XXII O POETA XXII
O Poeta é a única das cartas do Tarôt dos Deuses que não se refere a nenhuma divindade...
O Poeta representa um mortal, uma figura típica da Grécia clássica. Eram viajantes em sua maioria, homens que relatavam a história, os costumes e as tradições.
Homero é talvez a figura que melhor represente esta gama de mortais, que mesmo sendo caracterizados como pessoas sem dinheiro e sem poder, possuíam a graça e a proteção divina. Pois eram mensageiros da história e das lendas, sejam elas dos homens ou do Olimpo.
Mortais, mais providos de inteligência, os poetas são seres bizarros, demarcados pelo estigma da loucura e da ingenuidade. Age por intuição e vaga pelo mundo, sendo desprovido de capacidade de discernimento e racionalidade já que é mortal, mas tendo assim a clarividência divina.
O Poeta significa situações de instabilidade e loucura. Simboliza infantilidade e busca desconexa da sorte. É o carma dos aventureiros errantes, das crianças e dos loucos.
Estando invertido, ele aponta para desânimo e inoperância. Perde o brilho alegre e irresponsável do Poeta boêmio e viajante, para se configurar em remorso e tristeza. É medo e dificuldade.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, O Poeta corresponderia ao Louco, símbolo da loucura e ingenuidade.
Última atualização: 07/03/2007. |