ANTA

Maior mamífero terrestre brasileiro!

Nome em inglês: Tapir
Nome científico: Tapirus terrestris
Família: Tapirídeo (Tapiridae)

A palavra “tapi’ira” em tupi-guarani significa anta!

Nota: parece que existe outra espécie (Tapirello Bairdii), cujo animal é símbolo de Belize...

A anta é o único representante da família dos tapirídeos na fauna silvestre brasileira, cuja família é de grandes perissodátilos que têm pernas relativamente curtas e pequena tromba.

Esses animais possuem uma pequena tromba que tem a mesma função das do elefante (embora bem menor, atingindo no máximo 17cm), ela auxilia na alimentação proporcionando ao animal agarrar e arrancar ramos e folhagens, farejar e apalpar.

Mamífero da espécime dos perissodá(c)tilos (Perissodactyla), ordem de ungulados em que o número de dedos funcionais se reduz a três, ou a um. As antas são classificadas com outros perissodáctilos como os burros, cavalos, rinocerontes e zebras...

Corpo, cabeça e pernas cinza uniforme, pelos curtos e macios, pele cinza, muitas vezes não recoberta inteiramente de pelos.

Tamanho: Mede até 2 metros de comprimento e 1 m de altura.
Peso: Pode atingir até 200 kg.

Possui crina com pelos grossos e negros que vai da testa até a região entre as espáduas. Os lábios superiores formam pequena tromba. Orelhas redondas com as extremidades brancas bem como a inserção na cabeça. Olhos pequenos. Cauda curta e fina.

O pêlo é uniforme, pardacento; os filhotes são malhados, mostrando até o sexto mês, até 4 ou 5 linhas claras e onduladas. O focinho é muito característico, terminando como uma pequena tromba, curvado para baixo. Cauda curta e orelhas como as do cavalo.

Distribuição: Vive desde a Colômbia e do sul da Venezuela até o Paraguai e o Brasil, onde costuma frequentar zonas ricas em água. No Brasil, ocupam a bacia do rio Amazonas e seus afluentes e a bacia do rio Prata, nas áreas dos rios Paraná e Paraguai.

Abaixo, um bloco emitido pela Guiana.

Alimentação: Folhas e gemas de várias árvores e arbustos, assim como de frutas variadas, ervas e raízes.

Comportamento: É um bicho pacífico, tímido, solitário e mais ativo durante à noite do que de dia. Ele se esconde durante o dia e sai a noite para comer. Demarca seu território com urina.

Situação atual: É caçado excessivamente, já que sua carne é saborosa, e por sua pele, muito apreciada. É localmente comum, estando ameaçado de extinção em algumas regiões.

Reprodução: Atinge a maturidade sexual entre os 2 e 3 anos de idade. A fêmea busca um refúgio apropriado para parir sua única cria – que costuma ter a cada 18 meses. O perído de gestação varia entre 390 a 400 dias. Geralmente, demora um ano inteiro, nascendo apenas um único filhote e todinho listado... O filhote permanece com a mãe até que tenha 1 ano e, este, apresenta estrias claras entre a pelagem castanha, que servem de camuflagem na mata.

Geralmente, esses animais vivem em ambientes úmidos, a água é essencial para eles, pois nela buscam alimento, defendem-se dos inimigos (grandes felinos como a onça) e livram-se dos parasitas. Sua defesa está no pescoço robusto, na densa crina e em sua capacidade de penetrar matas densas com grande velocidade.

As antas possuem uma visão muito fraca e normalmente percebem apenas objetos em movimento, mas sua audição e olfato são muito desenvolvidos, fazendo com que seus meios de comunicação baseiem-se principalmente, nos sinais acústicos e odores. A sinalização territorial é baseada nos caminhos percorridos habitualmente.

Não se sabe ao certo a longevidade das antas em liberdade, mas em zoológicos podem alcançar 29 anos.

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Última atualização: 15/07/2008.
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