A antiga Mesopotâmia abriga a partir de 3000 a.C. algumas das mais antigas civilizações: os sumérios, os acádios, os babilônios e os assírios. Conquistada por persas, gregos e romanos, passa a ser o centro de um vasto Império Árabe nos séculos VIII e IX.
Os árabes fundam Bagdá, em 762 e introduzem a religião islâmica. Seguem-se as invasões dos mongóis e dos turcos e um longo período de decadência.
O Iraque moderno nasce em 1920, quando o Império Turco-Otomano é desmembrado após a I Guerra Mundial. Uma decisão da Liga das Nações põe o novo país sob a tutela do Reino Unido, que instala no trono, em 1921, um monarca árabe da dinastia Hachemita, Faisal Hussein.
Um irmão de Faisal, Abdullah, torna-se na mesma época o emir da Transjordânia (atual Jordânia), também sob controle britânico.
Em 1932, o Iraque é admitido na Liga das Nações como país independente, mas os britânicos mantêm o controle sobre o governo iraquiano e obtêm, com isso, direitos exclusivos de exploração do petróleo.
Tropas britânicas intervêm no país em 1941, durante a II Guerra Mundial, para esmagar uma tentativa de golpe pró-nazista.
Em 1948, o país participa da Guerra Árabe-Israelense. Dez anos depois, a Monarquia iraquiana é derrubada, num golpe militar liderado pelo general Abd al-Karim Qasim, que instala um regime nacionalista de esquerda.
O rei Faisal e seu tio Abdal Ilah são metralhados durante a tomada do palácio real em Bagdá.
O novo governo é instável e enfrenta várias tentativas de golpe, lideradas, principalmente, pelo Partido Baath (renascimento, em árabe), que defende a união de todos os povos árabes num único país.
Em 1961 é aprovada uma lei limitando os direitos das empresas petrolíferas estrangeiras.
Qasim é derrubado e fuzilado em 1963, num golpe militar com participação do Partido Socialista Árabe Baath.
Em 1968, o Baath torna-se o partido único. Em 1972 o petróleo é nacionalizado. Uma rebelião da minoria curda é esmagada no norte do país, com milhares de mortos entre 1974 e 1975.
O vice-presidente Saddam Hussein amplia sua influência ao longo da década de 70, até assumir a Presidência, em 1979, num golpe. Em 1980, o Iraque invade o Irã, iniciando a guerra que dura até 1988.
Durante o conflito, o país recebe apoio de potências ocidentais, como EUA, Reino Unido e França, da URSS e de países árabes com regimes conservadores, como Arábia Saudita e Egito, todos temerosos de que o exemplo da revolução iraniana estimulasse rebeliões islâmicas no Oriente Médio e no sul da URSS.
Morrem 300 mil iraquianos e 400 mil iranianos numa guerra que termina sem vencedor...
Selo do Afeganistão emitido em uma folhinha com 9 valores iguais de 300 AFG, que marca grandes personalidades do século XX: Mike Tyson, Churchill, Saddam Hussein, Salvador Dalí, Dalai Lama, Yuri Gagari, Sinatra e Walt Disney.
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Em 7 de junho de 1981, a aviação israelense destrói o reator nuclear de Osirak, no Iraque, alegando que ele seria usado para a fabricação de armas atômicas.
Guerrilheiros separatistas curdos atacam os militares iraquianos a partir de 1985. Três anos depois, as Forças Armadas do Iraque usam armas químicas - proibidas por convenção internacional - contra a aldeia curda de Halabja, matando 5 mil civis.
Em 1990 crescem as tensões com o vizinho Kuweit, por causa das divergências sobre a demarcação de fronteiras e a política de preços do petróleo.
Em 2 de agosto de 1990, o Iraque invade o Kuweit dando início à Guerra do Golfo. O governo iraquiano, dias depois, anuncia a anexação do Kuweit, imediatamente condenada pela ONU, que exige a retirada incondicional dos soldados iraquianos.
Os EUA formam uma coalizão com mais 29 países e concentram tropas na Arábia Saudita. Em 29 de novembro, a ONU autoriza o uso da força, visando a retirada dos iraquianos do Kuweit.
Em 16 de janeiro de 1991, os EUA e seus aliados começam os bombardeios contra o Iraque, na chamada Operação Tempestade no Deserto. O Iraque sofre pesadas perdas.
Em 24 de fevereiro, a coalizão lança uma ofensiva por terra que destrói boa parte do Exército iraquiano e põe fim à ocupação do Kuweit. Em 28 de fevereiro é assinado o cessar-fogo.
Com o fim da guerra eclodem revoltas contra o regime de Saddam Hussein. No norte, separatistas curdos ocupam territórios. No sul, a comunidade xiita rebela-se e toma várias cidades.
As duas insurreições são violentamente esmagadas pelo governo. Cerca de 2,5 milhões de curdos fogem para a Turquia e o Irã. Saddam, pressionado pela ONU, suspende as ações militares e começa a negociar com os dirigentes curdos um projeto de autonomia para o Curdistão, região onde esse grupo étnico é majoritário, que abrange o norte do Iraque, noroeste do Irã e sudeste da Turquia.
A ONU impõe áreas de exclusão de forças iraquianas a norte e sul do país. A guerrilha curda prossegue, usando o Iraque como base para ataques na Turquia. Em maio de 1997, 50 mil soldados turcos invadem o norte do Iraque em ofensiva contra os curdos, que se prolonga por um mês.
Os atritos com os EUA e seus aliados prosseguem depois da Guerra do Golfo. A ONU decide impor um embargo comercial ao país. Em 1992, técnicos da ONU desmantelam fábricas de armas químicas e instalações nucleares no Iraque.
Em janeiro de 1993, Saddam viola o acordo de cessar-fogo ao negar autorização para a entrada de uma equipe da ONU encarregada de destruir instalações militares.
Os EUA reiniciam os bombardeios sistemáticos contra o Iraque. Saddam recua e permite a presença dos enviados da ONU.
Em junho, os EUA voltam a bombardear o Iraque, numa reação à descoberta de um suposto plano iraquiano para assassinar o então presidente norte-americano, George Bush, na viagem que fez ao Kuweit em abril de 1992.
Em novembro de 1994, sob a ameaça de nova ação militar dos EUA e aliados, o Iraque retira tropas que estavam perto da fronteira do Kuweit e o Parlamento iraquiano reconhece a soberania do país vizinho.
Em maio de 1995, a ONU acusa o regime de Saddam Hussein de esconder estoques de armas biológicas e mantém as sanções.
Em maio de 1996, o Iraque finalmente entra em acordo com a ONU para voltar a vender petróleo, porém em quantidade limitada.
Somente um ano depois o acordo é posto em prática, com a chegada a Bagdá dos primeiros caminhões de comida, trocada por petróleo. O país, no entanto, continua a criar obstáculos para as inspeções internacionais de seus armamentos.
Em outubro de 1997, o Reino Unido ameaça usar a força, depois que o Iraque impede a entrada de uma equipe da ONU no país. Os mais visados são sempre os integrantes de nacionalidade norte-americana, o que faz os EUA renovarem advertências ao Iraque.
Saddam Hussein insiste em não permitir que os palácios presidenciais sejam vistoriados, enquanto os Estados Unidos exigem que os inspetores da ONU tenham acesso irrestrito a todas as áreas.
O conflito é amenizado quando os Estados Unidos se dispõem a flexibilizar o dispositivo legal que limita a exportação de petróleo por parte do Iraque. Em contrapartida, Saddam mostra-se mais tolerante com a presença de inspetores dos EUA em seu território.
Bagdá
Em 754, Abu Jafar al-Mansur tornou-se o segundo califa da dinastia Abbasid. Em 762, ele funda a nova capital, Madinat as-Salam ou Medinet-es-Selam, que significa “Cidade da Salvação ou da Paz". Por 500 anos esta cidade, ao redor de Bagdá, foi a cidade mais importante do mundo muçulmano. A cidade de Bagdá foi, originalmente, construída no lado oeste do rio Tigre.
O mapa que aparece no selo (abaixo) é uma adaptação de uma reconstrução baseada na descrição da cidade, por Yakubi, e o seu sistema de canais através dos subúrbios, por Ibn Serapion, do período entre 775 e 1125. O mapa foi realizado para ilustrar Guy Le Strange’s Bagdá, durante o Califado de Abbasid (Oxford, 1900).
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Circular walls enclosed the city and, although its original name was Madinat as-Salam (City of Peace), it was more popularly known as the Round City. At the city's centre were the caliph's palace and the grand mosque, with four roads radiating out from these central buildings. The city's gradual expansion caused it to extend beyond the original walls, and as it spread across to the river's east bank, its two halves were joined by a bridge built of boats. The eastern section was called Rusafah.
During the 8th and 9th centuries AD, Baghdad was at the height of its commercial prosperity. Under the rule of the caliphs Mahdi and Harun, it became the centre of many important trade routes between the east and west. Its many impressive buildings and magnificent gardens gave it the reputation of the richest and most beautiful city in the world.
In the latter half of the 9th century, the Abbasid caliphs' power was weakened by internal strife leading to civil war. When the Mongols invaded Baghdad in the 13th century, the caliph was murdered, many buildings and the irrigation system were destroyed, thus adding dramatically to the city's decline. When in 1534 it became part of the Ottoman Empire, the city fell into obscurity and neglect for several hundred years.
Improvements were made on a modest scale at the beginning of the 20th century, when some schools and hospitals were built. The oil boom of the 70s brought increased wealth to Baghdad and the city began to develop on a much more impressive scale, with the construction of middle-class residential areas. New sewers and water lines were laid and above ground a network of super-highways was constructed, as well as a new airport. All such improvements, however, were brought to an abrupt halt by the war with Iran in the 80s and by the Gulf War which immediately followed it.
An added bonus of the large-scale construction work in the late 70s was the discovery of many buried artefacts, dating back to a more glorious past. These have been removed to Baghdad's many excellent museums. It is not known, as the time of writing, to what extent these still exist.
Today's city is perhaps not as impressive as those images of old Baghdad which may be conjured by the imagination. It stretches along both banks of the Tigris, with the district of Rusafah on the east and the district of Karkh on the west. Eleven bridges connect the two halves of the city.
Tahrir Square, standing on the river's left bank at one end of the Jumhuriyah Bridge, is the heart of Baghdad and from it radiate the city's main streets. Saddam Hussein's picture, mostly larger than life, is displayed everywhere.
NORTHERN / KURDISH REGION
This is a mountainous and forested area. Note: The enormous friction between the Government and the Kurds, who have established an autonomous state in Iraqi Kurdistan, makes travel in this region inadvisable at present.
Kirkuk: Has assumed importance since the discovery of oil. It is famous for `Eternal Fires', the endless burning of gas seepage.
Mosul: The main northern town with the 13th-century Palace of Qara Sariai and the old Mosque of Nabi Jirjis.
Nineveh: An ancient and rich archaeological site near Mosul.
Arbil: Probably the oldest continuously inhabited city in the world.
Última atualização: 15/12/2006. |