Possêidon (nome grego) — Netuno (nome romano)
POSSÊIDON — SENHOR DOS MARES
Deus do mar e dos terremotos, que deu os cavalos aos homens, tinha, no dizer de Homero, um palácio de "ouro cintilante" no fundo do mar Egeu.
Os gregos eram gratos pelos cavalos, mas tinham sempre cautela com os mares traiçoeiros. E, assim, suplicavam a Poseidon que "fosse bondoso de coração e ajudasse os que viajavam pelo mar".
Evocação dos mistérios infinitos; infinitos perigos do fluido inconsciente; pulsões instintivas da nossa natureza bruta; sacode a terra, provoca tormentas e terremotos; devastação súbita; perigos eminentes quando forças adormecidas sob a superfície irrompem a consciência; comportamento imprevisível; reações intempestivas com oscilações de extremos; pode não criar vínculos e não se compreender; compaixão; impetuosidade dos desejos; lado violente e primitivo das emoções; pode ser avassalador e selvagem ou terno, carinhoso e sedutor; medos antigos; armadilhas geradas pelo desejo e pela paixão; imensidão profunda; poetas, romancistas, compositores, músicos e terapeutas; mendigos, marginais, os desamparados, os alcoólatras e usuários de drogas; os loucos e desesperados; êxtase X terror; inconsciente pessoal e coletivo; grande namorador; conquistas e sedução; compaixão; fantasias; profundidade emocional; piscianos.
NETUNO
Em grego Poseidon. Deus do mar, filho de Saturno e de Réia e irmão de Júpiter e Plutão.
No dia de seu nascimento foi devorado pelo pai (Saturno) e foi devolvido graças ao vômito causado por uma beberagem que Métis deu a seu pai.
Esposou Anfitrite, mas teve inúmeras amantes. Muitas vezes para obter favores, mudava de figura, transformando-se em vários animais. Ajudou Apolo na construção dos muros de Tróia. Era severo e misterioso.
Infundia mais terror que veneração. Os Líbios cultuavam-no como sendo o primeiro dos deuses. Homero descreve seu fantástico palácio:
"...onde tem seu glorioso e indestrutível palácio, edificado na limpidez profunda das águas remansadas, todo feito de peças de ouro puríssimo..."
XVI A IRA DE POSSÊIDON XVI
Possêidon é o deus do Olimpo que é soberano dos oceanos, lagos, rios e de todas as águas. Em português pode-se encontrar ainda Possêidon escrito das seguintes formas: Poseidon, Poseidão, Posêidon e Posídon.
Em Roma era cultuado sob o nome de Netuno.
Ele comumente representado como um senhor idoso, forte e barbado, com um tridente na mão, às vezes em um carro puxado por cavalos marinhos e a parte inferior de seu corpo contém uma forma de cauda de peixe. Seus símbolo são o tridente, cavalo branco, peixe e concha de molusco.
A carta A Ira de Possêidon é a mais perigosa e alarmante de todas, já que representa a explosão de raiva e a vingança do “velho homem do mar”, como Possêidon é conhecido popularmente.
Por ter furado o olho de Poliféro, um ciclope (gigante de um só olho na testa), filho de Possêidon, Odisseu se tornou alvo de vingança do deus.
Enquanto Odisseu voltava para casa depois da guerra com Tróia, maremotos e naufrágios eram criados por Possêidon. Assim, o deus dos mares dificultou ao máximo o retorno de Odisseu.
Essas vinganças não eram lá muito comuns, mas quando ocorriam eram sempre muito drásticas e acompanhadas de muita fúria.
A Ira de Possêidon é uma carta que indica destruição, dificuldades gerais, deterioração física e mental, grande fracasso, timidez, vaidades efêmeras, malogro financeiro, orgulho em exagero e repulsa à embromações.
Há indicação para ambos os sexos de que pode haver destruição afetiva de importância ou separação amorosa muito sofrida.
Existe também a possibilidade de surgir alguns aspectos positivos, pois A Ira de Possêidon representa um momento de profunda crise, mas essa crise pode trazer melhoras.
Desta maneira, revela-se desconfiança em si mesmo; austeridade como meio de reparar excesso e abuso passados; temperamento piedoso e tímido, em contraposição com atitudes arrogantes praticadas anteriormente.
Quando esta carta sai invertida, anuncia catástrofe, ruína, acidente, terremoto ou maremoto, ganância, autodestruição, abatimento moral (depressão) intenso devido um imaginário sentimento de injustiça e egoísmo desenfreado, que provoca sofrimento e vinganças generalizadas, destruição e rupturas.
Só com muita reflexão pode se chegar a uma saída destas situações.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, A Ira de Possêidon corresponderia à Casa de Deus, símbolo da destruição e das catástrofes.
ASTROLOGIA
Mais suave que Urano, Netuno (Possêidon na mitologia grega), rege a imaterialidade, a sensibilidade e a espiritualidade.
No seu lado difícil Netuno tem a ver com os processos de escapismo, onde o indivíduo tenta escapar da realidade material em busca de reinos mais fascinantes - através das artes, do misticismo ou das drogas.
Sua descoberta em 1846 coincidiu com fatos relacionados à sua natureza astrológica, como o advento dos anestésicos e seu uso médico.
A hipnose e movimentos espiritualistas tão marcantes como a Teosofia e o Ocultismo explodiram nesta época.
Última atualização: 07/03/2007. |