IMPRESSIONISMO E NEO-IMPRESSIONISMO
O Impressionismo foi um movimento pictórico do fim do século XIX, que expressa a realidade essencialmente como impressão de fenômenos de cor e luz...
1830-1903 — Camille Pissarro (Pompidou)
1832-1883 — Manet (Edouard
Manet)
1834-1917 — Degas (Hilaire-Germain-Edgar
de Gas)
1839-1906 — Cézanne
(Paulo Cézanne)
1840-1926 — Monet (Claude
Oscar Monet)
1841-1919 — Renoir
(Pierre Auguste Renoir)
1844-1910 — Henri-Julien-Félix Rousseau (o aduaneiro Rousseau? - Pompidou)
1848-1903 — Gauguin (Paul Eugéne Henry Gauguin)*
(Pompidou)
1853-1890 — Van Gogh
(Vincent Willem van Gogh)
1868-1941 — George Morren
1869-1954 — Matisse
(Henri Émile Benoîte Matisse)
Uma bela e nova série de selos postais, emitida em 2006, pela República Francesa, mostra através do carnê "Les impressionnistes", 10 obras de arte pintadas pelos impressionistas:
Gustave Caillebotte, "Portrait à la campagne" (1876)
Berthe Morisot, "La chasse aux papillons" (1874)
Vincent Van Gogh, "Mademoiselle
Gachet dans son jardin" (1890)
Henri-Edmond Cross, "L'air du soir" (1893/94)
Mary Cassatt, "Mère et enfant" (1886)
Auguste Renoir, "Jeunes
filles au piano" (1892)
Edgar Degas, "Danseuses"
(1884/85)
Edouard Manet, "Le déjeuner
sur l'herbe" (1863)
Camille Pissarro, "Jeune fille à la baguette" (1881) (Pompidou)
Paul Gauguin, "Deux femmes sur la plage" (1891)
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Com a construção da Torre Eiffel, em Paris (1889), nasce a "Belle Époque" e, com ela, um novo estilo nasce, o Art Nouveau...
Manet, Toulouse-Lautrec e Degas são os primeiros pintores a levarem os cavaletes para as ruas...
Máximo Postal da Bélgica, emitido em 1997 - Museu de Victor Horta, Saint-Gilles.
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De 1890 à primeira Guerra Mundial (1920), floresce o estilo chamado na França de "Art Nouveau", na Alemanha de "Jugendstil" e na Itália de "Liberty".
É uma forma de arte que valoriza o decorativo e o ornamental – em contraposição às formas industriais que então surgiam – determinando formas tridimensionais delicadas, sinuosas, ondulantes e sempre assimétricas.
Na França, o estilo foi mais evidente no trabalho do arquiteto francês Hector Guimard, particularmente nas exóticas entradas do Metrô parisiense (1898-1901).
O primeiro metrô da cidade foi inaugurado em 1891. O selo abaixo foi emitido pela França em 1999 e mostra uma entrada do Metrô de Paris desenhada por Hector Guimard.
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Na Alemanha, o estilo tornou-se prevalente por um longo período que iniciou em 1902. O bloco (abaixo) foi emitido em 1977, pela República Federal da Alemanha, em comemoração ao Aniversário de 75 Anos do Estilo "Jugendstil", na Alemanha. Os 3 selos mostram: uma flôr ornamental, uma mulher com capacete e uma cadeira.
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A pintura do austríaco Gustav Klimt (O beijo), as ilustrações eróticas do inglês Aubrey Beardsley, as luminárias, bibelôs e vidros do francês René Lalique, os projetos arquitetônicos do belga Victor Horta e do catalão Antoni Gaudí são os mais típicos exemplos desse estilo.
Os móveis têm entalhes inspirados em formatos de animais, folhas e flores. Fazem parte da linha art nouveau peças como aparador de mármore, bufê com espelhos bisotados, cadeira de vime, cristaleira, poltrona estofada e vitrines.
As madeiras mais utilizadas foram: embuia, jacaranda, mogno. Na textura da superfície dos objetos há ondulações que podem ser sentidas passando as mãos na peça, pois não existia plaina para corte.
Abaixo, uma série de 4 selos emitidos pela França em 1994, eles mostram obras de 4 artistas franceses: vaso de Émile Gallé (vidro camafeu - ficaram famosos os perfumeiros de "cameo glass" com motivos da natureza, ou seja, pássaros, flores e libélulas), mesa de Louis Majorelle, cerâmica de Fernand Dalpayrat e a arquitetura de Hector Guimard (metrô).
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Abaixo, outros artistas do período Art Nouveau:
Abaixo, 4 obras do pintor tcheco Alfons Mucha ou Alphonse Maria Mucha.
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Art Decó (1920s - 1930s) ou Arte Decô
Proveniente da grande exposição realizada em Paris no ano de 1925, intitulada "Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes", a exposição francesa art déco aplica-se ao estilo que, originado por volta de 1920, no período pós-Primeira Guerra Mundial, só atingiria seu pleno desenvolvimento cerca de 10 anos depois...
O nome "art déco" recebeu também outras denominações durante o século XX:
Em geral, quando observamos um objeto de linha déco nos deparamos com desenhos simples, definidos por traços sempre muito precisos, geometrizados ou em representação estilizada de padrões naturais, típicos da inicial era moderna que se vivia naqueles anos, preocupada com as questões de tempo e espaço.
Em seus produtos diversos, tornou-se comum o emprego de materiais criados pelo homem através dos novos processos industriais vigentes à época: as resinas sintéticas - como a baquelite, por exemplo - e o concreto armado, sempre combinados aos materiais naturais como o jade, o marfim, a prata e os cristais de rocha...
Porém, é interessante notar que o art déco envolveu, na verdade, dois diferentes estilos: o tradicional e o moderno.
O primeiro em voga na França na década de 1920, era adaptado de releituras de peças do século XVIII usando materiais exóticos e madeiras diversas, sempre preocupado com a questão do conforto e a utilização do espaço.
Já o estilo moderno, que predominou durante os anos 1930 e cujo maior adepto era o famoso designer Mies van der Rohe, baseou-se em linhas "clean", advogando o uso de materiais industrializados e a produção em massa.
No Brasil, o art déco incorpora-se à estética nacional no início da década de 1920 através da contribuição de pintores como John Graz, Ismael Nery, decoradores como Regina Gomide Graz e escultores como Victor Brecheret...
1931 – Museu da África, Paris.
Veja a "girafa-cubista" feita em
metal!
Girafa em porcelana alemã estilo Arte Decô...
Abaixo, alguns artistas do período Art Déco:
Nasceu em Virtebo, na Itália, em 1894. Frequentou o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo em 1912, onde aprendeu desenho e decoração.
Em 1913, de volta à Itália, estudou escultura com Arturo Dazzi. Abriu seu primeiro ateliê em 1915, em Roma. Foi influenciado por mestres renascentistas, pelo impressionista Rodin e por Mestrovic.
Retornou ao Brasil em 1919, tendo trazido idéias de uma escultura moderna. No ano seguinte, conheceu os escritores Oswald de Andrade e Mario de Andrade e o pintor Di Cavalcanti.
Em 1921, com bolsa do governo de São Paulo, foi estudar em Paris. Um ano depois, participou da Semana de Arte Moderna, com algumas esculturas. Nessa época, sua produção passou por uma simplificação de formas, influenciado por Brancusi e pela Arte Decô.
Em 1925 foi premiado no Salão da Sociedade dos Artistas Franceses. Nos anos 30 fez algumas esculturas abstratas. Participou da fundação da Sociedade Pró Arte Moderna, SPAM, em São Paulo.
Em 1936, iniciou a execução do Monumento às Bandeiras. A partir do final dos anos 40, sua obra apresentará temas nacionais e indígenas e formas cada vez mais orgânicas e essenciais.
Brecheret participou das XXV e XXVI Bienais de Veneza (1952 e 1950), e das I, III e IV Bienais de São Paulo. Na Bienal de 1951, recebeu o prêmio de Melhor Escultor Nacional. Morreu em 1955 em São Paulo.
Na obra "Santa Ceia" (abaixo), alguns alongamentos das figuras nos remetem ao interesse de muitos artistas modernos, principalmente os cubistas, pela pesquisa sobre o primitivismo das máscaras africanas e pelo exotismo da arte dos índios pré-colombianos.
"Santa Ceia" — Victor Brecheret (meados de 1930)
Terracota; 33 x 97,5 x 30,7 cm.
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Última atualização: 24/08/2007. |