Em uma das versões da história, há quem diga que a nossa Capital nasceu da profecia de um santo e do sonho de um visionário chamado Dom Bosco... Em 1883, este mesmo homem teria sonhado que entre os paralelos 15 e 20, no centro do país, nasceria uma nova civilização...
Mas, em outra versão conta-se que tudo começou antes de tal sonho, com uma carta enviada à Corte de Lisboa em 1821, por José Bonifácio de Andrada e Silva, na qual o autor preconiza: “Criar uma cidade central no interior do Brasil, para assento da Regência que poderá ser em 15° de latitude, em sítio sadio, ameno, fértil, e junto a algum rio navegável...”
Em 1822, os deputados brasileiros apoiam José Bonifácio na idéia de interiorização da Capital e, um ano depois, ele teve a prioridade de sugerir o nome Brasília que pela primeira vez ocorrera no ano anterior, em escrito anônimo...
Desde esta época e mais de um século depois, muitas Constituições acolheram a idéia de transferência da Capital da República para o Planalto Central que outras tantas cartas advogavam. Porém, foi só em 1946 que a Constituição Federal consagra em definitivo a decisão – que aguardaria o seu executor...
Anos mais tarde, em uma campanha eleitoral pela Presidência da República, “JK” mantém em cada localidade do nosso país um vivo diálogo com o povo, afim de ouvir-lhes suas aspirações e anseios...
E no dia 4/4/1955, em Jataí, uma pequena cidade de Goiás, Juscelino foi inquirido por um popular se seria seu propósito construir a nova Capital no interior do país: “Cumprirei em toda a sua profundidade a Constituição e as leis. A Constituição consagra a transferência. É necessário que alguém ouse iniciar o empreendimento – e eu o farei”, responde o candidato.
Já presidente, em 1956, Juscelino cria a Companhia Urbanizadora da Nova Capital – NOVACAP, “Com finalidade precípua de promover o planejamento e execução do serviço de localização, urbanização e construção da futura metrópole nacional”.
No mesmo ano, em setembro, foi declarado pelo júri e publicado em um edital o nome do vencedor do concurso nacional do plano piloto: o projeto do arquiteto Lúcio Costa, que nasceu “do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse – dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz”.
O cartão telefônico (abaixo) mostra JK e Lúcio Costa consultando o projeto do Plano Piloto no local onde começava a nascer Brasília...
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Um pouco mais tarde, exatamente em 03/05/1957, aos pés de uma cruz de madeira situada no ponto mais alto do Plano Piloto, conhecido atualmente por Cruzeiro de Brasília, foi rezada a primeira missa.
“No dia de aniversário da primeira missa nas terras de Santa Cruz, muito nos agrada que tão fausta data seja recordada com a celebração da primeira missa em Brasília. Pedindo a Deus que continue a derramar sobre a generosa nação brasileira os seus celestes favores, para que progrida e prospere à luz do Evangelho e dos ensinamentos da igreja, concedemos de coração a Vossa Excelência, às autoridades presentes, à sugestiva cerimônia e a todo querido povo brasileiro a nossa especial benção apostólica” – Papa Pio XII.
O que ouvia-se contar naqueles tempos, nos quatro cantos do nosso país, era que uma estrela nova iria acrescentar-se às outras vinte e uma da Bandeira da Pátria... foi assim que os trabalhadores, pessoas de grande fé em Deus e no Brasil, ouviram a mensagem de Brasília e alguns vieram de Minas Gerais outros dos estados limítrofes, a maioria do Nordeste, enfim, caminharam de qualquer maneira até Brasília para serem os “candangos” – a expressão da força propulsora do Brasil.
Em setembro do mesmo ano o presidente fixa o dia 21/04/1960 para a mudança da Capital... e assim, durante 3 anos, Juscelino conduziu os trabalhos com muito entusiasmo e lutou decididamente contra qualquer oposição...
E como o prometido Juscelino Kubitschek diz a Nação:
“Neste dia – 21 de abril – consagrado ao alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ao centésimo trigésimo oitavo ano da independência e septuagésimo primeiro da república, declaro, sob a proteção de Deus, inaugurada a cidade de Brasília, capital dos Estados Unidos do Brasil.”
Juscelino Kubitschek de Oliveira e sua esposa na inauguração de Brasília.
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Foi assim que Juscelino acompanhou com espírito alerta cada passo à frente dos atos de sua construção... Foi assim que Juscelino presidiu com ânimo, audácia, energia e confiança a Meta das Metas... Foi assim que Juscelino cristalizou uma aspiração tão antiga do povo brasileiro...
Se Brasília surgiu mesmo do sonho de um visionário ou se surgiu da idealização de deputados não vem ao caso, pois o que mais importa neste momento é que o projeto de Lúcio Costa – o Plano Piloto, está desenhado em forma de pássaro no chão do cerrado e as linhas arredondadas e suaves de Oscar Niemeyer sustentam edifícios moderníssimos...
O cartão telefônico mostra os primeiros traços criados por Niemeyer para compor os principais edifícios de Brasília O selo (do lado direito da tela) emitido em 2002, marca o Centenário do Nascimento de Lúcio Costa e mostra o Plano Piloto no centro superior do selo.
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O médico Juscelino Kubitschek de Oliveira (que foi escoteiro) nasceu na cidade de Diamantina (MG), em 12/09/1902, e faleceu em Resende (RJ), em 22/08/1976. Com eleição direta pelo PDS, JK foi empossado em 31/01/1956, em sessão solene do Congresso Nacional.
Período de Governo: 31/01/1956 a 31/01/1961 (5 anos). Afastamentos: entre 19 a 27/07/1956 (período em que visitou o Panamá) e de 05 a 11/08/1960 quando viajou com o Vice-Presidente (João Goulart) à Argentina, Uruguai e Chile, período em que assumiu o Presidente da Câmara dos Deputados.
Do lado esquerdo, emitido em 12/10/1956, Selo “Reunião de Presidentes dos Países Americanos no Panamá” (RHM: C-384). Ao centro: Medalha comemorativa. Lado direito, emitido em 21/08/1986, Selo “Homenagem ao Presidente Juscelino Kubitschek” (RHM: C-1518).
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Bloco emitido em 12/09/1960: Aniversário do Construtor de Brasília, Dr. Juscelino Kubitschek (J.K.) – presidente do Brasil entre 31/01/1956 a 31/01/1961. RHM: B-14. Valor facial: 27,00. O centro mostra o Plano Piloto e a margem do bloco 4 aspectos da arquitetura da cidade de Brasília que foi inaugurada em 21/04/1960: Catedral, Congresso Nacional, Palácio do Planalto e..., todas no Eixo Monumental – avenida larga que desemboca na Praça dos Três Poderes.
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Abaixo, selo Centenário do Nascimento de JK, emitido em 2002 Selo de 2002 (RHM: C-?); os 3 Máximos Postais, com CBC Brasília, deste selo mostram: Rua de Diamantina, JK com sua mãe e Maquete de Brasília...
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Vários jardins de Brasília foram feitos pelo paisagista Burle Marx... Entre eles (tupi-guarani):
Palácio do Itamaraty – Sede do Ministério das Relações Exteriores. Jardins de Burle Marx com plantas da Amazônia e com a escultura de mármore-carrara “O Meteoro”, de Bruno Giorgi. Do lado esquerdo da tela, um dos selos de uma série de 3 (RHM: C-669/C-671) emitida em 21/04/1970, alusiva ao “10º Aniversário de Brasília”, que mostra o Palácio do Itamaraty (20 cts); os outros dois selos mostram Palácio da Alvorada (50 cts) e Três Poderes (1 Cr$). Do lado direito da tela, selo “Dia do Diplomata”, emitido em 20/04/1976 (RHM: C-930), com valor facial de Cr$1,00 ele mostra o Palácio do Itamaraty.
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Palácio do Jaburu – É a residência oficial do vice-presidente da República. Projeto de Niemeyer e jardins de Burle Marx. Existem emas nos jardins. Itamar Franco morou aqui.
Parque da Cidade – São 420 hectares, com urbanismo de Lúcio Costa, arquitetura de Niemeyer e paisagismo de Burle Marx. Curiosidade: Eduardo e Mônica, personagens da música do grupo Legião Urbana, andavam por aqui...
Abaixo, bloco emitido em 04/08/1995 (RHM: B-100): Preservação da Flora – Homenagem ao Paisagista Roberto Burle Marx. O bloco de 3 selos com valor facial de R$ 1,50 cada, mostra flores...
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PONTOS TURÍSTICOS E DE INTERESSE
Praça dos Três Poderes, uma grande galeria a céu aberto, onde se encontra uma gigantesca Bandeira do Brasil, flamulando no Mastro da Bandeira. “Os Guerreiros” de Bruno Giorgi, obra mais conhecida como “Os Candangos”...
Abaixo, bloco emitido em 05/10/1988 (RHM: B-77): Promulgação da Constituição de 1988, que mostra o Congresso Nacional – poder legislativo, onde se realizam as sessões, “é a casa do povo” – o Plenário da Câmara (concha voltada para cima) e o Senado (concha voltada para baixo).
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Fragmento do reverso de uma antiga cédula brasilera (100 mil cruzeiros; P-205) que ilustra 3 pontos de interesse na cidade de Brasília: o Catetinho (lado esquerdo), o Congresso Nacional (centro) e o Palácio do Planalto – local onde o presidente despacha e também da famosa rampa do poder (lado direito).
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Palácio da Justiça – Sede do Ministério da Justiça. O cartão telefônico (abaixo, lado esquerdo da tela) mostra a escultura “A Justiça”, do mineiro Alfredo Ceschiati, em frente ao Supremo Tribunal Federal, também chamado de Superior Tribunal de Justiça – local do poder judiciário.
Palácio da Alvorada – Residência oficial do presidente da República. JK morou aqui, também José Sarney alguns meses e Fernando Henrique Cardoso. Localizado às margens do lago Paranoá, o Palácio da Alvorada, obra-prima de Niemeyer se tornou símbolo do movimento moderno da arquitetura brasileira. É uma construção revestida de mármore e fachada de vidro, sustentada de colunas brancas que se abrem em semicírculos, outro símbolo da genialidade de Niemeyer.
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Palácio do Buriti – Sede do Governo do Distrito Federal, projetado por Mauro Jorge Esteves, que tem em frente um buriti ou muriti, espécie de palmeira-do-cerrado...
Torre de TV ou Torre de Televisão – Ponto de referência da cidade, tem um mirante. É o centro de retransmissão das emissoras de rádio e TV. Projeto de Lúcio Costa com 218 metros de altura.
Lago Paranoá – Possui 40 quilômetros quadrados de área e 80 quilômetros de perímetro. Foi formado pelo represamento do rio Paranoá e dos riachos Gama, Torto, Bananal, Fundo e Vicente Pires. Tem o objetivo de aumentar a umidade do ar e amenizar o clima seco da região, além de ser uma área destinada ao lazer.
Parque Nacional de Brasília (Águia Mineral) – São 30 mil hectares, contém amostras significativas da fauna e da flora do cerrado.
Praça Duque de Caxias – Local onde se realizam os desfiles militares.
RELIGIÃO
– Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida – projeto de Oscar Niemeyer. Ao lado de sua entrada há um campanário com sinos doados pelo governo espanhol. Já no interior da Catedral existem vitrais coloridos por Mariane Perrett, painéis de Di Cavalcanti que representam a Via Sacra e 3 estátuas (anjos) de alumínio fundido que “flutuam”.
– Ermida de Dom Bosco – Minúscula capela, em forma de pirâmide, construída sobre o paralelo 15 (local onde D. Bosco previu que surgiria uma nova civilização). Nesta capela encontra-se uma imagem do santo padroeiro da Capital, esculpida em mármore de Carrara pelos irmãos Arreghini di Pietra Santa.
– Capela Nossa Senhora de Fátima – ou “Igrejinha” – Foi o primeiro templo construído em Brasília. Com painel de azulejos de Athos Bulcão (19/11/1998 – RHM: C-2178).
– Catedral Militar Rainha da Paz
– Templo da Boa Vontade – Com forma de pirâmide, tem 7 faces e ostenta no ápice um cristal de 40 centímetros de altura, 18 de diâmetro, pesando 21 quilos. É o maior cristal puro encontrado na região.
– Vale do Amanhecer: Comunidade mística fundada pela vidente Tia Neiva. Maior exemplo de sincretismo religioso no país, lá se realizam, todos os dias, cerca de cem rituais dos mais variados cultos.
– Santuário Dom Bosco (www.santuariodombosco.com.br) – projeto de Carlos Alberto Naves. Nas portas de bronze existem quadros esculpidos sobre as visões proféticas de Dom Bosco. Jardins de Burle Marx. Os vitrais com 12 tonalidades da cor azul, mudam de nuance de acordo com a posição do sol, é do belga Humberto Vandró.
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Série emitida em 22/09/1990: Monumentos de Brasília. Série de 4 valores, mais 4 máximos postais e um Bloco: Esculturas de Alfredo Ceschiatti e Bruno Giorgi, Comemorativo à XIII LUBRAPEX 1990 – Exposição Filatélica Luso-Brasileira, ocorrida em Brasília. RHM: C-1698/C-1701 e bloco B-87.
Os dois selos superiores mostram obras de Bruno Giorgi: “As Banhistas” e “Os Candangos”. Os dois inferiores mostram obras de Alfredo Ceschiatti: “O Evangelista São João” e “A Justiça”.
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Os postais abaixo mostram: “As Banhistas” (lado esquerdo) e uma das 4 estátuas de bronze que compõe a obra “Os Evangelistas”, a qual está na entrada da Catedral Metropolitana (lado direito).
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Os outros postais mostram: “A Justiça” em frente ao Palácio da Justiça (lado esquerdo) e “Os Candangos” na Praça dos Três Poderes (lado direito).
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Curiosidade sobre Capitais Planejadas – Além de Brasília, outras cidades foram concebidas e construídas especificamente para serem capitais de seus respectivos países. Entre elas, estão Washington (Estados Unidos), Canberra (Austrália) e Islamabad (Paquistão). Ao contrário de Brasília, as três cidades foram construídas próximas a grandes cidades pré-existentes. A capital brasileira foi fundada em 1960, na Região Centro-Oeste.
OUTROS (Museus de Brasília)
Biblioteca Nacional
Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Fazenda Velha
Memorial dos Povos Indígenas
Museu da República
Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
Ponte JK
Teatro Nacional Cláudio Santoro
Zoológico de Brasília
Sobrevoar a capital de ultraleve para ver o Plano Piloto desenhado no solo como um pássaro.
Restaurantes: La Vecchia Cucina, Francisco (o preferido de FHC) e o Piantella.
Última atualização: 11/06/2008. |