso estado Banto da região.
Menções:
O relato sobre o reinado do Monomotapa é feito por diferentes cronistas. Camões, por exemplo, se refere a ele como um império de "selvática gente negra e nua". João de Barros descreve, em detalhes, esse reino vinculando-o ao mito do Preste João, ou seja, da localização do paraíso terrestre no interior do continente africano, num reinado exótico e fabulosamente rico, habitados por gentes nobres e negras, defendido por Amazonas - às quais De Bry, na gravura intitulada As Amazonas do Monomotapa, de 1597, representou como mulheres brancas, nuas, com longos cabelos lisos e loiros.
Vários cronistas, além de João de Barros (Panegírico da Infanta D. Maria), mencionam o mito do Preste João e o reino de um grande imperador (o Monomotapa). Sua fama leva o filósofo Diderot, dois séculos após, a escrever um verbete na Enciclopédia sobre o assunto...
Para ir além: Dissertação de doutorado - "Genèse et structure des royaumes Zimbabwé-Monomotapa: organization économique, état et symbolique dans les sociétés shonas", de José A. Orta da Encarnação (1995).
"António Fernandes, carpinteiro de naus abandonado na África, garimpou para os portugueses informações valiosas sobre o reino de Monomotapa, riquíssimo em metais preciosos, no interior do continente africano (onde hoje ficam o Zimbábue e Moçambique). Explorou toda a região e morreu por lá mesmo, tratado como um pequeno deus pelas populações locais." De Fernão Lopes de Castanheda, cronista dos descobrimentos portugueses.
Aegyptus Antiqua – Libicus Nomus (1809)
Título: Aegyptus Antiqua, Libicus Nomus - Marmarica (Marmarika)
e Cirenaica (Cyrenaica)
Data: 1809
Autor: Tranquillo Mollo
Localização: Extraído do site Map Mogul Ltd, Londres - Reino
Unido.
Publicação: Atlas Orbis Antiqui Totius, J. Dirwaldt, Viena.
Descrição: Um desenho da costa leste mediterrânea da África,
também chamada de áreas tribais.
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Abaixo, um mapa moderno com a localização de Cirenaica e Marmarica, na atual Líbia.
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A CRONOLOGIA DA HISTÓRIA AFRICANA PODE TER A SEGUINTE COMPOSIÇÃO:
10.000 anos antes de Cristo: Aparecimento do Homo
Sapiens na África
5000 a.C.: Agricultura e criação no Vale do Nilo
3100 a.C.: Os Faraós unificam o Estado
Egípcio
2250 a.C.: O Estado Kerma governa a Antiga
Núbia no Sudão
1570 a.C.: As dinastias Egípcias colonizam o Núbia
1100 a 500 a.C.: Os Estados Kushes
e Napatos se estabelecem no Sudão
814 a.C.: Fenícios fundaram a Capital em Cartago
760 a.C.: Os Estados Kushes da Núbia governam o Egito
500 a.C.: A tecnologia do Ferro é introduzida no Egito pelos
invasores Assírios
400 a.C.: Reinos Núbios
450 a.C.: Civilização Nok na África Ocidental
332 a.C.: Os Gregos invadem o Egito
40 a.C.: Os Romanos invadem o Egito
0: - Início do esplendor dos Reinos
Axum na África Oriental
639: Expansão Islâmica no Norte Africano
700: Data aproximada da construção do Zimbábue
1076: Ocupação de Gana
pelos Almoravides
1200: Fundação do Império Monomotapa na África
Austral
1235: Início do Império do Mali
1240: Fundação do Reino do Congo
1400: Início do Império Songai
1415: Os Portugueses vencem os Mouros e tomam Ceuta
no Norte Africano
1420: Fundação do Reino Luba na região do Rio Congo
1445: A presença constante de mercantes portugueses no Rio
Senegal
1456: Estabelecimento do tratado comercial entre Reinos da
África Ocidental e os Portugueses
1475: Tratado de Alcáçovas entre Espanhóis e Portugueses que
permitem aos Portugueses a introdução de escravizados Africanos na Espanha
1484: Chegada dos Portugueses ao Congo
1484: Conversão do Rei do Congo ao Catolicismo (o Catolicismo
já havia penetrado na Etiópia 400 anos antes)
1591: Destruição do Império Songai
1575: Portugueses invadem Angola
transformando o Reino em Colônia
1630: O Reino do Congo
é dominado pelos Portugueses
1795: Chegada dos Ingleses como invasores e colonizadores na
África do Sul
1808: Início das Campanhas Militares de Chaka-Zulu
1884-1885: Consolidação do Domínio Europeu na África...
Última atualização: 30/08/2007. |