HISTÓRIAS DO BRASIL

Durante o Renascimento, a Europa precisava quantidades crescentes de corantes naturais para satisfazer as necessidades de um comércio local cada vez mais ávido por roupas coloridas. Sua origem distante e a preparação artesanal que exigiam, faziam com que alguns destes corantes valessem mais do que o ouro...

Foi naquela época que os europeus passaram a conhecer o azul de índigo, procedente da Índia... Com a descoberta do Novo Mundo, a Europa viu surgir novas fontes de corantes naturais...

Foi, pois, de uma árvore conhecida como pau-brasil, da qual se extraía tintura vermelha para tingimento de fibras do algodão, que se derivou o nome “Brasil”, embora a discussão sobre a origem do nome esteja longe do fim...

Pau-brasil, cujo nome científico é Caesalpinia echinata, da família: Leguminosae – Caesalpinoideae (Caesalpiniaceae). Nomes populares (tupi-guarani): ibirapitanga (do tupi “ybyrá”, árvore, madeira + pitanga, vermelho), muirapitanga (“muira”, baixa estatura?).

Sua denominação origina do tronco vermelho, madeira explorada pelos indígenas e pelos colonizadores para extração de pigmento vermelho... Durante muitos anos, na época da colonização, foi a principal fonte de riqueza e primeira atividade econômica significativa do país.

Atualmente, é muito difícil encontrar o pau-brasil em estado natural, a não ser em parques de preservação. Em compensação, está sendo muito utilizado em arborização urbana... Essa espécie pode ser encontrada no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, por exemplo.

Tem o tronco, galhos e até o fruto com espinhos, e só produz flor e fruto quando plantada em grupos. Muitas vezes encontramos um e até três exemplares juntos que não frutificam... Sua bela floração ocorre entre os meses de setembro e outubro.

Biomas do Brasil

Os biomas são diversos e se extendem em todas as partes do Brasil... Cada um é encontrado em uma parte distinta do país. O bioma é definido pela forma de sobrevivência no território, em sua cultura e seu jeito de tratar a natureza...

O Brasil tem seu território ocupado por seis principais grandes biomas terrestres: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Além destes, há vários ambientes marinhos.

Estes nomes aparecem também nas principais formações florestais: Floresta Amazônica, Floresta de Altitude, Restinga Litorânea, Mata Atlântica, Floresta de Planalto, Cerrados, Caatinga Nordestina e outros ambientes específicos como o Pantanal Mato-Grossense...

Amazônia – ocupa 49,29% do território nacional e é constituída principalmente por: floresta ombrófila densa, floresta ombrófila aberta, floresta estacional decidual e campinarana.

Caatinga – ocupa 9,92% do território nacional e é constituída principalmente por savana estépica.

Cerrado – ocupa 23,92% do território e é constituído principalmente por savanas.

Mata Atlântica – ocupa 13,04% do território nacional e é constituída principalmente por: floresta estacional semidecidual, floresta ombrófila densa, floresta ombrófila mista e floresta estacional decidual.

Pampa ou campos sulinos – ocupa 2,07% do território nacional e é constituído principalmente por estepe e savana estépica.

Pantanal – ocupa 1,76% do território nacional e é constituído principalmente por savana estépica.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre (http://pt.wikipedia.org/wiki/Biomas_do_Brasil)


Regiões do Brasil e Estados

Veja página de Zoológicos Brasileiros!

O tupi é a língua campeã na hora de dar nome aos estados (9 deles ganharam nomes em tupi), entretanto o nosso português também batizou alguns...

Nota: Cada estrela na Bandeira do Brasil representa um Estado da Federação...

Os limites das regiões sempre coincidem com limites de estados, não havendo estados que se espalhem por duas regiões.

A área correspondente ao Estado de Tocantins (integrante da região Norte), por ter sido originária do desmembrado de Goiás (Centro-Oeste), foi a última alteração na delimitação das regiões brasileiras.

As regiões do Brasil são uma divisão que tem caráter legal e que foi proposta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1969. O IBGE levou em consideração apenas aspectos naturais na divisão do país, como clima, relevo, vegetação e hidrografia; por essa razão, as regiões também são conhecidas como “regiões naturais do Brasil”.

Há uma pequena exceção com relação à região Sudeste, que foi criada levando-se parcialmente em conta aspectos humanos (desenvolvimento industrial e urbano).

Nota: Atualmente, muitos geógrafos e cientistas sociais preferem a divisão geoeconômica proposta por Pedro Pinchas Geiger, em 1967, que leva em conta os aspectos naturais e humanos. Essa divisão consiste de três regiões e suas fronteiras não coincidem com as fronteiras estaduais: Amazônia, Centro-Sul e Nordeste.

Nota: O vestuário típico folclórico no Brasil se compõem de três formas: roupas de couro (Nordeste), vestidos de renda da Bahia e roupa típica gaúcha. Fonte: Museu de Folclore (SP).

Cada um destes grupos é uma região, e as regiões brasileiras, segundo o IBGE, são...

REGIÃO CENTRO-OESTE – Aerograma Nacional Centro-Oeste: 74010178-1 (imagem abaixo, lado esquerdo da tela)

Com predominância do Ecossistema de Cerrado, pode ser dividida em 3 porções: maciço goiano-mato-grossense, bacia de sedimentação do Paraná e as depressões. Possui um território de 1.604.852 km² (18,9% do território nacional). Sua população é de cerca de 12 milhões de habitantes.

A região Centro-Oeste é formada pelo Distrito Federal (Brasília) e 3 Estados: Goiás (Goiânia), Mato Grosso (Cuiabá) e Mato Grosso do Sul (Campo Grande).

REGIÃO NORDESTE – Aerograma Nacional Nordeste: 74010177-3 (imagem acima, lado direito da tela)

Com predominância do Ecossistema de Caatinga, a região encontra-se dividida em quatro sub-regiões (zonas): meio-norte, zona da mata, agreste e sertão. Possui um território de 1.556.001 km² (18,2% do território nacional), dentro dos quais está localizado o Polígono das secas. Sua população é pouco superior a 50 milhões de habitantes.

A região Nordeste é formada por 9 Estados: Alagoas (Maceió), Bahia (Salvador), Ceará (Fortaleza), Paraíba (João Pessoa / Arte Rupestre), Pernambuco (Recife), Piauí (Terezina / Arte Rupestre), Maranhão (São Luís), Rio Grande do Norte (Natal) e Sergipe (Aracaju).

REGIÃO NORTE – Aerograma Nacional Norte: 74010176-5 (imagem abaixo)

Com predominância do Ecossistema de Floresta Amazônica, possui um território de 3.851.560 km² (45,2% do território nacional) e uma população pouco superior a 14 milhões de habitantes – o que faz dela a região com menor densidade demográfica.

A região Norte é formada por 7 Estados: Acre (Rio Branco), Amazonas (Manaus), Rondônia (Porto Velho), Roraima (Boa Vista), Pará (Belém), Amapá (Macapá) e Tocantins (Palmas).

REGIÃO SUDESTE – Aerograma Nacional Sudeste: 74010174-9 (imagem abaixo, lado esquerdo da tela)

Com predominância do Ecossistema de Mata Atlântica, a região apresenta grandes diferenças sob o aspecto físico, com litoral, serras e planícies. Possui um território de 927.286 km² (10,6% do território nacional). Sua população é de cerca de 77 milhões de habitantes.

A região Sudeste é formada por 4 Estados: Espírito Santo (Vitória), Minas Gerais (Belo Horizonte), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

REGIÃO SUL – Aerograma Nacional Sul: 74010175-7 (imagem acima, lado direito da tela)

Com predominância do Ecossistema de Mata de Araucárias, Possui um território de 575.316 km² (6,8% do território nacional) e sua população é de mais de 26 milhões de habitantes.

A região Sul é formada por 3 Estados: Paraná (Curitiba), Rio Grande do Sul (Porto Alegre) e Santa Catarina (Florianópolis).
volta ao topo


Lagos e Lagoas – Lagoas e Lagos

Lagoa é uma porção de água cercada por terra. Segundo outras definições, lagoa é um “lago pouco extenso”, no entanto há várias “lagoas” maiores do que muitos chamados “lagos”.

Por exemplo, no Brasil, a bem conhecida lagoa da Conceição, na Ilha de Santa Catarina, Estado do mesmo nome, é maior do que o lago Cuniã em Rondônia, Brasil. Também são chamados “lagos” os tanques de jardins ou as porções de água formadas por barragens.

No entanto no primeiro caso qualquer lagoa natural é maior em área e no segundo caso, muitas lagoas naturais também são maiores. Portanto as definições de “lago” e “lagoa”, pelo menos na língua portuguesa, confundem-se.

Como exemplo de lagoa podemos citar a própria lagoa da Conceição, com 15 quilômetros de comprimento por 2 de largura em média, ou a lagoa dos Patos (maior lagoa do Brasil), com cerca de 250 Km de comprimento por 50 quilômetros de largura, em média. Nela, a navegação é feita por um canal balisado...

Como exemplo de lagos podemos citar o lago Titicaca, com menos de 200 km de comprimento por 50 quilômetros de largura, em média...

volta ao topo

RETRATOS DO NOSSO BRASIL

No início das grandes descobertas realizadas por desbravadores europeus, o desenho teve uma importante participação na divulgação da natureza e costumes de nosso povo, como as xilogravuras realizadas sob a orientação do alemão Hans Staden, que esteve no Brasil entre 1553 e 1557, retratando com fidelidade sua passagem por terras brasileiras.

Albert Eckhout e Franz Post chegam ao Brasil em 1637, com a missão cultural holandesa, criada por Maurício de Nassau, com o objetivo de descrever a natureza exótica que tanto fascinava aos europeus.

Frei Cristovão de Lisboa realiza entre 1625 e 1631 diversas ilustrações minuciosas sobre aves e morcegos, utilizando lápis e nanquim, que culminaram no livro “História dos animais e árvores do Maranhão”.

Em 1783, Alexandre Rodrigues Ferreira chefia a “Viagem filosófica pelas capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá”, a qual foi organizada em Portugal, com objetivo de estudar aquela região (durante dez anos).

Foram realizadas diversas ilustrações sobre a fauna, flora e paisagens, além de suas populações, sobretudo indígenas. Encontramos neste trabalho ilustrações de espécies que não eram conhecidas pela ciência, como o “anambé-preto” (Cephalopterus ornatus), Geoffroy St. Hilaire (1809), e o “urumutum” (Nothocrax urumutum), Spix (1825).

A abertura dos portos em 1808, tornou o Brasil mais acessível aos viajantes naturalistas e artistas que vieram com grande entusiasmo para estudar e retratar nossa natureza.

Chega em 1813 o naturalista alemão Georg H. von Langdsdorff na qualidade de Cônsul da Rússia, que alimentava um “sonho”: ir a lugares onde nenhum homem branco estivera anteriormente.

Organizou então uma expedição e viajou pelo Brasil entre 1821 e 1829 contando com eficientes pesquisadores e grandes pintores, como Johann Moritz Rugendas, Aimé-Adrien Taunay e Hércules Florence.

Com a Missão Artística Francesa, em 1816, veio o artista Jean-Baptist Debret, que passa a retratar com fidelidade os costumes do homem brasileiro, como índios e caboclos.

John Gould (1804-1881), artista inglês de grande capacidade criativa, publica diversas iconografias sobre as aves de vários continentes. Sobre as aves do Brasil, realizou monografias sobre beija-flores (1849-1861), e sobre tucanos (1854) com belas ilustrações destas espécies. O mais curioso, é que Gould nunca esteve no Brasil, realizando todos os trabalhos na Europa.

Pintor e pesquisador, João Teodoro Descourtilz que esteve na região sudeste desde 1829, foi naturalista viajante do Museu Nacional entre, 1854 a 1855 e deixou uma importante coleção de pranchas ilustradas magistralmente.

Emílio Goeldi, em 1894, assumiu o cargo de diretor do “Museu Paraense de História Natural e Etnografia”, hoje conhecido como Museu Paraense Emilio Goeldi, contratando o excelente pintor e profundo conhecedor do ambiente amazônico, Ernesto Lohse que ilustrou o livro “Álbum de Aves Amazônicas” (1900 a 1906), com sublimes pranchas.

No século XX, temos Maria Werneck que foi uma das primeiras brasileiras a se dedicar, como profissional, à arte de retratar as plantas deste país.

A inglesa Margaret Ursula Mee (1909-1988) realizou diversas expedições pela Amazônia e também pelo sudeste do Brasil, ilustrando com extrema beleza nossa flora, principalmente bromélias e orquídeas.

Os irmãos Demonte, Etiene, Rosália e Ivonne, que nos últimos trinta anos ilustraram diversos trabalhos sobre aves, mamíferos e insetos, além de desenhar várias espécies de beija-flores para os livros de Augusto Ruschi.

Frederico Lencioni, Jenevora Searight, Eduardo Brettas, Tomas Sigrist e muitos outros continuam perpetuando, em seus trabalhos, os ideais de que arte e ciência caminham juntos na divulgação e preservação de nossa ameaçada natureza.

Bibliografia Consultada: Sick, H (1984) Ornitologia brasileira: uma introdução. Brasília: Ed. Universidade de Brasília.

Entrada principal !
Última atualização: 05/09/2008.
volta ao topo

BRASIL
PAÍSES AMERICANOS