No século VIII, os árabes instalam colônias no litoral do Quênia e trocam mercadorias com as tribos do interior. Desse contato resulta o idioma quissuaíle, que mistura palavras em árabe e banto.
Os portugueses chegam à região no final do século XVI e controlam a costa até 1729, quando esta é integrada aos domínios dos sultões de Omã.
Exploradores britânicos conquistam o país no final do século XIX. Com a divisão do continente entre potências coloniais, em 1885, na Conferência de Berlim, o atual Quênia passa a ser administrado pelo Reino Unido.
O descontentamento dos quicuios – a tribo mais numerosa – com a perda de suas terras dá origem, em 1952, à Rebelião dos Mau-Mau, sociedade secreta que luta contra o domínio colonial.
Os britânicos reprimem os rebeldes, mas fazem concessões. Os nativos formam um Legislativo local em 1957.
Abaixo, cartão-postal do Quênia sobre o controle de carros civis durante a Rebelião Mau-Mau, entre 1952 a 1956.
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O Quênia obtém a independência em 1963 e elege seu primeiro presidente, Jomo Kenyatta, líder quicuio, preso dois anos antes, acusado de ligações com os Mau-Mau.
Nota: Jomo Kenyatta é mostrado em um dos selos da primeira série do país e, hoje, é lembrado no nome do Aeroporto Internacional de Nairóbi Jomo Kenyatta.
Kenyatta morre em agosto de 1978 e é substituído pelo vice-presidente Daniel Arap Moi, eleito presidente dois meses depois e reeleito em 1983, 1988, 1992 e 1997 (veja página de numismática).
Na década de 80, Arap Moi assume gradativamente poderes ditatoriais, passando a reprimir a formação de uma oposição.
Em 1991 é fundado o Partido Democrático, que convoca uma conferência sobre o futuro do país, dissolvida pela polícia.
Em represália, governos ocidentais que pressionam pela democratização suspendem a ajuda econômica. Arap Moi recua, liberta presos políticos e aprova o pluripartidarismo.
A divisão da oposição, em 1992, favorece Arap Moi, que vence nas eleições gerais. Assume seu quarto mandato em janeiro de 1993 e, imediatamente, suspende o Parlamento por tempo indeterminado, ignorando protestos populares.
Durante o ano, cerca de 500 mil refugiados chegam da Somália, da Etiópia e do Sudão.
Em janeiro de 1995, a Bolsa de Valores de Nairóbi é aberta aos investidores estrangeiros, objetivando transformar a capital em um centro financeiro regional.
Em fevereiro de 1996 é anunciado um plano neoliberal de desenvolvimento para o biênio 1996/1998, com reestruturação de estatais e novo corte no funcionalismo.
O assassinato do líder estudantil Solomon Muruli, em fevereiro de 1997, atribuído ao governo, dá início a uma onda de violência. Manifestantes erguem barricadas nas ruas de Nairóbi e enfrentam a polícia.
O governo fecha a universidade por tempo indeterminado. Embaixadores da União Européia e dos EUA divulgam nota conjunta condenando a repressão...
Em agosto, a polícia atira para a multidão e mata 13 pessoas em ato público que exigia a reforma constitucional e a limitação dos poderes do presidente.
Em novembro, Arap Moi dissolve o Parlamento sob justificativa de que se trata de “preparação para eleições parlamentares e presidenciais”, ocorridas em 29 e 30 de dezembro, Arap Moi conquista novamente a presidência com 40,2% dos votos, sob intensos protestos da oposição, que denuncia fraudes.
O Kanu, partido governista, obtém 102 cadeiras no Parlamento e a oposição, 98...
Primeiro selo postal do Quênia: pastor nômade da tribo Masai (Scott: 1), com valor facial de 5c.
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A tribo de nômades pastores, antigamente temida por seu caráter guerreiro, habita os territórios desde antigamente. Em 1911, o chefe Lenana firmou um acordo com o governo colonial, aceitava vender suas terras em favor do crescimento urbano de Nairóbi para despachar-se ao sul.
Mas a região de Masai Mara havia quebrado, já despovoada durante o século XIX, quando as epidemias e as guerras entre clãs dizimaram a população Masai e a conduziram a um declive.
Assim, uma velha profecia Masai que previu a chegada dos estrangeiros também augurava um futuro desse povo recuperaria seu antigo explendor...
A proteção desta área, entre outros fatores, favoreceu a reocupação do território pelos Maasai, os quais graças aos estatus da reserva podem participar da administração da mesma através dos conselhos de distrito.
Ainda os conflitos pela terra continuam em pé, a fórmula eleita para a preservação deste espaço natural trata de render alguma compensação aos Maasai em virtude do comércio com os turistas, a venda de artesanato e as visitas às aldeias.
Tudo constitui numa fonte de ingressos permanente, às vezes escassa e flutuante, para este povo que luta por conservar suas tradições frente às imposições do progresso.
Sua aparência e sua lenda os têm transformado em uma tribo mítica que muitas vezes se corresponde um pouco com a imagen romântica que se tem dela.
Hoje, muitos dos costumes Maasai são restringidos pela lei, como a caça do leão, por exemplo...
Reverso de uma cédula emitida pela Tanzânia em 1966 (cédulas da Tanzânia), com valor facial de 100 Xelins (P-4), que retrata um pastor Masai.
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Outras emissões:
1977 – 70/73 (4). Há também BF. 2 festival mondial africain d’art et culture,
au Nigeria. Polychromes. Dentelés.
1986 – Yvert: 352/355 (4). Scott: 360/364 Acácia.
1986 – Yvert: n.28 bloco e folhinha. 374/377 (4). Scott: 388 Bloco – Dhow (ship),
Mapa África. DUPLICADO.
1994 – 595/599. 50 ans du Rotary Club de Mombassa. Dentelés. Portrait de Paul
P. Harris, fondateur du Rotary. NT
1995 – Sociedade Queniana
de Prevenção à Crueldade aos Animais
1995 – Yvert: 618/622. Scott: 660/664. Maize (milho), frutas etc.
1998 – Yvert: 710/713. Scott: 730/733. Vasco da Gama’s Stop in Malindi, 500th
aniversário. 10sh – residents greeting ships as they arrive. 24sh – 3 ships.
33sh – map of voyage. 4sh – ships in bay. DUPLICADO (trouxe de lá).
Pesquisar: tenho uma série de quatro valores sobre: Historical sites of east
África. Um deles é sobre o Olduvai Gorge.
Última atualização: 17/06/2008. |