RÉPTEIS (Reptilia)

As imagens são detalhes de um bloco dos Estados Unidos emitido em 2003.

Curiosidade: O medo generalizado aos répteis é chamado de herpetofobia, apesar de existirem tipos mais específicos de fobias relacionadas aos répteis, o medo irracional às cobras, por exemplo, conhecido como ofidiofobia, é o mais comum.

O Brasil é o quarto no mundo em diversidade de répteis, perdendo somente para o México, a Austrália e a Indonésia. Segundo estimativas, são 467 espécies de répteis, das quais as principais são:

Ordem: Squamata – Famílias: Boidae (jibóia, sucuri), Colubridae, Elapidae (coral), Gymnophthalmidae, Iguanidae (iguana), Polychrotidae (camaleão), Teiidae (lagarto, lagartixa, teiú), Tropiduridae (lagartixa), Viperidae (cascavel, jararaca)...

Jibóia (de cobra d'água), jararaca (do que tem bote venenoso), jararacuçu (de jararaca grande), mboi, mboîa – cobra, serpente...

Ordem: Testudines – Famílias: Chelidae, Cheloniidae, Dermochelyidae (cágado, jabuti, tartarugas) gericua – tartaruga. Jaboti: de o que come pouco, o cágado.

Ordem: Crocodylia – Família: Alligatoridae (jacarés)

Surucucu-do-Pantanal (Hydrodinastes gigas)


Instituto Butantan

O Instituto Butantan, cujo nome foi adotado apenas em 1925, foi fundado em 23/02/1901, como “Instituto Serumtherapico”, tendo Vital Brazil como seu criador. É um centro de pesquisa biomédica, vinculado à Secretaria da Saúde, do Estado de São Paulo, responsável pela produção de mais de 80% do total de soros e vacinas consumidas no Brasil. Sua missão é desenvolver estudos e pesquisa básica na área de Biologia e de Biomedicina, relacionadas direta ou indiretamente, com a saúde pública. O Instituto Butantan mantém 3 museus (Biológico, Histórico e Microbiológico) que abrigam uma das maiores coleções de serpentes do mundo, laboratórios sofisticados e o mais moderno centro de produção de vacinas, soros e biofármacos da América Latina.

Nota: a palavra “butantan” em tupi-guarani significa terra muito dura... Veja página com lista de Zoológicos Brasileiros!

Endereço: Avenida Vital Brazil, 1500 – São Paulo (SP) – CEP: 05503-900
Telefone: (11) 3726-7222 – Fax: (11) 3726-1505
instituto@butantan.gov.br – http://www.butantan.gov.br/

Uma série de 4 selos “Museus Brasileiros” foi emitida em 06/06/1991, sendo que dois deles mostram: Jararaca (Bothrops jararaca) e Periquitambóia (Corallus caninus), ambos do Instituto Butantan (selos abaixo). Os outros dois selos mostram: Dinossauro Terópode e Dinossauro Saurópode, ambos do Museu Nacional – UFRJ. Yvert & Tellier: 2019/2022. Scott Publishing: 2316/2319. Michel Übersee-Katalog: 2415/2418. RHM Rolf Harald Meyer: C-1737/C-1740.

Abaixo, série em bloco emitida em 23/02/2001, “Centenário do Instituto Butantan” (RHM: B-118, Scott: 2782). A mini-folha, com 8 selos, mostra oito espécies de animais peçonhentos e, em segundo plano, cada selo apresenta uma imagem do prédio do Instituto Butantan.

  1. Gênero das lagartas (Dirphya sp), que possui no dorso cerdas urticantes em forma de espinhos.
  2. Gênero das lagartas (Megalopyge sp), a qual possui “pelos” dorsais longos e sedosos de colorido variado, camuflando as verdadeiras cerdas pontiagudas e urticantes.
  3. Gênero Artrópodes (Phoneutria sp): aranha-armadeira
  4. Gênero Artrópodes (Tityus bahiensis): escorpião-marrom
  5. Serpente do gênero (Crotalus durissus): cascavel
  6. Serpente do gênero (Micrurus corallinus): coral
  7. Serpente do gênero (Bothrops jararaca): jararaca
  8. Serpente: surucucu, do gênero Lachesis (Lachesis muta), a maior das serpentes peçonhentas das Américas, atingindo até 3,5m. Existe a surucucu-bico-de-jaca, cujo nome científico é Lachesis muta rhombeata (Wied, 1825).

Aranha armadeira
Nome científico: Phoneutria spp.
Família: Ctenidae

Estas aranhas caracterizam-se pela disposição dos olhos em três filas. O corpo atinge 3 cm, com pernas até 15 cm. O corpo é coberto por pelos curtos, aderentes, marrom-acinzentado; pelos vermelhos na base da quelícera (ferrão); manchas claras no abdômen. O ventre da fêmea é negro e o do macho, alaranjado, que possui tonalidade geral mais clara com as patas negras.

Possuem hábitos noturnos, caçando ativamente as suas presas sem uso de teia, usando apenas o veneno. Abrigam-se em fendas, sob cascas de árvores ou troncos caídos, em bananeiras, bromélias, palmeiras, e também procuram as imediações das residências onde durante o dia se escondem em madeiras empilhadas, tijolos, telhas, entulho, onde encontram alimentação farta. Tornam-se mais ativas nos meses de acasalamento, quando podem ser encontradas inclusive dentro de casa, escondendo-se em sapatos, atrás de cortinas , no meio da roupa.

São causadoras de acidente pois ao se sentirem ameaçadas procuram picar. Assumem atitude típica, apoiando-se nos dois pares de pernas traseiras, erguendo os dois dianteiros, abrindo os ferrões, eriçando os espinhos. Acompanham o movimento do agressor procurando a defesa no ataque. São muito rápidas e provocam o acidente. Os acidentes acontecem freqüentemente dentro das residências e nas suas proximidades... Ocorrem em todo o território nacional.

Escorpião
Nome científico: Titus serrulatus
Família: Buthidae

O corpo dos escorpiões é formado por um tronco e uma cauda, que possui 5 segmentos e uma vesícula com ferrão. O tronco é formado pelo cefalotórax e mais 7 segmentos; as pernas e os pedipalpos (garras) estão articuladas ao cefalotórax. Os pedipalpos são usados como pinças, com um dedo fixo e outro móvel, esta pinça é usada para segurar e dilacerar a presa.

O veneno é produzido por duas glândulas situadas na vesícula. O veneno apresenta diferenças sazonais e os envenenamentos mais graves ocorrem no verão. O animal, ao utilizar o veneno na alimentação, injeta menor quantidade do que quando o usa em atos de defesa. São animais de regiões quentes e temperadas com preferência para ambientes mais áridos. São animais carnívoros e de hábitos noturnos, alimentando-se principalmente de insetos e aranhas, podendo ocorrer o canibalismo.

As fêmeas podem devorar os machos após o acasalamento. Se necessário jejuam por grande espaço de tempo. Os escorpiões vivem sob pedras, madeiras, troncos podres, areia. Outros dão preferência às proximidades das residências onde se escondem em entulhos e madeiras; outros preferem os cemitérios alojando-se nas lajes dos túmulos. A espécie ocorre nos estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

No selo brasileiro (acima) é mostrado o Tityus bahiensis, conhecido como escorpião-marrom, que vivem em cupinzeiros, barrancos, sob pedras, troncos caídos, materiais e construções etc. Também se adapta bem ao ambiente doméstico.
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Curiosidade

Na simbologia, toda serpente é um animal ctônico e misterioso, pode ser rival ou instruir os homens nos mistérios divinos...

Na tradição oriental, a serpente é apontada como um símbolo de prudência e sabedoria, além de estar associada à sensualidade. Símbolo das energias adormecidas na terra e dos seres humanos (a energia kundalini que é a energia primordial de toda a vida).

Entre judeus e cristãos, a serpente é a personificação do próprio diabo. Símbolo da malícia e da traição entre os ocidentais. Entre os romanos venerava-se o impecável destino sob a forma de uma serpente...

Os cristãos atribuem à serpente uma simbólica análoga à que atribuem ao dragão. Para eles a serpente é o símbolo do mal sob todas as suas formas. Numerosas peças filatélicas refletem essa crença...

Serpente símbolo da paz para os Gregos e para os Hindus... As serpentes na religião hinduísta são consideradas, juntamente com os dois grandes Deuses Védicas Vishu e Civa, como transportadoras do mundo ao qual asseguram a estabilidade. Daí a simbólica da paz que lhes está associada nesta religião.

Se os farmacêuticos e os médicos adotaram a serpente nos seus caduceus é porque este animal representava para eles algo diferente de um símbolo maléfico...

Tal porvém da mitologia grega conta que Hermes, tendo encontrado na Arcadia duas serpentes a lutar, separou-as com a bengala em torno da qual elas se enrolaram apaziguadas... Os Gregos derivaram daí o caduceu, símbolo da paz. Notar que se o caduceu dos farmacêuticos tem duas serpentes, o dos médicos tem uma única...

A efígie de Faraó aparece, geralmente, com o “Némès”, o qual é ornado com a deusa cobra ou “Uraeus”. Para os antigos Egípcios a cobra era o símbolo do Alto Egito. A deusa “Uraeus” era associada às representações do faraó, a quem tinha por missão proteger...


ANACONDA ou SUCURI-VERDE

Maior cobra do Brasil!

Nome comum: Sucuri; em tupi-guarani: boiúna
Nome científico: Eunectes murinus
Família: Boidae

Eunectes notaeus?

A foto do lado esquerdo é do Parque Dois Irmãos e a do lado direito da promoção dos Correios...

Trata-se de uma das maiores serpentes não venenosas do mundo. Pode atingir com facilidade os 9 metros e há relatos de exemplares de 15 metros. É sem dúvida a serpente mais pesada da fauna silvestre brasileira. De coloração marrom-olivácea, possui duas fileiras de manchas pretas arredondadas e dispostas no dorso. Ventre amarelo. É exímia nadadora e possui hábitos intimamente ligados à água. Cabeça triangular, em pescoço pronunciado, olhos pequenos; possui faixa negra que vai dos olhos até a parte posterior da boca. Ocorre na região Norte, Centro-Oeste e Sudeste.

A sucuri, também é conhecida como anaconda, é a maior cobra do Brasil e só perde para a naja-africana. Não é venenosa, mas estrangula sua presa, quebra-lhe os ossos e a engole. Passa dias hibernando e digerindo a refeição. Vive em brejos e adora um banho de sol. As lendas falam que ela hipnotiza as vítmas antes de atacá-la... Ela chega a medir 12 metros de comprimento e não é peçonhenta. Original do Pantanal, na região amazônica ela é ótima nadadora e pode ser encontrada nos grandes rios.

Hábitos alimentares: Ela é carnívora e se alimenta de mamíferos de pequeno e médio porte, como capivaras, veados, cutias, também de peixes e répteis, principalmente de jacaré, matando-o por falta de ar. Quando apanha a presa tenta levá-la para água para tentar mata-lá por afogamento. É comum o relato de ataques ao gado e com mais raridade ao ser humano.

Quando são atacadas e não podem fugir nadando, mordem para se defender. Sua mordida não é venenosa, mas pode causar infecções. Geralmente pesa cerca de 30 a 90 kg, mas pode chegar a 250 kg. As sucuris têm um corpo verde-escuro, com manchas ovais pretas olhos e narinas.

Curiosidade: A cobra já foi tema de filme: “Anaconda” – narra a história de uma expedição de cientistas americanos que chegam no Brasil, especificamente na Amazônia, atrás dessa cobra e se deparam com um animal gigantesco.
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CORAL-FALSA e CORAL-VERDADEIRA

Nome comum: Cobra-coral
Nome científico: Micrurus frontalis
Família: Elapidae

Serpente extremamente perigosa. Os dentes inoculadores de veneno possuem canal central e estão localizados na parte mediana da boca, o que reduz o número de acidentes pois a serpente necessita implantar as presas e morder a vítima para inocular o veneno. A cabeça é arredondada e sem pescoço; negra com uma faixa transversal branca. Apresentam anéis negros intercalados por anéis branco-amarelados, formando as tríades que são separadas entre si por anéis vermelhos.

O gênero Micrurus, apresenta anéis vermelhos, pretos e brancos em qualquer tipo de combinação... Alimentam-se de artrópodos, rãs, mamíferos recém-nascidos, lagartos e principalmente outras serpentes. Quando irritadas escondem a cabeça entre os anéis do corpo e levantam a cauda. Ocorrem em Santa Catarina.

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CASCAVEL

Cascavel (Crotalus durissus)
Cascavel-albina (Crotalus durissus terrificus)
Família: Viperidae

São serpentes cujo aparelho inoculador de veneno é extremamente eficiente, dotado de presas móveis e canaliculadas. Entre a narina e o olho encontramos a fosseta loreal que é o órgão responsável pelas sensações térmicas, muito sensível que ajuda o animal na localização das presas e na locomoção. São de hábitos crepusculares e noturnos e alimentam-se de pequenos mamíferos. São caracterizadas por possuírem chocalho na extremidade de cauda que, quando excitada denuncia sua presença pelo ruído característico do guizo ou chocalho, o qual é formado por resíduo de pele a cada muda, que é acrescentado aos anteriores.

As cascavéis podem mudar de pele até 4 vezes no ano o que derruba a lenda de que a idade do animal pode ser determinada pelo número de anéis... Normalmente possuem coloração cinza-oliváceo. Como toda serpente é surda, porém possui olfato muito desenvolvido; os odores são captados através da língua. Habita regiões de clima seco e quente. Ocorre nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.


JARARACAS

As serpentes chamadas jararacas, do gênero Bothrops, que habitam principalmente zonas rurais e periferias de grandes cidades, apresentam comportamento agressivo quando se sentem ameaçadas, desferindo botes sem produzir ruídos...

Jararaca
Nome científico: Bothrops pirajai (Amaral, 1923)
Categoria de ameaça: Em perigo. UF: BA.
Família: Viperidae.

Jararaca-de-alcatrazes
Nome científico: Bothrops alcatraz (Marques, Martins & Sazima, 2002)
Categoria de ameaça: Criticamente em perigo. UF: SP.

Jararaca-ilhoa
Nome científico: Bothrops insularis (Amaral, 1922)
Categoria de ameaça: Criticamente em perigo. UF: SP.

Jararaca-do-rabo-branco (Bothrops jararaca)?


JIBÓIA

Nome em inglês: Common boa
Nome científico: Boa constrictor

Jibóia (Boa Constrictor amarali)

Esta espécie de cobra possui duas subespécies?: uma se distribui pelo Amazonas e ao norte do cerrado goiano e, a outra, pelos cerrados e região sul do país... Não tenho certeza dessa informação...

Ordem: Squamata
Família: Boidae
Distribuição geográfica: do México ao norte da Argentina
Habitat: Matas, Cerrados e Caatingas
Hábitos alimentares: Carnívoro
Reprodução: Produz de 8 a 49 filhotes por ninhada, após gestação de 127 a 249 dias.
Período de vida: Aproximadamente 20 anos.

Nome popular: Jibóia-de-cropan?
Nome científico: Corallus cropanii (Hoge, 1953)?
Categoria de ameaça: Criticamente em perigo. UF: SP.

A foto do lado esquerdo é do Parque Dois Irmãos e a do lado direito da promoção dos Correios...

Embora possa alcançar cerca de 4 metros de comprimento, a jibóia está longe de ser a maior cobra do mundo (título que cabe à píton-reticulada) ou do Brasil título que cabe à sucuri-verde, mais conhecida como anaconda.

Esta serpente não é peçonhenta; mata suas presas, geralmente roedores, por constrição. Na região norte do Brasil, muitas vezes, é utilizada no controle dos ratos que invadem as casas em busca de alimento e moradia.

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Última atualização: 14/11/2008.
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