Amigos em ou por Moçambique

Não apenas por causa de algumas referências em livros que tinha, acabei fazendo alguns contatos de interesses comuns pela República de Moçambique...

COUTINHO, João d'A.
Do Nyassa a Pemba. Os territorios da Companhia do Nyassa. O futuro porto comercial da Região dos Lagos. Lisboa, 1893. 247p. 1602/444

CAMPBELL, W.Y.
Travellers' records of Portuguese Nyassaland. Compiled by the late W.Y. Campbell (ed. by Sir Robert Edgcumbe). London, [1900]. viii, 325p. X.800/372

14/12/2004: pedido de informações – Prezado Senhor, Sou historiador & bibliógrafo francês de Moçambique (e de Angola, Guiné e Timor também) e acabo de ver que o Senhor cita no seu trabalho sobre selos do Niassa o livro de Campbell. Gostaria de saber onde você encontrou este livro e se sabe se alguém tem um exemplar para vender ou permutar comigo. Agradeceria a fineza de uma resposta qualquer. Com os meus melhores cumprimentos. Prof. Dr. Rene Pelissier (viapelbooks@wanadoo.fr) 20 rue des Alluets – 78630 Orgeval – França.


GIORGIO BRUMEGI

Giorgio Micali – brumegi@tvcabo.co.mz (Maputo) – chicuembo@libero.it (Beira)
P.O.Box: 4577 – Maputo – Moçambique

Giorgio Micali
c/o COOPI
Rua Pinhero Chagas, 263
Beira – Moçambique

16/12/05: De Moçambique. Olá Sergio, visitei o teu interessantíssimo site. Estou em Maputo e sou coleccionador de selos. Se posso ajudar para as tuas pesquisas e colecção é só dizer. Giorgio. Nota: abri a página onde falava da falta de resposta dos Correios de Moçambique; foi assim que decidi de enviar-lhe um email e saber o que posso fazer para um colega coleccionista.

03/01/06: Eu passei apenas um dia em Portugal (Lisboa) uma vez que estava de transito para Itália, a minha terra natal. De facto sou italiano mas vivo aqui em Moçambique já há bastante anos. Ir ao Niassa não é nada fácil. A viagém de carro é demasiado longa e a passagem de avião não é nada económica. Por acaso eu também ainda não conheço esta província faltando-me também Cabo Delgado (praticamente falta-me de conhecer mesmo os territórios da Copanhia do Niassa).

Os parques naturais estão ainda muito longe de serem como os que existem a África do Sul ou Zimbabwe (visitou o Kruger Park?). Os animais foram desaparecendo, sobretudo durante o período do conflito interno e por causa da caça furtiva. Não é nada fácil de ve-los. Girafas nunca vi em Moçambique. Os panfletos publicitários do Parque de Banhine mostram umas fotográfias de girafas mas aposto que foram tiradas na África do Sul.

Colecciono Ex-colonias portuguesas (sem Macau), Itália pre-1945, África do Sul, Rhodesias, Países balcanicos pre-1945. A colecção de Moçambique tem logicamente uma atenção particular. Do Niassa estão em faltas os primeiros selos da série de 1918 e alguns da série de 1921 com sobrecarga de Lisboa.

Se aparecerem novas emissões com girafas, pode contar comigo, apesar de ter abandonado a colecção dos selos modernos em 2000, quando os Correios começaram uma prática muito duvidosa. A maior parte dos selos que estão à venda desde então não são válidos para franquear cartas. Dizem que são "selos filatelicos" (sic!).

Boa pergunta aquela sobre a série de D. Carlos da Companhia do Niassa, só que a mim espantam-me mais os dromedários! Talvez possa ser uma pergunta a por no fórum. Talvez aí possa encontrar uma resposta. Bom, por enquanto é tudo. Logo que tiver novidades lhe vou escrever. Um abraço e um feliz 2006.

10/01/06: Puxa, não imaginava que ia ser tão complicado conseguir os selos da Série Zheng He, estão quase esgotados. Para conseguir umas séries soltas, até tive que entrar na tesouraria dos correios conseguindo comprar as últimas 3 séries. Nos balcões já não há, nem nos correios centrais nem em outros que visitei. Não estão completamente esgotados porque na loja dos serviços filatélicos ainda estão à venda algumas mini-folhas. Comprei uma para si. Achei isto suficiente porque a mini-folha é bastante cara.

Depois nos serviços filatélicos disseram-me que não foi aprontada nenhuma FDC mas que tinham um carimbo especial. Interessante porque quer dizer que o carimbo especial não é muito conhecido. Álias os carimbos são dois. Um de Maputo e um de Bejing. Utilizei então 2 das séries soltas que tinha comprado colando-as nos envelopes brancos e pedindo que os carimbassem. Infelizmente as séries que tinha conseguido são, com excepção de uma, em pares verticais (eu gosto mais dos pares horizontais) e somente uma com a margem da folha e por azar não aquela com a girafa.

Não são umas FDC muito bonitas mas é o melhor que se pode conseguir. Pode ver os envelopes no file jpg em anexo. Enviar estas FDC para que sejam consideradas circuladas foi impossível. Os correios aqui tem a mania que o que é filatélico não têm nada a ver com a correspôndencia normal. Para a correspondência normal os selos podiam ser anulados somente com o carimbo normal.

Entretanto, mesmo porque outra mania é que quando já não vendem os selos ao balcão os consideram não válidos, achei melhor ainda hoje enviar-lhe uma carta franqueada com um selo que eu próprio tinha (aquele com a girafa). A carta está franqueada unicamente com este selo pois 33.000 meticais é a tarifa para cartas simples para o estrangeiro. A carta está portanto perfeitamente em tarifa. Espero que a receba, quer dizer, espero que escape aos habituais roubos de correspondência que acontecem nos correios de Maputo. Não tive tempo de escrever alguma coisa, assim o envelope contem apenas uma folha branca. Não vale a pena de abri-lo quando o receber.

Resumindo, para si, agora tenho:
1 série de 2 selos se-tenant horizontal sem margens
2 FDC, uma com carimbo de Maputo e outra de Beijing (a única coisa que muda é o nome da cidade)
1 mini-folha de 10 séries.

Estes selos custaram um total de 858.000 meticais equivalentes a mais ou menos US$34. Talvez possamos concordar uma troca de selos. Mais tarde posso enviar-lhe uma descrição mais detalhada dos selos que procuro e talvez possa ajudar.

Gostaria também saber se por acaso não vende um dos selos do Nyassa com o centro invertido. Se for afirmativo, a que preço? Mas só se tiver duplicados porque não vale absolutamente a pena de partir a série completa que tem (e eu não me posso permitir de compra-la toda). O difícil agora será encontrar uma maneira para que a mini-folha viaje sem perigo de se dobrar (as papelerias aqui não são muito fornecidas). Para o envio, como for, aguardo um seu OK. E por agora, respeito a estes selos é tudo. Sobre as restantes argumentos do seu último email, lhe vou escrever mais logo.

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22/01/06: Olá, está quase tudo pronto. Amanha espero mesmo de conseguir enviar os selos e aproveito para ver se há outros à venda de modo que possa cola-los no envelope. Não se preocupe. Não foi nenhuma maçada para mim. É natural ajudar-se entre filatelistas.

Sérgio, estou um pouco embaraçado porque não costumo fazer trocas e, portanto, valorizar os selos. Gostaria imensamente ter um selo do Niassa (o dos camelos) com o centro invertido. Posso só lhe dizer que me parece que no ebay não ultrapassa os US$30 e se for assim e, não lhe parecer muito pretencioso, para mim um selos destes é suficiente.

Sempre do Niassa procuro os selos com sobretaxa e sobrecarga REPUBLICA imprimidas em Lisboa em 1921. Em geral, para a minha colecção especializada procuro selos em quantidade tipo Coroa e D.Luis de todas as ex-colónias portuguesas, rigorosamente USADOS e, por fim, selos de Companhia de Moçambique usados com carimbo bem visível.

Como for, havemos de acertar aguma coisa. Aguarde de receber os selos que lhe estou enviando e depóis vamos ver o que fazer. Entretanto envio a imágem da mini-folha.

Me desculpe se levei algum tempo para responder. Foram dias de trabalho muito intenso e, por acaso, tem mesmo a ver com o Niassa. Eu trabalho numa organização de cooperação internacional e a semana passada chegou um meu colega que vai trabalhar no Niassa para um projecto agrícola. Não houve até agora um momento de descanso para preparar com ele o arranque do projecto.

Procurando contactos no Niassa que poderiam ser úteis para o nosso trabalho, descobrimos que nas margens do Lago Niassa, a 30 km de Metangula, existe um lodge que recebe os turistas vindos do Malawi e que atravessam o lago de barco. Poderá estar interessado para, quem sabe?, uma sua próxima viágem.

Ainda não encontrei um panfleto do Parque de Banhine mas porque não tive tempo de procurar. Mas não se preocupe, se o encontrar vou lhe enviar. Imagino também que esteja interessado em qualquer objecto que tenha a ver com girafas.

O facto que nos panfletos utilizaram fotografias da Africa do Sul não é uma certeza mas uma minha suposição mas baseada no facto que nunca soube directamente de presença de girafas na província de Gaza (onde se encontra Banhine) e andei mais de 4 anos naquela província. Elefantes, antilopes, hipopotámos, crocodrilos e mesmo leões sim, mas de girafas ninguém me falou.

Obrigado pela sugestão da revista COFI. De facto fui assinantes durante uma temporada as, a um certo ponto, não sei porque, parei de receber a revista. Mas não faz mal, os serviços filatélicos a recebem e costumo ler-la aí. Agora estou procurando saber como fazer a assinatura à revista sul-africanas SETEMPE. É uma revista muito bem feita e a assinatura parece ser gratúita. A conhece?

23/01/06: Enviados! Os selos começaram hoje o longo caminho até o Brasil. Os enviei por Correio Azul, registado por maior segurança. Quanto tempo levem para chegar até si não consigo imaginar.

10/02/06: Recebi o envelope registrado "Correio Azul"!

22/02/06: Estou contente que recebeu tudo em perfeitas condições e sobretudo estou contente que gostou. Prometo que sempre que aparecer algo de filatélico (inclindo hístoria postal) relacionado com girafas o vou avisar.

Sím, neste momento trabalho na Movimondo. Eu sou hidrogeólogo e me ocupo de fornecimento de água potável nalgumas aldeias a sul de Maputo. Movimondo é uma organização não governamental no profit. Infelizmente não é um trabalho muito estável e por vezes passo meses sem emprego. Mas gosto! E faço este trabalho já há 20 anos.

Imagina, cheguei em Moçambique como voluntário para não fazer o serviço militar e mesmo na altura que por aqui havia a guerra. Mas gostei e fiquei e... casei!

Com a família vou para Itália uma vez por ano ou cada 2 anos. Azar que o único mês para poder viajar é o mês de agosto por causa das ferias escolares do meu filho, exactamente o mês em que todas as lojas filatélicas estão fechadas. Estive no Brasil uma dezena de anos atrás, mas visitei somente a região do Rio de Janeiro.

Infelizmente não ha um site sobre a filatelia de Moçambique. Quando descobri o seu site era porqué procurava informações mesmo para tentar de construir o meu site sobre Moçambique. Começei mas depois nunca mais tive tempo para continuar.

Sérgio, lhe estou enviando a lista de faltas da minha colecção de Moçambique. Não são fáceis de encontrar e na sua maior parte são muito caros. Não se preocupe muito. Numa outra mensagem dizia que ficaria igualmente muito satisfeito com selos tipo Coroa e D.Luis de qualquer das ex-colonias portuguesas desde que sejam obliterados. Estes não são difíceis de encontrar.

Mesmo repetidos servem pois estou tentar de especializar-me nestas duas emissões. Outra alternativa são os selos da Companhia de Moçambique, sempre obliterados. Mas não se sinta pressionado. Temos tudo o tempo que queremos.

12/06/06: Fui ver nas mensagens antigas e de facto encontrei a tua. Provavelmente a tua mensagem foi aberta pelo meu filho ou minha esposa e depois foi baixando com os novos emails. Em suma, acabei não lendo o teu email.

Não está sendo facíl encontrar o que procuro, não é? Mas também da Itália não deve ser fácil. A minha colecção da Itália começa com os antigos estados italianos até o 1945. A parte do Reino da Itália (1861-1945) está quase completa faltando alguns selos bastante valiosos. Dos antigos estados faltam-me muitos mas também não deve ser fácil de encontrar os selos que me faltam.

Agora que fazer? Podemos alargar o horizonte dos selos a procurar, também porque devagarinho estou especializando a minha colecção de colónias portuguesas. Não posso especificar exactamente o que procuro (seria demasiado complicado) e assim posso dizer que procuro qualquer selos das ex-colónias portuguesas desde que sejam anteriores ao 1920 e usados.

Também em relação aos selos dos antigos estados italianos (estado da igreja, reino da sardinia, napoles, etc.) deixo aberta a possibilidade de qualquer selo (mesmo os mais comuns ou mesmo defeituosos - aliás assim devem ser obrigatoriamente se não a maioria nem se consegue comprar).

Conheço um vendedor brasileiro que costuma ter selos das ex-colónias portuguesas... (Euclides - Botucatu) Espero de não estar a complicar muito. Mas também não te preocupar muito, ok? Tens razão. Não há selos italianos com girafas. Agora algum carimbo deve existir mas não conheço.

Estou a ler que nos finais de julho estarás na Itália. Eu também. No dia 1 de agosto chego a Roma e dois-três dias depois vou para Gallipoli (a minha cidade) para visitar a minha mãe. Acho que vou ficar com ela durante todas as férias e a 1 de Setembro tenho marcado o regresso para Moçambique.

Sobre Milão e seus hotéis não sei mesmo o que dizer. Rarissimas vezes vou na região norte da Itália e se vou é para visitar os meus irmãos. Os dias das tuas férias não são poucas. Alugando um carro de certeza que será uma viagem fantastica. Se calhar nos poderemos falar pelomenos por telefone.

16/06/06: Não é verdade que eu colecciono coisa valiosas e raras. Eu tenho a minha "filosofia" filatélica e digo que o que me interessa é conhecer os selos e não os milímetros de papelinho a mais ou a menos. Refiro-me por exemplo aos selos dos antigos Estados Italianos. Os que coleccionam isso, procuram selos com boas margens, perfeitos. Eu me contento com muito menos e selos com margem curtas ou um pouco adelgaçados servem na mesma, com a vantagem que custam o 10% ou menos dos outros. Se depois o interesse vai para os carimbos, então a perfeição dos selos conta ainda menos para mim. Por isso, não te assustes, não são raridades as que procuro. Claro é que é preciso conhecer algo do assunto, para não ser aldrabados. O mesmo aplica-se aos selos das colónias portuguesas. O que me falta não é tão fácil de encontrar. Então, como um coleccionador não gosta de ficar parado, aí comecei a investigar os carimbos. Por isso procuro em geral selos usados e mesmo duplicados. A colecção não está ao ponto de saber exactamente o que procuro e por isso por enquanto pretendo acumular material para depois analiza-lo. Loucuras de filatelistas, em suma.

Está bem, vou dar-te outras chances. Austria pre 1945? Croacia, Eslovenia, Bosnia, Yougoslavia pre 1945? Portugal pre 1945? Colonias italianas (destas tenho mesmo muito pouco)? Cartas circuladas de qualquer país para outro país pre 1945 (qualquer serve)? Post-cards com o selo colado do lado da fotografia (não entendo os máximum) circulados pre 1945?

Sobre os antigos estados italianos parece-me de lembrar que recorreste à pagina www.antichistati.com. É o melhor que há. A proposito de websites, prova a dar uma volta a www.selospostais.com. É um fórum de filatélia portugues ao qual participo. O meu nick é metical. E assim podes ver a minha cara (risos). Há alguns brasileiros que participam.

O selo do Nyassa comprei no ebay. Se calhar foi o Euclides que me vendeu .... Não, não foi ele, mas já comprei bastante selos dele e falta-me receber alguns que imagino estejam de viágem. O mundo não é assim tão grande e não me espanta que conhecia também o Euclides. Pensa, por exemplo, que num fórum italiano, conheci um outro filatelista que já tinha trabalhado em Moçambique. Aqui nós não nos encontramos, mas no fórum sim!

É verdade. A partir de Julho o metical muda para o metical da nova família (mas não era mais simples chama-lo novo metical?). Ninguem sabe ao certo como vai ser, assim como ninguem sabe porque decidiram uma coisa dessa que vai criar muitissima confusão, sobretudo na população menos alfabetizada. Como for, as noticias são que em julho começam a circular as novas moedas e notas mas ainda não mostraram os desenhos (já sei, se houver uma girafa...). O que se sabe é que a partir do proximo mes deveremos todos adaptar os nossos programas de contabilidade. As duas moedas estarão em circulação contemporaneamente até dezembro.

Será que queres mesmo falar do Mundial? Olha que um dos proximos jogos pode ser Brasil-Itália (é só o Brasil perder um jogo (risos). Se acontecer já temos combinado com uma amiga brasileira para ver o jogo juntos. Mas aqui em Moçambique, evidentemente, todos estão do lado das equipas africanas mas parece que vão durar pouco. Ok, Sérgio, vou ver o fim do jogo da Holanda.

21/07/06: Já tinha lido o teu anterior email mas achei adiar a responder até não ter nas mãos a nova cédula com as girafas. É claro que a circulação está lenta e no mês passado tinham posto em circulação muitas cédulas novas dos velhos 100.000 MT e assim atrasou um pouco a aparecer. Hoje consegui. Olha Sérgio, como te disse vou viajar para Itália no próximo dia 31. O trabalho agora, para arrumar tudo antes da minha saída, é imenso e acho que não vou ter mesmo tempo de ir aos correios para te enviar a cédula. Se consegur, ok, caso contrário a vou levar comigo para Itália ou, mais tardar vou enviar no início de Setembro quando regressar a Maputo. É mesmo incrível a quantidade de trabalho que apareceu de repente nestes dias. Vou dando notícias.

15/10/06: Cédula de 100 MTn. Olá Sérgio, finalmente! Apesar de ter voltado da Itália já faz mais de um mês, finalmente consegui preparar o envelpe para enviar a cédula. Vai viajar esta semana. Um abraço.

02/11/06: Olá, já recebeste a cédula? Espero que sim, apesar de não saber bem quanto tempo leva normalmente uma carta para chegar ao Brasil. A minha viagem para Itália foi boa (e já um pouco esquecida). Deu para ficar algum tempo com a minha família depois de 2 anos de ausência. 44 peças sobre girafas? Não consigo imaginar que tipo de objectos podem ser. Ok, Sérgio, em relação a como resolver a questão da "divida", poderás ver se dá para enviar o dinheiro via Paypal. O endereço que uso para paypal é chicuembo@libero.it. O valor da cédula corresponde mais ou menos a US$4. Se paypal for complicado, de facto não resta que enviar por correio registado e, como sugerias uma vez, no meio das paginas de uma revista. Ah, esqueci-me de enviar o panfleto que anunciava as novas cédulas e que pediste para te enviar. O tenho bem gardado e se calhar envio quando encontrar mais uma coisa (novos selos?) com girafas. Um abraço.

22/11/06: Cédula de 100 MTn. Olá Laurence (imagino que seja este o seu nome - apareceu no paypal), obrigado pela ajuda. A transferência do dinheiro está completa. Aproveito também para agradecer o Sérgio (imagino então que recebeu a cédula. Gostou?). Um abraço.

23/11/06: Olá, na minha colecção tenho o booklet do qual te envio o scan. No teu site não me parece de te-lo visto. Conhecias? A mesma publicidade está também em duas outras páginas de separação dos selos.

Não fiquei nada contente em saber que ainda não recebeu a cédula. Já a enviei há bastante tempo, ou pelo menos o tempo que achava suficiente para chegar até aí. Encontrei o talão de registo da carta e talvez possa ajudar a procurar nos correios da tua cidade. Enviei a carta no dia 16/10/06. Aguardamos mais um pouco, mas a seguir não me importo de enviar outra cédula.

Acompanhei um pouco da Expo Lubrapex através do fórum selos postais. Paricipou como expositor? Que não seja fácil encontrar colecionadores da Angola, não tenho dúvida. Não deve ser diferente daqui onde, como filatelista, vivo quase em solidão. Até logo.

13/07/07: Tenho novidades! Finalmente irei para a Itália... agora é certo porque vou pela Lufthansa... (risos) Chego lá no dia 28 de julho e fico até o dia 23 de agosto... Vc estará nas suas férias por lá? Como me disse que vai a cada 2 anos... e foi em 2006, penso que irá no ano que vem, em 2008... E aí em Moçambique está tudo bem? Ainda está na Movimondo? Afinal, já conheceu a província do Niassa? (risos) Minha coleção continua crescendo... consegui mais alguns selos do Niassa, claro, e também algumas séries de países asiáticos sobre o Zheng He... entretanto nenhum carimbo especial como aqueles (de Maputo e Bejing) que você me enviou... tampouco algum FDC feito no capricho para mim.... aliás, favores que jamais vou esquecer... Assim como a nova cédula de Moçambique... Bem, aguardo notícias. Um grande abraço e inté.

30/08/07: Contei sobre a viagem...

21/09/07: PARABENS pelos selos da tua autoria. Os vi no fórum de selos-postais mesmo antes de ler o teu email. Aliás se li só agora o teu email, e o enterior, é porque lembro-te que agora estou trabalhando em Beira e este endereço (brumegi@tvcabo.co.mz) é o de casa em Maputo. Bom, mesmo porque estou em Maputo só por poucos dias, não te vou responder agora aos teus email. Vou fazer um forward para o outro meu endereço que aconselho para tu também utilizar (chicuembo@libero.it). Vou te escrever a partir de Beira. Entretanto não podia não enviar-te uma imagem da caixa de fosforos com a girafa. A caixa infelizmente não está em muitas boas condições. Mas para enviar para ti como faço? A tenho que necessariamente abrir desolando um lado.

23/09/07: Acabo de te enviar uma mensagem no SP e agora te envio a imagem do booklet da Rhodesia & Nyassaland. Esta é a única peça que tenho mas acho que não deve ser difícil para tu arranjar outra.

25/09/07: Digo-te logo que os teus trabalhos orginais são muito, muito mais bontos e mais claros sobre o objectivo da emissão, e respondem muito bem às observações que fiz no fórum. As soluções gráficas que encontraste são impecáveis e ao ver os 6 selos juntos formam uma série muito mais harmonica. Parecia-me que os outros selos eram desenhos! Talvez o mapa podesse confundir e parecer que os animais seriam endêmicos das regiões brasileiras, mas o resultado não mudou. Mostrei os selos (a versão final) ao meu filho e ele logo disse "mas estes animais não vivem no Brasil". Acho que foi errado o referendum no qual se deveria votar sim o animal mas também o zoológico mais bonito e assim poderia aparecer o nome deste nos selos e o problema teria sido resolvido tornando até desnecessário o aceno à jaula. Como for, Sérgio, mais uma vez parabéns para este sucesso. Deve ser mesmo fantástico ter um próprio selo na colecção. Afnal já te tinha enviado a magem do carné? Mmmh, estou a ficar destraido. Mas a imagem da caixa de fósforos não te tinha enviado, não? Que faço então, a abro para pode-la enviar para ti? Amanha volto para Beira e nos próximos meses não vou utilizar este endereço email. Como sugeri no meu email sobre a caixa de fósforo, será melhor passar a utilizar o endereço chicuembo@libero.it ou as mensagens no SelosPostais.

31/10/07: Como sempre respondo com um "pouco" de atraso. Certamente que gostaria receber a série com os teus selos e está claro que te vou enviar de volta o envelope. Ainda não sei quando vou viajar de novo para Maputo. Talvez no Natal e só naqueles dias é que poderia ir aos correios e levantar a tua carta. Por isso nada há pressa. Se a mandares por correio registado, então poderias envia-la para Beira. Neste caso o meu endereço seria... Para te enviar a caixa de fosforo tenho que inevitavelmente que passar por Maputo. Beira está no centro de Moçambique, a cerca 1.200 km de Maputo. Chicuembo é uma palavra em "changana", o dialeto do sul de Moçambique e significa algo como "espírito do antepassado" ou "espírito" em geral. O "chicuembo" te protege, mas também pode estar zangado contigo. Desculpa, Sérgio, se sou breve. Aqui agora já é meia-noite e se não respondia agora, nunca mais.

20/11/07: Nem deu tempo para eu responder a este email (com a minha lentidão) que a tua carta para Beira já chegou. Chegou ontem com aquele monte de selos girafas no envelope. Infelizmente, mas teria sido difícil o contrário, não chegou em perfeitas condições. Os selos colados nos cantos e na margem do envelope estão um pouco machucado e um levou os pontos do agrafador. Vou já preparar o envelope para te enviar de volta o teu. E agora o conteudo. Primeirissima coisa que notei: os selos são muito mais bonitos de quanto as imagens no computer mostravam. Segundo: foi uma surpresa muito agradável e muito apreciada a tua assinatura nos postais e envelopes com os teus selos. Estou tão orgulhoso de ter a assinatura do autor que já a mostrei a todos os que me estavam a volta (mesmo se não percebem nada de selos - risos). Obrigado, Sérgio, foi uma surpresa mesmo bonita. E terceiro, gostei dos conjuntos de postais e envelopes. Estes chegaram em perfeitas condições. Vou te enviar uma mail quando te enviar o envelope.

06/01/08 (Online Selos-Postais.com): Sérgio, a mensagem anterior era só para te manter online, assim aproveito escrever-te em tempo real. Estive em Maputo para o Natal e aí encontrei a outra tua carta com os selos dos zoológicos. Obrigadissimo, Sérgio, apreciei muitissimo. E, assim como prometido, enviai-te (agora não lembro a data exacta) os dois teus envelopes e a caixinha de fósforos. Agora estou de volta a Beira. Desculpa se não escrevi quando estava em Maputo, mas podes imaginar que estava preso com "assuntos" natalicios. Passei aí alguns dias de férias com a família. Logo que receber a minha carta (franqueada com não sei quantos selos de jogadores de football - infelizmente nada de girafas) avisa para saber se chegou tudo ok. Um abraço. PS: Coloquei na primeira página de meu site GIRAFAMANIA o primeiro selo postal com girafas do Brasil... Bem merecido! Eh, tens razão, podia ter sido melhor de jogadores de football mas aqui em Moçambique há uma forte crise de selos. Mas vais conservando o sobrescrito. Acho que vai ser o único que circulou de verdade com uma mini-folha inteira. Agora já tenho que apagar o computer porque tenho que sair para um jantar (aqui são quase 20 horas). Aparece de vez em quando no SP que assim é mais fácil comunicar.

25/01/08: Muito obrigado pela devolução dos envelopes, também pela caixinha de fósforos, uma graça e única da coleção! Agradeço pela surpresa do Bilhete Postal... adorei! Mas ele é assim mesmo, em branco e preto ou tem em versão colorida também?

10/02/08: Não lembro absolutamente como aquela caixinha de fósforos veio parar nas minhas mãos. E até parece que são fósforos moçambicanos. É um facto que nunca mais vi outra. Eh, quando vi o postal numa papeleria de Beira, pensei logo que tinha que te enviar uma. Agora foi só para acompanhar os envelopes, mas se calhar preferes uma circulada. Infelizmente há só a versão a preto e branco. Como podes ver, se apanho uma "girafa" não a deixo escapar!

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EDUARDO DA CONCEIÇÃO MEDEIROS

Em 30/09/2003, escrevi para o senhor Eduardo Medeiros (edcmedeiros@hotmail.com) pedindo um exemplar da obra de sua autoria: HISTÓRIA DE CABO DELGADO E DO NIASSA – a qual ganhei de presente em 29/06/2004, vindo da Universidade de Évora.

"Prezado Sérgio Eduardo, terei muito gosto em lhe enviar o meu livro. Mande-me o seu endereço postal. Tome nota, também do meu e-mail em Coimbra para os próximos 5 meses. Saudações, Eduardo Medeiros."

Dados Biográficos

MEDEIROS, Eduardo da Conceição (ecm@uevora.pt)
http://www.dsoc.uevora.pt/ – http://www.uevora.pt/
Universidade de Évora – Apartado 94
P-7002-554 – Évora – Portugal

Categoria profissional e local de trabalho: Professor Auxiliar,
Departamento de Sociologia, Universidade de Évora (dedicação exclusiva)

O Núcleo de Estudos Sobre África (NESA) é constituído por um grupo que realiza investigações na área dos Estudos Africanos e relacionados, e promove contatos com instituições similares, nacionais e internacionais.

O Núcleo é orientado pelo Professor Doutor Eduardo da Conceição Medeiros e está integrado no Grupo de Trabalho das Dinâmicas Culturais e Sociais do CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora – http://www.cidehus.uevora.pt/
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Habilitações

1972 v Licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade Livre de Bruxelas

1996 – Doutoramento em Antropologia Social e Cultural pela Universidade de Coimbra

1998-1999 – Pós-doutoramento sobre as estruturas do poder tradicional dos Makhuwa-Mmetthu do sul de Cabo Delgado, c. 1850-1930

Principais Publicações

1988 – As Etapas Da Escravatura No Norte De Moçambique. Maputo, Arquivo Histórico de Moçambique, 80 p. Mapas (Col. Estudos, 04)

1988 – Bebidas Moçambicanas De Fabrico Caseiro. Maputo, AHM, 113 p., Il. (Col. Estudos 05)

1988 – Notas para a história das confrarias islâmicas na Ilha de Moçambique. Segundo um texto de Álvaro Pinto de Carvalho, re-escrito e anotado. In: Arquivo, Maputo, Boletim do Arquivo Histórico de Moçambique, n.º 4, p. 59-66. Retomado em 1996: Irmandades muçulmanas do norte de Moçambique. In: SAVANA (Maputo), Ano III, n.º 116, de 5 de Abril de 1996.

1990 – Evolução da fixação colona branca em Moçambique, 1930-1970. In: Boletim Informativo, Maputo, Serviços Culturais da Embaixada de Portugal, Inverno de 1990, p. 18-21.

1991 – Formas de cooperação e de ajuda-mútua nas comunidades Nyungwe de Tete (de colaboração com Albano Basílio Eliseu). In: Arquivo (Maputo), nº 10, Outubro de 1991, p.169-184.

1993 – Monografias Etnográficas de Funcionários Coloniais Acerca de Povos de Moçambique. Número especial do Boletim Informativo, Maputo, Serviços Culturais da Embaixada de Portugal, Primavera de 1993, 23 pgs + fotografias.

1994 – O advento do mundo Sena. Das origens a 1918. In: Boletim Cultural, Beira, Centro Cultural Português, Maio de 1994, p. 3-10 + mapas.

1994 – Resenha biográfica de Manuel Simões Alberto. In: Boletim Informativo, Maputo, Serviços Culturais da Embaixada de Portugal, Inverno de 1994-95, p.4-9.

1994 – Bibliografia de Manuel Simões Alberto (de col. com António Sopa). In: Boletim Informativo, Maputo, Serviços Culturais da Embaixada de Portugal, Inverno de 1994-95, p.10-17.

1996 – Etnias e etnicidades em Moçambique - Notas para o estudo da formação de entidades tribais e étnicas entre os povos de língua(s) emakhuwa e élómwè e advento da etnicidade macua e lómuè. In: Cientistas Portugueses Residentes no Estrangeiro, pela Fundação João Jacinto de Magalhães, em Aveiro.

1996 – Abdul Camal - O Megama do Chiúre. In: SAVANA (Maputo, Ano III, nº 113, de 15 de Março de 1996, páginas centrais)

1996 – Poderes tradicionais e regulados nos distritos de Memba (Nampula) e Milange (Zambézia). In: SAVANA (Maputo, Ano III, nº 115, de 29 de Março de 1996, páginas centrais).

1997 – História de Cabo Delgado e do Niassa, (C. 1836-1929), 252 páginas, mapas, ilustrações, paperback. Maputo, Central Impressora, 1997.

1997 – Contos populares moçambicanos. Maputo, Ndjira, e trad. Francesa: Contes traditionnels du Mozambique (Présentation, selection et notes). Paris, Chandeigne, 1999.

1997 – Etnias e Etnicidade em Moçambique. O advento do mundo Sena. Das origens a 1918. In: O Desafio Africano (Coord. de José Carlos Venâncio), Ed. Vega e Universidade da Beira Interior, p. 59-82.

1998 – O Clube Chinês da Beira (Moçambique), 1923-1975, artigo publicado na revista Macau, IIª série, nº 73, Maio de 1998, em Macau.

1999 – Mouros, islamizados e baneanes: Portuguese Historiography and Archival Sources on East African Muslim Communities. Two Tentative Checklists. In: Papers of The International Colloquium Islam in East Africa: New Sources (Archives, Archaelology, Oral History). Roma, 2-4 December 1999 (de colaboração com Manuel Lobato do CEHCA-IICT).

2001 – Contribution of the mozambican díaspora in the development of cultural identities on the Indian Ocean Islands, in: The African Díaspora ín the Indían Ocean (Shihan de S. Jayasuriya and Richard Pankhurst, eds.). London, AWP, Inc.

Projetos Ativos

Identidades, etnias e etnicidades.

As chefaturas Makhuwa-Mmethu do sul de Cabo Delgado [Etnicidade, evolução do poder tradicional; islamismo]

Áreas de Interesse

Antropologia e História de Moçambique [em particular das sociedades matrilineares do Norte]

Construção das Etnicidades, Reestruturações sociais, sincretismos religiosos.

Outros dados curriculares relevantes

Atualmente: Coordenador do Núcleo de Estudos Sobre África (NESA) no Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS), da Universidade de Évora, desde 1999, e colaborador da Rede dos Centros de Estudos Africanos, em Portugal.

De 1976 a 1998:

Docente na Universidade Eduardo Mondlane e na Universidade Pedagógica, em Maputo, Moçambique.

Director do Departamento de Antropologia da Universidade Pedagógica, de 1986 a 1998, e do Departamento de Antropologia da Saúde, no Centro Regional de Desenvolvimento da Saúde (CRDS), em Maputo, de 1990 a 1992.

Co-fundador e Editor da Revista Cadernos de História, do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade Eduardo Mondlane (1985).

Outros: Membro de Instituições Académicas e Socio-Profissionais; colaborador em revista da especialidade e outras.

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Última atualização: 11/02/2008.
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