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Abraham Palatnik, potiguar (RN) e oriundo de uma família de judeus russos, é considerado o “pai” do cinetismo, movimento estético com base na abstração que se desenvolveu a partir da década de 50, no Brasil...
Esse artista é considerado o precursor da arte cinética mundial e tem obras em vários museus do exterior, como Amsterdã e Berlim... Fundador da arte tecnológica no Brasil e, reconhecidamente, um dos pioneiros da Arte Cinética – no que respeita ao binômio luz e movimento.
Mudou-se ainda criança para Tel-Aviv, Israel, onde ingressou na Escola Técnica Montefiori. Entre 1943 a 1947, dedicou-se aos estudos de pintura, desenho, história da arte e estética, no Instituto Municipal de Arte de Tel-Aviv, onde pintava paisagens, naturezas mortas, retratos e auto-retratos...
Em 1948, vem com sua família se instalar no Rio de Janeiro. Logo conhece o também artista Almir Mavignier – quem o introduz ao trabalho realizado pela doutora Nise da Silveira com seus pacientes no Hospital Psiquiátrico D. Pedro II, no Engenho de Dentro (RJ).
“Ao deparar com a produção de alguns internos, meu castelinho ruiu. Já tinha segurança no manejo de tintas e pincéis e, de repente, me vi diante de gente que nunca havia estudado, produzindo obras de linguagem complexa e profunda”, relembrou certa vez.
O impacto dessa visita no trabalho de Palatnik foi tão grande que, durante dois anos, ele parou de pintar até convencer-se que, adotando uma técnica diferente, apoiada nas últimas conquistas tecnológico-científicas, poderia “trazer para a arte pictórica a possibilidade da luz e do movimento no tempo e no espaço”...
Abaixo, imagem do selo postal “Centenário do Nascimento de Nise da Silveira (1905-1999)”, criado pela artista Tina Velho, com o apoio do Museu de Imagens do Incosciente (RJ), cujo lançamento ocorreu na cidade natal da médica-psiquiatra, Maceió (AL), e na cidade onde ela faleceu, Rio de Janeiro (RJ).
Emitido em 15/02/2005 no Edital nº 1, o selo também chamado apenas “Nise da Silveira” (RHM: C-2603), tem valor facial de R$0,55.
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O selo apresenta o perfil de Nise (à direita) e o perfil de um gato (à esquerda), animal admirado pela psiquiatra por sua liberdade, independência e altivez. Em segundo plano, estão a figura de Nise admirando pinturas criadas por pacientes: uma mandala, símbolo de integração psíquica presente em vários desenhos de seus “clientes”; e um grupo de doentes em convivência. Ao centro, o Manto da Apresentação, criado por Arthur Bispo do Rosáro. |
Continuando a história de Palatnik...
Estimulados por Mário Pedrosa, Mavignier e Palatnik fundam, com Ivan Serpa, o primeiro núcleo abstrato da cidade. Palatnik participou de exposições concretas e neoconcretas sem ser signatário desses grupos. Foi a custo de uma correção histórica que obteve o reconhecimento como primeiro pesquisador cinético do mundo.
Seu interesse, desde o curso de especialização em motores a explosão na Escola Montefiori (1942), voltara-se para a cibernética – relação do homem com a máquina. A construção de seus objetos, que denomina “aparelhos cinecromáticos”, enfrentam problemas para entrar nas primeiras Bienais, então divididas em pintura, desenho, gravura e escultura.
É interessante conhecer a parte interna desses aparelhos. Segundo o artista, o primeiro deles tinha quase mil metros de fios elétricos e era suficientemente grande para trabalhar dentro.
Notas: cibernética é a ciência que estuda as comunicações e o sistema de controle nos organismos vivos e também nas máquinas. Cinética é relativo à física e significa dinâmica – parte da mecânica que estuda os movimentos dos corpos, relacionando-os às forças que os produzem.
Em 1950, usando seus conhecimentos oriundos dos estudos de mecânica e física, criou seus dois primeiros aparelhos cinecromáticos, que projetam cores e formas que se movimentam acionadas por motores elétricos. Um ano mais tarde, criou polêmica ao participar da I Bienal de São Paulo com esses trabalhos. Por não se enquadrar em nenhuma das categorias da premiação, terminou por receber uma menção honrosa depois de muita discussão do júri.
A partir de 1964, Palatnik desenvolveu os Objetos Cinéticos, como um desdobramento dos Cinecromáticos, colocando à mostra seu mecanismo interno de funcionamento e suprimindo a projeção de luz no écran, característica marcante daqueles aparelhos.
“Nos aparelhos cinecromáticos, o binômio luz e movimento, nos objetos cinéticos, apenas o movimento, nos objetos lúdico e rotativo e nos jogos, a participação do espectador dentro de certas regras. Trata-se portanto de um cinetismo puro, filiado à tradição construtiva”, avaliou o crítico Frederico Morais.
E continua: “No Brasil, com seus aparelhos cinecromáticos, Palatnik não apenas antecipa-se à vertente construtiva, que eclode com os grupos Ruptura (SP, 1952) e Frente (RJ, 1954) para se consolidar com o Concretismo (1956) e Neoconcretismo (1959), como funda a vertente tecnológica da arte brasileira”.
Paralelamente ao trabalho dos objetos cinéticos, Palatnik começa a trabalhar na realização dos seus Relevos Progressivos em superfícies bidimensionais, lidando com a noção de cinetismo virtual e utilizando-se do recurso de composição serial de lâminas de madeira. O rigor matemático é uma constante em sua obra, atuando como importante recurso de ordenação do espaço.
Posteriormente, o artista passou a empregar sucessivamente três novos materiais: nos anos 70, a resina de poliéster, nos anos 80, cordas sobre telas, nos anos 90 um composto de gesso e cola.
O artista recebeu em 2002, o 1º prêmio do III Concurso Latino Americano de Pintura, disputado entre 25 artistas de cinco países convidados – Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru – continuando com o mesmo frescor de produção de 60 anos atrás...
ACRÍLICO
Acrílico: é um produto de composição química próprio ou derivado do ácido acrílico. Abaixo, catálogo “The Artemis Collection”, cuja coleção tem 240 modelos, aproximadamente, cerca dos anos de 1980...
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“Mundo de Acrílico” – título de uma matéria da revista Retrô
(Edição nº 9, Ano 2, cuja capa trouxe “Romantismo em alta”)
Ícones dos anos 1970, os objetos feitos de acrílico pelo artista plástico, pintor e desenhista Abraham Palatnik – filho de imigrantes russos judeus, nascido em Natal (RN) e considerado internacionalmente um dos pioneiros da arte cinética – são o tema da coleção do antiquário carioca Francisco José Silveira e do paulistano Luiz Vaz. “No início, pouquíssimas pessoas valorizavam os acrílicos. Eram vistos mais como artigos para turistas e vendidos a preços bem baixos”, descreve o antiquário, que passou a pesquisar e se interessar pelas obras de Palatnik muito antes do sucesso que fazem atualmente. Tanto que suas primeiras aquisições como colecionador, há dez anos, vieram de uma loja de souvenirs, da zona sul do Rio de Janeiro (RJ), que por falta de procura guardava encaixotadas várias peças do artista. Conheça esse incrível mundo de figuras de acrílico (aves, peixes, animais exóticos, figuras geométricas e mágicas como duendes).
11/06/07: Rosana Carnielli (sigraro@terra.com.br). Entro em contato através da Fabiana Carnielli, minha irmã (fcarnielli@uol.com.br; nota: 07/06, Negus) que me informou de seu interesse pela temática Girafa. Cartão-postal da África do Sul... Quanto à escultura Palatnik seu valor é de R$ 800,00. No momento existem várias peças desse artista, inclusive uma delas é de uma girafa pequena à venda no Mercado Livre, porém você terá que procurar pelo nome correto: Palatnik e pelo incorreto: Palatinik, pois alguns vendedores confundem o nome do artista.
13/06/07: Muitas vezes adquirimos peças pela paixão temática sem sabermos que as mesmas escondem um histórico no mundo das artes. Fico feliz que você esteja olhando para a peça acrílica que tem em mãos, já com outros olhos, uma vez que vc tem a procedência dela e pode apreciar o percurso do artista através de reportagens, exposições etc. Não se preocupe quanto ao fato de sua peça não conter assinatura. O artista, através da empresa Artemis, na década de 60, exportou peças acrílicas para o mundo todo e essas sim, levavam sua assinatura. As peças distribuídas no mercado interno, não necessariamente levavam sua assinatura. Para que você saiba, assinava “Pal”, ou “AP”, e essas são extremamente difíceis de serem localizadas nas peças, principalmente aquelas estriadas onde o desenho confunde a visão.
15/06/07: Quanto às peças em uma só cor, existe quem defenda o que o vendedor comentou com voce, sobre serem provas de artista, e outros que contradizem essa informação. Infelizmente fica a dúvida. Posso lhe dizer que tenho um cliente, colecionador de palatniks, que me pede especialmente essas peças. Quero crer que sejam do mesmo artista, pois as transparentes têm o mesmo modelo e talhe, como se tivessem sido feitas na mesma fôrma. Quanto a ser do irmão do artista, Palatnik e seu irmão fundaram uma pequena empresa que levou o nome de Silon, no Rio de Janeiro, que fechou na década de 80 e que fabricava exclusivamente essas peças em acrílico. O irmão na verdade não era um artista, era o executor dos desenhos de Abraham. Não sei se você conhece a revista Retro de coleções e antiguidades. Caso você não tenha, peça ao seu jornaleiro o número 9 dessa revista, pois ali tem uma matéria bastante elucidativa sobre o artista e suas peças, inclusive a girafa que vc tem está fotografada em uma das páginas. Seu cartão já está a caminho. Acaba de ser postado. Espero que goste. Qualquer coisa, fique a vontade para me contactar.
20/06/07: Fico contente que tenha arriscado. O pior que pode acontecer é voce ter em mãos uma peça de características originais e delicada. Quanto a se encontrar com Palatnik, se vc conseguir chegar até ele, agradeço me levar de carona. Ele mora no RJ e com certeza deve estar sendo assediado por conta do furor que essas peças estão causando no mercado. Não, eu não tenho o endereço ou telefone dele, caso contrário eu te informaria com prazer.
Tenho um conjunto de 4 peças adquirida em São Paulo, no final dos anos 80, de Abraham Palatnik (Lucite Giraffe), com alturas aproximadas de: 10 cm, 16 cm, 21 cm e 31 centímetros.
Do lado esquerdo da tela, girafa com 10 centímetros, adquirida no ML do vendedor Julio José Fratus (apelido: ARTGO, juliocelg@hotmail.com), cidade: Goiânia, Goiás (GO). Nota: essa peça transparente deve ser prova do artista... estes testes eram feitos pelo irmão do Palatnik que produzia suas criações e foram vendidos por parente deles depois da briga...
No centro e do lado direito da tela, girafas com 31 centímetros de altura, nas cores âmbar claro e transparente, respectivamente. A girafa de cor âmbar (31 cm) está avaliada em oitocentos reais, aproximadamente, a outra menor, de 21 cm, entre quinentos a setecentos...
Abraham Palatnik, famed painter and designer, a pioneer of Technological Art, Modern Lucite Giraffe Sculpture... circa 1980's (The Artemis Collection). Made in Brazil.
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Albery Seixas da Cunha, pintor, desenhista, gravador e escultor, nasceu no dia 4/10/1944, na cidade de Belém, Pará (PA).
Seus primeiros óleos foram feitos em 1959, no Rio de Janeiro, onde morou até 1970 – ano em que ele se transferiu para Paris, onde é até hoje um dos poucos artistas brasileiros realmente reconhecidos.
Albery figura entre os mais importantes artistas da arte contemporânea brasileira. O artista sabe como poucos mesclar na dose certa a flora e a fauna brasileira colocando-as com perfeição nas formas e cores que cria.
Muitas vezes registra em suas telas imagens que parecem sair de um sonho, como se quisesse desvendar seus mistérios.
No Rio de Janeiro, Albery despontou para a fama quando ganhou o primeiro prêmio, em uma galeria de arte, pintando o tema “Carolina”, para a música de Chico Buarque.
De acordo com a crítica, ele criou uma figura coerente com a música, ao mesmo tempo comunicativa, popular, simples e sofisticada. Ficou expresso nesse quadro que Albery estava atento à linguagem para a comunicação de massa utilizada na época.
Albery morreu no dia 07/04/2003, na cidade que o acolheu, Rio de Janeiro, logo depois que eu recebi a encomenda, um mês...
“A GIRAFA DE ALBERY”, talvez, tenha sido a última obra do artista plástico...
Obra encomendada, março de 2003. Tamanho: 60x40cm. Técnica:
bico de pena sobre papel canson.
Ateliêr (http://www.albery.com.br/): Estrada da Gávea, 728 – São Conrado – Rio
de Janeiro (RJ)
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Outras obras do artista plástico
“Pintar é antes de tudo para mim um ato vital. Foi desde minha infância, a principal maneira de me expressar. Meu ideal de criança, era tornar-me no futuro um verdadeiro pintor e viver de minha arte. Sempre tive tendência inata para o surrealismo, e um gosto pelo mórbido que foi se diluindo com o tempo. Acho extremamente importante a qualidade técnica de minha obra e a temática sempre criada, baseando-me na natureza, no animal e na mulher. Dedico esta exposição a todos os mestres com os quais tive contato, em especial Salvador Dalí.”
ALBERY (Texto do fôlder “25 Anos de Arte”, exposição individual do artista em 11/1992, na Bolsa do Rio)
Aquarela sobre tela (1968), Técnica mista (1997), Óleo sobre madeira (1995) e Óleo sobre tela (1998), respectivamente.
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Aquarela sobre tela (1997), Óleo sobre tela (1999, Aventura – Miami) e Óleo sobre tela (1998).
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Última atualização: 30/07/2008. |