Twiga: idioma suaíle (Swahili – também chamado de Kiswahili)
Girafa em suaíle ou suahili se pronuncia: “tuiga”.
Ao tronco africano, que abrange esse continente, pertencem cerca de 2 mil línguas. As línguas oficiais dos países africanos não são as nativas, mas sim as dos colonizadores, sobretudo o inglês, o francês e o português.
A única exceção é o suaíle, falado na Tanzânia, Uganda e no Quênia, também em outras localidades da África, como em Burundi e Ruanda.
Observe o selo abaixo, emitido pela Tanzânia em 1980... Ele mostra as palavras: giraffa camelopardalis (nome científico, em latim), giraffe (inglês) e twiga – girafa na língua suaíle!
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No século IX, fundaram cidades pela costa oeste da África, que deram lugar a uma civilização arábe-bantú, a qual desenvolveu um novo idioma: o KISWAHILI – também chamado de SWAHILI.
Tal língua nasceu da mistura entre a gramática bantú (pertencente aos bantos ou povos bantu – povo de raça negra sul-africana) e o vocabulário árabe. Inicialmente, escrevia-se com caracteres arábicos.
A língua Bantu tem origem na área da Nigéria e Camarões, na África Ocidental... segundo explicação de um selo alusivo ao Início da Hístória Sul-africana...
A palavra “Swahili” é uma derivação do plural “Sahel” – palavra árabe que significa costa. Bem mais tarde, adaptada ao alfabeto latino, converteria-se na língua mais falada no leste da África. Portanto, vários povos e tribos, sobretudo do Quênia, da Tanzânia e da Uganda, chamam a girafa na língua suaíle de twiga.
Nota: A língua suaíle é chamada de kiunguju na Ilha de Zanzibar, costa da Tanzânia. De lá, transmite-se a Rádio que leva o mesmo nome, na freqüência de 6015kHz. A emissora pode ser captada no Brasil após a meia-noite. A programação é em suaíle, de bom jornalismo, com vários correspondentes e muitas vozes femininas...
Para saber mais ou traduzir alguma palavra, visite o site: The Kamusi Project (http://www.yale.edu/swahili/) Internet Living Swahili Dictionary.
Atuais bandeiras de Uganda, Tanzânia e Quênia.
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O kiSwahili, swahili ou suaíli (G 40 da lista de Guthrie) é o idioma Bantu com o número maior de falantes. É uma das línguas oficiais do Quênia, da Tanzânia e do Uganda, embora os seus falantes nativos, os povos Swahili, sejam originários apenas das regiões costeiras.
É uma língua africana que pertence ao subgrupo sabaki das línguas banto do ramo benue-congolês, do tronco nigero-congolês. É falada por 50.000.000 pessoas no mundo, incluindo, além dos países que a têm como língua noficial, a Uganda e a República Democrática do Congo.
É também falado com alguma frequência nas áreas urbanas do Burundi e do Ruanda, no sul da Somália até ao norte de Moçambique (ao longo do litoral de África oriental), na Zâmbia e no sul da Etiópia. Existem também algumas comunidades de falantes de swahili em Madagáscar e nas ilhas Comores.
Contudo, a maior parte dos seus falantes não a usam como língua materna. De fato, crê-se que apenas 2 a 3.000.000 milhões, dos 50.000.000 estão nesta situação, o que significa que a grande maioria fala como língua materna outro idioma níger-congolês (por exemplo, banto) ou cuchítico (somali, por exemplo).
A característica gramatical mais proeminente dos idiomas Bantu é o uso extensivo de prefixos. Cada substantivo pertence a uma classe e cada idioma pode ter aproximadamente dez classes, um pouco como gêneros em idiomas europeus. A classe é indicada por um prefixo no substantivo, como também em adjetivos e verbos que concordam com aquele. O plural é indicado por uma mudança de prefixo.
Por exemplo, em kiSwahili, “Mtoto mdogo amekisoma” significa A criança pequena leu isto (um livro, implícito). Mtoto = criança governa o prefixo do adjetivo “m” (mdogo) e o sujeito do verbo com o prefixo “a”. A seguir vem o tempo do verbo (perfeito) “me” – e um marcador de objeto “ki” – concordando com kitabu (implícito), livro. O plural desta frase é: “Watoto wadogo wamekisoma”; se usarmos o plural para livros (vitabu), a frase torna-se: Watoto wadogo wamevisoma.
Os Números em Suaíle:
| 1 – Moja 2 – Mbili 3 – Tatu 4 – Nne 5 – Tano 6 – Sita 7 – Saba 8 – Nane 9 – Tisa |
10 – Kumi 11 – Kumi na moja 12 – Kumi na mbili 13 – Kumi na tatu 14 – Kumi na nne 15 – Kumi na tano 16 – Kumi na sita 17 – Kumi na saba |
20 – Ishirini 24 – Ishirini na nne 30 – Thalathini 40 – Arubaini 50 – Hamsini 55 – Hamsini na tano 60 – Sitini 70 – Sabini |
80 – Thamanini 90 – Tisini 100 – Mia 136 – Mia moja thalathini na sita 999 – Mia tisa tisini na tisa 1000 – Elfu 1997 – Elfu moja mia tisa tisini na saba |
Half – Nusu
Two and a half – Mbili na nusu
Quarter – Robo
Forty seven and three quarters – Arubaini na saba na robo tatu
Sukari – sugar – açúcar
English = Swahili
I = Mimi
We = Sisi
You (singular) = Wewe
You (plural) = nyinyi
He = Yeye
She = Yeye
They = Wao
Alguns dos animais listados abaixo, aparecem com seu respectivo nome em suaíle em uma série de selos regulares emitida em 1980, pela Tanzânia...
| Português: Babuíno Pássaro Búfalo Gato Guepardo Chimpanzé Vaca Antílope Cachorro Cachorro selvagem Burro/Asno Elefante Girafa Cabra Hipopótamo Hiena Impala Leopardo Leão Macaco Avestruz Pavão Porco Pitom (cobra) Rinoceronte Carneiro Cobra Javali Zebra |
Suaíle: Nyani Ndege Nyati Paka Duma Sokwe Ng'ombe Paa Mbwa Mbwa-mwitu Punda Tembo/Ndovu Twiga Mbuzi Kiboko Fisi Swalapala Chui Simba Kima Mbuni Tausi Nguruwe Chatu Faru Kondoo Nyoka Ngiri Pundamilia |
Inglês: Baboon Bird(s) Buffalo Cat Cheetah Chimpanzee Cow/Ox Deer Dog Wild Dog Donkey Elephant Giraffe Goat Hippopotamus Hyena Impala Leopard Lion Monkey Ostrich Peacock Pig Python Rhinoceros Sheep Snake Warthog Zebra |
História da costa Swahili, entre 500 a 1498
Planície litorânea, uma faixa de 480 quilômetros de interseção com o Oceano Índico, a predominância é do povo Swahili, de maioria muçulmana e com forte influência dos árabes.
Nessa área ficam Mombaça (segunda maior cidade do Quênia) e Malindi – turística, com belas praias brancas e redutos medievais como a Ilha de Lamu, na qual o povo vive sob as regras do Islã.
Os geógrafos árabes conheciam a costa da África Oriental como o país Zinj – palavra que fazia alusão a cor negra da pele dos nativos.
Por volta do ano 500, os primeiros comerciantes árabes desembarcam neste lugar do Oceano Índico, começando um longo processo de colonização, introduzindo sua cultura, suas mesquitas, sua religião, seus bazares.
A partir do século IX começou a fundação de cidades como Pate, Lamu e Malindi, que deram lugar a uma nova civilização arábe-bantú com características próprias, entre elas um novo idioma.
O kiswahili nasceu como resultado da mistura entre a gramática bantú e o vocabulário árabe e, inicialmente, escrivia-se com caracteres arábicos. A palavra Swahili é uma derivação do plural do árabe Sahel que significa “costa”.
Bem mais tarde, adaptada ao alfabeto latino, converteria-se na língua mais falada no leste da África. Os mercadores encontraram aqui um fértil território para seus negócios, explorando as riquezas destas terras virgens.
Nesta época se começou o comércio de escravos capturados pelo interior. As rotas assim definidas foram, durante séculos, as únicas transitadas por terra adentro, sendo utilizadas pelos primeros exploradores europeos que chegaram bem mais tarde...
As rotas marítimas deste nascente comércio uniram a costa oriental da África com as Índias...
Os tecidos e outros produtos manufaturados que os marinheiros traziam dos países árabes, da Índia ou da China eram trocados por ferro, marfim, ouro ou escravos, proporcionando a esta região um desarolo florescente que perdurou sem interferências até a chegada dos portugueses.
A esses fluxos comerciais se uniram os persas, que chegaram na costa do Quênia empurrados pelas monções em seus dhows de velas latinas.
No século XIV os mercadores persas fundaram a cidade de Mombasa. Chineses e malásios também visitaram estas costas, aproveitando as rotas estabelecidas nesta idade de ouro do leste africano.
O comércio de escravos deu lugar a disseminação dos indígenas da África por todo o litoral do Índico e suas áreas de influência. De qualquer forma, a integração estabeleceu um ativo intercâmbio direto com Arábia, Pérsia, Índia e China.
Anos mais tarde, foi controlado pelos portugueses nos séculos XVI e XVII. Depois pela Inglaterra como África Oriental Britânica, em 1895. O Quênia tornou-se colônia inglesa do Quênia, Uganda e Tanganyika em 1920...
A construção da Ferrovia do Quênia iniciou em 1896, em Mombasa e alcançou Kisumu em 1901. O sistema ferroviário foi fundamental no desenvolvimento do país...
Abaixo, máximo postal sobre o povo Masai.
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Learn Swahili
JAMBO é uma das palavras mais comuns que você irá falar no Quênia. This is the simplest Swahili greeting, and is often the first word learned by visitors to Quênia.
Suaíle (locally referred to as KiSwahili) é a língua oficial do Quênia. Suaíle originated on the East African coast, as a trade language used by both Arabs and coastal tribes. The language incorporated elements of both classical Arabic and Bantu dialects, and became the mother tounge of the Swahili people who themselves rose from the intermarriage of Arab and African cultures.
The word Swahili itself came from the Arabic for 'coast' Sahel. But the language became a pervasive influence, and a regional lingua franca, becoming widely used throughout Quênia e Tanzânia.
Hoje, a língua também é usada em regiões da Etiópia, Sudão, Uganda, Ruanda, Burundi, Congo e Zâmbia, and is the most widely spoken African language. No Quênia, muitas pessoas falam duas línguas, usam o suaíle diariamente (entre eles) e o inglês para negócios e turismo.
Swahili is a relatively simple language, being highly phonetic with a rigid grammar. The only difficulty in learning Swahili comes from the extensive use of prefixes, suffixes and infixes, and a class system for nouns.
Coastal Swahili remains the most pure, and the Island of Zanzibar is considered the home of the language. The further away from the coast that you travel, the less sophisticated the language generally becomes, and grammar is slightly more flexible. Nairobi has now become the home of Sheng, a fashionable Creole of Swahili, Kikuyu, English and slang.
Still, even a little Swahili goes a long way in Kenya. It is worth learning a little, and most Kenyans are thrilled to hear visitors attempt to use any Swahili at all.
Última atualização: 24/06/2008. |