PORTO ALEGRE

CAPITAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL


Veja Bandeira do Estado do Rio Grande do Sul!

Sérgio Sakall (07/2002 e 07/2003)

É herança dos índios guaranis o costume de tomar o chá amargo elaborado com a erva-mate, que já foi importante para a economia das regiões missionárias do Rio Grande do Sul. Hoje, mais que uma bebida, é um hábito do gaúcho.

É comum ver pelas ruas pessoas carregando cuia (recipiente feito do fruto do porongo), bomba (canudo de metal) e garrafa térmica com água quente para preparar o chimarrão, chamado simplesmente de mate pelos porto-alegrenses.

O chá é tomado sem açúcar e a erva utilizada no preparo é classificada de acordo com o seu amargor. Nas bancas do Mercado Público ficam expostos diversos tipos de erva e utensílios.

Uma explicação didática de como se prepara um bom mate pode ser obtida com o Sr. Fritz. Ele oferece 5 a 12 tipos da bebida para degustação no Restaurante Galpão Crioulo – Av. Loureiro da Silva (Parque da Harmonia).

Aeroporto Internacional Salgado Filho (com informações turísticas)
Av. dos Estados, 747 (Anchieta, saída para Canoas, 6 km) – Telefone: (51) 3358-2341

Roteiros Históricos – 2 roteiros feitos a pé por construções históricas das praças da Alfândega (sábado e feriado) e da Matriz (domingo e feriado); 2h de duração, c/ guia – saídas às 15h dos postos de informações turísticas do Mercado Público e da rua do Praia Shopping. Informações: Rua dos Andradas, 1001, 2º andar. Telefone: 0800-51-7686/3311-5289.

Praça Marechal Deodoro – Centro

Catedral Metropolitana – A construção é de 1929. Suas torres lembram as igrejas das missões jesuíticas no Estado. A cúpula de mármore branco (74 metros de altura) é uma das maiores do mundo. Sobre o pórtico, três painéis de mosaico feitos nas oficinas do Vaticano.

Theatro São Pedro – Marco cultural da cidade desde 1858 é de estilo barroco português (neoclássico?), tem decoração de veludo com detalhes em ouro. Destaque para um lustre de 600 kg com 90 lâmpadas e 35 mil peças de cristais, restaurante e bar. Polariza a vida cultural, artística e social da cidade, desde a época em que Porto Alegre era província e passagem obrigatória de quem seguia para Buenos Aires de trem ou vapor.

Palácio Piratini – De projeto neoclássico, estilo Luís XV, do arquiteto francês Maurice Cras. Sede do governo estadual. Na ala residencial tem móveis barrocos comprados em Paris, na inauguração da Torre Eiffel, em 1889. As pedras, o calcário e parte do cimento também vieram da França. Tem murais com 18 painéis do genovês Aldo Locatelli – um deles conta a lenda do Negrinho do Pastoreio. Guarda carros oficiais antigos. Visita guiada, cancelada em datas de solenidades.

Praça da Alfândega – Centro

Museu Memorial do Rio Grande do Sul – Instalado no antigo prédio dos Correios e Telégrafos (1910/1914). Textos, ilustrações, mapas, jogos eletrônicos, registros sonoros e vídeos contam a história política, social e cultural do Estado. No 2º piso está a Coleção Pedro Corrêa do Lago, o maior acervo privado de manuscritos sobre a sociedade brasileira.

Museu de Arte do Rio Grande do Sul Aldo Malagoli – Restaurado em 1998, tem estilo eclético com influências germânicas, num prédio neo-renascentista alemão do arquiteto Adolf Gundlasch. Tem exposições temporárias e acervo de artistas gaúchos. Veja “O Menino e o Papagaio”, de Portinari; “Composição”, de Di Cavalcanti; e obras de Iberê Camargo, como “Figura e Intenção”, “Paisagem” e “Carretéis em Fundo Azul”, entre outras.

Rua dos Andradas – Centro

Rua da Praia (dos Andradas) – São 12 quarteirões no centro. Daqui se vê a praça da Alfândega e suas estátuas de bronze, o antigo prédio dos Correios e Telégrafos, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul, os belíssimos vitrais do Banco Meridional, a esquina Democrática (palco de manifestações políticas e culturais), o shopping Rua da Praia.

Casa de Cultura Mário Quintana – Prédio do antigo Hotel Majestic, onde morou o poeta; centro cultural com bibliotecas, salas de exposição, teatro, cinema e café com vista para o Rio Guaíba.

Rua Duque de Caxias – Centro

Solar dos Câmara – Centro cultural

Museu Júlio de Castilhos – Ex-governador do Rio Grande, Júlio de Castilhos foi o principal líder dos republicanos e simpatizante do positivismo... O casarão do século XIX, da família Castilhos exibe parte da coleção de quase 10 mil objetos como, armas, roupas, utensílios e documentos que auxiliam a entender a intrincada história gaúcha. Acervos da culturqa indígena, das Missões, da Revolução Farroupilha, da Guerra do Paraguai, das correntes migratórias e dos primeiros anos da República Rio-Grandense. No pátio, canhões da Revolução Farroupilha.

Outros:

Museu do Banco Meridional (Rua 7 de Setembro, 1028) – Em prédio neoclássico de 1927, cédulas brasileiras de 1771 até hoje. Trata-se, na real, de um monumento à inflação e à incompetência...

Mercado Público (Praça 15 de Novembro – Centro) – De estilo neoclássico (1869); reformado em 1912 e restaurado em 1997. Lojas c/ artigos típicos e especiarias, restaurantes e lanchonetes.

Usina do Gasômetro (Av. Pres. João Goulart, 551) – Centro cultural à margem do Rio Guaíba. Uma bela chaminé de 107 metros por onde deverá subir um elevador até o mirante. Em 1928 era usina termoelétrica. Hoje, é um dos pontos culturais mais importantes da cidade, com quatro andares onde se realizam espetáculos, feiras e shows. Tem bar e enoteca.

Brique da Redenção (Av. José Bonifácio – Parque Farroupilha; domingo das 10h/16h) – feira com objetos antigos, artesanato e artes plásticas.

Museu de Ciência e Tecnologia da PUC (Av. Ipiranga, 6681 – Campus da PUC-RS) – Espaço interativo onde o visitante conhece os fundamentos da ciência e diversas invenções por meio de 600 experimentos e objetos expostos numa área de 12.500 m².

Museu Joaquim José Felizardo (Rua João Alfredo, 582 – Cid. Baixa) – Objetos e fotos antigas da cidade.

Museu de Ciências Naturais – Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul

Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Evento: Semana Farroupilha: 13 a 20 setembro. Shows de música e danças, comidas típicas; desfile tradicionalista.

Não deixe de experimentar o churrasco e o chimarrão, símbolos da cultura gaúcha, e de conhecer o cartão-postal de Porto Alegre: o pôr-do-sol no Rio Guaíba.

Realize um passeio de barco pelo Rio Guaíba e Delta do Jacuí (com uma hora de duração), através dos barcos: “Cisne Branco” (saídas da Avenida Mauá, 1050; em frente à Secretaria da Fazenda) e “Noiva do Caí” (saídas da Usina do Gasômetro), por exemplo.

Açorianos, alemães, índios e negros compõem seu povo, sobretudo os italianos, como mostra o selo comemorativo abaixo (lado esquerdo da tela), emitido em 1950, marcando a imigração italiana ao Estado em 1875. Do lado direito, selo emitido em 1940 (RHM: C-156): “Bicentenário da Colonização de Porto Alegre”...

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Pode-se dividir o Rio Grande do Sul em quatro regiões:

  1. Pampa
  2. Missões
  3. Serra Gaúcha
  4. Litoral

PAMPA GAÚCHO

Onde predomina o gado e as grandes pastagens. Bagé, no pampa gaúcho tem uma grande quantidade de pássaros e emas. Santana do Livramento: tentar compreender um pouco da relação do Brasileiro que vive na fronteira, sua forma de viver.

MISSÕES

O reino da soja, no oeste gaúcho. Cidades como São Luís Gonzaga, Santo Ângelo, Ijuí, Carazinho e Passo Fundo. Além da cultura da soja, fomos conhecer São Miguel das Missões, onde as ruínas nos mostraram o quanto pujante foi a união entre jesuítas e índio na região...

SERRAS GAÚCHAS

A região da Serra Gaúcha é coalhada com pequenas propriedades rurais, de colonização européia, também possui forte cultura urbana industrial.

Exitem várias cidades turísticas, entre elas São Francisco de Paula e Cambará do Sul. Em Nova Bassano, por exemplo, famílias de descendentes de italianos fazem a polenta...

Além da forte influência econômica de Caxias do Sul sobre a região, comprovamos as belezas naturais em Gramado e Canela, um dos pólos turísticos mais fortes do país, além de documentarmos as belezas do Canyon do Itaimbezinho, no Parque Nacional de Aparados da Serra.

Cambará do Sul é a única cidade da América Latina que têm 2 parques: o Parque Nacional de Aparados da Serra (com o Cânion Itaimbezinho) e o Parque Nacional da Serra Geral (com os cânions Fortaleza, Malacara, Churriado e Faxinalzinho)...

De silhueta inconfundível, porte majestoso (pode atingir 50 metros de altura), os pinheiros-do-paraná (Araucaria angustifolia) que aparecem ao fundo na fotografia, tirada em 12/2002 no Parque Nacional de Aparados da Serra, na Serra Gaúcha (localizado na divisa entre dois Estados, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), ressaltam na região Sul a predominância do Ecossistema de Mata de Araucárias. (fundo série)

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GRAMADO

Com o Lago Negro, onde pode-se andar de pedalinho. O lago pertence a uma bucólica área da cidade que foi reflorestada em 1942, após ter passado por um incêndio. Repleto de trilhas, abriga diversas mudas de árvores vindas diretamente da floresta Negra, na Alemanha – o que confere como slogan da cidade, que se propõe a ser É naturalmente européia.

Outro parque nas serras gaúchas é o Knorr, em Gramado. Projetado nos anos 40 por Oscar Knorr, então proprietário do local, o parque possui bosques repletos de hortênsias distribuídos em seus 72 mil metros quadrados.

O minimundo, uma das atrações mais famosas das duas cidades, também acentua o caráter europeu do lugar. Construído em Gramado em 1981, possui uma cidade em miniatura, com réplicas de marcos alemães como o castelo de Neuschvvanstein, a catedral de Sttugart e a muralha de Dinkeledishe.

Canela

A oito quilômetros dali, o canelense Mundo a Vapor também é singular: possui miniaturas de máquinas que promoveram a Revolução Industrial. Ainda em Canela, uma das visões mais bonitas é o parque do Caracol, situado a sete quilômetros da cidade.

Além das trilhas, que devem ser percorridas a pé sob a sombra de imensos pinheiros brasileiros (árvore característica da região), o parque possui uma admirável cachoeira de 131 metros: a Cascata do Caracol. Também uma das principais atrações da região, o Parque Floresta Encantada do Caracol possui um teleférico com extensão de 405 metros, que dá uma impressionante vista da cascata e do vale da Lageana.

A “Éguerra” entre as cidades não se restringe ao inverno: continua no segundo semestre, com as irmãs disputando quem é a mais “Éculta”. Gramado tem em agosto seu festival de cinema latino e brasileiro. Mas Canela responde em outubro com o Festival de Teatro que atrai um público diferente para a cidade. Outros pontos de combate são o Natal e a Páscoa.

Em dezembro, Gramado ataca com “Natal Luz”, quando a cidade fica enfeitada com milhões de lâmpadas, e Canela responde com o “Sonho de Natal”, iluminada da mesma maneira.

Na Páscoa, a luta é doce. Em 97, por exemplo, Gramado contou com um ovo de chocolate com mais de três metros de altura e pesando 1.257 quilos. A resposta de Canela, em 98, foi com outro ovo com três metros e meio de altura e pesando 1.599 quilos. Para a Páscoa de 99, Gramado sediou o CHOCOART, e Canela, o CHOCOFEST – Festival Nacional do Chocolate, Doces e Balas. A batalha continua...

LITORAL

Veranópolis – Torres (12/2002 e 01/2003)

Rio Grande – A 318 quilômetros de Porto Alegre, pela BR-116, é a primeira cidade gaúcha fundada pelos portugueses. Preserva a influência da colonização na culinária, nos costumes, no casario colonial e no belo prédio neoclássico da Alfândega, dos tempos de D. Pedro II. Possui o mais completo museu oceanográfico da América Latina (rua Heitor Perdigão, 10), com 120 mil moluscos. A praia do Cassino, de mar aberto, ondas fortes, areia branca, dunas e faróis é tida como a maior do mundo, considerando o trecho de 245 quilômetros entre Santa Vitória do Palmar e o balneário, em Rio Grande. A maior parte é deserta e, no inverno, focas e leões-marinhos passeiam pela praia.

Santa Vitória do Palmar

A Eco-Palmar – Sociedade de Defesa do Meio Ambiente, entidade ambientalista do município mais ao sul do Brasil: Santa Vitória do Palmar, está lutando para evitar a aplicação desordenada de agrotóxicos nas lavouras de arroz da região, atuando contra a pesca predatória e pelo tratamento do esgoto da Vila do Chuí, lançado diretamente no arroio. Eco-Palmar: Caixa Postal 189. CEP: 96230-000 – Santa Vitória do Palmar, RS.

Localizado no extremo sul do Estado do Rio Grande do Sul, o município de Santa Vitória do Palmar faz fronteira com o Uruguai – país vizinho ao nosso. A cidade abriga o Farol da Barra do Chuí, a última luz brasileira que se pode ver do mar, ou a primeira, vai saber…

Do alto do farol (uns 30 metros de altura) tem-se uma vista linda da praia e do Chuí desembocando no mar. De lá vê-se também a obra dos molhes que fixam o leito do Arroio, de onde com sorte, pode-se observar um belíssimo nascer do sol. É o mais moderno farol do Rio Grande do Sul e o único aberto à visitação pública (as quarta-feiras, entre às 15 e 17 horas). O senhor Babi é o último faroleiro civil do Estado.

Santa Vitória fica, aproximadamente, a 500 quilômetros ao sul de Porto Alegre, pela BR-471. A viagem de carro ou ônibus, apesar de longa, vale a pena. Principalmente porque atravessa a Reserva Ecológica do Taim, onde é possível avistar, da estrada, milhares e milhares de aves, além de outros bichos, como as capivaras.

Outros lugares de interesse: entre as opções turísticas destacam-se os roteiros que levam à Estação Ecológica do Taim (em Rio Grande), à lagoa Mangueira, aos faróis situados na costa e ao vizinho balneário do Hermenegildo.

Maiores informações sobre os roteiros podem ser obtidas junto ao Comitê de Turismo de Santa Vitória do Palmar. No carnaval as atividades festeiras se estendem a Santa Vitória do Palmar onde as noites são agitadas por bailes nos clubes da cidade.

Veja a página: “Do Oiapoque ao Chuí”!

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Última atualização: 19/04/2008.
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