GIRAFA

Girafa – idioma português

A língua portuguesa é oficial em sete países: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Ao tronco indo-europeu pertencem 425 línguas, entre elas sete das dez mais faladas do globo (inglês, hindi, espanhol, russo, bengali, português e alemão).

Dicionário Aurélio: Girafa

  1. Zool Gênero (Giraffa) de mamíferos artiodátilos, tipo da família dos Girafídeos, que compreende as girafas. O gênero-tipo dos girafídeos, constituído por grandes mamíferos artiodáctilos, naturais da África, que se deslocam em rapidez notável, têm pescoço muito longo, cabeça com dois chifres curtos, pernas longas e número reduzido de costelas; podem atingir 5m de altura e são dotados de um mecanismo que regula o fluxo sanguíneo quando levantam a cabeça. Alimentam-se de brotos e folhas. Zool: Grande mamífero africano (Giraffa camelopardalis), que é o quadrúpede mais alto vivente, com pescoço muito comprido, algo rígido, com apenas as sete vértebras usuais, pernas dianteiras compridas, um par de chifres curtos, revestidos de pele, e uma protuberância frontal média nos dois sexos, pelagem curta de cor castanho-claro, com grandes manchas avermelhadas ou marrons.
  2. Espécie desse gênero, a Giraffa camelopardalis, que habita a África, ao sul do Saara. Qualquer espécime desse gênero.
  3. Pop: Pessoa alta e/ou de pescoço comprido.
  4. Astr: Constelação do hemisfério boreal. Uma das constelações boreais. [Com cap., nesta acepç.]
  5. Gír: Aparelho que movimenta o microfone nas estações de rádio e televisão, e nos estúdios cinematográficos. Bras. Haste comprida, móvel e em geral articulada, na qual se prende o microfone, e que permite acompanhar o artista que se movimenta no palco, pôr em relevo o som de um elemento específico de um conjunto, etc.

Girafídeo

Girafídeo. [Do tax. Giraffa (v. girafa) + -ídeo1.] Zool. S. m. 1. Espécime dos girafídeos. Adj. 2. Pertencente ou relativo a eles. girafídeos . S. m. pl. Zool. 1. Família de mamíferos ruminantes, artiodáctilos, que compreende a girafa, o ocapi e várias formas fósseis. Apresentam pequenos chifres em ambos os sexos, os membros são longos e o peso do corpo é equilibrado nas patas anteriores; a porção traseira da coluna vertebral constitui parte dos membros posteriores, o que facilita o desenvolvimento de velocidade na corrida.


GIRAFA – na

Espalhada pelos cinco continentes, a língua portuguesa figura entre as dez mais faladas do planeta. Estruturada a partir do século XII, desde o século XV ultrapassou as fronteiras da península Ibérica, acompanhando as caravelas lusitanas na aventura das grandes navegações...

O português é a língua oficial de mais de 188 milhões de pessoas (1992). Os sete países que têm o português como a língua oficial são chamados de lusófonos. E, apesar da incorporação de vocábulos nativos, de certas particularidades de sintaxe, pronúncia e grafia, a língua portuguesa mantém uma unidade.

  1. Angola
  2. Brasil
  3. Cabo Verde
  4. Guiné-Bissau
  5. Moçambique
  6. Portugal
  7. São Tomé e Príncipe

O português é também falado em pequenas comunidades, reflexo de povoamentos portugueses datados do século XVI, como é o caso de:

O selo (acima) foi emitido por Macau em 09/03/1954, para comemorar o centenário do primeiro selo postal de Portugal. Na ilustração pode-se ver o primeiro selo postal português (no centro) e o Brasão de Armas das antigas colônias de Portugal... as quais, na maioria, tem como idioma oficial a língua portuguesa.

O sistema ortográfico adotado atualmente no Brasil é o aprovado pela Academia Brasileira de Letras, na sessão de 12 de agosto de 1943, e simplificado pela Lei nº. 5.765, de 18 de dezembro de 1971.

O nosso alfabeto possui 23 letras, três a menos do que no alfabeto latino (figura abaixo), as quais só podem ser usadas em casos especiais: K, W e Y.

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Derivada do latim vulgar (popular), se desenvolve na Lusitânia (atual Portugal e região espanhola da Galícia) a partir do final do século III antes de Crsito. Nessa época, o Império Romano conquista a região e institui o latim como língua oficial.

Do latim ao português

Com as invasões bárbaras, no século V, o latim começa a entrar em decadência. A partir do século VIII deixa de ser falado, quando os árabes dominam a península Ibérica e impõem sua língua.

A expulsão dos árabes, no século XII, leva à criação do reino de Portugal. O latim volta, então, a ser a língua predominante, embora já modificado pelas influências que recebeu dos povos bárbaros e do próprio árabe.

Posteriormente, o idioma é reformulado e dá origem ao galego-português. Um dos primeiros documentos escritos nessa língua data de 1198: uma poesia, conhecida como Cantiga da Ribeirinha, escrita pelo trovador Paio Soares de Taveirós.

Aos poucos, o galego-português vai sofrendo modificações e adquirindo, na região de Portugal, as características do português moderno.

Quando a dinastia Avis é fundada, em 1385, o português passa a ser a língua oficial. Com a expansão marítima portuguesa, entre os séculos XV e XVI, espalha-se por várias regiões da África, Ásia e América.

Português – língua oficial do Brasil

A língua falada no Brasil colonial não acompanha as mudanças ocorridas durante o século XVIII no português falado na metrópole: além de manter-se fiel à maneira de pronunciar da época da descoberta, o português falado no Brasil sofre fortes influências indígenas e africanas e, mais tarde, de imigrantes europeus que se instalam no centro-sul.

Isso explica a presença de modalidades fonéticas tão distintas quanto as do nordestino, do mineiro ou do gaúcho, mesmo conservando uma rara uniformidade. A língua portuguesa no Brasil, apesar de falada em uma imensa extensão territorial, manteve sua unidade, variando apenas em questões superficiais de léxico e modalidades de pronúncias regionais.

O idioma português chegou ao território brasileiro a bordo das naus portuguesas, no Século XVI, para se juntar à família lingüística tupi-guarani, em especial o Tupinambá, um dos dialetos Tupi. Os índios, subjugados ou aculturados, ensinaram o dialeto aos europeus que, mais tarde, passaram a se comunicar nessa “língua geral”, o Tupinambá. Em 1694, a língua geral reinava na então colônia portuguesa, com características de língua literária, pois os missionários traduziam peças sacras, orações e hinos, na catequese...

Com a chegada do idioma iorubá (Nigéria) e do quimbundo (Angola), por meio dos escravos trazidos da África, e com novos colonizadores, a Corte Portuguesa quis garantir uma maior presença política. Uma das primeiras medidas que adotou, então, foi obrigar o ensino da Língua Portuguesa aos índios...

Língua indígena – A língua de contato entre o colonizador e os povos indígenas do litoral é o tupi mais precisamente o dialeto tupinambá. Os jesuítas estudam a língua, traduzem orações cristãs para a catequese e ela se estabelece como língua geral, ao lado do português, na vida cotidiana da colônia. Na metade do século XVIII, o tupi tem sua utilização proibida por uma Provisão Real de 1757. Nessa época, o português se fortalece com o afluxo de grande número de pessoas da metrópole. Com a expulsão dos jesuítas do país (1759), o português fixa-se definitivamente como o idioma do Brasil.

Herança tupi – Da língua indígena, o português incorpora principalmente palavras referentes à flora (abacaxi, buriti, caju, carnaúba, cipó, imbuia, ipê, jabuticaba, jacarandá, mandacaru, mandioca, maracujá, peroba, pitanga, sapé, taquara), à fauna (araponga, caninana, capivara, curió, piranha, quati, sagüi, sabiá, sucuri, tatu, urubu), a nomes geográficos (Aracaju, Guanabara, Itapeva, Niterói, Pindamonhangaba, Tijuca) e a nomes próprios (Bartira, Jurandir, Maíra, Ubirajara).

Influência africana – O iorubá, falado pelos negros vindos da Nigéria, deixa o vocabulário ligado ao candomblé (nomes de divindades como Exu, Iansã) e à cozinha afro-brasileira (vatapá, abará, acarajé). O quimbundo angolano fornece palavras da vida cotidiana (caçula, cafuné, molambo, moleque) e termos relativos à escravidão (bangüê, senzala, mocambo, maxixe, samba).

O Português no Mundo

Segundo dados de 1995 do Summer Institute of Linguistics da Universidade do Texas, Estados Unidos, o português é a sexta língua mais falada no mundo. É a língua materna de 170 milhões de falantes, concentrados em sete países. Além dos falantes nativos, 12 milhões de pessoas utilizam o português como segunda língua no mundo.

América – O Brasil é o único país de língua portuguesa na América, com cerca de 163 milhões de falantes no total (língua materna e segunda língua). O português falado no Brasil colonial é influenciado pelas línguas indígenas, africanas e de imigrantes europeus. Isso explica as diferenças regionais na pronúncia e no vocabulário verificadas, por exemplo, no Nordeste e no Sul do país. Apesar disso, a língua conserva a uniformidade gramatical em todo o território.

Europa – O português é a língua oficial de Portugal, falada aproximadamente por 10 milhões de portugueses (língua materna e segunda língua). Em 1986, o país passa a integrar a Comunidade Econômica Européia (CEE) e a língua portuguesa é adotada como um dos idiomas oficiais da organização. Atualmente, mais de 1 milhão de cidadãos da União Européia (antiga CEE) falam o português. Eles estão concentrados na França, Alemanha, Bélgica, em Luxemburgo e na Suécia. A França é o país com mais falantes (750 mil).

Ásia – Entre os séculos XVI e XVIII, o português é a língua franca nos portos da Índia e sudeste da Ásia. Atualmente, a cidade de Goa, na Índia, é o único lugar do continente onde o português sobrevive na sua forma original, com 250 mil falantes no total. Entretanto, o idioma está sendo gradualmente substituído pelo inglês. Em Damão e Diu (Índia), Java (Indonésia), Macau (ex-território português, de população predominantemente chinesa), Sri Lanka e Málaca (Malásia) fala-se o crioulo, língua que conserva o vocabulário do português, mas adota formas gramaticais diferentes.

África – O português é a língua oficial de 5 países, somando cerca de 7,5 milhões de falantes no total. Nesses países, o português oficial – usado na administração, no ensino, na imprensa e nas relações internacionais – convive com diversos dialetos crioulos.

1 – Em Angola, 60% dos moradores falam o português como língua materna. Cerca de 40% da população fala dialetos crioulos como o bacongo, o quimbundo, o ovibundo e o chacue.

2 – Em Cabo Verde, quase todos os habitantes falam o português e um dialeto crioulo, que mescla o português arcaico a línguas africanas. Há duas variedades desse dialeto, a de Barlavento e a de Sotavento.

3 – Em Guiné-Bissau, 90% da população fala o dialeto crioulo, semelhante ao de Cabo Verde, ou dialetos africanos, enquanto apenas 10% utiliza o português.

4 – Em Moçambique, somente 0,18% da população (30 mil pessoas) considera o português como língua oficial, embora seja falado por mais de 2 milhões de moçambicanos. A maioria dos habitantes usa línguas locais, principalmente as do grupo banto.

5 – Nas ilhas de São Tomé e Príncipe, apenas 2,5% dos habitantes falam a língua portuguesa. A maioria utiliza dialetos locais, como o forro e o moncó, além de línguas de Angola.

Fonte: © 1995 – Almanaque Abril CD-ROM
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Quando usar c cedilhado em lugar de ss?

De modo geral, os substantivos terminados em -ção (-ssão) em português escrevem-se com ç ou ss, conforme derivem de palavras latinas terminadas em -tione ou -sione.

Exemplos: exceptione – exceção, extensione – extensão, punctione – punção, pressione – pressão, tensione – tensão, tortione – torção. Escrevem-se ainda com cedilha (“ç” ou “Ç”):

a) Derivados de verbos terminados em ter: abster/abstenção, conter/contenção, deter/detenção, ater/atenção, reter/retenção.
b) Palavras formadas com os sufixos: aça, aço, ação, çar, iça, iço, nça, uça, uço. Ex.: bagaço, barcaça, couraça, ricaço, cortiça, aguçar, carniça, caniço, esperança, carapuça, dentuço.
c) Após ditongos: eleição, traição, beiço, louça, equação.
d) depois de in e un. Ex.: distinção, função.
e) Palavras de origem tupi, africana ou exótica: açaí, cachaça, caçula, cupuaçu, Iguaçu, jararacuçu, Juçara, maniçoba, Uruaçu. A letra “ç” é usada em vocábulos derivados do tupi-guarani.
f) Palavras de origem árabe: açafrão, açoite, açúcar, açucena, açude, mulçumano.
g) Palavras derivadas de outras terminadas em to(r): ato/ação, executar/execução, infrator/infração, absorto/absorção.

Reforma Ortográfica

Em 1990, os sete países de língua portuguesa assinam o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, um projeto para unificar a escrita das palavras em português. Atualmente, a língua não possui padrão ortográfico.

Nos países africanos, por exemplo, existem palavras grafadas com “k”, “w” e “y”, letras não incorporadas pelo português falado em Portugal e no Brasil.

A unificação tem como objetivo a adoção da língua por organismos internacionais e sua universalização. Portugal é o primeiro país a ratificar o acordo, em 1991, seguido do Brasil, em 1995. Os países africanos ainda não o ratificaram.

O acordo, ao entrar em vigor, obrigará a reformulação dos materiais editados em língua portuguesa, principalmente livros didáticos, acarretando aumento de custo.

A reforma prevê a alteração de 1,6% do vocabulário de Portugal. No Brasil essa taxa é de 0,45%. Em Portugal desaparecem as letras mudas “c” e “p” das palavras em que não são pronunciadas como: “acção” e “Egipto”.

No Brasil e em Portugal caem os acentos agudos de paroxítonas que têm “ei” na sílaba tônica, por exemplo, assembléia.

O acento diferencial deixa de existir em palavras homófonas (que têm o mesmo som, mas significados diferentes). É o que acontece com pára (do verbo parar) e para (preposição).

Todas as palavras paroxítonas terminadas em “oo” perdem o acento circunflexo, como abençôo. O uso do trema é abolido.

As palavras escritas e pronunciadas de maneira diferente, embora com o mesmo significado, continuam com dupla grafia, por exemplo, aspecto (no Brasil) e aspeto (em Portugal).

O português é uma das línguas oficiais da Comunidade Européia desde 1986, data em que Portugal torna-se membro da instituição... Em 1996 (1994?) é criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com sede em Lisboa. Formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique e São Tomé e Príncipe, tem como objetivos preservar e expandir o português pelo mundo e promover a cooperação política, social, econômica e cultural entre os países-membros.

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Última atualização: 23/04/2008.
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