Jogo dos Bichos

1 - AVESTRUZ 2 - ÁGUIA 3 - BURRO 4 - BORBOLETA 5 - CACHORRO
6 - CABRA 7 - CARNEIRO 8 - CAMELO 9 - COBRA 10 - COELHO
11 - CAVALO 12 - ELEFANTE 13 - GALO 14 - GATO 15 - JACARÉ
16 - LEÃO 17 - MACACO 18 - PORCO 19 - PAVÃO 20 - PERU
21 - TOURO 22 - TIGRE 23 - URSO 24 - VEADO 25 - VACA
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ABAIXO, UMA CRÔNICA

Maximo Job, em O Tempo, 23 de julho de 1892. Quem nasceu para dez réis nunca chega a vintém. In: O Tempo, 23/07/1892, Rio de Janeiro – RJ.

O artigo, assinado por Maximo Job e publicado em O Tempo, no dia 23/07/1892, trata, ironicamente, do jogo do bicho como uma prática similar às grandes jogadas financeiras da época do encilhamento, com a diferença de que era voltado para o “caipora”, o popular. Ele escreve:

“Nesses dias de prosperidade, de progresso amamentado pelo papel moeda que, às enxurradas de magníficos negócios, engrandeceram o gênio das finanças, é sabido que a melhor e mais segura indústria é a do jogo e loterias, sob todas as formas. [...] O que não posso contestar é que o sistema é popular. É vir à Rua do Ouvidor às 5 hs. da tarde [...], para se reconhecer que o inventor [dessa] víspora é homem de gênio. Na primeira revolução em que eu tenha influência, fa-lo-ei Ministro da Fazenda. Então é que o Brasil verá o que são bancos geniais de emissão e encilhamento [...], passados e por vir.”

“Quem nasceu para dez réis nunca chega a vintém, – é verdade que nenhum caipora é capaz de contestar.

Nestes dias de prosperidade, de progresso amamentado pelo papel moeda que às enxurradas de magníficos negócios engrandeceram o gênio das finanças, é sabido que a melhor e mais segura indústria é a do jogo e loterias sob todas as formas.

Já tinhamos cassinos, clubes, cercles e outros grandes estabelecimentos industriais que prosperam a bragas molhadas sem auxílio nem nada. Temos agora a loteria zoológica, o víspora dos bichos, a rodas das alimarias.

Atirei ao trabalho honrado, isto é, ao novo jogo que é o trabalho da época. Aquele provérbio dos dez réis que não passa a vintém, haja o câmbio que houver, perseguiu-me até nesta invenção biolotérica.

Os bichos fogem do caipora como o demo da caldeirinha. Caso singular! Perco sempre na mesma.

Outro dia joguei no perú, e saiu o pavão, galináceo como aquele e tão vaidoso como o seu parente, mas com a diferença, que um me daria vinte mil réis e o outro fez-me perder mil réis.

Comprei uma entrada com o “gato” e perdi nas garras do “tigre”, ambos felinos, e diversos no estado de domesticidade e no estado selvagem.

Para maior dos pecados, quando contava desforrar-me com o elefante, cuja corpulência e força devia arrazar tudo, caiu da caixinha a estampa corcunda do camelo. Tanto um como o outro são pachydermes, mas o camelo deu os vinte mil réis e o elefante nem um nickel.

Sendo a loteria cientificamente zoológica, porque não se aplicar o sensato e justo sistema esportivo de correr as poules por coudelarias? Neste caso os lotes seriam por famílias, gêneros e espécies.

Quem jogasse nos felinos poderia ganhar com o gato ou com o tigre entre os galináceos, o perú seria tão bom segundo como o pavão foi primeiro.

Entre os roedores poderia eu achar dente de coelho ou apanhar ratazanas nedias e roliças com o seu recheio de notas de mil réis e farofa de vinte mil ditos.

Quisesse eu jogar na alta e molharar-me-ia com os trepadores e se o tucano caísse por qualquer descuido, o papagaio de vistosas penas me levaria às alturas das finanças.

E os repteis não poderiam dar a fortuna do prêmio gordo, tamanha é a família e tão rasteiro o seu gênero?

A rola biolotérica não está bem organizada; precisa de reforma, pelo menos enquanto eu perder nesse pacão.

O que não posso contestar é que o sistema, como se dizia no tempo de Law, é genuinamente popular. É vir à rua do Ouvidor às 5 horas da tarde, quando a caixa sobe para os que tem de ir ao cofre, para se reconhecer que que o inventor da vispora é homem de gênio.

Na primeira revolução em que eu tenha influência fal-o-hei ministro da Fazenda. Então é que o Brasil verá o que são bancos geniais de emissão e encilhamento de corar de vergonha todas as ruas Quincampoix e Alfândega passados e por vir.

Ex digito, gigas. Por aqueles papéis de bichos pintados, avalia-se o gênio de um povo e a moralidade de um regime político. Ganhar pelo trabalho é uma velharia e custa uma vida inteira.

Hoje reza-se por outra cartilha; o jogo, a sorte, o ágio e a advocacia administrativa parlamentar que em um abrir e fechar de mãos levam um homem a habitar palácios principescos em Lisboa ou pelintrar nos boulevards de Paris. O gênio que criou tudo isso bem sabe o que fez.”

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Carlos Alberto Meda – 12/03/1949 (carlosmeda@ig.com.br)

Agradeço ao amigo Carlos Alberto Meda que tem contribuído muito com informações sobre os zoológicos brasileiros, sobretudo nas histórias “girafídeas” do Zoológico do Rio de Janeiro.

07/08/06: Além de querer compactuar dessa enorme novidade na minha vida, pensei ser o único doido por girafas (meu sonho era morar no interior e ter a maior coleção de girafas vivas fora da África, de pelo menos 3 subespécies: peralta, masai e reticulata), e embora seja internauta a mais de 10 anos jamais me passou pela cabeça haver algo do tipo girafamania... Tenho algum material do Zoo do Rio falando de algumas girafas que lá habitaram de 72 a 87, com o primeiro nascimento em cativeiro no Brasil... alguns fatos para acrescentar ao seu arquivo e atualizá-lo também. Não sabia existir pessoas com essa disposição e tanta identificação. Parabéns pela idéia.

28/08/06: Soube que Michael Jackson vai ter que se desfazer das 4 girafas que possue em seu Jacksonworld particular. Acredito que o valor comercial possa ser realmente esse, mas na efetividade, o cara que realmente vai fechar o negócio, não fecha nem por R$ 30.000,00. Dependem de situações. Lógico que se comprar girafas não deve ser uma tarefa tão simples assim. Principalmente se estiver vindo do exterior. Mas acredito não ser impossível.

Em Jacarepaguá já tivemos um criador de Urogalos, a maior ave européia. Fiquei impressionado com o bicho de tão grande que era e o detalhe é que se alimentava exclusivamente de brotos de pinheiro. Os recortes são de jornal. Aliás material antes de 1975, na sua maioria era todo em preto e branco.

Gosto do teu empreendimento, mas não sou colecionador, sou mais um tiete, porque não teria nem local e muito menos grana para empatar nessa proeza. Agora, disposição é o que não me falta e nem imaginação. Who knows não possamos conseguir patrocínios para Empresas ligadas ao meio ambiente ou que resolvam defender e bancar um projeto ousado de proteção a essas criaturas tão interessantes, comedoras de acácias?! Pode ser uma multinacional, mantendo as girafas e de quebra algum outro tipo de animal compatível, no mesmo espaço, e que nem precisa ser gigantesco. Questão de tentar. Vc parece bem influente.

Quanto a buscar peças, cavar fatos, tudo isso se consegue com pesquisa. Em algum canto há de ter. Os selos, se pensar bem acredito ter algum, se não me falha um, que posso ver e depois te perguntar se tem. Mas não é assim, catalogado, com carimbo e etc. é um selo simples que veio num grupo de 6 eu acho, com outros animais. Forte abraço tippelskirshi pra vc e aguardo o telefonema em breve.

28/08/06: Algo ainda não me motivou a conhecer melhor os outros tipos de girafas. Existem dois grupos separados nesse jogo das subespécies: umas com 3 cornos e as de dois cornos. Existem as com enormes diferenças: a masai, a reticulata e a peralta. E as intermediárias? quem confunde com o que? e as hibridas?

Quem sabe não possamos escrever um livro interativo com centenas de curiosidades a respeito das girafas. Sua natureza, suas características, suas diferenças, etc. Sem caricaturas, mas a coisa verdadeira. O empreendimento pode ser demorado, mas pode acontecer e trazer um excelente retorno. Quanto a possibilidade de algum criatorio reserva, não o acho difícil. Basta alguma Empresa africana estar interessada em se colocar no Brasil, que pode ser um passo a frente. Sobre as terras sempre haverá algum maluco que as pode doar. A reserva pode funcionar através do IBAMA. A manutenção e o bichos podem vir a partir do interesse de uma grande Empresa africana ou não. Não acho dificil. Lógico que tem que ter um corpo científico e administrativo. Mas nada que uma ONG não resolva. Que tal montarmos uma ONG? eu vou junto, se quiser. Idéias não faltam. A própria WWF ajudaria. O clima brasileiro é analogo ao de África. Olha que legal. Já se sabe que elas reproduzem naturalmente por aqui. Imagine um hectare de terras plantadas com lindas acácias (existem dezenas de espécies) e com 3 grupos de girafas, compostas por 2 machos e 3 femeas das subespecies mais distintas da espécie! correndo de lá para cá, tratadas por 2 ou 3 veterinários, fazendo o que fosse para se envolver diarimanete com isso. Uma equipe de tratadores, um trator que poderia ser cedido por uma Empresa dessa do genero, etc. Acha impossível? eu não. No caso de perda, teríamos como ter suas partes para estudo, mostragens, pele para fixar a algum quadro, esqueleto para exibição, etc.etc.etc. Viu que legal? Então, onde e como podemos dar o start nisso? ou até questionar sobre.

30/10/06: Estive pensando nessa possibilidade de realmente movimentar algumas coisas no sentido de se ter um plantel de girafas como elementos de preservação e ao mesmo tempo observação das pessoas, isto é, pessoal que as admirasse e as quisesse conhecer melhor. perguntas:
1 – como se conseguir uma área doada pelo governo, tipo 10 alqueires, para se ter um plantel de girafas?
2 – onde seria ou deveria ser esse lugar?
3 – ele primeiro deveria ser preparado para receber mais tarde as girafas, concorda? tipo plantar primeiro as árvores de acácias, um belo lago raso e um pasto com grama grossa.
4 – que tipo de animais poderiam estar perto para que ela se sentisse mais a vontade? zebras, gnus? e aquele carrapateiro, deveria vir?
5 – quem seriam as empresas que acha que poderíamos contar?
6 – o que pediriam em troca, faz idéia?
7 – e os recintos para exames e para os doentes, como seria?
8 – como seria o local onde as pessoas trabalham? e o que precisaríamos?
9 – que especies viriam?
10 – de onde? que tipos de doenças enfrentaríamos?
11 – e o cheiro delas, já ouviu falar?
12 – a quem teríamos que pedir permissão?
13 – a quem estaríamos subordinados?
14 – quem nos daria permissão para importar?
15 – e a quarentena?
16 – como manteríamos essa criação?
17 – como calcularíamos o limite de exemplares que poderiam circular nesse espaço?
18 – acha que os rinos seriam fáceis de manejar com elas?
19 – a manutenção das pessoas como conseguiríamos? e a transformação numa ONG, acha inviável?
20 – Será que algum zoo do Brasil disporia de alguma coisa?
21 – haveria como nos integrarmos aos organismos internacionais nesse sentido? como?

30/10/06: Do Drumond canso de ouvir falar da história mas acho que ele se antecipou um pouco achando que havia uma fêmea lá esperando por ele. A confusão começa com Dr. Maluf, que havia se comprometido a enviar uma das fêmeas para Brasília. Em 1981, Sampa tinha 3 fêmeas adultas, prontinhas para casar. Mas junto, a pressão de que o Rio dispusesse de um dos machos do Zoo, que eram 3, Chico, Raio de Luz e Gastão, que ao final, sozinho também, recebe Talita, vinda de Sampa. Só que Raio de Luz sai do Rio e a fêmea de Sampa não. E daí, pelo mal entendido, ele acaba ficando lá, porque é um desgaste levar e trazer uma girafa, daqui pra lá e de lá pra cá, e até onde se sabe acabou sozinho mesmo. Acho que ele não sobrevive a essa Raio de Sol, que deve ter sido encomendada para ele, mas que não deve ter dado para que tivessem deixado prole. Acredito até que em algum momento devem ter ficado juntos. Se ela chegou lá em 1982 é porque conviveram mesmo, porque até onde se imagina Raio de Luz não morreu logo em seguida.

A maior, vc me perdoa, foram aquelas perdas do Zoo paulista em 2002. Eu havia ido lá dois dias antes de rolar aquela história toda. Fiquei muito chocado pela ineficiência desse povo que não sabe tratar de bicho e pela burocracia que impera e cada um só quer saber de si. Os animais acabam ficando a mercê disso. Aquela Sociedade de Zoológicos também deve ser outra... porque pelos dados no site insubstanciais, desconexos, etc. Outra coisa, mandei perguntas para os Zoos por e-mails, sabe quem respondeu? ninguém, nem o do Paraná, nem o de Sapucaia, nem o do Rio, nem a tal Sociedade...

Sei que as pessoas tinham pena de Inocêncio, porque no zoo, mesmo sem condições adequadas até rinoceronte negro se reproduzia bem. Depois me lembro de 4 oportunidades com rinocerontes novos (sempre aos casais) mas todos eram brancos e pouco viviam naquele zoo. Aquele zoo tem ursos tibetanos muito velhos, nem sei porque ainda continuam vivos. Os dromedários também (nem sei se vivem ainda).

03/11/06: Sérgio, vendo um livro em casa, descobri a fórmula dentária das girafas. Eles publicaram e eu li ontem, depois que nos vimos. Se precisar dela me fala que copio pra vc.

Sabia que num lugar chamado Fazenda Zebu das Botinas em Uberaba tem 1 casal de girafas? Ela vinda de Curitiba e ele importado não sei de onde. E que o Zoo de Goiânia está doido querendo um casal de girafas, assim como o Zoo de Salvador e o de Pernambuco também? Pois é... e estão todos pensando em trazê-los dos Estados Unidos que não têm problemas com a aftosa. Parece que há restrições em se trazer os animais de África, pelo menos nesse momento. A fórmula dentária vou copiar tudinho e amanhã jogo no compt com todas as informações.

08/11/06: Ficaram ótimos os encaixes nos tópicos dos zoos, lógico que ainda faltam coisas do tipo Inocêncio já estava no Zoo em 1951, depois veio a tal fêmea que não puseram nome. Sua solidão incomodou à população. Que movimentou bastante a opinião pública da época. Há um comentário datado de junho de 1960 da turma da Miguel Lemos (Copacabana) falando que precisavam dar um namorado para a fêmea que existia no Zoo, só que rolava exatamente o contrário. Era Inocêncio que continuava sozinho. Às vezes temos que ter cuidado com comentários de jornalistas mal informados, porque senão surgem os truncados tipo dessa jornalista que inclue uma Raio de Luz na história. Ainda estou investigando. Forte abraço. ah! um detalhe e uma sugestão, acho que os textos poderiam ser mais compilados. Seria mais digerível para os internautas.

09/11/06: No zoo de BH, que não conheço, acho ser um dos mais promissores desse país. Tenho uma foto de um faisão de Palawan (1972), lindo, que viveu mais dois anos, até 1974, ou seja 20 anos enjaulado. Não conseguia ter fêmeas e no zoo, só se dava bem com as garnisés. Chegou em 1954. Hoje é difícil se ter um faisão desses em Zoológicos. Ele é raro... O do Rio me escreveu, mas disse que precisará do ok do Diretor para me dar alguma notícia. O de Curitiba mandou respostas breves sem dizer nada e o de Sapucaia falou o trivial: “temos 3 girafas, 2 macacos e todos comem bananas”, nada que pudesse acrescentar, entende?

09/11/06: Os particulares resolveram que os psitacídeos estão na moda, tipo desde 1995... No zoo vc conseguia ver as mais raras das tantas espécies de cacatuas possíveis da Austrália e Nova Guiné. Hoje, vai procurar uma lá. Vc não acha nenhuma. Eles vendem, dão, trocam, sei lá. A mesma coisa aconteceu com os faisões. Antes vc conseguia ver Argus, Palawans, Nobres, Resplandescentes, hoje vc vê apenas os vulgares e olhe lá. This is the truth. Bye, e nos falamos depois.

16/11/06: O radialista, Luiz Carlos Saroldi, nasceu no Rio de Janeiro em 15/9/1931, no bairro de São Cristóvão. Ainda na infância se interessou por literatura e tornou-se entusiasmado ouvinte de rádio, numa época em que esse veículo começava a se expandir no Brasil... Nos inícios dos anos 60, Reinaldo Jardim criou na Rádio JB AM o programa “Música também é notícia” com dez edições diárias... Naquele tempo, era produtor do Jornal do Brasil AM o Maestro Edino Krieger. Os dois (Maestro e Saroldi) combinaram de fazer juntos uma ópera infantil, que acabou se tornando o musical “Uma Girafa para Inocêncio”, encenado no Teatro de Arena da Faculdade Nacional de Arquitetura, na Praia Vermelha (atual UFRJ). Os ensaios aconteceram no auditório do Jornal do Brasil, instalado na época na avenida Rio Branco. Pouco depois, a peça foi encenada por um grupo pernambucano, que chegou a ser premiado e foi convidado pelo jornal Folha de São Paulo a montar a peça na capital paulista. A Rádio Jornal do Brasil era, então, a quarta rádio mais ouvida no Rio de Janeiro... Portanto, Inocêncio foi cantado, em verso e prosa... e foi a grande estrela do Zôo do Distrito Federal. A revista “O Cruzeiro”, do final dos anos 50 ou começo dos anos 60, deve ter material a respeito...

Selo emitido em 1975 sobre o Centenário do Jornal O Estado de São Paulo...

Sabia que Aracy de Almeida gravou em 1949 (ano que nasci) “O Passo da Girafa”, de Haroldo Lobo. Era uma marchinha de Carnaval, sátira à lerdeza dos Constituintes, ao jeito de governar... (página Arte Musical)

21/11/06: Vc se lembra de um brinquedo da década de 60, que era um caminhão transporte, que levava duas girafas? ele era todo colorido e as girafas uma era maior que a outra? lembro desse brinquedo na Rua da Carioca nº 15, uma loja chamada Bazar Francês e que tinha brinquedos do mundo inteiro. Haviam uns brinquedos de lata também e havia um com uma linda girafa, que acho mexia as patas.

22/11/06: Com relação a todo aquele assunto que me escreveu, te peço muitas desculpas se o desagradei. No que pude te falar, apenas mencionei que não entendia como poderiam reconhecer se Carlos seria a pessoa X ou Y apenas. Algumas coisas que penso te cobrar, mas que ficam comigo é, muitas vezes parecer não haver resposta tua para coisas do tipo: a girafinha de Buenos Aires já sabia? e a de BH nascida agora, também? e sobre a música da Aracy conhecia? e sobre os lances com o Inocêncio ouviu falar? Como vc não fala nada, fico com a impressão que o assunto ou não foi visto ou vc esqueceu de comentar... Te escrevi tanta coisas lindas no outro mail que estou chateado por não lembrar mais e repetir tudo para te falar. Comentei que não deveria se preocupar com nada. Sou teu amigo e pronto e curto estar falando contigo e sempre te contando sobre algo para que saiba mais.

Te falei sobre a popularidade do Paulinho, nascido em Sorocaba, o chimpanzé, com 20 anos e Tanguinha, a orango mais famosa do zoo do Rio, e sua filha adulta, que não têm macho da espécie. O de Sapucaia foi lacônico e parou de responder. Não me disseram nada sobre o Tancredo e para onde ele foi. O de Curitiba não sabe quem é Beija Céu e muito menos qual o nome da girafa que foi para Uberaba. O do Rio não sabe nada sobre Tom, Gastão, Beija Céu, etc.

Estou lisonjeado por incluir meu nome no teu site e o que desejo é colaborar contigo nisso. A reclamação é por achar que não me respondeu alguma coisa, ou por uma ansiedade em receber respostas tuas. Não briga comigo não. Sou teu amigo mesmo! Em agosto de 1964, já vivia as agonias dessa vida com 15 anos, principalmente no meu bairro, de ver as estações de trens toda cercada por arame farpado e termos de esbarrar os dias inteiros com canhões, militares circulando pelas ruas, toque de recolher, e fome. Tinhamos de ir buscar feijão, arroz, açúcar, etc longe, porque faltava tudo por aqui nessa época, passávamos madrugadas nas filas para conseguir comida. Não sei as outras regiões do Brasil porque não tinha ainda essa noção de globalidade que hoje tenho. Mas, mesmo assim, uma época gostosa, de rock, de Beatles, dos bailinhos, da calça Lee e camisa xadrês e da ingenuidade no coração...

27/11/06: o dia na Biblioteca. De todas as pesquisas que fiz, a única que constatei foi a chegada de Talita mesmo, fotografada, como vc mesmo tem a foto da reportagem, mais nada. De onde vc tirou aquele dado sobre a data de inauguração do Zoo do Rio. Foi a base de toda minha pesquisa. Sabia que era 18 de maio de 1945, pelos seus dados. Cheguei lá, descolei tudo o que havia na época: O Globo, Correio da Manhã, Jornal do Brasil, O Cruzeiro e a revista Fon Fon. Cara, nessa data não rolou nada em termos de inauguração de zoológico. Muito menos 18 de junho.

Estou em dúvidas quanto à essa data. Será que a imprensa não quis saber disso? nem noticiou a saída de seu Presidente a um local tão diferente e novo? Tenho certeza de uma coisa. Raramente os veículos de propaganda deram muita importância a bicho. Pelo menos até 1970. Raramente se dispunham a noticiar fatos relacionados a animais. Hoje é que se tem mais consciência disso. É interessante ver as obras, jornais, etc e a evolução dos diálogos, da comunicação com o leitor, etc. Não são criteriosos, nem evoluídos como no primeiro mundo. A forma de tratarem as matérias. Isso ainda rola na TV. Enfim, pesquisei tudo e ninguém noticiou o fato. Preciso confirmar isso. Particularmente penso ter sido em 18 de agosto de 1945.

O que mais li nos noticiários acima mencionados era que dez dias antes havia sido assinada a Rendição da Segunda Grande Guerra. Acho que 18 de maio era uma data muito em cima para o Getúlio (pelo tipo dele ser) estar passeando simplesmente no Zoológico inaugurando exposição de bichos. Se for confirmado isso, até me parece um ato de alienação total da população brasileira ao assunto Guerra, como ainda o é. Mas, na investigativa, passei a manhã toda fuçando e não descobri dado nenhum sobre esta data. Vou vasculhar melhor isso depois. Sábado que vem vou de novo. Os jornais e revistas são todos microfilmados, é ótimo pra ler. Qualquer notícia desde o Império até hoje estão lá naquela Biblioteca, principalmente de Sampa e Rio.

Não consegui nada sobre outras notícias que esperei ver. A chegada das girafas em 48, por exemplo. Sobre os Reis Belgas vi tudo o que fizeram por aqui, menos o seu pronunciamento sobre as girafas. Aliás precisava saber em que época chegaram ao Brasil (as girafas) para poder ver a noticia. Já pensou ter que ler 365 jornais do ano de 1969 para constatar o fato da sua chegada. É dose. Sobre os Reis o mais surpreendente é que eram para ficar até 18 de novembro, mas ficaram somente até o dia 13. A Rainha Elizabeth, da Bélgica, havia tido um enfarte e eles tiveram que antecipar a partida. Chegaram à Brasília dia 9, 12 foram a Sampa e 13 vieram ao Rio e deixaram o nordeste para uma outra temporada. Antes de 65, os Reis Belgas só estiveram no Brasil em 1920 e também vi a reportagem. Quem veio foi o Rei Alberto I e esposa. É o que descobri. Se descobrir a data da chegada de Carolina e Chico ao Brasil, com certeza, haverá o comentário sobre o presente de Suas Majestades.

Talita em 1988 está muito bem documentada nos jornais. Quero ver se descubro alguma data sobre a chegada dessas girafas em 1948, será então que em 45, ainda não haviam nenhuma? E ver se descubro alguma reportagem sobre o Inocêncio. Mas preciso de referências em datas senão vou pirar olhando jornal. Já é complicado descobrir qual o periódico atuante naquela época, imagine sem saber datas. Mas qualquer coisa pode ser checada lá dessa maneira. Você se sente vivendo aquela época. Forte abraço.

29/11/06: Conforme nossa conversa, irei novamente à Biblioteca Nacional, prosseguir na busca por mais fatos relacionados às girafas que pisaram o solo do Zoológico carioca.

A primeira pesquisa será buscar maiores dados sobre a inauguração do zoo em março de 45. Vou focar essa pesquisa na inauguração, procurando descobrir se já haveriam girafa ou girafas por lá. Depois, vou passar para 1948 e cavar o tal presente do Prefeito Ângelo Mendes de Morais e “amigos” do Rio ao zoo, que foram as girafas. Se o foi, o jornal vai falar alguma coisa, com certeza.

Em seguida, vou fuçar sobre o “Inocêncio” pelos idos entre 58 e 60 e catar dados implícitos à sua saga, tipo casamento, doação de nova fêmea, a popularização da figura após o filme, etc. Finalmente e que não sei se haverá tempo, pois a Biblioteca fecha impreterivelmente, às 15:00hs , irei procurar saber se na chegada de Carolina e Chico, presente da Rainha Fabíola da Bélgica, se haveria algum registro sobre o fato. O que é notório é que a chegada de girafas numa cidade não há como passar despercebido nunca, principalmente pelos veículos de comunicação.

O que, possivelmente pode atrapalhar são, como falei antes, em 1945, o final da Segunda Guerra e 1969 a Ditadura Militar, que fervia toda cidade, ou seja, os fatos ocupavam todas as páginas dos periódicos daquelas épocas. Mas.....como não custará tentar, vou em frente.

08/03/07: novidades da França para você. Acabam de nascer gêmeos no Zoo de Doué.

24/05/08: reportagens sobre Beija Céu e Zagallo. Foram centenas de reportagens que sairam sobre os dois aqui no Rio. Nem imaginava que fossem dar tanto ibope assim. Pelo menos umas 12 reportagens falando sempre a mesma coisa com fotos diferentes dos dois que culminou com o acasalamento de ambos na semana passada e fotografado. Vc viu as reportagens? Acho os dois bem diferentes um do outro em termos de pelagem e vc? A VIDA É BELA E A GIRAFA AMARELA!

26/05/08: tenho duvidas, Legal ouvir que está por dentro das notícias do jornal da TV com relação às girafas, mas te pergunto se tem as notícias através dos jornais escritos, porque ali existem mais informações do que na TV. Uma coisa que falaram é que Zagallo tem 10 anos. Acho que ele tem mais. Não lembro a data do nascimento, mas acho impossível ele ter apenas isso. Assim como Beija Céu também não tem 14 anos. Outra coisa que quero te informar é que o que o Zoológico de Curitiba mandou foi que a Beija Céu seria importada da Alemanha e que veio com uma outra que não diziam o nome, provavelmente até essa que vc menciona. Agora será esperarmos 14 meses para podermos saber o que acontecerá. estão acasalados e vamos ver se funcionou. Vou reler meus papéis para poder conversar melhor contigo com mais propriedade no assunto. Um forte abraço do teu amigão, Carlos Alberto “rotschildii”.

06/06/08: ... mas então aquela remessa de 2 fêmeas que vieram de Curitiba para ficar com o Gastão era falsa? Parece que ele esteve com as duas e uma delas era nascida em Curitiba e a outra havia vindo da Alemanha. A que veio da Alemanha é que eles chamam de Beija Céu, a outra seria Raio de Luz, um nome um pouco curriqueiro até para as girafas. Nesse momento de transição que atravessamos, onde a mídia precisa desviar os olhos da opinião pública para essas trivialidades, Beija Céu e Zagalo apareceram na hora certa para ter seus 15 minutos de fama. Devo acreditar que a B.Céu deva estar na faixa realmente dos 17 anos. Só espero que ela ainda tenha tempo de criar seu filhote, o que será sem dúvida uma das nossas maiores conquistas, já que a pobrezinha passou muitos anos solitária dentro daquele Zoo.

20/06/08: Sim, existe reportagem falando sobre a chegada das duas para o Gastão, não sei se te passei alguma cópia. Acho que o ano teria sido 1988, bem no início. Depois da chegada da Talita, que era de Sampa, provavelmente vc esteja lembrando dessa chegada. Com certeza iremos ao Zoo com a possibilidade da chegada do novo filhote. Tomara que aconteça! Vê se precisa de alguma coisa dessas reportagens, mas como sempre são sempre reticentes, até porque os informantes são completamente desinformados e os repórteres têm pressa de escrever qualquer coisa nas matérias. Forte abraço, Carlos Alberto “peralta” Meda, porque é a mais branquinha dela.

01/07/08: Olá Carlos-peralta (risos), agora né... pois vc já foi Carlos Alberto Rotschildi! Não, vc não me passou cópia sobre a reportagem das duas girafas para o Gastão... Vc me deu a reportagem da Talita... e como tal noticiário relata: Depois de esperar muito tempo, Gastão recebe do zoo de Sampa a girafa Talita... etc.., então penso que não houve essa notícia que vc diz.... ou houve? Procure para mim, por favor... A outra notícia que vc me deu é bem depois, data de 09/12/1994 – Tom, a girafa, viaja em busca do amor, para conhecer suas pretendentes Raio de Luz e Beija Céu... E vc está certo... eu me enganei por causa de duas girafas chamadas Raio de Luz... uma nasceu em 1973 e foi para Brasília... a outra é mais recente, talvez veio de Curitiba mesmo e em 1994 tinha 3 anos... A Beija-céu é a alemã que está por aí até hoje... Carlos, dei uma melhorada na página sobre Zoogeografia, topografia e subespécies... Abraços e inté, vulgo rituculado porque é o mais alto, o mais vermelho e gosto mais...

10/07/08: Vi ontem um desses livros num sebo... Eles estão cobrando R$ 30,00 e está em bom estado. Ainda tô te devendo a reportagem das girafas que chegaram juntas para o Gastão. Carlos Peralta Rotschildi Meda.

LEIO que, no Jardim Zoológico, há uma girafa, macho e triste, chamada Santoro, que matou a companheira e, por sua vez, está morrendo de tristeza. Ao lado da notícia, uma foto do animal: o pescoço infinito ergue contra as nuvens do céu uma cabeça de fábula. É a própria imagem da solidão. Todo homem solitário é uma girafa. Perdo em sedeliro, mas é. Como vêem, discordo de Kafka, que transformou um homem solitário em inseto. Há os que viram inseto, admito, mas há os que atravessam as ruas vertiginosamente sós, com a cabeça nas nuvens. Se ser solitário é ser girafa, o que não será uma girafa solitária? Consulto o fascinante livro Mamíferos, editado pelo MEC, aprendo que, nas horas de aflição, as girafas gemem baixinho – é a sua fala. E, para confirmar minha intuição, leio que, por ter pescoço tão comprido, a girafa não consegue lamber o próprio corpo. É a companheira quem faz esse serviço para ela. Quer dizer que uma girafa solitária não se basta, nem pra se coçar. A forma diz tudo. O pescoço a distancia de si mesma. E penso com mais pena ainda na girafa Inocêncio Santoro, só, no Jardim Zoológico, fitando por cima das árvores um horizonte sem esperanças... Ferreira Gullar, A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989, p. 81

07/09/08: Como te falei encontrei o segundo livro e eles custam R$ 30,00 nos dois lugares. Não sei ainda te informar se são da primeira ou segunda edição. Essa mensagem tua eu não recebi, foi legal me repassar novamente. Me fala o que pretende e te mandarei os dois ou um dos livros. Não tenho como estar em Sampa trabalhando em telemarketing, que vc trabalha o tempo todo. Mas estou em vias de mudanças e aí poderemos nos falar para marcar algo.

17/09/08: Livro do MEC. Vou ter então que verificar se o livro seria da primeira edição porque esse detalhe eu não procurei ver, me se for o preço dele é R$ 30,00. Vc encontrou o livro por preço melhor em Sampa? Não vou morar em Sampa não. Aliás gostaria muito de morar em casa, mas no interior do Rio mesmo. Por enquanto não tenho como pensar nisso. Até lá vpu ver se consigo um casalzinho de girafas pra botar no quintal da nova casa, vivas........lógico!

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Última atualização: 14/10/2008.
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