Os Primatas, a ordem a que pertencemos, compreende cerca de 181 espécies, desde os pequenos lêmures até aos grandes antropóides e, claro, o Homem.
Antes de qualquer nome científico, algumas curiosidades sobre os macacos...
Na simbologia, os macacos estão relacionados à agilidade, à inteligência e à esperteza, no aspecto positivo. Por outro lado, no aspecto negativo, representa a lascívia, a imitação (pelo seu ato de reproduzir sempre os movimentos feitos pelos humanos) e a falta de temperança (por ser um animal impulsivo e briguento).
Na Índia o macaco é tido como uma animal sagrado... No Cristianismo é o homem em estágio primitivo, escravo de seus vícios e instintos... Relaciona-se também à avareza, à indecência e à sexualidade descontrolada.
No Oriente, são famosos os Três Macacos, chamados de “Macacos do Estábulo Sagrado”, dos quais um tem os ouvidos tapados, o outro a boca tapada e o terceiro macaco tapa os próprios olhos... Assim, eles representam a sabedoria e a prudência, além de serem os mensageiros dos deuses, pois apenas levam as mensagens aos deuses e nunca se manifestam aos homens...
12 Famílias Primatas
I – Família Callithricidae (micos e saguis): Os titis e os tamarins, com cerca de 18 espécies.
II – Família Cebidae (macacos brasileiros): Os cebídeos ou macacos do Novo Mundo são a segunda família de platirrinos americanos, com cerca de 35 espécies.
III – Família Cercopithecidae: Os cercopitecídeos, ou macacos do Velho Mundo, que juntamente com os antropóides são denominados catarrinos, integram cerca de 78 espécies que ocorrem na África e no Sudeste Asiático. Os macacos catarrinos são aqueles em que o tabique nasal é estreito e em que as narinas estão orientadas para a frente ou para baixo. São organizados em duas subfamílias:
Subfamília Cercopithecinae – Babuíno, Mandril, Cercocebo-preto (Cercocebus aterrimus), Macaco-de-face-negra ou Macaco-verde (Cercopithecus aethiops), Macaco-de-bigodes (Cercopithecus cephus), Macaco-diana (Cercopithecus diana), Macaco-cara-de-coruja (Cercopithecus hamlyni), Macaco-de-L'Hoest (Cercopithecus lhoesti), Simango ou Macaco-de-diadema (Cercopithecus mitis), Macaco-mona (Cercopithecus mona), Macaco-de-Brazza (Cercopithecus neglectus), Macaco-vermelho (Erythrocebus patas), Gelada (Teropithecus gelada) etc.
Subfamília Colobinae – Colobo-preto-e-branco-oriental (Colobus guereza), Colobo-preto-e-branco-ocidental (Colobus polykomos), Langur-de-François (Presbytis francoisi).
IV – Família Cheirogaleidae: Esta família inclui 7 espécies de lêmures-ratos ou lêmures-anões, que vivem nas florestas de Madagáscar. São dos primatas mais pequenos.
V – Família Daubentoniidae: O ai-ai (Daubentonia madagascariensis), única espécie desta família, exclusivo da floresta densa de Madagáscar. Como o seu habitat está cada vez mais ameaçado, o futuro deste raro primata é progressivamente mais sombrio. Todos os seus dedos são longos e finos, mas o dedo médio das mãos é particularmente comprido e utilizado para retirar larvas de insetos do interior dos troncos.
VI – Família Hylobatidae: Estes ágeis e elegantes antropóides, os gibões, eram anteriormente incluídos na família Pongidae, mas os zoólogos preferem agora considerá-los à parte. As 6 espécies existentes são todas nativas do Sudeste Asiático, onde habitam as florestas, sendo talvez os mamíferos melhor adaptados para a locomoção nas árvores. Gibão-preto (Hylobates concolor) / Gibão-de-mãos-brancas (Hylobates lar).
VII – Família Indriidae: Existem apenas 4 espécies na família dos indris e das sifacas, todas nativas de Madagáscar. Todos estes lêmures têm focinho curto e sem pêlo, são parecidos com os macacos. Exemplo: Indri (Indri indri), Sifaca-de-diadema (Propithecus diadema), Sifaca-de-Verreaux (Propithecus verreauxi).
VIII – Família Lemuridae: As 10 espécies de lêmures-grandes, incluídas nesta família, são exclusivas de Madagáscar e das vizinhas ilhas Comores. A maioria vive em zonas de floresta. Entre eles estão: Lêmur-mangusto (Lemur mongoz), Lêmur-gentil-cinzento (Hapalemur griseus) e Lêmur-de-colar (Varecia variegata).
XI – Família Lorisidae: A família dos loris integra cerca de 14 espécies que ocorrem na África e no Sudeste Asiático. Os loris e os potos têm caudas curtas ou mesmo ausentes e são lentos; ao contrário, os galagos têm membros e caudas compridos e são exímios saltadores. Temos: Loris-preguiçoso-pigmeu (Nycticebus pygmaeus), Poto (Perodicticus potto), Galago-do-Senegal (Galago senegalensis), Galago-de-cauda-espessa (Otolemur crassicaudatus), Galago-de-garras-finas-ocidental (Euoticus elegantulus), Galago-de-garras-finas-oriental (Euoticus inustus), Galago-de-Demidoff (Galagoides demidoff) etc.
X – Família Pongidae: A família Pongidae integra as 4 espécies de macacos antropóides mais robustos e que são também os primatas mais próximos do Homem: os chimpanzés, os gorilas e os orangotangos. Na verdade, o ADN do orangotango difere apenas em uns 3,6% do nosso, o do gorila cerca de 1,8% e do chimpanzé só em 1,6%. Chimpanzé (Pan troglodytes), Chimpanzé-anão (Pan paniscus), Gorila (Gorilla gorilla) e Orangotango (Pongo pygmaeus).
XI – Família Tarsiidae: As 3 espécies de társios ocorrem na Indonésia e nas Filipinas. Têm cauda longa e nua e são os melhores saltadores de todos os primatas. Társio-das-Filipinas (Tarsius syrichta) por exemplo.
XII – Família Hominidae
Nome científico da Espécie: Pan troglodytes
Longevidade: 30 anos (na selva) e 40 anos (cativeiro).
Alimentação: onívora; frutas e folhas.
Animal de origem africana, bastante comum nas selvas da região central da África e meridional africano... Habitantes das florestas equatoriais, os chimpanzés estão presentes no Continente Africano desde Uganda, Guiné, até as matas do sul do Congo, ex-Zaire.
Do lado esquerdo, selo emitido pela Libéria. Do lado direito, “card” que mostra o chimpanzé...
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História do “Macaco Tião” – chimpanzé do Zoológico do Rio de Janeiro (1963-1996)
O primata da espécie Chimpanzé mais famoso do Brasil foi o Macaco Tião. Ele nasceu no próprio Zoológico do Rio de Janeiro, em 16/01/1963, portanto “carioca da gema” e do signo de capricórnio.
Filho de Babá e Lulu, sua altura era de 1,52 m e seu peso de 70 kg. Tião, recebeu esse nome em homenagem a São Sebastião, padroeiro da cidade maravilhosa. Estado civil: solteirão convicto...
Na primeira vez, tentou acasalar com a macaca “Cafona”, na qual ele deu uma surra; depois de 3 anos teve sua segunda tentativa, mas a pretendente Cafona adoeceu e morreu. Quando mudou de namorada, a chimpanzé Cássia, outro desencontro, a macaca demonstrou medo de Tião e os veterinários desistiram da união...
Mudou de casa apenas uma vez em sua vida, fato ocorrido em junho de 1996. Mas, antes disso, teve uma carreira política... A candidatura do Macaco Tião – lançada pelos humoristas da revista Casseta e Planeta em defesa do voto nulo nas eleições municipais de 1988 – representou um feito: 9,5% dos cariocas que compareceram as urnas, apostaram em Tião.
Se somada aos votos em branco (14,9%), a votação de Tião superaria a de todos os candidatos – exceto Marcello Alencar, eleito prefeito com 31,6%. Depois de anos e anos disputando uma vaga entre os candidatos às eleições no Rio, a chegada do sistema eletrônico selou o fim de uma carreira polêmica.
Nas eleições de 1996, os eleitores não tiveram a chance de escrever nas cédulas e para anular o voto, tiveram que digitar um número que não constava nos registros dos candidatos...
Teve como rivais os chimpanzés Pipo e Paulinho. No dia 23/12/1996, morreu Tião, o chimpanzé mais querido do Brasil. Decorrente de complicações referentes à diabetes e a avançada idade.
O prefeito da cidade, César Maia decretou luto oficial até o dia 31 de dezembro e as bandeiras da Fundação RioZoo ficaram a meio-mastro.
Tião foi notícia em todo Brasil e até no jornal francês “Le Monde”, que divulgou a notícia de sua morte em primeira página...
No dia 16/01/1997, Tião ganhou uma placa de bronze em frente ao portão principal do Zôo, uma estátua de corpo inteiro e a alameda central passou a se chamar Alameda Macaco Tião; na Barra da Tijuca ele ganhou uma praça com seu nome.
Nas laterais, fotos de Esther Nazareth – Zoológico do Rio de Janeiro. A imagem central é de um cartão telefônico...
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Nome comum: Macaco-babuíno
Nome Inglês: Baboon / Mantled Baboon
Família e Subfamília: Cercopithecinae, Cercopithecidae
Nome científico das Espécies: Babuíno-niani ou babuíno-verde (Papio anubis),
Babuíno-amarelo (Papio cynocephalus), Babuíno-hamadrias (Papio
hamadryas), Babuíno-da-guiné (Papio papio).
É o maior macaco que vive no chão e tem o formato de sua cabeça parecido com a de um cachorro.
Existem duas subespécies encontradas no Quênia por exemplo: o Yellow Baboon (leste do país) e o Olive Baboon, encontrado no restante do país.
Eles viajam em tropas juntando-se a noite para dormir em árvores ou em rochas.
São onívoros, comem frutas, raízes, tubérculos e grama, assim como carne – que pode ser insetos ou outros invertebrados, mas podem incluir jovens gazelas, lagartos e pássaros.
Eles podem atacar as pessoas quando perturbados ou ameaçados.
Bloco de Benin com macacos e girafas, ao lado um “card” que mostra o babuíno.
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Nome comum: Mandril
Família e Subfamília: Cercopithecinae
Nome científico da Espécie: Mandrillus sphinx
Distribuição: África. Habitat: florestas. Alimentação: onívora.
Abaixo, os “cards” mostram algumas espécies de primatas: Mandril, Colobus Monkey, Patas Monkey e Sykes's Monkey...
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Máximo-postal de 11/06/2001, emitido pela República Portuguesa, com selo da série Animais do Zoológico de Lisboa.
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Última atualização: 01/10/2008. |