A idéia desta exposição surgiu como um despertar ecológico, mostrar alguns lugares onde ainda há peixes, pois ao contrário do que o homem pensava, os recursos naturais são limitados e a degradação ao meio ambiente tem trazido consequências sérias ao nosso país.
Enaltecer os pesqueiros também foi a intenção. Seja através da preservação das espécies de peixes, criadas e comercializadas e os lagos que propiciam a proliferação deles, ou seja através dos cuidados à natureza que os pesqueiros tanto valorizam e que nos serve de forças para enfrentarmos uma rotina socialmente caótica.
O peixe, nesta exposição, subentende a complexidade humana que primeiro depreda para depois reconstruir.
Já o equipamento utilizado não significa toda aquela parafernália de pescador, mas sim a fotográfica (câmera, lentes, filmes, papel fotográfico), testemunhas e imagens de beleza, reflexões obtidas através de cada um no final.
Longe de qualquer senso crítico quanto aos costumes contemporâneos, aqui, o objetivo também é despertar a população para os acontecimentos atuais e registrar uma mudança comportamental: à parte de qualquer significado mercantil, os pesqueiros representam um ajustamento do homem moderno às condições do meio em que vive.
Afinal, quem nunca ouviu falar sobre alguma história de avós que pescavam em nossos rios?
A tríade: PESQUEIRO, PESCADOR e PEIXE que tanto acompanha o meu trabalho e sempre me proporciona “encontros” com a natureza, serve para transformar os pensamentos e a linguagem dos visitantes.
Contudo, sobre a tríade: FAUNA, FLORA e FUTURO, como sugestão reflexiva, deixo um pensamento que li em algum lugar:
“Se cada brasileiro pensar com consciência ecológica sobre o meio ambiente de hoje e no de amanhã, com certeza, contribuiremos para a preservação das plantas, das águas, dos peixes, dos pássaros, das capivaras, dos jacarés...”
Realização: FOTOSSAKALL – Fotos Artísticas Ltda.
Apoio Cultural: LABTEC – Laboratório Foto Digital
À parte de clichês, sobretudo fotos de anúncio, o fotógrafo SÉRGIO SAKALL, da REVISTA ALÉM DA PESCA LAZER E TURISMO, expõe ONDE ESTÃO OS PEIXES? na feira BRAZIL FISHING SHOW 2002. Desde 1999 na revista, para essa mostra, editou uma série de imagens que até os proprietários desconhecem de seus pesque pague. Como não há nenhuma foto de peixe e a maioria delas retrata os pesqueiros de São Paulo, ele informa nas legendas sobre os principais tipos de peixes que cada um oferece para os seus clientes, assim como relaciona peixes que se pode encontrar em alguns lugares que fotografou pelo Brasil.
BRAZIL FISHING SHOW 2002 (de 27 de novembro a 01 de dezembro de 2002, das 10hs às 22hs.)
Participação do mercado brasileiro de pesca: fabricantes de materiais e acessórios,
roupas, equipamentos eletrônicos de comunicação e navegação, motores, mergulho,
pesqueiros, marinas, estaleiros e turismo setorizado.
Local: Transamérica Expo Center – Rua Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387
– Santo Amaro, São Paulo (acesso pela Marginal Pinheiros).
Realização: All Fishing Empresa de Comunicação
Rua Funchal, 513 – 9° andar – Vila Olímpia, São Paulo / SP
Quanto: R$10,00 (adultos); menores de 12 e maiores de 65 anos não pagam.
Três fotografias desta exposição representaram o Estado do Amazonas:
“Rio Grande” – Divisa dos Estados de São Paulo e Minas Gerais
Bagre • Barbado • Cachara • Corvina • Curimbatá • Dourado
• Jaú • Jurupoca • Lambari • Mandiuva • Piava • Pacu • Pintado
• Traíra • Tucunaré • entre outros.
“Lago de Trutas” – Campos do Jordão – São Paulo, Truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss)
“Rio Oiapoque” – Município de Oiapoque – Amapá
Rio Tietê – Barra Bonita, São Paulo
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O padre Manoel da Nóbrega (um dos fundadores de São Paulo) afirmava que o rio Tietê ou Anhembi era rico em peixes... Acará • Bagre • Barbado • Cachara • Chimboré • Corvina • Curimbatá • Cascudo • Dourado • Ferreirinha • Jaú • Jurupoca • Lambari • Lambe-lambe • Mandi chorão • Mandi amarelo • Mandi-guaçu • Mandiuva • Pacu • Peixe-cachorro • Piapara • Piava • Pintado • Pirambeba • Surubim • Traíra • Tucunaré • entre outros.
Pesqueiro Aquarium Pesk-Pag (participou também da Expo-Natureza)
Rua Yoshio Matsumura, 300 • Colônia, Santo Amaro – SP • Sr. Roberto e D. Isaura
• clickpesca.com.br • Bagre Africano • Carpas • Cachara
• Cat Fish • Jundiá Rosa • Pacu • Piau • Matrinxã • Patinga
• Pintado • Tambacú • Tambaqui • Tilápias • Traíra
Clube de Pesca Recanto da Cascata
Estrada da Represa, s/n. • Francisco Morato – SP • grupodurigam.com.br • Sr.
Marco Aurélio • Bagre Africano • Cachara • Carpas • Cat
Fish • Matrinxã • Pacu • Patinga • Piau • Pintado
• Piraputanga
• Tambacú • Tambaqui
• Tilápias
Holiday Pesq (foto de minha sombra como abertura)
Rodovia Régis Bittencourt, 321.5km (a 65km de São Paulo) • Juquitiba – SP •
Bagre Africano • Cachara • Carpas • Cat Fish • Curimbatá
• Matrinxã • Pacu • Piau • Piauçú • Pintado
• Piraputanga
• Tambacú • Tambaqui
• Tilápias • Traíra
Hotel Residence Fazenda Apingorá (foto do lago de truta)
Rodovia Regis Bitencourt km 308 • São Lourenço da Serra – SP • apingora.com.br
• Bagre Africano • Carpas • Cat Fish • Pacu • Piau • Tilápias
Filha de D. Hélida pescando no lago do Pesqueiro Paraíso de Ibiúna, em Ibiúna (SP)
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Estrada de Ibiúna, 61km • Ibiúna – SP • paraisodeibiuna.hpg.com.br • Bagre Africano • Carpa (Cabeça Grande, Capim, Espelho e Húngara) • Pacu • Tilápias
Pesque & Pague Paraíso Santo Amaro (foto do fundo do pesqueiro)
Estrada do Paiol Velho, 1451 • Jardim dos Álamos • Santo Amaro – SP • D. Isabel
• Bagre Africano • Cachara • Carpas • Cat Fish • Jundiá
Rosa • Matrinxã • Pacu • Piau • Pintado
• Tambacú • Tambaqui
• Tilápias • Truta (foi foto de capa)
Pesqueiro da Lontra
Mairiporã – SP • Sr. Walter não quis • Bagre Africano • Carpas • Cat Fish •
Pacu • Piau • Tambacú • Tambaqui
• Tilápias • Truta
Pesqueiro Hara's Fish
Rua Dois, 95 (cont. R. Henrique Hessel) • Santo Amaro, São Paulo (SP) • Bagre
Africano • Carpa • Cat Fish • Pacu • Piau • Tambacú • Tambaqui
• Tilápias • Matrinxã • Pintado • Piraputanga
Pesqueiro Irmãos Hara
Rua Benedito Isaac Pires, 77 (km 31,5 da Rodovia Raposo Tavares) • Bairro Portão,
Cotia – SP • Maiumi sim, irmã Emília • Bagre Africano • Carpa • Cat Fish • Matrinxã
• Pacu • Piau • Tambacú • Tambaqui
• Tilápias
Pesqueiro Lagoa dos Patos (Foto da fachada com galhos em cima)
Rodovia Anhanguera, 50,5km (acesso também pela Rd. dos Bandeirantes, saída 47Km)
• Jundiaí – SP • Sr. Alcebíades • pesqueirolagoadospatos.com.br • pescar.com.br/lagoa
• Bagre Africano • Cachara • Carpas • Cat Fish • Dourado
• Matrinxã • Pacu • Piau • Pintado
• Tambacú • Tambaqui
• Tilápias • Truta
Pesqueiro Matsumura
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Rua Yoshio Matsumura, 452 • Colônia (18km do autódromo de Interlagos) • Santo Amaro – São Paulo (SP) • matsumura.com.br • Cezar, Paulo e Lilian Matsumura • Bagre Africano • Cachara • Carpas • Cat Fish • Dourado • Lambari • Pacu • Piau • Pintado • Tambacú • Tambaqui • Tilápias • Traíra
Pesqueiro Navarro
Estrada Sapiantã, 719 • Jardim São João, Itapevi – SP • Marcelo • pesqueironavarro@sti.com.br
• Bagre Africano • Carpas • Cat Fish • Corimba • Dourado
• Matrinxã • Pacu • Patinga • Piau • Pintado
• Pirapitinga • Tambacú • Tambaqui
• Tilápias • Traíra
Pesqueiro Tio San
Ibiuna – SP • Tiago, mãe Luiza • Bagre Africano • Carpa • Cat Fish • Pacu
• Piau • Tambacú • Tambaqui
• Tilápias
Pesqueiro 63
Itu – SP • Sr. Eduardo • Bagre Africano • Carpa • Cat Fish • Pacu
• Piau • Tambacú • Tambaqui
• Tilápias
Resort Quedasdágua
Rodovia Castelo Branco, 63km • Itu – SP • Sr. Navarro e Oscar • quedasdagua.com.br
• Bagre Africano • Carpas • Cat Fish • Pacu • Piau • Piauçu
• Saint Peter's • Tambacú • Tambaqui
• Tilápias • Traíra
Taipas de Pedras – Sítio Ito
Rodovia Raposo Tavares, 47km • Bairro Taipas de Pedra, São Roque – SP • Sr.
Marcelo • Bagre Africano • Cachara • Carpas • Cat Fish
• Curimbatá • Jundiá • Matrinxã • Pacu • Piau • Pintado
• Tambacú • Tambaqui
• Tilápias • Traíra
The Fishing Company (Foto Campeonato de Pesca 99)
Rodovia Raposo Tavares km 47,5 • Bairro Caeté, São Roque – SP • Sr. Edson •
Cachara • Carpas • Cat Fish • Dourado
• Jundiá Rosa • Matrinxã • Pacu • Piau • Pintado
• Tambacú • Tambaqui
• Tilápias • Traíra
Vale do Santo Ari
Estrada do Rio Acima, 9km • Mairiporã – SP • Sr. Ari • clickpesca.com.br/santoari
• Bagre Africano • Cachara • Carpas • Cat Fish • Matrinxã
• Pacu • Patinga • Piau • Pintado
• Tambacú • Tilápias • Traíra
Pesqueiro Estiva (foto das varas)
Rodovia Vice Prefeito Hermenegildo Tonoli, 1km • Estrada de Itupeva (próximo
a Coca Cola em Jundiaí) – SP • Cristina • pesqueiroestiva.com.br
Estância Pesqueira Campos (acesso a paraplégicos) • D. Mirineide
Califórnia Fishing Park
Reinaldo e Sr. Cláudio (pai)
Pesqueiro Conquista
Altura do quilômetro 6 da Estrada da Capela Velha (Rodovia Castelo Branco, quilômetro
42,5), Santana de Parnaíba • pesqueiros.com.br
Guarapiranga Pesque e Pague
Estrada de Jaceguava, 500 – Casa Grande
Hara's Fish Pesque e Pague
Rua Dois, 95 – cont. R. Henrique Hessel • Hideo
Maravilha
Rua Madagascar, 200 (a 10 minutos de Alphaville) • Santana do Parnaíba – SP
• pescamaravilha@uol.com.br • Acidente com cavalo... • Eliane ou Fernandinho
(dono).
Pesqueiro Guarapiranga
Estrada do Jaceguava, 500 • aiguti@sti.com.br • fish@pesqueiros.com.br
Pesqueiro Oito Lagoas
R. Cinco Lagoas, 5 - Jd. Herplin
Pesqueiro Kawasaki
Estrada da Barragem, 4200 – Colônia • Luiz Carlos dos Santos
Vale da Capela
Estrada de Nazaré 150 – Bairro Capelinha • Haroldo • valedacapela@valedacapela.com.br
• valedacapela.com.br
Hobby Pesqueiro
Rua Carlos Antonio Pereira de Castro, 100, Pitas – Cotia - SP • linomat@ibm.net
• hobbypesqueiro.hpg.com.br • Pacú, Tilápia, Carpa, Catfish, etc.
Jari Park Pesqueiro
Rod. Edgar Máximo Zambotto, Km.68, (Jarinu – SP) • rprieto@uol.com.br • jaripark.com.br
• Comentários: Temos piscinas com toboágua, chalés, campo de futebol e restaurante.
PISCICULTURA, PESC E PAGUE E POUSADA FAZENDA FELICITA
Endereço: Estrada do Morro Seco, Km 3,5, Acesso pela BR 116 – Rod. Régis Bittencourt,
Km • 418,5, Bairro Morro Seco (Juquiá – SP) • fazendafelicita@bol.com.br • http://fazendafelicita.cjb.net
Fibramfer – Pedalinhos. Tel: 5562-2727 (Ornela e Carlos) pedalinhos@uol.com.br • geocities.com/pedalinhos
Peixes de água doce disponíveis
Pirarucu (Arapaima gigas) – maior peixe de água doce do mundo!
Da família: Osteoglossidae, o pirarucu é o maior peixe da ictiofauna de águas interiores do Brasil. Chega a atingir 2,50 metros de comprimento, chegando a 130 quilos de peso. Atualmente são raros os exemplares deste porte devido a exploração pesqueira. De formato cilíndrico com escamas grandes, quase negro no dorso e vermelho-vinagre nos flancos. A cor pode variar de acordo com as águas onde vive, sendo barrentas tende para o vermelho. A cabeça possui depressão conferindo certa concavidade; mandíbula inferior proeminente sem barbelas. A língua possui formação óssea, que devido a sua aspereza é utilizada como ralador. Espécie de grande valor comercial, sendo muito consumida ao natural ou salgado. É espécie que possui respiração pulmonar, indo à superfície a cada 10 minutos para troca de ar, o que facilita a sua captura. Ocorre nos afluentes da margem esquerda dos rios Solimões e Amazonas.
Cachara (Pseudoplatystoma fasciatum)
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Dentre os peixes da região do Pantanal, está o Pseudoplaystoma fasciatum, que pertence à família Pimelodidae. Esta espécie é também conhecida por sorubim, surubi ou ainda surubim (que em tupi-guarani significa de pele lisa, escorregadia), possui corpo alongado, roliço e revestido de couro com numerosas pintas inclusive nas nadadeiras, cabeça grande e achatada, coloração acinzentada no dorso, ventre esbranquiçado, faixas verticais alongadas e freqüentemente unidas umas às outras. O cachara é piscívoro e realiza migrações de desova rio acima durante a seca ou início das chuvas.
Lado esquerdo: acará-selvagem (Geophagus brasiliensis) • abaixo um cará (Aequidens plagiozonatus). Lado direito: dourado (Salminus maxillosus)
As palavras “acarapeba, acarapéua, acarapeva, carapeba ou garapéba” em tupi-guarani são variantes de acará ou simplesmente cará que se refere ao peixe de rio, chato e escamoso... Acará ou cará pode também ser de raiz, tubérculo.
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Lado esquerdo: pacu (Piaractus mesopotamicus) que em tupi-guarani significa “de rápido no comer”... Lado direito: piau ou piavuçu (Leporinus macrocephalus) • Piau-da-lagoa • Piauçu • abaixo um ferreirinha (Leporinus octofasciatus)
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Outro peixe que também se encontra no Pantanal é o Leporinus macrocephalus, uma espécie pertencente à família Anostomidae. Estes peixes, popularmente conhecidos por piau ou piavuçu, são herbívoros, porém podem consumir outros alimentos, como caramujos e caranguejos. A sua reprodução ocorre nas cabeceiras dos rios, no período de novembro a janeiro. Na cheia são encontrados em ambientes inundados, preferencialmente nos locais com água corrente. Podem alcançar cerca de 60 cm de comprimento. O tamanho mínimo de captura estabelecido em lei é de 38 cm de comprimento total.
Lado dirteito: pintado (Pseudoplatystoma corruscans). Lado esquerdo: sardinha (Triportheus sp)
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Os nomes em tupi-guarani “pira-, pirá” significam peixe, por esse motivo é que a maioria dos nomes populares das espécies de peixes iniciam com “pira”... Outros peixes:
abacataia, abacatina, abacatuaia, abacutaia (aracangüira) – peixe de água salgada,
parecido com o peixe-galo
andirá (Henochilus wheatlandi) • apaiari (Astronotus ocellatus)
• barbado (Pinirampus pinirampus)
black bass (Micropterus salmoides) • caracambé – peixe-galo-do-brasil
• caranha – de acará falso
carapicú – de acará comprido, peixe também conhecido como escrivão
carapitanga – de acará vermelho • caratinga – de acará branco
carpas (cabeça grande, capim, espelho e húngara) • cascudo (Hypostomus affinis)
• CatFish • corimba
corvina (família: Sciaenidae) • curimbatá (Prochilodus lineatus)
goivira – de peixe igual • guaivira – de peixe manso • guaquari – de acari redondo
(peixe)
jaú – daquele que devora (Paulicea lutkeni) • jubapira – arraia (peixe)
koko-kuba – peixe • lambari – de peixinho, baratinha (Aslyanar spp)
mandi – nome dado aos bagres, bagre • mandiguaçu – de o bagre grande
mandijituba – de rio abundante de peixe mandi (bagre)
manjuba – de peixe amarelo • matrinxã • miraguaia – peixe manso • mussum (Synbranchus
marmoratus)
pigareva ou pijarava – espécie de arraia • pijirica – de peixe veloz • pijareva
– de peixe manchado
pirabebé de pirá (peixe) e bebé (voar), de peixe-voador • traira – de arranca pele
palmito (Auchenipterus nigripinnis) • peixe-cachorro (Acestrorhynchus
lacustris) • pirabeiraba – de peixe brilhante, reluzente
piracanjuba – “pira” peixe, “acan” cabeça, “juba” amarela, peixe de cabeça amarela
piraguaçu – peixe grande • piraíba (Brachyplatystoma filamentosum)
• piranha – de peixe que corta a pele (Pygocentrus piraya)
piraquera – peixe gordo • pirarara (Phractocephalus hemeliopterus)
• piratini – de peixe seco
Saint Peter • tambacú • tilápias: nilótica, tailandesa, vermelha (Oreochromis
niloticus)
timburé, timburê, ximburé – uma das espécies de peixes de rio, com manchas e/ou
faixas pretas.
traíra (Hoplias malabaricus) • truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss)
tucunaré (Cichla spp) • tuvira (Ordem Gymnotiformes) • entre
outros.
Exceto alguns pequenos grupos – black bass e tucunaré –, a grande maioria de nossos peixes de escama e de couro é otofiso. Esse nome complicado refere-se a uma especialização das vértebras que permite aos peixes uma audição bem apurada no meio aquático, e que é aproveitada pelos pescadores.
Além dessa característica, muitos otofisos apresentam uma substância de alarme que, quando liberada no meio, através da pele, age como mensageiro para membros da mesma espécie.
Os peixes de couro são adaptados a locais de pouca visibilidade, noturnos e de águas turvas. Exemplos dessa especialização são o peixe-elétrico, poraquê e o sarapó – muito utilizado como isca na pesca do dourado - que tem um sistema de navegação de campo elétrico.
Produtos do Courofish
Jorge Menezes – Biólogo (courofish@uol.com.br)
HOMEM, PEIXE E EQUIPAMENTO
A tríade: homem, peixe e equipamento, há quase dois anos, integra o meu esforço profissional. A maestria do tempo em fundir fatos históricos com as experiências empíricas que ocorriam comigo, resultou na tônica de importantes questionamentos (pensamentos).
Em relação à pescaria, unir o comportamento humano da sociedade atual com à tradição pesqueira, faz-se refletir, até mesmo se pesquisar.
Longe de qualquer senso crítico quanto aos costumes contemporâneos, aqui, o objetivo é despertar a população para os acontecimentos atuais e registrar uma mudança comportamental no meio em que vivemos.
Ou mesmo difundir informações às pessoas que, particularmente, mantém certa implicância com tal costume, uma vez que a falta de conhecimento sobre o assunto, acarreta na má interpretação dele.
Em uma visão geral, quando pergunto para algum paulista se ele tem o hábito de pescar, automaticamente e com expressão negativa no rosto me responde que não. Quando muito, conta que o seu avô pescava em algum de nossos rios.
Inconscientemente ou não, o inquirido nem se lembra de que o tal rio citado já foi um lugar intacto pela atrocidade do homem.
Mencionar sobre pescaria, por outro lado, não é um lugar arrojado que surge em nossa reminiscência, mas para a maioria das pessoas, uma região desconfortável, onde alguém do passado distante um dia pisou.
Ah, como seria bom que todos pudessem passar uma infância tranqüila em meio à uma outra tríade: natureza, campo e rio...
A informação interior que temos, sobre a história da pescaria, é de certa forma machista e preconceituosa, pois antigamente, era comum apenas os homens viajarem para praticar tal esporte ou mesmo em grupo, tipo o “clube do bolinha”, permanecerem fechados em relação à inclusão de mulheres.
O homem, aqui, compreende todos os pescadores, uma vez que sem eles não haveria a prática de tal esporte. Igualmente aos proprietários e toda a infra estrutura que há nos pesqueiros. Também simboliza a complexidade humana que primeiro depreda para depois reconstruir...
O peixe significa todas as espécies propriamente ditas, criadas e comercializadas. Também os lagos que propiciam a proliferação deles. Encerra árvores, campos e flores, toda a natureza que tanto nos recarrega de forças para enfrentarmos uma rotina socialmente caótica.
O equipamento, nesse trabalho, corresponde a vara, o molinete, o anzol e toda parafernália que o pescador carrega. Sobretudo a minha câmera, filmes, papéis fotográficos e tantos outros apetrechos de que eu necessito para obter uma boa imagem no final.
Também a pesca predatória, com uso de apetrechos proibidos como: rede, tarrafa, covos, espinheis e anzol garatéia...
Muitos de nós, mesmo sem terem vivido, sentem uma bucólica saudade daquele pedaço de terra, de onde fomos expulsos por nossa própria história...
A tríade natureza – campo, rio e lago acompanhou todo o meu trabalho sempre. Contudo, o encontro com a natureza que os pesqueiros proporcionam, serve para transformar profundamente os pensamentos e a linguagem dos visitantes...
1) – PINGA 51 (foto do estander)
O analista de marketing da Caninha 51, disse que o foco principal da empresa para o evento da FEIPESCA era divulgar as garrafas de bolso para os pescadores. As pessoas que adotam o estilo country preferem beber o conhaque Domus, que também existe nessa versão, acrescentou. Mas a novidade do estander para a feira foi o froozen de aguardente, servido pelo Sr. Renato. O processo é simples, explicou: “Prepara-se a Caipirinha 51 (saquinho), que tem a sua embalagem fechada a vácuo, portanto o limão mantém suas características. Depois, coloca-se a Caipirinha 51 pronta em uma máquina de fazer gelo que trabalha a 0 graus, resultando no froozen 51”. Eram servidos mais ou menos 35 litros por dia da caipirinha, entre outros aperitivos, em copinhos de 50ml cada. O teor alcoólico dessa bebida fica menor por causa do gelo. Muitas mulheres entrevistadas aprovaram a novidade porque além de refrescante é bem mais suave. Deixamos então essa deliciosa sugestão para bares e restaurantes.
2) – ALP TEC (foto da parede de alpinismo)
O Sr. Ericson Cernawsky Igual, promotor de eventos da ALP TEC, convidado pela FRANCAL, disse que os pescadores mais ousados também gostam de esportes e aventuras radicais. Equipam-se com uma boa mochila e acabam se envolvendo com o trekking, geralmente começam assim. Ou procuram maiores aventuras porque com freqüência acampam. Depois, para a prática do montanhismo é apenas um salto. Neste ano a ALP TEC trouxe para a FEIPESCA equipamentos para atividades verticais e simuladores. Tal empresa dispõe de vários equipamentos para eventos. Entre eles destacamos: parede de alpinismo, pirâmide de escalada infantil, ponte flutuante, touro mecânico, futebol de sabão e os trampolins acrobáticos. Com monitores para garantir a segurança da criançada na feira, foi um sucesso!
Crônica: O pescador e o colecionador
Última atualização: 25/10/2008. |