Zoogeografia é a ciência que estuda e trata da distribuição geográfica das espécies dos animais na Terra, tanto os atuais como os fósseis. Divide o planeta em seis regiões faunísticas diferentes, sendo que cada uma delas apresenta uma fauna típica, endêmica.
Tais regiões são separadas entre si por barreiras climáticas e topográficas. Sclater (1858) utilizou um sistema de regiões por determinadas famílias de aves (foi ele quem descreveu o Ocapi). Wallace (1876) modificou o modelo de Sclater e o aplicou aos vertebrados, dividindo os continentes em 6 regiões.
Estes domínios estão separados por barreiras oceânicas e por cinturões de temperatura. As regiões faunísticas são as seguintes:
– Região neártica: compreende a América do Norte e a Groenlândia, com animais como caribu, urso, alce, lince, bisão, coiote, lebre, lobo etc.
Notas: Chamado de “Moose” na América do Norte, Alce (Alces alces) é um nome usado para várias espécies da família dos cervídeos. O mesmo animal é chamado de “Elk” na Europa (animal-símbolo da Noruega). Rena ou caribu, Caribou em inglês, como chamamos a rena-americana (Rangifer tarandus).
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– Região neotropical: compreende a América Central e a América do Sul, com anta, macaco, vicunha, lhama, preguiça, tatu, tamanduá, onça, lobo-guará, jaguatirica etc.
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– Região paleártica: compreende a Europa, Norte da África e quase toda a Ásia (exceto a Índia e Sudeste Asiático e parte norte da Polinésia), animais como a rena, raposa-ártica, urso-polar, veado, porco-espinho, dromedário, topeira etc.
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– Região etiópica: compreende o Continente Africano (exceto a região norte), tendo exemplares como girafa, ocapi, elefante-africano, leão, leopardo, zebra, gnu, gorila, chimpanzé, rinoceronte, hipopótamo, hiena, antílope, entre muitos outros.
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– Região oriental: compreende a região da Índia, do sudeste asiático e o norte da Polinésia, com tigre, elefante-asiático, orangotango, búfalo, rinoceronte-indiano etc.
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– Região australiana: compreende a Oceania (Austrália e Nova Zelândia) e algumas ilhas do sul da Polinésia, com animais marsupiais como canguru e coala, Kiwi, Tasmânia, e as duas únicas espécies sobreviventes de monotremados, o equidna e o ornitorrinco.
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O mapa abaixo é do site:
http://digilander.libero.it/avifauna/w_palearctic/zoogeographic.htm
Clique nas girafas e veja outro mapa das regiões faunísticas do Planeta!
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SUBESPÉCIE OU RAÇA GEOGRÁFICA
Algumas espécies são divididas em subespécies ou raças geográficas. As subespécies consistem de populações que se distinguem em colorido e proporções, desenvolvendo-se sob a influência do clima e demais fatores ambientais e genéticos.
Subespécie é o terceiro nome científico usado, o que pode descrever alguma característica do animal (diferentes padrões de pele, por exemplo), dizer de onde ela vem (determinar a região ou parte da África em que ela vive) ou ainda quem a descobriu ou classificou.
Expresso por três palavras: a primeira é a do gênero, a segunda da espécie e a última da subespécie. Por exemplo: GIRAFFA (gênero), CAMELOPARDALIS (espécie) e RETICULATA (subespécie). Veja a figura abaixo:
gênero |
espécie |
subespécie |
Todas as girafas possuem dois cornos, mas há uma saliência no meio da testa que, geralmente, pode compreender um terceiro corno ou até mais de um. Algumas pessoas tentam classificar as girafas por esses cornos, uma vez que existem girafas com até cinco cornos...
Entretanto, ainda há muitos debates sobre a quantidade de subespécies de girafas existentes. As manchas do corpo associadas com a região geográfica que determinam as subespécies. No entanto, os cornos e os padrões de pele são características dúbias para se classificar as girafas, embora sejam usados para tal.
Abaixo, compare a pelagem da girafa-masai com outras duas subespécies:
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MASAI |
ROTHSCHILDI Este nome significa “escudo vermelho”. |
RETICULADA |
Supõe-se que as subespécies se formaram livremente, onde em grupos produziram novos indivíduos, as subespécies. As diferentes subespécies foram consideradas durante muito tempo como espécies de animais autônomos. Depois, tal idéia foi abandonada porque elas se acasalam entre si sem problemas, formando animais híbridos.
Segundo as zonas, a pelagem das girafas apresenta diferentes tonalidades de manchas de diversas formas. As girafas da parte ocidental e central do continente africano possuem manchas geralmente mais claras, mais uniformes e menores, do que as da girafa-reticulada, por exemplo.
Esta grande variedade é o que justifica a teoria segundo a qual alguns pesquisadores confirmam a existência de 9 subespécies de girafas... Atualmente, elas estão listadas e diferenciadas pela distribuição geográfica e pelo padrão de suas manchas.
Em outro exemplo, tendo como base a girafa-angolana, compare com as subespécies (já vistas acima) que você já conhece, Rothschildi e Reticulada:
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TOPOGRAFIA – distribuição geográfica e mapa da região de seu hábitat
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Mimetismo é a propriedade que têm certas espécies vivas de confundir-se pela forma ou pela cor com o meio ambiente... é uma certa capacidade de imitação de alguém ou de algo...
A pelagem das girafas se confunde realmente com a paisagem da savana e, apesar delas terem 5 metros de altura, é surpreendente como não a enxergamos... Sua cor creme, castanho-claro até o marrom ou avermelhada, “mistura-se” com as árvores, a cor da terra, o verde da paisagem etc.
Sua pelagem, com tipos de manchas diferentes, às vezes, bastante padronizadas em determindas subespécies das 9 consideradas, são características regionais, isto é, cada subespécie vive em uma determinada região africana e todas elas diferem entre si, embora sejam muito parecidas para quem não é atento...
Outra informação relevante é que não existe uma girafa igual a outra em relação as suas manchas... Portanto sua pelagem é como se fosse a nossa digital. Nós podemos identificar uma girafa na savana em dias diferentes e ter certeza de que se trata da mesma por causa de uma certa mancha que a identifica, por exemplo.
Podemos dividir as girafas em duas grandes partes da África, isto é, as girafas se distribuem em dois grupos: as que vivem ao Norte da Linha do Equador e as que vivem ao Sul da Linha do Equador (maior população).
Girafas da região norte, geralmente, são tricornes, isto é, com um corno nasal interocular e dois frontoparietais, apresentando pelagem mais clara, predominantemente reticulada; e as girafas-austrais ou girafas da região sul do Continente Africano, geralmente, não apresentam corno nasal (só às vezes, um corno pequeno) e a pelagem predominante é mais escura com manchas irregulares.
Embora elas estejam na lista vermelha de animais de extinção de baixo risco da União de Conservação do Mundo, “World Conservation Union's” (IUCN's), várias subespécies de girafas são raras...
Mapa de localização das 9 subespécies do gênero Giraffa camelopardalis
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Nota: Repare no terceiro nome científico usado para cada subespécie! Em alguns casos eles esclarecem a região onde determinada girafa vive, embora isso seja mais claro no nome vulgar de cada subespécie...
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Giraffa camelopardalis peralta
(Thomas, 1898) Pelagem: manchas amarelo-avermelhadas, sendo várias pequenas, ausentes nas pernas. |
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Giraffa camelopardalis antiquorum
(Swainson, 1835) Pelagem: manchas mais irregulares entre todas as subespécies, as quais se estendem às pernas. Entre as manchas, cor marrom clara desbotada... Nota: zebra-damara. |
Nota: A girafa-kordofan, às vezes, é classificada com outro nome científico, como girafa-congolesa ou girafa-do-congo (Giraffa camelopardalis congoensis), em resultado da mistura das raças do leste...
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Giraffa camelopardalis camelopardalis
(Linnaeus, 1758) – Primeira a ser classificada! Pelagem: manchas grandes, quadrangulares, cor-de-avelã, com um branco apagado de fundo, ausentes nas pernas. Apresenta um colorido próximo da reticulada, mas suas manchas são separadas por linhas brancas mais largas, parecidas com a baringo. |
Nota: Alguns cientistas classificam a girafa-núbia (acima) e a girafa-baringo (abaixo) como uma subespécie comum; assim como a girafa-angolana e a girafa-sul-africana sendo a mesma subespécie...
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Giraffa camelopardalis rothschildi
(Lydekker,
1903) Pelagem: manchas retangulares ou circulares, com largos espaços claros entre elas, ausentes nas pernas (parece que usam “botas” brancas). Coloração avermelhada, castanho-escuro com linhas fracas de cor creme. |
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Giraffa camelopardalis reticulata
(De Winton, 1899) Pelagem: manchas grandes e poligonais bem definidas, separadas por linhas brancas nítidas que foram a geometria de sua pele (lembrando uma rede). Os blocos podem, às vezes, serem de coloração vermelho escuro ou cor-de-fígado e cobrir as pernas inteiras. |
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Giraffa camelopardalis tippelskirchi
(Matschie, 1898) Pelagem: manchas irregulares que se estendem às pernas, em forma de folha de videira, cor-de-chocolate, podem aparecer como rosetas de marrom escuro, com o fundo creme-amarelado, ou seja uma coloração chocolate escuro sobre um fundo amarelado. |
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Giraffa camelopardalis thornicrofti
(Lydekker,
1903) Pelagem: distingui-se por desenhos estrelados que se estendem às pernas... |
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Giraffa camelopardalis angolensis
(Lydekker,
1903) Pelagem: manchas largas e grandes, sub-quadrangulares com seus contornos bem marcados, algumas com vincos envolta de seus contornos, manchas espaçadas que se estendem às pernas. |
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Giraffa camelopardalis giraffa ou capensis
(Boddaert, 1785) Pelagem: manchas irregulares, arredondadas, descoloridas e mais espassadas, algumas com extensões tipo estrela com um tom amarelado de fundo, que se estendem às pernas. |
Notas: Lado Giraffe – Giraffa camelopardalis cottoni (Lydekker, 1904), Giraffa reticulata nigrescens (Lydekker, 1911).
Última atualização: 30/08/2008. |