Arquitetura é a arte de criar espaços organizados e animados, por meio do agenciamento urbano e da edificação, para abrigar os diferentes tipos de atividades humanas.
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Ensaio na Igreja São Francisco de Assis, obra de Oscar Niemeyer, Pampulha, Belo Horizonte – Minas Gerais (MG). Fotos by Sérgio Sakall, em 12/2003.
O lindo selo emitido em 12/12/2004, mostra o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte. Em seu lado esquerdo está a Igreja de São Francisco de Assis, projetada por Niemeyer, com pinturas de Cândido Portinari (centro do selo), Ceschiatti, P. Wernechi, e jardins de Burle Marx.
Do lado direito do selo (assim como a fotografia ao lado), podemos ver dois aspectos do Museu da Pampulha – onde, geralmente, os recém-casados da cidade custumam ser fotografados...
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Já o selo abaixo é uma emissão anterior, de 2003, sobre o Centenário do Nascimento de Cândido Portinari (1903-1962). Tanto ele como a foto do lado esquerdo apresentam sua obra, “Auto-retrato” (1957), pintura óleo sobre madeira, no tamanho 55 x 46 centímetros.
O detalhe mais abaixo mostra a assinatura do artista na parede interna (altar) da Igreja de São Francisco de Assis: “PORTINARI 1945”.
E, “aproveitando” do que tive a oportunidade de contemplar na Igreja de São Francisco de Assis, também “divulgo”, nesta página, outros trabalhos desse grande artista...
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CRONOLOGIA (veja também MASP)
1903 – Nasce em Brodósqui (Brodowski), perto de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, no dia 13 de dezembro, filho de imigrantes toscanos que trabalhavam na lavoura de café. Cândido teria dez irmãos - seis mulheres e quatro homens.
1914 – Cria sua primeira gravura, um retrato do compositor Carlos Gomes, em carvão, copiando a imagem de uma carteira de cigarros.
1919 – Matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio. Em sérias dificuldades financeiras, Candinho chega a comer a gelatina química que recebe para misturar com as tintas.
1923 – Pinta “Baile na Roça”, sua primeira tela de temática nacional. O quadro é recusado pelo salão oficial da Escola de Belas Artes, por fugir dos padrões acadêmicos da época.
1929 – Como prêmio do Salão Nacional de Belas Artes, que obteve com um retrato do amigo (poeta) Olegário Mariano, ganha uma bolsa de estudos em Paris. Alí, descobre Chagall, os muralistas mexicanos e sofre fortes influências do trabalho de Picasso.
1931 – Volta da França casado com a uruguaia Maria Victoria Martinelli.
1935 – Produz uma de suas obras mais famosas, “O Café” e inicia a que é considerada sua fase áurea (1935-1944).
1936 – Começa a dar aulas de pintura na Universidade do Distrito Federal.
1939 – Em 23 de janeiro nasce seu único filho, João Cândido. Cria três painéis para o pavilhão do Brasil na feira mundial de Nova York. Faz uma retrospectiva com 269 obras, no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio.
1940 – O Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) inaugura a exposição Portinari of Brazil.
1942 – Cria painel para a Biblioteca do Congresso dos EUA.
1944 – Trabalha no polêmico altar da Igreja de São Francisco de Assis, em Belo Horizonte. Muito discutida pelos religiosos, tanto por suas formas arquitetônicas quanto pelo mural de São Francisco com o cachorro, a igreja só seria inaugurada em 1950.
1945 – Filia-se ao Partido Comunista Brasileiro e candidata-se a deputado federal. Não consegue eleger-se.
1946 – Termina a as obras da Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte e faz o painel da sede da ONU, “Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse”, com 10 por 14 metros. Expõe 84 obras em Paris. Candidata-se ao Senado pelo PCB, mas também não é eleito.
1950 – Representa o Brasil na Bienal de Veneza.
1953 – Inicia os painéis “Guerra” e “Paz”, para a ONU, que terminaria em 1957.
1954 – Começa a manifestar sinais de envenenamento pelo chumbo contido nas tintas com que trabalha: sofre uma hemorragia intestinal e é internado.
1955-56 – Realiza 21 desenhos com lápis de cor para uma edição de Dom Quixote, de Cervantes. A técnica era uma alternativa tentada por Portinari para escapar à intoxicação pelas tintas.
1956 – Faz uma viagem a Israel, onde produz uma série de desenhos a caneta tinteiro.
1959 – Faz as ilustrações para uma edição francesa de “O Poder e a Glória”, de Graham Greene.
1960 – Nasce sua neta Denise, e ele passa a pintar um quadro dela por mês, contrariando as recomendações médicas.
1962 – Morre no Rio de Janeiro, em 6 de fevereiro, em conseqüência da progressiva intoxicação. Na época preparava material para uma exposição no palácio Real de Milão.
Outras obras: “O Menino e o Papagaio” (Porto Alegre), “Meninos soltando papagaio”, “Meninos soltando pipas”, “Futebol”, “Palhacinhos na gangorra”, “Meninos pulando carniça”, “Meninos pulando cela”, “Menino com estilingue” (em pé), “Menino com estilingue” (sentado), “Meninos brincando”, “Banda de música”, “Músico tocando trombone”, “Músico tocando clarinete”, “Menino com carneiro” e “Cambalhota”.
“Família de retirantes” – Cândido Portinari
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08/12/2003 – Série de selos regulares: “Obras Desaparecidas de Portinari”
Abaixo, os selos apresentam as obras: “Vaqueiro” (1947) que aparece na imagem do selo como “Cangaceiro” – pintura em técnica não identificada, suporte não identificado – Montevidéu.
Também coleção desconhecida “Menino de Brodowski”, da série Meninos de Brodowski (1946) – desenho a óleo, papel Brodowski – São Paulo.
| “Menino de Brodowsky” | “Cangaceiro” |
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| R$0,74 – RHM: 827 | R$0,75 – RHM: 828 |
26/05/2004 – Série de selos regulares: “Obras Desaparecidas de Portinari”
| “Negrinha” | “Duas crianças” | “Menino sentado e carneiro” |
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| R$0,55 – RHM: 829 | R$0,80 – RHM: 830 | R$0,95 – RHM: 831 |
| “Composição” | “Marcel Gontrau” |
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| R$1,15 – RHM: 832 | R$1,50 – RHM: 833 |
Abaixo, cédula brasileira, com valor facial de 5 cruzados novos sobre 5 mil cruzados, emitida em 1989 (P217), cuja imagem mostra a efígie de Portinari e o artista criando...
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Última atualização: 19/04/2008. |