Vale dos Dinossauros, Sousa – Paraíba (PB)
O complexo turístico “Vale dos Dinossauros”, cuja área é maior que 700 Km², abrange vários municípios do Estado da Paraíba: Sousa, Aparecida, Marizópolis, Vieirópolis, São Francisco, São José da Lagoa Tapada, Santa Cruz, Santa Helena, Nazarezinho, Triunfo, Uiraúna, São João do Rio do Peixe e Cajazeiras.
Em 30 localidades são encontradas pegadas fossilizadas de mais de 80 espécies de dinossauros, em cerca de 20 níveis de solos sedimentados em rochas e separadas por milhões de anos entre uma e outra camada, pelo acúmulo de arenito e lama petrificada.
Existem também na área, chuva petrificada, vegetação primitiva, partes de ossadas de animais pré-históricos e inscrições rupestres feitas por humanos primitivos.
Os campos mais importantes estão localizados no município de Sousa, sendo o mais impressionante o do Lagedo Passagem das Pedras, onde se observa claramente a trilha percorrida por um Iguanodonte mantelli de 55 metros de comprimento que viveu há 110 milhões de anos.
Nesta região, há 120 milhões de anos atrás, dinossauros de várias espécies e tamanhos viveram nas margens de um grande lago raso. Suas trilhas e pegadas podem ser vistas por toda parte, espalhadas por toda bacia sedimentar do Rio do Peixe.
O local detém três recordes mundiais de paleontologia: o maior número de trilhas (505), de espécies identificadas e de camadas sedimentares com pegadas de animais pré-históricos.
Ou seja, em nenhum outro local do mundo há um número tão grande de trilhas de tantos animais pré-históricos diferentes.
Trilhas de pegadas foram deixadas há milhões de anos atrás pelos dinossauros, em vários pontos da região de Sousa, no Estado da Paraíba.
As fotos mostram pegadas de dinossauro, na Trilha de um Iguanodonte Mantelli.
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Existem réplicas em tamanho natural no Vale dos Dinossauros... A primeira foto mostra a réplica de um Tiranossauro Rex. A foto central, mostra o Centro de Visitação do Vale dos Dinossauros. A terceira foto mostra a réplica de um Carnossauro.
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Réplicas de ovos e filhotes em um ninho de dinossauros, no interior do Centro de Visitação do Vale dos Dinossauros.
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Pedra do Ingá, Cariri – Paraíba (PB)
Ingá, nas proximidades de Campina Grande, é mundialmente conhecida pela Pedra do Ingá, dona de inscrições rupestres que desafiam a técnica dos cientistas e estimulam a imaginação popular.
Alguns atribuem as inscrições à passagem dos fenícios pela América, enquantos outros acham que são mensagens escritas por visitantes extra-terrestres...
Nesta região já foram descobertos 59 sítios com pinturas rupestres e 25 com gravuras provavelmente feitas pelos índios cariris entre 10 mil e 3.000 anos atrás.
Por toda a região é possível encontrar vestígios da presença desses antigos moradores e de animais pré-históricos. Grandes blocos de granito, morros e pequenos lagos esculpidos na rocha compõem uma das paisagens mais belas do Nordeste.
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No Estado do Piauí temos o Parque Nacional de Sete Cidades, localizado a 30 quilômetros de Piripiri, e o Parque Nacional da Serra da Capivara, também chamado pelos piauienses de Parque Nacional de São Raimundo Nonato (pela proximidade ao município de mesmo nome – 40 km), localizado a 800 km de Piripiri – cidade do amigo e também filatelista Valquires Monteiro, quem me enviou esta informação em 14/11/2005.
Caatinga também é lugar de descobertas científicas... Escavações realizadas nos sítios arqueológicos do Parque Nacional da Serra da Capivara, no sudeste do estado, considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, provam que o homem surgiu no continente americano há mais tempo do que se pensava. No Parque Nacional das Sete Cidades, há formações rochosas de cerca de 400 milhões de anos e pinturas pré-históricas...
Parque Nacional da Serra da Capivara – Piauí (PI)
Hoje, já sabemos que há milhares de anos atrás, estabeleceram-se sociedades no Parque Nacional da Serra da Capivara, no sertão do Piauí, onde grupos de “homens da caverna” criaram códigos de comunicação, chamados de inscrições rupestres, um tipo de escrita pré-histórica.
Este parque foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco, devido à antigüidade de seus sítios arqueológicos (mais de 50 mil anos) e à qualidade das pinturas e gravuras encontradas na região. No local podem ser vistos também fósseis de mastodontes e tigres-dente-de-sabre.
Abaixo, bloco emitido em 18/05/1985, para comemorar a Sexta Exposição Filatélica Brasileira (BRAPEX VI), ocorrida em Belo Horizonte entre 18 a 26 de Maio de 1985. Os 3 selos do bloco mostram Pinturas Rupestres (RHM: B-69).
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Criação: Decreto Federal nº. 83.548 de 05 de junho de 1979
Localização: PI – São Raimundo Nonato
Coordenadas: Lat. S 8°30' - 8°50' Long. W 42°20' - 42°45'
Área: 97.933ha. Perímetro: 300 quilômetros.
Relevo: Ondulado e Acidentado
Vegetação: Estepe – Caatinga – Arbórea Densa
Fauna: Província Zoogeográfica Cariri-bororó
Na escola, aprendemos que os primeiros homens chegaram às Américas pelo Estreito de Behring, vindos da Sibéria. A contestação para essa antiga e reconhecida teoria está em pleno sertão brasileiro. Sítios arqueológicos guardam indícios da ocupação humana a 50 mil anos atrás, 30 mil anos antes dos homens vindos da Sibéria. Pinturas rupestres mostram como era a vida em um passado distante: caçadas, orgias sexuais, animais desconhecidos e baleias sugerem que a paisagem e os costumes eram bem diferentes do que conhecemos hoje.
Os 129.140 hectares guardam a maior concentração de sítios pré-históricos da América e uma importante amostra da Caatinga brasileira. Para proteger essa riqueza da humanidade foi criado em 1979 o Parque Nacional da Serra da Capivara, que está sob a responsabilidade da Fundação Museu do Homem Americano, além do Ibama. Pela sua inegável importância, a região é considerada pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade.
Localização
O Parque Nacional da Serra da Capivara está localizado no sudeste do Piauí, pertencendo aos municípios de São Raimundo Nonato, Brejo do Piauí, Coronel José Dias e João Costa. Para chegar até lá, a partir de Teresina, siga pela BR-316, BR-343 e BR-230 até Floriano e depois pela PI-140 (BR-324) até São Raimundo Nonato. São mais 40 km por estrada de terra até a entrada do parque. Outra opção é ir de avião até Petrolina (PE) e seguir pela BR-235, por 311km de asfalto, para São Raimundo Nonato.
Aspectos naturais
A paisagem é marcada pela diversidade de relevo. Da planície brotam enormes cuesta abruptas e formações rochosas típicas como a Pedra Furada e o Arco do Triunfo. Quebrando os tons monocromáticos e a vegetação rasteira da região, encontram-se alguns trechos de mata exuberante, lembrando a época em que o terreno foi coberto por floresta tropical e até fundo de oceano, há milhões de anos. Ainda encontram-se uma chapada, na Serra da Gurguéia, e os peculiares caldeirões, depósitos naturais de água das chuvas, escavados nas rochas. O ecossistema predominante é a Caatinga. Nela, as plantas perdem as folhas durante o período de seca. Nas áreas mais altas, predominam os angicos. Nas baixas, o umbuzeiro e o juazeiro, que não perde as folhas, além dos cactos. Entre os mamíferos, estão o tatu, a cutia, o mocó e a preá. Alguns felinos já foram observados nas matas úmidas. Muitos lagartos, iguanas e ofídios espalham-se pelo parque. Periquitos, papagaios, araras-vermelhas e a águia-chilena representam as aves.
Atrações
As maiores atrações do parque são os 260 sítios arqueológicos catalogados com 30 mil pinturas rupestres. São figuras humanas, animais, plantas, objetos e signos representados em diversos temas, sendo o sexual um dos mais freqüentes. Mais de 30 sítios estão preparados para a visitação, como as tocas do Salitre, do Boqueirão da Pedra Furada, do Caldeirão do Rodriguez e do Baixão das Mulheres. Para chegar a eles ou simplesmente contemplar a paisagem interessante das formações rochosas, existem diversas trilhas, algumas até mais difíceis exigindo um bom preparo físico.
No caminho para São Raimundo Nonato está o Baixão, como são chamados os desfiladeiros, das Andorinhas. Com sorte, é possível ver centenas delas mergulhando no cânion por volta das 5 horas da tarde. Em são Raimundo Nonato, está o Museu do Homem Americano, que mostra a evolução do homem, do clima e do relevo na América, além de conter ferramentas, cerâmicas e vestígios arqueológicos. O parque abre diariamente das 7h às 17h e o ingresso custa 3 reais.
Infra-estrutura
O Parque Nacional da Serra da Capivara possui uma excelente infra-estrutura, contando com Centro de Visitantes, auditório, lanchonete e sinalizações. São Raimundo Nonato, a 40km do parque, oferece infra-estrutura simples com hotéis, restaurantes e camping no Museu do Homem Americano.
Abaixo, um dos selos emitido em 17/07/1992, numa série em se-tenant: Parque Nacional da Serra da Capivara, localizado no município de São Raimundo Nonato, no Estado do Piauí (PI) – Patrimônio Cultural da Humanidade, tombado pela UNESCO, em 1991.
Emissão alusiva ao tombamento? no 13º Aniversário de Criação do Parque Nacional da Serra da Capivara (1979). Os 2 selos (RHM: C-1811/C-1812) mostram vista desse parque, mapa da região, canyons, arte-rupestre, onça, entre outros animais...
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Parque Nacional de Sete Cidades – Piauí (PI)
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Cachoeira do Urubú
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O Delta do Rio Parnaíba (foto abaixo) é 3º maior do mundo! O 1º maior delta do mundo fica no Rio Nilo, na África, e o 2º no Rio Mekong, no Vietnã (ratificação recebida de Valquires Monteiro).
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Serra Branca, São Rafael (RN)
Em piscinas naturais escavadas na rocha pelas águas da chuva, encontram-se fósseis de animais que existiam no Nordeste no período glacial, chamados “megafauna”, tais como: preguiças e tatus gigantes, mastodontes e tigres-dente-de-sabre, entre outros.
Apodi, Lajedo de Soledade (RN)
Região de rocha calcária formada por cânions com até oito metros de profundidade que abriga a maior concentração de arte rupestre -pinturas pré-históricas com idade entre 3.000 e 5.000 anos- num único local do Nordeste. Diversos fósseis de animais pré-históricos também foram descobertos na região. Um museu exibe os achados arqueológicos do local e das redondezas.
Nota 1: No ano de 1999 o antropólogo Walter Neves, da Universidade de São Paulo, descobre em Lagoa Santa, Rio Grande do Sul, um fóssil de um crânio feminino, que deu o nome de Luzia, considerado o mais antigo encontrado no continente (11 mil e 500 anos).
Nota 2: No ano de 2000, a arqueóloga Niéde Guidon, da Universidade Estadual de Campinas descobre um fóssil humano que pode ser mais antigo que o da Luzia (15 mil anos).
PÁGINA TURISMO – PÁGINA BRASIL – PÁGINA ARTE RUPESTRE
Última atualização: 05/09/2008. |