A Reserva possui uma área de 15 mil quilômetros quadrados e está localizada na Província do Niassa, nas margens do rio Rovuma. A Reserva parcial do Niassa foi famosa devido aos enormes efetivos de elefantes que possuía, considerada uma reminiscência do Jardim de Éden Africano...
Hábitat de uma grande diversidade de espécies de fauna tropical numa paisagem equilibrada, bravia... um verdadeiro santuário de caça, incluindo muitas das espécies clássicas tais como o leão, o leopardo, o elefante, o búfalo, e as subespécies raras como o gnu-do-niassa (considerado endêmico e por isso carente de proteção), a zebra-boehms, o antílope-negro-africano e o cão-selvagem-africano – em perigo de extinção.
Também existem girafas aqui! Talvez, encontramos a subespécie girafa-do-cabo!
O Governo Provincial, cumprindo a Política Nacional, transformou toda essa herança natural e primitiva em um destino eco-turístico preservando todo o patrimônio natural e intato, mas permitindo, deste modo, que o turismo se desenvolva de uma maneira sustentável, onde o homem, a fauna e a flora coabitem em harmonia.
É uma das maiores reservas naturais do mundo – certamente a maior em Moçambique e da África Austral. A reserva é o hábitat da fauna e flora ainda por desvendar. Nas extensas planícies da região do Miombo, situados entre rios que se cruzam, erguem-se os majestosos Inselbergs. Alguns são isolados como ilhas, outros próximos uns dos outros. Ao longo dos rios vagueiam grandes manadas de caça como faziam no tempo dos comerciantes de marfim...
Hoje, a reserva é o hábitat de uma crescente população de elefantes de 12.000 cabeças. A abundância de animais permite a caça de troféus em zonas habitadas por búfalos na orla do parque.
Na reserva são permitidas apenas máquinas fotográficas. É dirigida pela SRN sob um rígido programa de conservação que inclui iniciativas de desenvolvimento para as comunidades dentro do parque ao mesmo tempo que vai promovendo o ecoturismo da vida selvagem.
A Reserva do Niassa será, dentro em breve, uma pedra fundamental para o ecoturismo e programa de conservação no World Banks Trans-Frontier Conservation Área.
O projeto “costa a costa” irá ligar os corredores da bio-diversidade do Lago Niassa à reserva marinha na província vizinha de Cabo Delgado, incluindo a Reserva de Caça Selous, na Tânzania.
Veja o MAPA da Reserva de Niassa!
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Reserva Niassa – a última selva natural no mundo, de acordo com as primeiras experiências de Livingstone, quando abriu caminho através da selva com a sua caravana de carregadores e tendas, lutando contra búfalos e leões...
Essa nova rota está localizada em uma área, onde a sua superfície está coberta de vegetação virgem e apresenta os menores índices populacionais de Moçambique.
Niassa é a primeira província desminada em Moçambique que merece ser descoberta. Essa área ainda não sofreu qualquer agressão do meio ambiente, sendo merecedora de ações de preservação ambiental por parte dos governantes e entidades de proteção ambiental.
Lodges
– Mecula: Um novo e luxuoso lodge ecoturístico na reserva. O Grupo Rani está a construir um lodge luxuoso para eco-turistas na Serra de Mecula, na Reserva do Niassa.
– Nas margens do Lago Niassa, a 30 km de Metangula, existe um lodge que recebe os turistas vindos do Malawi e que atravessam o lago de barco (informação de Giorgio)...
– Luwire: O lodge de caçadores com responsabilidades administrativas da vida animal. Quando, em Junho, se inicia a estação de caça, Luwire enche-se de vida. Os caçadores de troféus de todo o mundo visitam esta única reserva de caça, na orla da Reserva do Niassa.
O lodge com tendas de campismo pode ser visitado, se a reserva for feita com antecedência e especificamente com o objetivo de participar de um safari de caça. Luwire é administrado pelo grupo Rani, que também é proprietário do famoso lodge situado na baía de Pemba. O gerente do lodge é um caçador experiente e estudioso da vida animal desempenhando também o papel de guia.
A concessão para operar em Luwire foi concedida com a garantia do Rani desenvolver um trabalho conjunto envolvendo a vida selvagem e a vegetação e que beneficie a comunidade local. Como parte do programa, Luwire adquire todos os seus produtos alimentares locais e apoia um projeto de exportação de mel.
Das 10 províncias de Moçambique, Niassa é a maior, com superfície total de 122.176 km². Acontece, porém, que Niassa é a Província menos povoada do país, com menor densidade populacional: 6,2 habitantes/km² (censo de 1997).
Está situada no extremo noroeste de Moçambique, é montanhosa e foi muito afetada pela Luta Armada de Libertação Nacional. Em língua chiNyanja, niassa significa lago.
Apesar de ter muitas riquezas naturais – uma das quais, a costa mais alcantilada do Lago Niassa onde, neste momento se está a desenvolver o turismo – e excelentes solo e clima, esta região nunca se desenvolveu como as regiões costeiras.
No período pré-colonial, o Niassa era uma importante fonte de marfim no comércio regional e mesmo internacional, através do Oceano Índico...
Algumas características desta província:
Está dividida em 15 distritos: Cuamba, Lago, Lichinga, Majune, Mandimba, Marrupa, Maúa, Mavago, Mecanhelas, Mecula, Metarica, Muembe, N'gauma, Nipepe e Sanga.
Nos seus mais de 100 mil quilômetros quadrados de superfície vivem pouco mais de 500 mil pessoas, número este que certamente ficou ainda mais reduzido devido à guerra que provocou muitos mortos e fugas maciças para os países vizinhos.
O Distrito do Niassa tinha sede em Vila Cabral. Era um distrito caracterizado por uma grande diversidade de climas, relevo e solos. Na extremidade do distrito encontra-se o Lago Niassa – possuindo uma temperatura mais amena, do que a região de grandes altitudes onde ficam situadas as terras de Vila Cabral e Maniamba.
O lago reunia todas as condições para se tornar um ponto turístico muito interessante. No distrito encontra-se as mais variadas atividades de produtos: sorgo, madeiras e pedras semipreciosas.
Leguminosas são as principais produções agrícolas: algodão (em Amaramba e Marrupa), milho (nos planaltos), café, tabaco, mandioca, batata rena, batata doce, soja e feijão.
Nos últimos anos foram também introduzidos árvores de fruto da europa como a macieira, a pereira, a cerejeira e outras espécies que o clima frio e seco desta província favorece. O trigo é outra cultura introduzida neste chão riquíssimo do Niassa.
Não se pode falar do solo sem se falar de imediato no seu subsolo ainda não explorado, mas cujos estudos mostram riquezas que podem transformar o Niassa numa das Províncias mais desenvolvidos do país. Ferro, carvão, ouro são alguns dos muitos minerais que estão à espera de uma exploração...
História
No período colonial, foi construído um ramal de caminhos de ferro até Vila Cabral, como se chamava nessa altura a capital do então distrito do Niassa e, já nos últimos anos, como forma de apoio à guerra colonial, uma estrada alcatroada com cerca de 40 km.
O colonato que se tinha instalado em Nova Madeira (atual...) era formado por agricultores pobres, que pouco contribuíram para o desenvolvimento da região.
Depois da Independência Nacional, em 1975, foi feito algum esforço para “recolonizar” a província e, na década de 1990, foi inclusivamente firmado um acordo entre os governos de Moçambique e da África do Sul que previa o financiamento para a instalação de farmeiros boers no Niassa, permitindo assim a reforma agrária naquele país. No entanto, a guerra dos 16 anos que muito afetou a província, impediu um real desenvolvimento...
A seguir ao Acordo Geral de Paz, em 1992, houve algumas iniciativas importantes, nomeadamente a concessão do Parque Nacional do Niassa a uma empresa privada, a instalação de uma Faculdade de Agronomia da Universidade Católica de Moçambique em Cuamba, a maior cidade da província e, neste momento, a rede viária, apesar de rudimentar, já permite a ligação efetiva entre os vários distritos...
A DIVISÃO ADMINISTRATIVA
Ao longo dos anos, a região do Niassa, administrativamente, sofreu várias alterações, tornando-se bastante difícil situar, no tempo e no espaço, toda uma complicada situação inerente às províncias, distritos, circunscrições ou concelhos e localização de muitas povoações; até por que várias terras mudaram de nome e local e outras extinguiram-se ou perderam importância, por circunstâncias várias. Isto para não falar das diversas grafias utilizadas em cartas geográficas ou documentos, ao longo dos anos, como em separado explanaremos. “Niassa” é um caso paradigmático.
Durante a vigência da Companhia do Niassa, que obteve o seu estatuto de Companhia privilegiada em 16/03/1893, o território estava dividido em circunscrições e estas em postos administrativos. A circunscrição do Lago tinha a sua sede em Metangula.
Com a extinção da Companhia, o que aconteceu por força do Diploma Legislativo n.º182, de 14/9/1929, depois de um completo fracasso econômico e administrativo – a região muito pouco progrediu, em termos de praticamente todas as atividades econômicas e sociais –, no território, agora sob administração direta do Estado, foram criados dois distritos (igualmente divididos em circunscrições) – Cabo Delgado e Niassa.
O “Acto Colonial” trouxe novas e profundas alterações na divisão administrativa. A antiga Província Ultramarina, agora Colônia de Moçambique foi dividida em províncias e estas em distritos, mantendo-se a divisão básica em concelhos e circunscrições e estas em postos.
Assim, a partir de 1/1/1935, o distrito do Niassa foi extinto, criando-se a província do Niassa, com os distritos de Cabo Delgado e Moçambique Neste esquema, por Portaria Ministerial n.º23, de 9/9/1945, foi criado, nesta província, anos depois, o novo distrito de Vila Cabral, com sede na localidade, em franco progresso, do mesmo nome. Mas logo no ano seguinte (Decreto n.º 35733, de 4/7/1946), este distrito passou a chamar-se distrito do Lago.
Nova e profunda alteração ocorreu com a “Lei Orgânica do Ultramar Português”. Acabaram-se as Colônias (pelo menos oficialmente), que passaram a designar-se, como antes, Províncias Ultramarinas, necessariamente divididas em distritos. É assim que, por força do Decreto n.º3985, de 20/10/1954, o distrito de Lago, volta a designar-se distrito do Niassa. Mas apesar destas alterações, a circunscrição do Lago, com sede em Metangula, manteve sempre o seu estatuto de circunscrição e mais tarde concelho.
E assim se manteve até à data da independência de Moçambique. Só com a diferença de que, pela Portaria n.º17320, de 21/12/1963, Metangula teve o seu nome alterado para Augusto Cardoso, revertendo após a independência do país ao antigo Metangula.
Durante o período de transição, antes da independência de Moçambique, de acordo com Decreto-Lei n.º6/75, de 18/1/1975, foi alterada a divisão administrativa, de novo: os distritos passaram a designar-se províncias; os concelhos passaram a distritos, desaparecendo, portanto, aqueles. Assim, o concelho de Lago, passou a distrito, com sede em Metangula.
Registe-se ainda que, no período colonial, Metangula foi criada pela Portaria n.º3497, de 24/8/1938, mas a povoação era conhecida pelo menos desde os fins do século XIX, tendo alí sido instalado um posto militar, provavelmente em 1900 que, como tantas vezes aconteceu, deu origem à povoação, que viria a ser a sede da circunscrição do Lago, criada pela C.ª do Niassa...
Como chegar a Província do Niassa
Pode-se chegar em Niassa de quatro maneiras. A maneira mais prática é ir de avião, pela companhia aérea LAM a partir de Maputo, ou de Malawi e Pemba. A LAM (reservas@lam.co.mz) faz vôos de Maputo para Lichinga três vezes por semana e para Cuamba duas vezes por semana. Podem-se fretar aviões do Malawí e Pemba para o litoral.
De trem, desde Nampula ou Malawi. Os Caminhos de ferro de Moçambique oferecem uma excelente experiência de se viajar de comboio de Blantyre ou da Província de Nampula (o bem situado porto de Nacala) para Cuamba, numa carruagem de primeira classe incluindo serviço de restaurante.
Por estrada... do Malawi e litoral. Viajar de carro de Blantyre/Lilongwe para Lichinga é também uma opção. As estradas de Lichinga para as cidades principais mais próximas, Metangula, Cuamba e Cobué são transitáveis em qualquer época do ano, facilitando assim o turismo.
Chegar na Reserva do Niassa de carro pode parecer uma viagem difícil, mas esta ocorre numa estrada transitável do lago para o litoral... de Lichinga para Pemba.
Não existem estradas que liguem esta província à Tanzânia, e o acesso rodoviário é feito por uma estrada de terra batida proveniente da província de Cabo Delgado.
Também pode chegar a Lichinga e ao Lago a partir do Malawi pela fronteira Chipode / Mandimba.
Falar do Niassa é também referir a grande encruzilhada humana, é falar dos Nianjas, Ajauas e Macuas, povos bantu que para aqui emigraram e fazem agora um caldeamento rico de cultura com as línguas, suas tradições, seus ritos, sua arte.
Abaixo, um cartão-postal, Grinding maize on a stone slan in preparation for days of feasting and ceromonial dancing by these groups pf yellow-daubed, beaded women.
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Excursão... de Costa a Costa. A viagem pela costa, que é banhada pelo Oceano Índico, pode reservar surpresas inesquecíveis, tais como o Lago com peixes multi-coloridos e de rara beleza, e lindas praias à sombra de coqueiros abundantes.
Operadores de excursões e agentes de campo: Makomo Safaris (makomo@malawi.net), Ulendo Safaris (rob@ulendo.malawi.net), Kiboko Safaris (info@kiboko-safaris.com), Malawi Lake Services (malawilake@malawidirect.com).
Para Moçambique: Manda Wilderness (mdw01@bushmail.com) e Euro Travel (eutravel@virconn.com).
Tradições Musicais
A música é uma componente muito importante na cultura tradicional das etnias desta província. De destacar o uso, pelos homens, de um instrumento de sopro, que faz parte das orquestras tradicionais, feito de uma cabaça oca e seca, furada com tal precisão que o som dela emergente assemelha-se a um trompete. As orquestras destes instrumentos são formadas por vários músicos tocando cabaças de diferentes tamanhos.
O lendário Lago Niassa, hoje, Lago Malauí, é a atração principal da Província do Niassa!
CIDADE DE LICHINGA (ex-Vila Cabral)
Lichinga é uma cidade moçambicana, capital da Província do Niassa desde a era colonial, quando a cidade se chamava Vila Cabral. Uma cidade de interior, onde vivem cerca de pouco mais de 100 mil habitantes, dos 756.000 de toda a Província.
Localizada no planalto com o mesmo nome, a cidade está rodeada por extensas matas e verdejantes plantações de pinheiros. Fica à altitude de l.277 metros e oferece um clima agradável mesmo na altura mais quente do ano. Pode-se chegar ao Lago Malauí através da cidade de Lichinga. Trem – A railway branch line from the port of Nacala terminates in this town.
Administrativamente, a cidade de Lichinga é um município, com um governo local eleito e uma área de 280 km². A povoação foi fundada em 1931 e elevada a cidade a 23/09/1962. A cidade foi fundada como Vila Cabral, mas depois da independência de Moçambique, mudou seu nome para Lichinga.
O Planalto de Lichinga é parte do famoso sistema de “The Rift Valley” que abrange os grandes lagos africanos e o declive que vai de Djibouti até ao lago Niassa. Lichinga proporciona uma variedade de atividades recreativas através de teatro ativo e grupos de dança e na maior parte dos fins de semana, o complexo de cinema acolhe concertos e competições de beleza.
O restaurante “Chambo”, cuja proprietária é Dona Argentina, mantem-se conceituado ao longo dos anos pela deliciosa comida que serve, tornando-se deste modo, num ponto de encontro acolhedor para turistas. Outro local também agradável é a Quinta Capricórnio – um refúgio em Lichinga – oferece guias de língua inglesa para acompanhar os turistas à praia, à floresta, à área de conservação da vida selvagem, Chipandje Cetu, ou outra área que queira explorar.
Outros:
Lichinga Hotel – Hotel de luxo com sala para conferências, piscina e campo de
tênis.
Cuamba Hotel Vison 2000 – Visite a mina de granada e viaje pela lendária serra
Mitucue.
Pousada Lichinga – Renovada recentemente.
Cuamba = Cuamba é uma cidade da província moçambicana do Niassa, localizada no distrito do mesmo nome. Administrativamente, Cuamba é um município, com um governo local eleito, uma área de 131 km² e uma população de 56.801 habitantes. Antes da independência de Moçambique, esta cidade tinha o nome de Nova Freixo. Encontra-se nesta cidade a Faculdade de Agrônomia da Universidade Católica de Moçambique.
Lago = A vila de Metangula é a sede do distrito moçambicano do Lago, na província do Niassa. Administrativamente, Metangula é um município com um governo local eleito. A vila tem, de acordo com o Censo de 1997, uma população de 6.852 habitantes. O primeiro estabelecimento português em Metangula foi um posto militar construído em 1900 no contexto dos esforços portugueses para ocupar a margem oriental do Lago Niassa. Em Dezembro de 1963 a denominação da vila foi alterada para Augusto Cardoso, revertendo para o nome original depois da independência nacional.
Existem muitas versões diferentes de topónimos moçambicanos, variando conforme as épocas e as respectivas cartas geográficas ou outros documentos. Também se verificaram alterações de ordem política: mudanças efetuadas pelos portugueses (a que chamamos topônimos com conotações colonialistas) e posteriormente as alterações impostas após a independência de Moçambique (e no caso presente também da Niassalândia/Malávi). Duas advertências:
1) a lista que se segue, de topônimos relacionados não tem pretensões de se encontrar completa e absolutamente correta.
2) não tivemos a preocupação de situar determinada versão dos topónimos na correspondente época em que estes vigoraram (tradicional ou oficialmente). Seria demasiado complexo; daí a razão de ser desta lista, que servirá também como exemplo das dificuldades a ter em conta pelos estudiosos da História Postal de Moçambique.
* NIASSA – NYASSA – NYASA (à maneira inglesa) – NHASSA – NHIASSA – NHIANZA – NIANZA – NYANZA – NHANJA MUENZO MARAVI (nome mais antigo – MARAVI terá dado MALÁVI (em português) e MALAWI (em inglês) – Nome atual: NIASSA (forma usada em Moçambique) e MALAWI OU MALAWI (este o nome oficial do lago e do país, que aparece nas cartas geográficas).
* M’TANGULA – M’TENGULA – M’TENGULI – METENGULA – METANGUIA, chamou-se AUGUSTO CARDOSO; atualmente METANGULA
* ANKUABE – ANCUABE
* CUAMBA – chamou-se NOVA FREIXO; atualmente CUAMBA
* FORT JHONSTON, atualmente MANGOCHI (Malauí)
* MAHUA – MAÚA
* MESA – MEZA
* MONTEPUEZI – MONTEPUÉS – MONTEPUEZ
* M’SALUA – M’SALO – MUSSALO – MESSALUA
* M’TARICA – METARICA
* M’TÓNIA – METÓNIA
* MWALIA – MUÁLIA
* POMUNE – POMANE – PONEME (?)
* PORTO AMÉLIA, atualmente PEMBA
* PORT HERALD – Atualmente N’SANGE
* SHIRE (nome inglês) – CHIRE (nome português)
* VILA CABRAL, atualmente LICHINGA
BELÉM
Belém é uma pequena cidade localizada em Mandimba – um dos 15 distritos da Província do Niassa (amplie o mapa no topo desta página).
A Belém (de Moçambique) chamou-se antes Congerenge-Estacão e foi criada pela Portaria n.º 8111, de 3/12/1949; era uma estação do Caminho de Ferro de Nacala. Após a independência de Moçambique foi denominada Mitande, não sabemos por que razão.
Na “Primeira Relação de Nomes Geográficos da província de Moçambique – 1962”, Mitande figura como nome de um monte existente no local; talvez seja esta a origem do topônimo.
À data da independência, Belém era uma Estação Telégrafo-postal de 2ª classe; conhecem-se carimbos do tempo colonial, um dos quais usado em 1982, vários anos após a mudança de nome.
Curiosamente, uma notícia de maio de 1980, publicada nos jornais locais, refere que a província do Niassa tinha em atividade 8 estações de correios e telecomunicações de 1ª classe, 3 de 2ª classe (estando Mitande incluída neste número) e nada menos do que 101 de 3ª classe. Entretanto, não conhecemos qualquer carimbo de Mitande...
Adaptado para Girafamania, com texto original de Jorge Luís P. Fernandes,
CNF
– Clube Nacional de Filatelia (http://www.caleida.pt/filatelia)
http://www.filatelicamente.online.pt/r106/artigo_html/revista106_3.html
Última atualização: 28/08/2008. |