Parque das Aves Foz Tropicana
Foz do Iguaçu – Paraná

O Parque das Aves Foz Tropicana é um empreendimento privado, localizado em uma das regiões mais belas do planeta, próximo às Cataratas do Rio Iguaçu, Estado do Paraná.

O Parque das Aves foi criado em 1994, pelo casal Dennis e Anna Sophie Helene Croukamp.

Está localizado na Avenida das Cataratas km 16,5, aproximadamente, a 300 metros da entrada do Parque Nacional do Iguaçu, onde estão as Cataratas do Iguaçu. Próximo uns 15 quilômetros da cidade de Foz do Iguaçu e a menos de 2 km do aeroporto internacional de Foz do Iguaçu.

A cidade de Foz do Iguaçu está na região sul do Brasil, no estado do Paraná, a 25º de latitude sul e 55º de latitude oeste, na fronteira com a Argentina e o Paraguai. Distancia, aproximadamente, 650 km de Curitiba e 1.000 quilômetros de São Paulo – de onde o tempo de vôo estimado é de uma hora e meia.

Em Foz do Iguaçu, a fauna e a flora são bastante representativas. O principal atrativo desse segmento é o Parque Nacional do Iguaçu, que é considerado uma das últimas reservas florestais de Mata Atlântica do tipo estacional semidecidual do Brasil e a maior reserva de floresta pluvial subtropical do mundo, com mais de 185.000 hectares.

Outro local em que a fauna e a flora pode ser admirada é o Parque das Aves, um atrativo singular, onde o visitante tem contato direto com mais de 900 aves oriundas de diversas partes do mundo. Além disso, a cidade possui o Zoológico Bosque Guarani, localizado na região central e cuja visitação é gratuita.

O Parque das Aves Foz Tropicana está localizado numa área de 17 hectares de mata nativa. Os visitantes seguem uma trilha pavimentada de aproximadamente 1.000 metros, que leva a diversos viveiros de aves, perfeitamente integrados à floresta.

Nestes recintos é permitido entrar, ficando-se frente a frente com as aves. Tucanos, araras, periquitos e outras aves tropicais pousam a poucos metros do visitante, tornando a visita inesquecível. É o local perfeito para fotografar e conhecer as aves existentes no Brasil.

Atualmente, o Parque das Aves possui aproximadamente 900 aves de 150 espécies. As aves brasileiras predominam, porém espécies da África, Ásia e Austrália estão também representadas. Desenvolve-se ainda um trabalho reconhecido de educação, pesquisa e conservação ambiental.

O passeio tem duração aproximada de uma hora. O Parque das Aves dispõe de estacionamento, lanchonete e loja de souvenirs em ambiente agradável, cercado por viveiros, cascatas e florestas. Neste local, há a possibilidade de fotografar e tocar em aves mansas.

Outras grandes atrações incluem um borboletário, viveiro de beija-flores e setor de répteis, onde cobras e jacarés ficam a poucos metros dos olhares atentos e curiosos dos turistas.

Eles recriaram dois ecossistemas: o Pantanal Matogrossense e um viveiro-floresta só com espécies da Mata Atlântica. No Parque das Aves eles também criaram um pequeno viveiro temático sobre a savana africana, com grous-coroados, galinhas-d'angola vulturinas e guteras, e palmípedes variados...

Agora eles também têm espécies como jaburus (que não haviam quando visitei pela última vez) no viveiro Pantanal, e um setor só para psitacídeos ameaçados. Também trouxeram sucuris e estão novamente expondo as jibóias, que ficaram um tempo longe do recinto de exposição (08/2007)...

A fotografia abaixo mostra um pavão no Parque das Aves, by Sérgio Sakall (12/2002). Nota: o pavão-indiano (Pavo cristatus) é a ave nacional da República da Índia.

Funciona diariamente (inclusive feriados). Visitei em 12/2002.

— Parque das Aves Foz Tropicana
Endereço: Avenida das Cataratas, s/n.º – Km 17,1 – Caixa Postal: 988
Foz do Iguaçu – Paraná (PR) – CEP: 85863-000
Telefone/Fax: (45) 3529-8282
parquedasaves@uol.com.br – http://www.parquedasaves.com.br/

– Série de 13 cartões telefônicos “Parque das Aves”, emitida em 12/2001, pela TELEPAR, BrasilTelecom, com crédito de 30 unidades cada. Tiragem: 300.000. Texto atrás: dois logotipos com seus respectivos endereços eletrônicos: Parque das Aves (www.parquedasaves.com.br) e SPVS (www.spvs.org.br).

Fundada em 1984, em Curitiba, Paraná, a SPVS – Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental já desenvolveu mais de uma centena de projetos em vários estados do Brasil. É reconhecida como uma das mais importantes organizações não-governamentais brasileiras que trabalha pela conservação da natureza. Sua atuação é focada em dois biomas. Um nas áreas de Florestas com Araucária e Campos Naturais e outro na região de Guaraqueçaba, litoral norte do Estado do Paraná – área que está inserida no maior remanescente da Floresta Atlântica brasileira.

Os 4 primeiros cartões formam um Puzzle (numeração 01/13 a 04/13, ilustração abaixo), cuja montagem aparece uma paisagem e seu reflexo n'água que mostra 7 aves da espécie Guará-vermelho (Eudocimus ruber), com foto de Robson Silva e Silva (assim como do outro cartão que mostra a mesma espécie voando); os outros oito cartões da série são fotos de Dinan Sbardelotto.

Abaixo (na sequência das fotos): 05/13 Ararajuba (Guarouba guarouba), 08/13 Tiriva-de-orelha-branca (Pyrrhura leucotis), 09/13 Guará-vermelho (Eudocimus ruber), 11/13 Mutum-cavalo (Mitu tuberosa), 12/13 Macuco (Tinamus solitarius), 13/13 Papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasilliensis).

Faltam as imagens de 3 cartões:
06/13 Mutum-de-penacho (Crax fasciolata)
07/13 Pomba de Nicobar (Caloenas nicobarica)
10/13 Mutum-do-sudeste (Crax blumenbachii)

O Macuco é o maior representante de sua família (Tinamidae) chegando a 52 cm. As fêmeas são um pouco maiores do que os machos. O dorso é pardo azeitonado e o ventre cinza-claro. Musculatura pouco desenvolvida e peso relativamente grande. Quando perseguidos se cansam com facilidade porque possuem sistema circulatório deficiente, pois parece que eles têm, proporcionalmente, o menor coração dentre todas as aves... Comem sementes, frutas caídas, folhas e sementes duras; também procuram pequenos artrópodos e moluscos que se escondem na folhagem que reviram com o bico (nunca ciscam como as galinhas). Quando desconfiados permanecem imóveis com o pescoço ereto ou deitam-se; voam como último recurso, em linha reta e com ruído quando decolam. Gostam de banho de poeira e de água. Empoleiram-se para dormir em galho no alto onde deitam apoiando-se no tarso, não usando os dedos e sim o peso do corpo para se equilibrarem. Ocorre ao sul da região amazônica e Centro-oeste.

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Existem cerca de 9.800 espécies viventes de aves, distribuídas por todos os continentes. No Brasil, até o momento, foram registradas 1.801 espécies de aves. É o terceiro país em biodiversidade de avifauna. É o segundo em endemismo, ou seja, espécies que são encontradas somente no país...

Visite em GIRAFAMANIA as aves que convivem com as girafas e descubra se elas são amigas ou não!

Veja também a Página sobre Aves Brasileiras!

OUTRAS AVES

As fotos mostram: mexeriqueira, jaçanã (de ave que possui as patas sob a forma de nadadeiras, semelhante aos patos ou “jaçanan” do que grita forte), gaturamo-bandeira, veste-amarela, siriri, curicaca-real, curicaca (Theristicus caudatus) e maria-lacre.

Mexeriqueira Jaçanã Gaturamo-bandeira Veste-amarela Siriri Curicaca-real Curicaca Maria-lacre

anhuma-pantaneira (Chauna torquata), o nome anhuma é pantaneiro, usado para uma outra espécie habitante da mata amazônica e matas densas do centro-oeste...
araponga (Procnias nudicollis)
bico-de-prata (Ramphocelus carbo) / tié-sangue (Ramphocelus bresilius)
graúna, de gûyrá (pássaro) e úna (preto, escuro), logo pássaro-preto
jaó (Crypturellus undulatus)
sai, saí, saira, saíra (variações que significam “de olhos pequenos e vivos”)
saí-mirim (de saíra pequena), saiqui (de bando de sairas), saí-azul (Dacnis cayana cayana)
saíra-douradinha (Tangara cyanoventris), saíra-lagarta (Tangara desmaresti), saíra-sete-cores (Tangara seledon), saíra-amarelo (Tangara cayana cayana)
sanhaço-do-mangue (Conirostrum bicolor)
soldadinho-do-araripe
tecelão (Cacicus chrysopterus)
Tesourinha e Tiziu
tico-tico-do-campo (Ammodramus humeralis)

Fontes:
http://www.avesfoto.com.br/ (Nota: Edson Endrigo)
http://www.avesdobrasil.com.br/

  1. Gralha-picaça (Cyanocorax chrysops) e a gralha-azul, cujo nome em inglês é Azure Jay (Cyanocorax caeruleus).
  2. Surucuá-de-barriga-vermelha (Trogon curucui); surucuá-pavão (Pharomachrus pavoninus); surucuá-de-peito-azul (Trogon surrucura) e o mostrado abaixo, surucuá-de-barriga-amarela (Trogon viridis).
  3. e 4. Socozinho e socó-boi, cujo nome científico é Tigrisoma fasciatum fasciatum (Such, 1825), da família: Ardeidae. Nota: parece que a palavra “socó” significa de bicho que se arrima...
Gralha-azul Surucuá-de-barriga-amarela Socozinho Socó-boi

Série UPAEP: se-tenant com 2 selos emitido em 12/10/1995, Estação Ecológica do Taim, no Rio Grande do Sul (RS). Os dois selos mostram: fungos e jacaré e (abaixo) cisne-de-pescoço-preto (Cygnus melancoryphus), cujo nome em inglês é Black-necked Swan. RHM: C-1969/C-1970.

Esse animal é da mesma família do cisne... É comumente encontrado na região sul do Brasil e extremo sul da América do Sul até as Ilhas Malvinas.

Capororoca ou coscoroba (Coscoroba coscoroba) – Família: Anadidae
Seu nome popular mais comum é “capororoca”, outros nomes populares: cisne-branco, cisne-capororoca, pato-arminho... Grande cisne-branco, com envergadura de 1 metro e média de 3 kg de peso. Quase que totalmente branco, com apenas as pontas das asas negras. Bico e pés vermelhos-alaranjados. Pernas curtas, palmípedes, dedos providos de membrama natatória. Dimorfismo sexual pouco pronunciado. Mudas as penas das asas de modo simultâneo, impedindo a ave de voar ficando consequentemente vulnerável, quando ameaçadas nesta fase, mergulham. Bico robusto e serrilhado, adaptado para a filtragem da água. Pastam na água rasa. Nidifica sobre ilhotas secas nos banhados até mesmo sobre as plataformas construídas pelos ratões do banhado. Ocorre na região sul em zonas lacustres (às margens de lagos). É distribuída por toda a América do Sul e América do Norte.

Nota: seu nome popular deve estar relacionado ao fenômeno chamado “pororoca”, cujo termo vem do tupi “porórka” que significa estrondar; logo penso que esta ave deve emitir muito barulho...

Cisne-de-pescoço-preto Capororoca

Papa-moscas-de-costas-cinzentas (Polystictus superciliaris)
Papa-moscas-do-campo (Culicivora caudacuta)
Selo de 1968 que mostra o papa-mosca-real (Onychorhynchus swainsoni)

A palavra “tangará” em tupi-guarani refere-se a pluma, a pena de guará o pulador... A foto e o selo de 1973 mostram o tangará-de-crista-vermelha ou apenas tangará (Chiroxiphia caudata).

Tangará-de-crista-vermelha
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Atobá (Sula leucogaster) – Família: Sulidae
Do porte de uma gaivota possuem as asas mais compridas e mais estreitas; cauda cuneiforme e patas com grandes membranas natatórias. Bico pontudo e serrilhado. Possuem glândulas nasais utilizadas na excreção do sal marinho. Alimentam-se exclusivamente de peixes que pescam mergulhando de boa altura. Para alçar vôo do mar necessitam correr alguns metros para tomar impulso. A plumagem dorsal é pardo escuro e o peito posterior e a barriga são brancos. As fêmeas possuem uma mancha anegrada entre o olho e o bico, parecendo um olho falso. Ocorre da Bahia a Santa Catarina.

Avoante (Zenaida auriculata) – Família: Columbidae
Pomba do tamanho de um palmo, campestre e de formas delgadas. Duas faixas negras quase horizontais nos lados da cabeça e algumas manchas da mesma cor nas asas. Vive no campo, cerrados, caatinga, campos de cultura e pastoreio. De intervalos de dois a três anos torna-se numerosíssima no Nordeste surgindo nos meses de abril a junho aso milhares e formando bandos compactos cuja afluência figura entre as mais espetaculares migrações de aves em todo o mundo. Distinguem-se pombais de comida, pombais de bebida e pombais de postura. Esses ajuntamentos podem ter área de 5 km². Os sertanejos perseguem as avoantes por todos os meios, até mesmo à noite. São comercializadas ilegalmente salgadas e secas. Na região Nordeste colocam os ovos na areia, protegidas pela vegetação espinhosa, no Rio Grande do Sul foram encontrados ninhos em árvores e no Paraná e em São Paulo fazem o ninho em pequenas concavidades no solo no meio dos canaviais. Constituiu-se praga para as lavouras de soja. Ocorre de forma descontínua em todo o território nacional.

Beija-flor-besourinho-da-mata (Phaetornis ruber) – Família: Trochilidae
Um dos menores beija-flores do Brasil, com peso médio de 2 gramas. Cauda relativamente curta sem prolongamento das penas centrais. Base superior da cauda e pastes inferiores ferrugíneas vivas, peito com mancha negra e mandíbula amarela. Voa em baixa altura com um zumbido parecendo uma abelha grande ou besouro e em alta velocidade. A estrutura da ave não permite o vôo planado. São as únicas aves que conseguem voar para trás. Os pés são pequenos com unhas afiadas e em gancho; agarram-se bem em galhos finos. Não caminham e utilizam as asas para qualquer movimento. Vivem no estrato inferior da mata, nas capoeiras jardins e quintais. Ocorre em todo o território nacional, exceto na região sul. Uma medida auxiliar na conservação das espécies é o uso de grainhas, hoje presente em quase todo jardim. Recomenda-se de 15 a 25% de açúcar de cana, ou seja 4 a 6 partes de água para uma de açúcar. Concentração mais alta, falta de limpeza das garrafas e adicionamento de mel provocam fermentação do líquido, que resulta em micose na língua, podendo causar a morte do pássaro. À noite as garrafinhas podem ser visitadas por morcegos nectífagos. Os frascos devem ser colocados sempre no mesmo lugar para facilitar a localização pela ave.

Beija-flor-de-gravata-verde (Ausgastes scutatus) – Beija-flor-tesoura-de-fronte-violeta (Thalurania glaucopis) – Beija-flor-grande-do-mato (Ramphodon naevius) mostrado na foto abaixo.

Beija-flor-grande-do-mato

Cigana (Opisthocomus hoazin) – Família: Opisthocomidae
Esta estranha ave da região amazônica lembra um jacu enfeirado com crista alta, sempre reiçada. A região ao redor dos olhos é azul, contrastando com as cores berrantes da plumagem. Possui pestanas; bico alto e curto. O corpo é pequeno, escondido pelas asas largas que a ave mantém sempre soltas e meio caidas. Cauda longa, negra com larga faixa terminal creme. Habitam as áreas de mata alagada e manguezais. Vivem aos casais e em pequenos bandos. Pousam em qualquer galho, tentam segurar-se com os dedos e deitam com o peito na galhada. É desajeitada na sua maneira de se movimentar através da ramagem, quebram as penas no esforço de se agarrarem às ramagens com as asas abertas, os pés apesar de grandes falham com frequência; caem às vezes na água. Alimentam-se de folhas de várias plantas inclusive algumas cáusticas durante o dia e também à noite. Ocorre nas beiras de rios, lagos e igarapés do grande sistema fluvial do Amazonas.

Corta-águas (Rynchops nigra) – Família: Rynchopidae
Há também o Talha-mar (Rynchops niger)... Aves aquáticas singulares e aparentadas com as gaivotas. Bico de forma excepcional, sendo fortemente comprimido na lateral e a mandíbula é muito mais longa que a maxila, ou seja a parte superior do bico é muito menor que a inferior, a mandíbula possui um sulco para o encaixe da maxila. O bico possui forte irrigação sangüínea que permite a regeneração da ponta da mandíbula que às vezes se quebra, e facilita a orientação tátil. A deformidade do bico é de tal sorte que a ave ficou impossibilitada de apanhar alimento no solo. Os pés são desproporcionalmente pequenos e as nadadeiras são moderadamente desenvolvidas, quase não sendo utilizadas. Suas pupilas são verticais , quando fechadas, como os gatos. Plumagem superior negra e inferior, inclusive interior das asas, branco. Bico vermelho na base e negro na extremidade. Pesca de preferência ao crepúsculo e à noite tanto em águas claras como em turvas, profundas ou rasas. Vive nos grandes rios e lagos e durante o período migratório ocorre também no litoral, pelos menos nos estuários.

O Mocho-orelhudo (Bubo viriginianus), da família Strigidae, é a maior coruja do continente! A foto abaixo mostra a Coruja-do-campo... ao lado, nome de outras espécies de corujas...

Coruja-do-campo Coruja (Athene cunicularia)?
Coruja-preta (Ciccaba huhula)
Coruja-pescadora (Ketupa zeylonensis)
Corujinha-do-mato (Megascops choliba)
Coruja-orelhuda ou Coruja-de-orelha (Rhinoptynx clamator)
Coruja-buraqueira (Speotyto cunicularia) – Família: Strigidae
Coruja-listrada (Strix hylophila)
Coruja-suindara ou Coruja-da-igreja (Tyto alba)
Murucututu (Pulsatrix perspicillata) – uma espécie de coruja
Murucututu-de-barriga-amarela (Pulsatrix koeniswaldiana)

Gaivota (Larus dominicanus) – Família: Laridae
É ave oceânica de asas longas, pernas curtas e dedos unidos por membrana natatória completa. A cauda é arredondada e o bico recurvado. As gaivotas são geralmente onívoras sendo atraídas por peixes mortos, bichos atropelados nas estradas e por depósitos de lixo. Quando consegue roubar ovos, deixa-os cair para quebrar. O colorido branco facilita a associação destas aves, por si gregárias, em um habitat aberto que permite a percepção de objetos claros à distância; isto serve para como orientação tanto em busca de alimento como quando confluem para repousar ou para formarem colônias para nidificar. Plumagem branca, exceto o dorso e a face superior das asas. Filhotes e imaturos possuem plumagem pardo-suja, permanecendo até o quarto ano de vida. Bico amarelo com mancha ante-apical vermelha. Pálpebras vermelhas, íris esbranquiçadas e pernas amarelo-esverdeadas. Ocorre no litoral brasileiro do Espírito Santo até o extremo sul do Rio Grande do Sul.

Jacamim-de-costas-verdes (Psophia viridis) – Família: Psophiidae
Ave de ocorrência restrita à Amazônia, de cabeça pequena e pescoço curvo coberto de penas curtas que lhe dão a aparência aveludada. O bico é forte e curvo; as asas são largas e descaídas unidas à plumagem franjada do dorso, dando ao corpo um aspecto reforçado, contribuindo para a sua aparência corcunda. Cauda curta e macia; pernas altas e dedos curtos. Comem insetos, centopéias, sementes e bagas. Caminham tranqüilamente aos bandos pelo interior da mata sombria mexendo ritimadamente as asas e ziguezagueando por trilhas determinadas e guiados por um indivíduo, talvez o mais experiente do grupo. Se espantados voam para os galhos próximos e em seguida sobem a alturas consideráveis, pulando, voando e gritando. Plumagem negra reluzente, costas verdes oliváceas ou efetivamente verdes; bico e pés claros. Ocorre do Rio Madeira, norte do Mato Grosso e parte do Pará.

Nota: Há um cartão telefônico do Museu Emílio Goeldi que mostra um jacamim-de-costas-cinzenta (Psophia crepitans).

Pica-pau-rei (Campephilus robustus) – Família: Picidae
Grande representante da família com cabeça e pescoço vermelhos. O macho possui pequena mancha auricular branca e negra. Costas extensamente creme. Com adaptação especial do bico, cabeça e pescoço golpeiam com força a madeira em busca de alimento ou escavando os ninhos. A língua é vermiforme e grande, podendo chegar a 5 vezes o tamanho do bico. Pernas curtas, pés com unhas fortes. Dois dedos voltados para a frente e dois voltados para trás fa cilitando a aderência em troncos. A cauda possui penas duras que apoiam a ave no ato de bicar. Alimentam-se de larvas de insetos que localizam pelo ruído produzidos durante o roer da madeira. Podem comer frutas moles e sementes de capim, formigas e cupins fazem parte da dieta. O reflorestamento com eucaliptos e Pinus não favorecem a existência dos pica-paus, o mesmo acontecendo com as capoeiras desprovida de árvores maiores. São bastante sensíveis aos inseticidas, sendo bom indicador ambiental. Vive na mata e nos pinheirais do sul do pais. Ocorre em Goiás, Minas Gerais e da Bahia ao Rio Grande do Sul.

Pica-pau-de-cabeça-amarela (Celeus flavescens)

Quero-quero / Southern Lapwing (Vanellus chilensis) – Família: Charadriidae
É uma das aves mais populares do Brasil. Alimentação predominantemente animal. Nidificam no solo em cavidade rasa. É inconfundível pelo topete nucal, pela base da cauda branca e por possuir no encontro das asas um esporão que permanece oculto na plumagem.. Os esporões são vermelhos e são exibidos aos inimigos ou rivais, com um alçar de asa ou durante o vôo, quando se destacam bastante. Pode adotar tática de pesca, espantando larvas de insetos e peixinhos ocultos na lama mexendo rapidamente um pé. Vive em banhados e em pastagens; é visto em estradas, freqüentemente longe da água. Atualmente é facilmente encontrado em áreas gramadas e abertas na região sul e pode causar problemas nos aeroportos. Ocorrem em todo o território nacional.

Quero-quero

Quiri-quiri (Falco sparverius) – Família: Falconidae
É o menor representante da família. Inconfindível pelo desenho característico e estranho qie ostenta na cabeça constituido de duas fauxas verticais laterais e duas nódoas nucais negras lembrando olhos. Dimorfismo sexual acentuado; machos com caula e costas ferrugem uniforme e fêmeas com asas ferrugem e cauda dom numerosas listras negras. Comem lagartixas, grgandes insetos, camundongos, e pequenas cobras; no crepúsculo tenta capturar morcegos. Empoleira-se em postes e fios, sacode a cauda, em vôo pode lembrar uma grande andorinha. Poco adaptado à vida nas cidades. Ocorre em todo o território nacional em regiões campestres e quase desérticas; contenta-se com um mínimo de vegetação.

Nota: o Falcão-peregrino tem o nome científico quase igual: Falco peregrinus.

Saracura-três-potes (Aramides cajanea) – Família: Rallidae
Habitantes de mata, camuflados pela cor e pelo padrão da plumagem. Bicos e pés vivamente coloridos; bicos esverdeados e pés vermelhos. Quando espantados, seu vôo é curto, desajeitado e com as pernas pendentes. São onívoras alimentando-se de capim, sementes, larvas de insetos, pequenas cobras d'água. Caem com facilidade em arapucas cevadas com milho. Podem realizar pilhagem de ovos de outras aves. São animais inquietos, demonstrando seu nervosismo balançando quase constantemente a cauda curta que é levantada verticalmente. A cabeça e o corpo são cinzentos e o resto das partes inferiores ferrugíneas; abdome negro. Vive nos pântanos com vegetação alta, manguezais, margens de rio e lago; mata úmida e alta e, às vezes, distantes da água. Canto característico que deu origem ao nome: “pot pot pot”... Mas em tupi-guarani a palavra “saracura” significa “do que come soca de milho”... Ocorre em todo o território nacional.

O selo abaixo mostra a subespécie Saracura-do-mangue (Aramides mangle) – Nome inglês: Little Wood-Rail

Seriema (Cariama cristata) – Família: Cariamidae (Tupi: “çaria” – crista e “am” – levantada)
Aves pernaltas de porte avantajado, terrícolas nidificando sobre as árvores. Asas largas com penas rijas e cauda longa. A plumagem é cinzenta com algumas tonalidades pardacentas ou amareladas. bico e pernas vermelhos. Na base do forte bico, cresce um feixe de penas finas eriçadas para diante, semelhante a um bigode. Tem olhar severo e ameaçador e é uma das poucas aves providas de pestanas. Come gafanhotos e outros artrópodes, roedores, lagartos e outros animais pequenos, inclusive pequenas cobras. Tem fama de ser devoradora de serpentes o que não procede... (talvez, por ser parecida com uma ave africana chamada Secretária)... Não é imune ao veneno ofídico. Trepa nas ramarias ralas das árvores do cerrado, dando pulos de até um metro de altura ajudada por um bater de asas. Empoleira-se no alto das árvores para dormir. Toma banhos de sol e de poeira. Vive nos cerrados, campos sujos e também nos planaltos descampados do Sudeste do Brasil.

O jacu é uma espécie de ave silvestre semelhante a galinha, ao peru... Jacutinga (de jacu branco); jacuí (de jacu pequeno); jacuman (jacu erguido); jacuguaçú - de jacu grande (Penelope obscura?)...

As palavras em tupi-guarani: “iacú, jakú” são designativas genéricas das aves da família Cracidae, especialmente das do gênero Penélope. Etimologia: “i” demonstrativo (que, aquele que), “a” (fruto, grão) e “ku” (comer, tragar, engolir), o que come grão (Apud Rodolfo Garcia, “Nomes de aves”). Há também a palavra “jacucaca” que significa “do que come grãos do mato”...

Do lado esquerdo, a foto mostra a jacutinga (Aburria jacutinga), no centro, a seriema e, do lado direito, um tachã.

Jacutinga Seriema Tachã

Tachã (Chauna torquata) – Família: Anhimidae
Espécie que ocorre no sul do país, com altura de 80 cm. Parda-acinzentada escura, cabeçuda e topetuda. Pescoço contornado por uma gola negra ressaltada por uma segunda penugem branca. Face superior da asa negra com grande área branca que é vista durante o vôo. Pernas vermelhas. Forma grandes bandos para pernoitar nos banhados, ficando em pé na água rasa. Em qualquer época do ano há agrupamentos de indivíduos que pastam tranquilamente e em alguns locais são considerados concorrentes das ovelhas... Ocorrem no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Região Sul. É um animal terrestre vive em casais, embora muitos possam estar ocupando o mesmo banhado. Podem voar em grande altura. Sua voz é constituída por gritos estridentes, chegando a serem ouvidos a mais de 2 km de distância e, ao anoitecer, quando muitos se empoleram no topo das árvores, ao longo dos pântanos ou dos rios, executam um vozerio muito impressionante, pois todas cantam ao mesmo tempo. Sua alimentação é constituída principalmente de vegetais, também é predador de insetos e gosta de sementes diversas. Tem hábitos diurnos e passa todo o seu tempo nos campos e banhados. Na época de reprodução o macho arrepia sua plumagem e emite gritos bem fortes, além dos movimentos com as asas e o corpo, sendo que a fêmea tem voz bem mais fraca. O ninho é preparado nos meses de agosto em diante e ambos trabalham em sua construção. O período de incubação é de aproximadamente 35 dias e a postura de 04 ovos.

Uru (Odontophorus capueira) – Família: Phasianidae
Pequena ave terrícola de tamanho pequeno com bico alto e curvo, com as mandíbulas serrilhadas, pernas curtas e robustas, dedos grossos, cauda farta, porém curta. Característica da espécie é a existência de um penacho sempre na vertical e localizado no topo da cabeça. Andam em grupos pelo solo de matas e capoeiras sombrias. Ciscam à vontade no chão comendo pequenos artrópodos, moluscos, bagas e sementes. Quando ameaçados preferem escapar correndo do que voar e, conforme a situação, deitam-se no solo para se esconder. Quando posam juntinhos esquentam-se e arrumam mutualmente as penas. É espécie cinegética (arte da caça) apreciada, caindo com facilidade em arapucas. Ocorre do Ceará ao Rio Grande do Sul e sudoeste de Mato Grosso.

Uirapuru-laranja Uirapuru-laranja – foto ao lado
Uirapuru-verdadeiro (Cyphorhinus aradus?)
Uirapuru-rabo-de-arame (Pipra filicauda?)
Uirapuru (Leucolepis modulator) – selo abaixo

Uirapuru – (do tupi guira – ave + puru – de significado incerto: revezar, emprestar) designação comum a várias espécies de aves passeriformes, da família dos piprídeos, especialmente as mais coloridas dos gêneros Pipra, Chiroxiphia, Teleonema. Seu canto, que só se ouve uns 15 dias por ano (quando constrói o ninho) e, ademais, apenas durante cinco a 10 minutos, ao amanhecer, é tido como particularmente melodioso, musical, e diverso do de outra ave qualquer, a ponto de, segundo a lenda, os outros pássaros todos se calarem para escutá-lo: “O uirapuru canta pra mim / e eu sou feliz só por poder ser, / só por ser de manhã” (Fátima Guedes, na canção Cheiro de Mato). Pássaro pequeno, envolto em lendas na Amazônia, tipo por amuleto eficaz em amores... Var. e sin., em regiões diversas do Brasil: arapuru, guirapuru, irapurá, irapuru, pássaro-de-fandango, realejo, rendeira, tangará...

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Última atualização: 03/10/2008.

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