CAPITAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
É espaço que não acaba mais: atualmente a cidade espalha-se por 1.509 km², divididos em 31 subprefeituras e 96 distritos municipais – cada um, por sua vez, repartido em vários bairros... Cortado pelo trópico de Capricórnio, na Região Sudeste, São Paulo é o estado com a maior produção econômica, a maior população e o maior parque industrial do país. A capital, São Paulo, é uma das cidades mais importantes da América Latina, com intensa vida cultural e artística.
Na avenida Paulista, um dos símbolos da cidade, que no passado abrigou os casarões dos barões do café, está o maior centro financeiro do país. Grande parte da indústria paulista concentra-se na região metropolitana de São Paulo. No interior, cidades como Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto e Araçatuba destacam-se na agropecuária e na agroindústria...
Essa riqueza e a grande população fazem com que o estado tenha um amplo movimento turístico interno. As atrações vão de Campos do Jordão, estância de inverno na Serra da Mantiqueira, às praias do litoral norte, com parte da Mata Atlântica preservada.
No litoral sul está a Estação Ecológica Juréia-Itatins, entre Peruíbe e Iguape, que conserva ecossistemas como restingas, manguezais e fauna e flora diversificadas. No Vale do Ribeira, no extremo sul do estado, além da ilha do Cardoso, importante ecossistema preservado e a Fazenda Intervales, está o Parque Estadual do Alto Ribeira (Petar), com a maior formação de cavernas do território.
Abaixo, bloco emitido em 30/09/1995 (RHM: B-101) alusiva a XV Exposição Filatélica Luso-Brasileira (LUBRAPEX), que mostra o rio Tietê. O padre Manoel da Nóbrega (um dos fundadores de São Paulo) já afirmava que o rio Tietê ou Anhembi era rico em peixes...
![]() |
(44k) |
Fatos Históricos
Trinta e dois anos após Pedro Álvares Cabral desembarcar em terras brasileiras, o colonizador Martim Afonso de Souza estabelece ao sul do Brasil, a Capitânia de São Vicente. Com a fundação de São Vicente em 1532, a primeira e pequena vila brasileira no litoral, inicia-se a exploração do interior, atingindo, através da Serra de Paranapiacaba, o Planalto de Piratininga.
Em 1550, Padre Anchieta procurava um local para fundar um colégio jesuíta. Hoje, o que resta dele é o Pátio do Colégio, entre edifícios e viadutos de São Paulo. Em 25 de janeiro de 1554 é celebrada a primeira missa no colégio construído pelos jesuítas, na colina entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú e que recebe o nome de São Paulo de Piratininga, em homenagem ao santo cuja data de conversão ao catolicismo comemora-se neste dia.
Nota: Em tupi-guarani Piratininga, de pira (peixe), -tinga (branco)... Anhangabaú, de anhan (diabo), gua (de vale), bau (oco, vazio), ú (água no idioma guarani)... Tamanduateí, de tamanduá e -í ou y (água, rio)...
Neste ano já são conhecidas as primeiras ocorrências de ouro no Brasil, na região do Jaraguá e em Santana do Parnaíba, incentivando o avanço da ocupação além da colina de São Paulo, que passa a ser o principal apoio para a exploração do interior. Em 1560, com uma população de cerca de 80 habitantes, é elevada a categoria de vila, sendo instalada a Câmara Municipal e a Alcaidaria...
Mais tarde, a produção e a exportação de açúcar não têm grande desenvolvimento, por isso crescem outros cultivos, como o de mandioca e o de milho, além da criação de gado – atividades apoiadas basicamente no trabalho escravo indígena. No século XVII, os bandeirantes iam atrás de escravos, ouro e pedras preciosas. São Paulo era seu quartel-general. Trilhas em direção ao interior foram abertas. São Paulo se tornava um centro de escoamento e comércio.
Nas primeiras décadas do século XVII, os paulistas avançam pelo sertão em busca do trabalho indígena e de minas de ouro. Começam a organizar as bandeiras. Na última década desse século, os bandeirantes paulistas descobrem ouro na região de Minas Gerais. Após os choques com os emboabas (Guerra dos Emboabas) vão para o Centro-Oeste, encontrando minas de ouro em Goiás e em Mato Grosso nas décadas de 1720 e 1730.
Essa intensa atividade dos bandeirantes contribui para a expansão territorial da colônia, mas daí por diante a capitania de São Paulo atravessa um longo período de estagnação e declínio. A independência ocorreu em terras paulistas, no século XIX (Ipiranga), quando foi juntada a escola de Direito e começaram a chegar intelectuais.
A lavoura do café se expandiu e criou fortunas. Os ingleses instalaram a primeira ferrovia e a cidade atraiu europeus, principalmente portugueses e italianos. A província só volta ao primeiro plano da vida nacional com a rápida expansão cafeeira, a partir da segunda metade do século XIX. Depois de ocupar o Vale do Paraíba, vindo do Rio de Janeiro, o café espalha-se por todo o interior paulista. A mão-de-obra escrava é substituída por milhares de imigrantes - portugueses, italianos, espanhóis, eslavos e japoneses.
No século XX, torna-se a maior força cultural e política do país. Chegam mais imigrantes vindos do Japão e outros países orientais. O estado industrializa-se. São Paulo é uma potência. Exportado para a Europa e para os Estados Unidos pelo Porto de Santos, o café impulsiona, ainda, a construção de modernas ferrovias.
A riqueza proveniente dos cafezais e de uma incipiente indústria sustenta a liderança paulista sobre o movimento republicano (Proclamação da República) e sobre a própria república, no seu primeiro período (República Velha)...
O Sargento Francisco Palheta foi quem trouxe, da Guiana para o Brasil, em 1727, as primeiras mudas de café. Plantadas inicialmente no Pará, onde não vingaram, foram então em direção ao sul atingindo a Bahia e o Rio de Janeiro por volta de 1800 e, logo depois, São Paulo e Minas Gerais. Com a Proclamação da República em 1889, a política brasileira foi monopolizada pelos “barões do café” e até 1930 todos os presidentes civis eram ligados à produção cafeeira. São conhecidas várias espécies de café (umas 80) mas apenas 3 têm importância econômica.
Abaixo (lado direito), bloco emitido em 15/04/2003: Fazendas Históricas de Café (RHM: B-130). Edital nº 3, com lançamento em Santos (SP). Em primeiro plano, a imagem do selo retrata a sede da Fazenda Pau-D'Alho, datada da primeira metade do século XIX. Acima, o céu evoca um vulto do passado e retrata a opulência dos tempos áureos. Na parte inferior, a sede da Fazenda Ponte Alta e suas palmeiras imperiais retratam as riquezas dominadas pelos barões do café. Abaixo, uma muda é plantada no solo e, ao lado, os lavradores colhem os preciosos frutos de café - base da economia brasileira por muitos anos. Como fundo, algumas etapas da produção do café. A técnica usada foi tinta PVA sobre papel.
![]() |
![]() |
Abaixo, um cartão telefônico que mostra a Estação da Luz, em São Paulo. Construída entre 1897 e 1901, em estilo vitoriano, é uma réplica da estação de Sidney, na Austrália. Um símbolo de uma época: Nenhuma outra estação como a da Luz deixou marcas tão profundas na história de São Paulo. Antes dela, a cidade não passava de uma província. A cidade de taipa foi demolida e substituída pela cidade de tijolos.
O dinheiro do progresso chegou com a saca de café. Surgiram os barões do café e, com sotaque forte, os ingleses, os mesmos ingleses que tinham nas mãos o poder de planejar e de construir ferrovias. A ferrovia ficou conhecida historicamente como a “inglesa”. O que poucos sabem é que foi idealizada por um brasileiro, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, planejou a Ferrovia Santos-Jundiaí e conseguiu financiamento e sócios ingleses.
Partindo da estação da Luz em São Paulo, viajar de trem é uma opção charmosa. Paranapiacaba tem uma graciosa estação ferroviária, construída pelos ingleses, chega-se em menos de uma hora à cidadezinha, no meio da mata Atlântica. Mapas da região são vendidos no local e ensinam várias trilhas.
Já a Estação Júlio Prestes, de 1930, foi projetada pelo arquiteto Cristiano das Neves, para a Estrada de Ferro Sorocabana.
![]() |
Continuando...
São Paulo marcou a cultura brasileira com o modernismo em 1922. A literatura mudou depois do lançamento de Paulicéia Desvairada e macunaíma, de Mário de Andrade. Com o Manifesto do Pau-Brasil e o Movimento Antropofágico, Oswald de Andrade até hoje estremece as bases mais conservadoras de nossa literatura. Nas artes plásticas, Tarsila do Amaral foi uma revolução nos padrões estéticos brasileiros.
Com o grande desenvolvimento de São Paulo em função do café, a cultura também não fica atrás. Entre 11 e 18/02/1922, o Teatro Municipal de São Paulo abriga a Semana de Arte Moderna, que inaugura uma nova fase na cultura brasileira...
Projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e inspirado na Ópera de Paris, o Teatro Municipal de São Paulo foi inaugurado em 1911 com a missão de abrigar grandes óperas internacionais. É o um dos mais ricos teatros do país. Praça Ramos de Azevedo, s/nº – Centro (Estação Anhangabaú do Metrô). Atualmente, reune seis corpos estáveis o Balé da Cidade, as orquestras Experimental de Repertório e Sinfônica Municipal, dois corais e um quarteto de cordas.
Mas a opção pela defesa intransigente do café diante da quebra da Bolsa de Nova York provoca o rompimento dos acordos entre as oligarquias tradicionais, especialmente a política do “café-com-leite” entre São Paulo e Minas, e acaba por levar à Revolução de 1930...
Em 1929, todo o mundo capitalista é abalado pela quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque. Num mundo completamente dependente da economia americana, nenhum país capitalista passa intacto pela crise. No Brasil, isto significa o fim dos empréstimos internacionais que asseguravam lucro dos cafeicultores e redução das exportações. A grande depressão é o fim da linha para os senhores do café...
Riqueza e pobreza
São Paulo tenta reagir ao centralismo da Era Vargas, na Revolução Constitucionalista de 1932 (Obelisco do Parque do Ibirapuera), mas acaba derrotado. Não deixa de ser, porém, o pólo econômico de maior potencial do país. Torna-se a vanguarda da industrialização e da modernização brasileiras.
Paralelamente à expansão agrícola (café, cana-de-açúcar, soja, milho, feijão, trigo, banana, laranja), o estado tem extraordinário desenvolvimento industrial. Crescem a indústria de transformação (aço, cimento, máquinas e componentes, etc.) e, principalmente, as indústrias de bens de consumo (tecidos, alimentos, remédios, higiene e limpeza) e bens duráveis (automóveis e eletrodomésticos).
Canalizando o grande fluxo de investimentos das multinacionais norte-americanas e européias e as intensas correntes migratórias internas, São Paulo aumenta enormemente sua população, diversifica sua estrutura social e consolida sua força econômica - hoje, responde por mais de 30% do PIB nacional.
A riqueza e a pobreza, no entanto, ainda convivem lado a lado. Em parte porque o crescimento econômico do estado tem sido menor nas três últimas décadas, com os investidores buscando oportunidades mais rentáveis em outras regiões do país.
Em parte porque a infra-estrutura urbana e industrial disponível está esgotada, sendo insuficiente para atender à demanda social de transporte, saúde, moradia e educação... Com isso, São Paulo ostenta hoje, ao lado da riqueza de vastas áreas do interior, o empobrecimento de sua região metropolitana...
![]() |
Pontos de Interesse na Cidade de São Paulo:
Instituto Butantã
Parque da Aclimação – Primeiro Zoo
de Sampa
Parque da Luz
Zoológico de São Paulo
Aeroporto Internacional de Cumbica, Guarulhos – Está situado à 30 quilômetros do centro da cidade.
Aeroporto de Congonhas (Ponte Aérea) – Avenida Washington Luís.
Avenida Higienópolis – Aberta em 1890, concentrava os barões do café.
Avenida Paulista – Aberta em 1892, concentrava os barões do café e os industriais.
Avenida São João com Ipiranga – Ponto alto da cantada e decantada “Sampa”, que nos anos 30 e 60 serviu de palco para a divulgação da sétima arte, atraindo o público paulistano em grande estilo.
Banespa
Câmara dos Vereadores
Casa número 1 – Na cidade dos estilos, o chalé suíço do século XIX ocupa, no sítio histórico da fundação da cidade, lugar de honra, com alicerces plantados sobre as fundações de taipa da primeira casa de São Paulo.
Casa do Bandeirante – Casa típica do século XVII. Além dos objetos usados pelos bandeirantes, apresenta exposições temporárias. Praça Monteiro Lobato, s/nº – Butantã.
Casa das Rosas (www.dialdata.com.br/casadasrosas)
Projetada por Ramos de Azevedo e construída em 1935, a casa é uma das poucas
mansões que ainda restam na Paulista. Foi tombada pelo Patrimônio Histórico
em 1985 e é administrada pela Secretaria de Estado da Cultura, sediando exposições
temporárias. Possui 30 cômodos. Grande parte do material é importado: o piso
da entrada da casa é de mármore de Carrara e pedra Lioz, da Itália; as louças
do banheiro são da Inglaterra, as portas de ferro, de origem francesa; e o piso
do páteo superior é da Bélgica. Há também um jardim geométrico ao estilo de
Versailles. Av. Paulista, 37 – Paraíso.
Catedral Metropolitana da Sé – Nossa Senhora da Assunção
Praça da Sé. Centro. Em estilo gótico e com alguns elementos adicionados, a
catedral começou a ser construída em 1913 e sua construção alongou-se por quatro
décadas. É a maior igreja de São Paulo, com 111 metros de comprimento, 46 metros
de largura, duas torres com 92 metros cada uma, sua cúpula mede 30 metros de
altura e sua lotação é de 800 pessoas. No final de sua construção, 800 toneladas
de um precioso mármore foram utilizadas. Na cripta encontram-se alguns dos mais
importantes heróis brasileiros, como o índio Tibiriça e Regente Feijó, entre
outros. O órgão da igreja é italiano e o maior da América do Sul. Ela foi reinaugurada
em janeiro de 1954, nas comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo.
Centro Cultural do Jabaquara – Oficina de teatro, artes, danças, capoeira, música e performances. Rua Arsênio Tavolieri, 45. Estação Jabaquara do Metrô.
Centro Cultural São Paulo – Um dos mais representativos da cultura paulistana, com cursos regulares e três salas de teatro com programação diária. Rua Vergueiro, 1.000. Estação Vergueiro do Metrô.
Correio Central
Edifício Itália – Restaurante Terraço Itália, a 160m de altura com a mais bela vista panorâmica da cidade de São Paulo. Avenida Ipiranga, 344 – 41° andar – Centro.
Edifício Martinelli – Trinta andares para a construção que, por muitos anos, representou o ponto mais alto da cidade construído pelas mãos do homem. Hoje, um monumento entre os espigões, ostentando o luxo europeu de sua fase histórica.
Estádio Pacaembu
Horto Florestal – É uma das maiores áreas verdes de São Paulo, com 174 hectares, com vários mananciais de água potável. Lá se encontra o marco simbólico do Trópico de Capricórnio. Tem trilhas encantadoras até o alto da Serra da Cantareira.
Hospital das Clínicas
Igreja da Terceira Ordem do Carmo
Av. Rangel Pestana, 230. Embora as carmelitas tem vivido no convento desde 1594,
a igreja data de 1804. As festas dos tempos imperiais e coloniais aconteciam
nesta igreja, especialmente a procissão da Sexta-feira Santa. A pompa do ritual
era tão impressionante que homens vestidos de soldados romanos (os centuriões)
eram sempre atacados pela multidão.
Igreja de Santo Antonio
Praça do Patriarca. Centro. É dito que esta é a igreja mãe da vila de São Paulo,
do começo do século XVII. As primeiras freiras franciscanas habitaram esta igreja
antes da construção de seu monastério. O altar principal data de 1780 e é um
fino exemplo do estilo “rococó”.
Igreja de São Francisco de Assis e Complexo
O velho convento foi inaugurado em 1674, mas a fachada atual é de 1970. A igreja
da Terceira Ordem se destaca pelo seu luxuoso estilo barroco, com pinturas em
ouro no altar do século XVIII e anjos esculpidos como os das cidades históricas
de Minas Gerais. Monumento histórico, de valor arquitetônico e de interesse
religioso, tombado pelo Governo do estado de São Paulo, através do CONDEPHAAT
– Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico
do Estado, em 19/04/1982.
Igreja de São Gonçalo
Praça João Mendes. Centro. A Fraternidade de São Gonçalo construiu a igreja
pouco a pouco, com materiais usados e através de doações, ela foi construída
em 1724. Alguns materiais vieram da basílica de Nossa Senhora da Aparecida,
padroeira do Brasil. Os vitrais na entrada representam a redenção e o sofrimento
dos homens de acordo com suas próprias ações na vida, assim como a imagem milagrosa
do Padre José de Anchieta, um dos fundadores de São Paulo, merecem atenção.
Igreja de Nossa Senhora Achiropita
Igreja de Nossa Senhora da Consolação
Rua da Consolação, 585. Iniciada em 1799, esta igreja foi importante para a
ocupação da região. No século XIX era um local de refúgio para os leprosos.
O prédio atual em estilo neogótico é de 1970. Esplendidamente decorada por Edmundo
Cagni, tem também pinturas de Benedito Calixto e Oscar Pereira da Silva, dois
dos mais antigos artistas famosos brasileiros.
Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte
Rua do Carmo, 202. Centro. Inaugurada em 1810, mantém no seu interior peças
históricas de grande valor, como as imagens de Santa Úrsula e de Bom Jesus,
datadas do século XVII e provenientes do Pátio do Colégio. Localizada de frente
para a estrada que levava ao Palácio da Corte Real (hoje, distrito do Brás),
a igreja era usada para se avistar as personalidades famosas que chegavam a
São Paulo.
Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Santa Ifigênia
Praça Santa Ifigênia. Centro. Construída no século XVII, a igreja possui vários
sinos que ecoam muito alto, chegando a incomodar os moradores próximos. O prédio
atual é datado de 1912. Durante a construção da Catedral esta igreja foi considerada
como a Catedral de São Paulo.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Negros
Largo do Paissandu. Centro. Igreja primitiva do século XVIII, era localizada
onde hoje é a Praça Antonio Prado. O prédio atual em estilo eclético data de
1906 e mantém algumas características do templo original, como a imagem de sua
patrona. A Fraternidade do Rosário foi formada por escravos e negros pobres,
que construíram o primeiro templo na mesma praça onde se realizavam cultos africanos
promovendo o encontro das duas crenças e resultando no sincretismo religioso
do século XIX. Se fosse permitido ao homem viajar nas ondas sonoras através
do tempo, ouviria, na praça, os atabaques e as cantigas da comunidade negra
paulista, em festa para os escravos alforriados.
Infante Jesus e Capela de Santa Luzia – Rua Tabatinguera, 104. Construída em 1901, depois do projeto de Domingos Delpiano, um arquiteto italiano, foi erguida por Ana Maria de Almeida Machado. As pinturas ornamentais são obras primas de Oreste Sercelli.
Jardim Botânico – Situado numa área de 425 mil metros quadrados, é um imenso viveiro com aproximadamente três mil plantas que somam mais de 340 espécies da flora brasileira. Possui uma estufa que abriga espécimes da mata Atlântica e outra destinada a exposições temporárias de plantas e flores, além de um orquidário e um hidrofilotério. Av. Miguel Stéfano, 3.031/3.687. De quarta a domingo, das 9 às 17 horas. Estação São Judas do Metrô. Próximo ao Zoológico de São Paulo.
Jockey Club
Liceu de Artes e Ofícios – Tem ligações históricas com o desenvolvimento cultural da cidade, retratado através de painéis fotográficos e audiovisuais. Vale a pena assistir ao espetáculo de Multivisão que apresenta, em três dimensões e escala natural, as esculturas clássicas mais representativas da história da arte.
Palácio dos Bandeirantes – A sede do governo paulista, o Palácio dos Bandeirantes, era para ser uma universidade: a Universidade Fundação Conde Francisco Matarazzo. A construção do prédio começou em 1955, mas problemas financeiros impossibilitaram a continuação da obra. A denominação Bandeirantes é uma homenagem aos pioneiros que expandiram as fronteiras brasileiras. No dia 19/04/1964, o governo estadual passou do Palácio dos Campos Elíseos para o prédio no bairro do Morumbi.
Conheça o acervo da sede do Governo Paulista, destaque para tapeçarias do século 17 e 18, mobiliário, coleção de retratos dos governadores paulistas e um painel que conta a história da fundação de São Paulo. Na visita, que dura cerca de uma hora, podem ser vistos ainda o auditório, o mezanino, o salão dos pratos e o salão dos despachos. Sáb., das 13h às 16h30; e dom., das 9h30 às 16h30. Entrada gratuita com estacionamento no local. Podem ser agendadas visitas durante a semana para escolas e grupos. Av. Morumbi, 4.500 - Morumbi.
Parque de Exposições da Água Funda – Agrocentro
Rodeios, leilões e outros eventos ligados principalmente ao setor agropecuário.
O parque possui grande área verde e completa infra-estrutura de serviços básicos.
Av. Miguel Stéfano, 3.900. Estação São Judas do Metrô. Próximo ao Zoológico
de São Paulo.
Parque do Anhembi – Pavilhão de Exibição e Convenção. O maior centro de feiras e exposições da América latina. Av. Olavo Fontoura, 1.209. Estação Tietê do Metrô.
Parque do Carmo – O segundo maior parque da cidade. Vegetação abundante, lagos, churrasqueiras, mesas para piqueniques, campo de futebol, pista de atletismo e anfiteatro aberto. Av. Afonso Sampaio e Souza, 951. Estação Corinthians-Itaquera do Metrô.
Parque Modernista – Estação Santa Cruz do Metrô.
Parque Siqueira Campos (Trianon) – Localizado no centro financeiro da cidade, o parque preserva exemplares nativos da flora brasileira, como sapucaia, aracatim, canela, jacarandá, jequitibá, cabreúva e seringueira. Av. paulista, altura do número 1.500. Estação Trianon-Masp do Metrô.
Pico do Jaraguá – Reserva florestal de 45.000.000 metros quadrados, onde se situa o Pico do Jaraguá. Com 1.135 metros de altitude, é o ponto mais alto da cidade, de onde se tem uma vista panorâmica de São Paulo.
Playcenter – São mais de 40 atrações e 24 opções entre restaurantes e lanchonetes. R. Dr. Rubens Meirelles, 380. Estação Barra Funda do Metrô.
Portal do Bairro da Liberdade (Torii) – O portal lembra a imigração de milhões de japoneses à cidade.
Praça Antonio Prado – Coração financeiro pulsando no encontro das históricas rua São Bento e XV de Novembro. Com Boa Vista para a avenida São João, o poder econômico contempla as luzes do passado.
Praça da Liberdade – Venda de artesanato e comida típica japonesa, todos os domingos à tarde.
Praça da República
Represas Billings e Guarapiranga
Rua Barão de Itapetininga – Com livrarias em todo percurso.
Rua Boa Vista – Um contato com a dinâmica moderna do mundo das finanças, fervilhando em construções típicas do início do século. Centro bancário com origem na época dos Barões do Café.
Rua Oscar Freire – Galerias de arte, antiquários, livrarias e boutiques. Região dos Jardins – lojas de extremo bom gosto, restaurantes e bares animados.
Rua São Bento – Casa Fretim, de 1895, uma das lojas mais bonitas e antigas de São Paulo, com artigos de cutelaria na andar térreo e uma imensa livraria especializada em esoterismo no segundo andar; e Botica ao Veado d’Ouro, com os melhores produtos da medicina natural.
Rua 24 de Maio – Lojas de discos.
Rua 25 de Março – A rua e os arredores têm lojas de tecidos e reduto de várias colônias de imigrantes.
SESC Itaquera
Inaugurado em 29/10/1992, compreende um enorme complexo de lazer para os trabalhadores;
é o empresariado do comércio que reafirma o seu compromisso de contribuir à
promoção do bem-estar social. O SESC, Serviço Social do Comércio de São Paulo
conta com 350.000 metros quadrados de áreas verdes, 62.747 metros quadrados
de área construída, parque aquático com 5.000 metros quadrados, entre muitas
outras atrações. Av. Projetada, 1.000 – Itaquera.
SESC Pompéia
Este centro cultural, foi feito em uma antiga fábrica metalúrgica, cujo interessante
projeto arquitetônico justifica por si só uma visita. Teatro, biblioteca, oficinas
de criatividade, salas de leitura e exposições, ginásios esportivos e piscina
aquecida, cursos, shows, vídeos, programação para crianças a terceira idade.
Rua Clélia, 93. Estação Barra Funda do Metrô.
Shoppings – Anália Franco, Center Norte, Eldorado, Higienópolis, Ibirapuera, Iguatemi, Morumbi, Paulista, Tatuepá, West Plaza, entre outros.
Solar da Marquesa – Considerado o último exemplar remanescente da arquitetura residencial urbana do século XVIII na cidade de São Paulo, é resultado da aglutinação de dois antigos sobrados construídos com as técnicas de taipa de pilão e pau-a-pique.
Teatro Sérgio Cardoso – Projetado por Ugo di Pacce, Soares e Ramenzoni, foi inaugurado em 03/10/1980. Com uma estrutura moderna e dinâmica, possui duas salas de espetáculo e acesso para deficientes. Rua Rui Barbosa, 153. De quarta a domingo, das 15 às 21 horas. Estação Brigadeiro do Metrô.
Theatro São Pedro – Recentemente restaurado, o teatro ganhou equipamentos modernos e recuperou o brilho original do ano de sua inauguração, em 1917. Rua Barra Funda, 171. De terça a domingo, das 13 às 18 horas. Estação Marechal do Metrô.
Vale do Anhangabaú – Nas terras férteis banhadas pelo ribeirão Anhangabaú, a antiga plantação de chá deu lugar ao trânsito intenso da grande cidade acabando por se transformar no parque central da metrópole.
Viaduto do Chá – A passarela que foi, com o tempo, tomando a forma do progresso da cidade, sempre ligando o centro velho ao novo. Símbolo do estilo paulistano: rumo ao futuro, preservando a memória.
Viaduto Santa Ifigênia – Metal belga para a passarela de comunicação entre o centro da cidade e a morada das elites, no passado. Estrutura com mais de oitenta anos que, hoje, conduz os pedestres às compras.
Lugares de Interesse ao redor de São Paulo
Parque Estadual da Serra da Cantareira – A Serra da Cantareira é a maior floresta em área urbana do mundo, estando situada a apenas 20 minutos do centro da cidade de São Paulo. Ainda com boas áreas de Mata Atlântica, o parque é um lugar perfeito para observar aves como o surucuá-de-peito-azul, o pica-pau-de-cabeça-amarela, o tovacuçu, o arapaçu-escamado, o pavó, a saíra-lagarta, o barbudinho, o saí-azul, o tangará, cambacica, tucano-de-bico-verde.
Embu – Região Metropolitana de São Paulo (Sub-Região Sudoeste). Divisas de Município: Cotia, Taboão da Serra, São Paulo, Itapecerica da Serra. Cidade histórica que distancia da Praça da Sé (marco 0 da capital) em 27 quilômetros, é famosa por seus móveis rústicos de bom gosto, além das inúmeras lojas de antigüidades.
Ex-Fazenda do Caçador de Esmeraldas Fernão Dias Paes Leme no ano de 1554, a aldeia de Embu se desenvolveu a partir do século XVII graças ao plantio de algodão. Cultivado em grande escala, o produto era manufaturado e transportado para grandes centros, como Rio e Bahia, onde obteve larga aceitação durante anos. O prestígio de Embu junto à Corte Portuguesa terminou em meados do século XVIII, quando os jesuítas foram expulsos. Nessa época, a aldeia ingressou em longo período de declínio, marcado unicamente por pequena atividade em agricultura, exploração de lenha e carvão.
Apenas no século XX, com o auxílio da imigração japonesa que incrementou a avicultura local, Embu voltou a se destacar. Em 18 de fevereiro de 1959, tornou-se município. E, mais tarde, com a implantação da Rodovia BR116, chamou a atenção de indústrias que se instalaram em seu território, intensificando as atividades comerciais, a produção de Olarias e o movimento dos Portos de Areia junto à construção civil.
Na década de 60, amparado no forte movimento artístico, surgiu o Embu das Artes, sobre o qual foi criado um pólo de atração Turística. Em 1979, o município alcançou a categoria de Estância Turística. Nossa Senhora do Rosário é a padroeira de Embu. Todo mês de outubro acontece a procissão da padroeira, que vai das ruas centrais até o Largo dos Jesuítas. O trajeto é decorado pela própria comunidade.
Todos os domingos acontece a Feira de Artesanato... Lá tem o Largo dos Jesuítas, a Fonte dos Jesuítas, o Cruzeiro da Paz, na Praça Victor Brecheret, o Estádio Municipal Herminio Espósio, entre outras atrações como, a área de lazer Chácara Enomoto e o Livre Apiário - Cidade das Abelhas (ambos na Estrada da Ressaca).
Cubatão – Uma grande área de manguezal localizada a 70 quilômetros a sudeste da cidade de São Paulo, Cubatão tem a maior população de guarás na costa oriental brasileira. Durante as décadas de 1980 e 1990, esta região foi duramente castigada pela poluição; todavia, hoje, é um lugar interessante para a observação de aves marítimas e terrestres, tais como o guará, o savacu-de-coroa, o gavião-asa-de-telha, o falcão-peregrino, o talha-mar, o sanhaço-do-mangue e o trinta-réis-de-bico-vermelho.
Ubatuba – Uma das mais lindas regiões costeiras no Brasil, sendo um dos poucos remanescentes de Mata Atlântica onde existem florestas que se estendem desde o nível do mar até o topo das montanhas. A cidade de Ubatuba está localizada a cerca de 220 quilômetros ao norte da cidade de São Paulo e a 350 do Rio de Janeiro. A região possui muitas espécies de aves interessantes, como o cuiú-cuiú, a maitaca, o surucuá-grande-de-barriga-amarela, o tucano-de-bico-preto, o beija-flor-grande-do-mato, a araponga, o pintadinho, o tangará, o entufado, o tié-sangue, saíra-sete-cores, garrinchão-de-bico-grande, entre outras.
Página Turismo – Arte no Metrô – Museus de Sampa e outros
Última atualização: 08/08/2008. |