SALVE OS MONUMENTOS HISTÓRICOS DA NÚBIA

Núbia é a região situada no vale do rio Nilo que atualmente é partilhada pelo Egito e Sudão. Na antiguidade foi onde se desenvolveu o que se pensa ser a mais antiga civilização negra de África, que deu origem ao reino de Kush, o qual existiu entre o 3º milênio antes de Cristo e o século IV de nossa era...

Este reino foi então dominado pelo reino de Axum e aparentemente, os núbios formaram novos pequenos estados fora da região ocupada. Um deles, Makuria, tornou-se preponderante na região, assinando um pacto com o Egito islâmico para conservar a sua religião cristã (copta), que conservou até ao século XIV, quando foi finalmente submetida aos árabes dominantes.

No entanto, a parte sul conservou-se independente, como o reino de Sennar (atual Sudão), até ao século XIX, quando o Reino Unido ocupou a região. Com a independência dos atuais estados africanos, os núbios ficaram divididos entre o Egito e o Sudão.

Nesta região, na grande curva do Nilo, na parte sudanesa, encontram-se as ruínas das cidades de Napata, perto do monte Gebel Barkal, e Meroe que foram inscritos pela UNESCO, em 2003, na lista do Patrimônio Mundial.


As abundantes chuvas que inundam o planalto abissínio a cada ano, de maio a setembro, enchem as águas do Nilo. E uma enorme torrente dessa cheia, varre toda a sua passagem. As águas barrentas transportam por milhares de quilômetros o limo em suspensão...

Na época do antigo Egito, a enchente atingia Assuã, em meados de junho, e se espraiava pelo país até o começo de setembro. Daí, a cheia começava a decrescer, para terminar na primavera... Desde os tempos pré-históricos, os egípcios tiveram que controlar esse fluxo, que somente dominaram com a construção da alta barragem de Assuã.

Já em 1902, os ingleses puseram em prática uma grande barragem – reservatório, nas proximidades de Assuã; acrescida em 1912, e depois em 1934. Essa barragem acabou atingindo a capacidade de 5 milhões e trezentos mil metros cúbicos. A agricultura egípcia pode, então, utilizar a irrigação permanente. Mas a barragem de Assuã não fora concebida para reter as enchentes de verão que transbordavam nas comportas.

Era enchido em novembro, e as águas liberadas para o baixo Nilo, de fevereiro a agosto. Foi para armazenar a água das enchentes de verão que foi construída a segunda barragem de Assuã: a Alta Barragem, ou de Saad el Ali.

O projeto, apresentado em 1947, só foi aceito em 1954, após a Revolução de Nasser. Os Estados Unidos da América, depois de terem aquiescido, recusaram-se a contribuir para o financiamento da obra. Como reação, o Egito nacionalizou o Canal de Suez e recorreu à, então, União Soviética. Essa, concedeu empréstimos reembolsáveis em 12 anos, a 2,5%, e ofereceram seus técnicos, dando início aos trabalhos.

A segunda barragem de Assuã, está localizada a pouco mais de 6 quilômetros da primeira, com uma altura de 111 metros acima do leito do rio e 3.600 metros de extensão. Constitui um lago artificial, o Lago Nasser (Buheiret en Nasser) que, com seus aproximadamente 500 quilômetros de comprimento e seus 157 bilhões de metros cúbicos de capacidade, é, pelo volume, o segundo lago artificial do mundo!

As suas metas são as seguintes: 2 milhões de acres em terras cultivadas a mais; um sistema de irrigação estável; melhor escoamento da navegação; proteção contra as grandes enchentes; 10 bilhões de K.W.H. anuais.

Um canal de derivação, escavado na margem oriental do Nilo, promoverá a saída das águas para as terras a serem irrigadas, com uma usina hidroelétrica que proporcionará 2.500 milhões de K.W.H anuais.

Em 1960, a ameaça que pesava sobre os sítios arqueológicos núbios e sudaneses, que as águas da barragem iriam engolir em 1971, levou as autoridades egípcias a invitar às missões estrangeiras para participar de um amplo programa de salvamento dos monumentos da Núbia.

Uma ampla campanha organizada pela UNESCO foi necessária para unir um esforço comum de cooperação internacional para o salvamento desse patrimônio da humanidade. A frutuosa cooperação dos serviços egípcios e de numerosas missões estrangeiras teve início...

Experts internacionais fizeram cópias e fotografias de todos os monumentos, enquanto que expedições arqueológicas encarregavam-se no deslocamento de alguns deles, para os deixar a salvo das águas em outros lugares.

Outras escavações efetuadas nos sítios chamados a desaparecer, permitiram publicar novas e interessantes observações. O lago afogou todos os sítios antigos e apagou grande parte da Núbia dos mapas da África.

Alguns monumentos foram mudados de lugar: os dois grandes templos rupestres de Abu Simbel, remontados fora da água; o Templo de Buhen, foi reconstruído em Cartum (capital do Sudão), assim como os das fortalezas de Kumma e Semna.

Hoje, só alguns egiptólogos ainda se lembram dos 7 grandes fortes construídos de tijolos ao longo da estrada de Semna à Buhen, nas proximidades de Wadi Halfa, agora desintegrados sob 10 metros de água feitos limo...

Em agradecimento, o governo egípcio ofereceu uma parte dos achados e mesmo templos desmontados:

Cartão-postal do Egito que mostra a Barragem de Assuã.

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Assuã – Assuan – Aswan

É uma cidade egípcia habitada pelos núbios - os negros descendentes do povo tantas vezes escravizado pelos faraós para exaltar sua glória. Há o mausoléu de Aga Khan, um líder islâmico paquistanês que se destacou nos anos 60.

Em 1960, a sete quilômetros ao sul da cidade, iniciou-se a ampliação da barragem de Assuã no Rio Nilo. O “se-tenant” (abaixo) com dois valores foi emitido em 1960 (SG: 630/631), com valor facial de 10m e 35m. Esta série marca a Colocação da Pedra de Fundação na Alta Barragem de Assuã...

Foi construída com tecnologia soviética, por um governante populista e militarizado chamado Gamal Abdul Nasser, e foi inaugurada em 1971. A grande represa forma um lago de 500 quilômetros de extensão no meio do deserto, inclusive, invadindo uma parte do Sudão. O Nilo forma um lago imenso, o Lago Nasser, que inunda 350 quilômetros do território egípcio e 150 quilômetros do vizinho Sudão.

JT

Um muro de 115 metros de altura por 3.600 de largura, erguido entre 1960 e 1971, é a mais recente das obras gigantescas, numa região acostumada a grandes feitos de engenharia, desde as pirâmides até o Canal de Suez. A contenção do grande rio trouxe energia elétrica para o país e fertilizou mais de 2 milhões de quilômetros quadrados a área cultivável do deserto. Agora, se de um lado diminuiu a pobreza do Egito, de outro, soterrou uma incalculável quantidade de tesouros arqueológicos...

Existe um monumento que foi construído para comemorar a inauguração da barragem, e os dois países homenageados no monumento – URSS (União Soviética) e RAU (República Árabe Unida) – ambos não existem mais. O selo do lado esquerdo foi emitido em 1960 (Scott: 495, SG: 632), com valor facial de 10m, ele mostra o mapa da Estação Hidroelétrica da Barragem de Assuã. O selo do lado direito, emitido em 1992, mostra a Barragem de Assuã.

JT NT
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Abu Simbel – Abû Sunbul

Um lugar da baixa Núbia é famoso por ter sido escolhido por Ramsés II para a construção de dois impressionantes templos, na encosta da montanha que ladeia o Nilo, a 280 quilômetros ao sul de Assuã. O complexo de Abu Simbel é constituído por dois templos:

  1. Um templo maior dedicado ao próprio faraó Ramsés II e aos deuses Ra-Harakhty, Ptah e Amun (Amon-Rá).
  2. Um templo menor dedicado à deusa Háthor, personificada por Nefertari, a mais amada esposa de Ramsés II dentre as mais de 100 que Ramsés possuía.

Abu Simbel (em árabe: أبو سنبل ou أبو سمبل) é um complexo arqueológico constituído por dois grandes templos escavados na rocha, situados no sul do Egito, no banco ocidental do rio Nilo, perto da fronteira com o Sudão, numa região denominada Núbia, a cerca de 300 quilômetros ao sul da cidade de Assuã ou Assuão, como os portugueses chamam a cidade.

No entanto, este não é o seu local de construção original; devido à construção da barragem de Assuã e do consequente aumento caudal do rio Nilo, o complexo foi transladado do seu local original durante a década de 1960, com a ajuda da UNESCO, a fim de ser salvo de ficar submerso.

Os templos foram mandados construir pelo faraó Ramsés II em homenagem a si próprio e à sua esposa preferida Nefertari. O Grande templo de Abu Simbel é um dos mais bem conservados de todo o Egito.

Os templos foram mandados construir no século XIII antes de Cristo, durante a XIX Dinastia. A construção começou a cerca de 1284 antes de Cristo e terminou aproximadamente vinte anos mais tarde.

Ramsés II iniciou o seu reinado em 1290 antes de Cristo e reinou durante 66 anos, durante os quais mandou construir numerosos templos não só com o intuito de impressionar as nações vizinhas mostrando a grandiosidade do Egito e o poder do seu faraó, mas também recuperar o seu prestígio, perdido depois dos distúrbios religiosos e políticos durante o reinado de Akhenaton, da XVIII dinastia, quando Akhenaton tentou forçar a mudança do culto aos deuses egípcios (politeísmo) para o culto a um deus único Atón (monoteísmo).

Seis desses templos foram construídos na região da Núbia, que tinha sido adicionada recentemente ao território egípcio, e tinham como principal propósito estabelecer os direitos do Império sobre aquela região, e reforçar o estatuto da religião egípcia sobre ela.

Ramsés, em seu desejo de construir e perpetuar-se na pedra, saqueou pirâmides, retirou pavimentos e destruiu belos monumentos para obter material para suas obras. Quando o templo ficou concluído, Ramsés II levou sua esposa Nefertari para admirá-los mas, para desespero do faraó, ela morreu pouco tempo depois...

Com a passagem do tempo, os templos ficaram cobertos de areia o que provocou o seu esquecimento até que, em 1813, um orientalista suíço, Jean-Louis Burckhardt, descobriu o friso do topo do templo de Ramsés.

Burckhardt falou da sua descoberta ao explorador italiano Giovanni Belzoni que, embora deslocando-se para o Egito, foi incapaz de descobrir a entrada do templo. Belzoni regressou em 1817, conseguindo desta vez encontrar a entrada e levando com ele todos os tesouros que encontrou no templo que pudessem ser transportados...

Enfim, houve uma grande preocupação internacional quando foi decidido contruir uma grande barragem o que inundaria o vale no qual se encontravam alguns tesouros da Antiguidade, entre eles os templos de Abu Simbel.

Em 1959 a UNESCO promoveu uma campanha internacional de doações por solicitação das autoridades do Egito e do Sudão com vista a promover a salvação dos monumentos da Núbia.

Foram feitas cópias e fotografias de todos os monumentos, foi acelerada a pesquisa arqueológica nos locais que iriam desaparecer e alguns monumentos foram transladados da sua localização original, como foi o caso de ambos os templos de Abu Simbel, que foram desmontados e reconstruídos entre 1963 e 1968.

Quando a barragem do Assuã ou Assuão foi concluída, em 1970, muitas aldeias Núbias ficaram submersas sob as águas do lago de retenção, ao qual foi dado o nome de Lago Nasser.

Por ser tão rico e cheio de detalhes, este templo foi salvo da inundação resultante da construção da barragem de Assuã, quando o Nilo foi represado, nos anos 60, por uma operação meticulosa e milionária internacional que levou-o pedaço por pedaço, pedra por pedra, para um lugar mais alto, num platô acima da área inundada – concluído depois de 4 anos, em 1964.

Esta operação teve um custo total de 40 milhões de dólares e consistiu na remoção de cada monumento, transferindo os monumentos para uma montanha artificial 61 metros acima da posição original, e cerca de 200 metros mais longe da margem do Nasser.

A foto (abaixo, lado esquerdo) mostra a entrada do Templo de Ramsés II, em Abu Simbel. Ao lado (clique para ampliar), um selo francês obliterado com carimbo de Primeiro Dia em Paris, no dia 4/09/1976 (colocado à venda dois dias depois), com valor facial de 2 francos, foi retirado de circulação em 17/06/1977. O selo mostra um afresco do Templo de Abou-Simbel, o qual representa o faraó Ramsés II sobre seu carro na batalha de Qadesh contra os Hittites, vers 1274 avant notre ère. Parece que foi emitido para a Exibição em Paris...


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O grande templo de Abu Simbel é considerado uma das mais grandiosas obras do faraó Ramsés II e, para muitos arqueólogos, é o maior e mais belo dos templos. O templo, escavado numa rocha lisa de arenito, foi construído com um detalhe admirável, porque qualquer erro grave causaria o afundamento da obra.

A sua fachada tem 33 metros de altura e 38 metros de largura, a sua entrada foi concebida como um pilone. A fachada é constituída por 4 estátuas com 20 metros de altura que representam o faraó Ramsés II sentado ostentando a coroa dupla da unificação entre o alto e o baixo Egito, a barba postiça, um colar e um peitoral com o nome de coroação.

A segunda dessas estátuas foi parcialmente destruída por um terremoto em 27 antes de Cristo, a cabeça e o tronco de Ramsés encontram-se próximo da entrada. Na porta do templo existe uma inscrição criptográfica do nome do faraó: Ser-Ma'at-Ra e no meio das pernas das grandes estátuas podem-se ver pequenas estátuas de familiares de Ramsés II:

Na base das estátuas centrais existe uma representação das divindades do Nilo, que simbolizam a unificação do alto e do baixo Egito. Na parte superior da fachada existe uma fileira de 22 estátuas de babuínos. Existem também outros relevos comemorativos, como um texto de 41 linhas que descreve as circunstâncias do casamento de Ramsés com a filha de Hattusili III, rei dos Hititas, casamento que selou a paz entre estes dois povos.

No lado direito da fachada encontra-se a capela setentrional, dedicada ao culto do Sol, que consiste num pequeno recinto a céu aberto com pedestrais com imagens de deuses e uma representação da barca solar com um sacrifício do faraó a Rá-Horajti. No lado esquerdo encontra-se a capela meriodinal que é uma capela escavada na rocha de 7,17 metros de comprimento por 4,40 de largura e 3,92 de altura em honra de Thot.

No interior existe uma câmara principal chamada “A grande sala dos pilares” ou “Grande sala hipóstila” que tem 18 metros de comprimento, 16 metros de largura e nove metros de altura cujo teto é sustentado por oito pilares representando o deus Osíris com algumas características de Ramsés II; as estátuas da esquerda ostentam a coroa do alto Egito, enquanto as da direita ostentam a coroa Pschent (a coroa dupla que simboliza a unificação das duas terras).

O teto está decorado com pinturas que representam a deusa Nejbet e as paredes com cenas do cortejo dos príncipes, cenas de batalhas na Síria, Líbia e Núbia, junto a oferendas, da apresentação de prisioneiros a Ra-Harmajis e Ramsés II divinizado, da Batalha de Kadesh entre outras. A grande sala dos pilares está ligada a algumas outras salas mais pequenas e a um vestíbulo que leva à sala mais pequena do templo que vai até ao santuário.

As salas mais pequenas, denominadas câmaras laterais, são no total oito e estão dispostas cinco para a esquerda e três para a direita tendo como ponto de referência a entrada do templo. A sua decoração, variável, é tipicamente simples, tal como na câmara principal, embora algumas dessas câmaras contivessem tesouros. O vestíbulo ou segunda sala hipóstila tem 11 metros de comprimento e 7,58 metros de largura. Nesta sala existem quatro pilares quadrados e nas suas paredes estão representadas cenas do faraó na companhia dos deuses.

Do vestíbulo partem três portas que se dirigem à sala de oferendas que tem 3,30 metros de largura e está decorada com imagens de oferendas e adoração que por sua vez está ligada ao santuário. O santuário interno prolonga-se por 55 metros de profundidade e era o local mais sagrado do Grande Templo; por essa razão apenas o faraó lá podia entrar. Nessa sala existem quatro estátuas: uma do faraó Ramsés II e as de três deuses: Ra-Harakhte, Ptah e Amon-Rá.

Cada um destes deuses tinha as suas capitais, ao longo da história do Egito. Estes três deuses foram venerados como a representação de um único deus grandioso; desta forma, por um lado eram rivais e por outro eram todos o mesmo. O templo foi construído de modo a que, duas vezes por ano, a 21 de Fevereiro (data do nascimento do faraó), e a 22 de Outubro (data da sua coroação), à medida que o sol se levantasse, os seus raios iluminassem as grandes estátuas do santuário e a parede que descreve a alegada vitória dos egípcios sobre o Império Hitita na Batalha de Kadesh.

Embora este fato não seja verdadeiro, já que esta batalha terminou com um empate, Ramsés II autoproclamou-se vencedor relatando a sua vitória e exaltando a sua coragem e a intervenção de Amon-Rá em vários templos, incluindo no templo de Luxor... O selo abaixo foi emitido em 1992, pelas Nações Unidas, também mostra a entrada do Templo...

Selo emitido em 1959 pela então UAR, com valor facial de 10 m, para marcar a Campanha de Preservação aos Monumentos da Núbia, feita pela UNESCO, ele mostra a entrada do Templo.

JT

Enquanto o Grande templo de Abu Simbel é um templo com estatuária excessiva e de tamanho exorbitante, o Templo de Nefertari parece ser baseado no templo funerário da rainha Hatchepsut (1520 aC.). O templo é muito simples e construído em dimensões bastante inferiores às do templo de Ramsés. O pequeno templo de Abu Simbel, localizado 150 metros a norte do templo maior, foi construído em honra à sua esposa preferida, Nefertari, e é dedicado à deusa do amor e da beleza, Hathor.

A fachada do templo representa no total 6 estátuas, de 10 metros cada uma, todas com a perna esquerda mais à frente da direita em posição de marcha. Duas delas são de Nefertari (uma de cada lado da entrada) e cada uma dessas estátuas está ladeada por duas estátuas de Ramsés. A ordem dos colossos da esquerda para a direita é a seguinte:

  1. Ramsés II com a coroa do Alto Egipto e a barba postiça
  2. Nefertari com características da deusa Hathor, disco solar entre 2 altas plumas e cornos de vaca
  3. Ramsés II com a coroa branca do Alto Egipto e a barba postiça
  4. Ramsés II com a coroa dupla da união do alto e baixo Egipto e barba postiça
  5. Nefertari com características da deusa Hathor, disco solar entre 2 altas plumas e cornos de vaca
  6. Ramsés II com o nemes, a coroa atef e a barba postiça

Na fachada existem também pequenas imagens das crianças reais, representações dos príncipes entre as pernas do faraó, e das princesas entre as pernas da rainha. A porta de acesso ao templo está decorada com inscrições do nome do faraó, e representações do faraó a fazer oferendas às deusas Hathor e Isis.

Quando se entra no templo encontra-se uma sala quadrada com 11 metros de comprimento e 10,8 metros de largura com seis pilares colocados em duas filas, na frente dos quais está representada a cabeça da deusa Hathor e nos outros lados dos pilares tem figuras da casal real e de outros deuses.

Sobre a cabeça da deusa Hathor estão escritas histórias do faraó ou da rainha, separadas por fórmulas de adoração às deusas: Mut, Isis, Satis, Hathor, Anukis e Urethekau. Esta sala possui três portas que levam a uma câmara transversal estreita e esta, por sua vez, tem ligação com duas câmaras laterais inacabadas e com o santuário.

As câmaras laterais não têm decoração, pensando-se que deveriam servir como armazém de objetos utilizados em cerimônias religiosas. Já o santuário tem uma estátua da deusa Hathor saliente da rocha entre dois pilares de Osíris e nas paredes estão representadas cenas de oferendas...

Templo de Háthor ou de Nefertari, em Abu Simbel. Selo emitido na cidade de Alexandria em 14/11/1960 (Yvert: 491), com valor facial de 10 m, para a Campanha de Preservação aos Monumentos da Núbia, da UNESCO. Na coleção há também o respectivo FDC.

JT

Selo emitido na cidade do Cairo em 15/11/1961 (SG: 676), com valor facial de 10 m (azul), ele marca o Aniversário de 15 anos da UNESCO e a Campanha para a Preservação dos Monumentos da Núbia. Na coleção há também o respectivo FDC.

JT

Outros selos egípcios:
1962 – Série de 2 selos com sobrecarga “Y.A.R. 27/09/1962”, valores de 4B e 6B. Yvert: 34/35. JT
01/10/1963 – FDC com série de 3 selos com inscrição da UNESCO (5m, 10m e 35m), emitido na cidade do Cairo com carimbo “Save Abu Simbel Temples”. JT
24/10/1963 – FDC com série de 3 selos aéreos (80m, 115m e 140m), emitido na cidade do Cairo com carimbo “Save the Monuments of Nubia”. JT
1977 – Série de 3 selos. Yvert: 1033/1035. Com inscrição da UNESCO – Philae. JT

Abaixo, série de 3 valores emitida em 1965, “Cooperação Internacional”. Com inscrição da UNESCO, os selos mostram: Ramses II e do Templo de Abu-Simbel. Yvert: 663/665.

JT
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FILATELIA MUNDIAL – SALVE OS MONUMENTOS DA NÚBIA

Muitos, muitos países emitiram selos com valores adicionais destinados à campanha mundial da UNESCO para arrecadar fundos e salvar os monumentos históricos da Núbia... Tais selos sempre trazem a inscrição: “Salvegarde des Monuments de Nubie”, “Para salvar los Monumentos de Nubia”, entre outros idiomas.

Alguns países: Afeganistão, Argélia, Argentina, Benin, Catar, Chade, Congo, Coréia, Costa Francesa da Somália, Gabão, Gana, Guiné, Iêmem, Iugoslávia, Itália, Jordânia, Laos, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Mônaco, Níger, Nigéria, República Dominicana, Senegal, Síria, Sudão, Togo, Uruguai, Vaticano, entre outros.

Série de 5 valores emitida por Gana em 01/11/1963, cujos selos mostram: 1d (estátua de Ramsés II), 1½d (pintura na pedra, pássaro e peixes), 2d (rainha Nefertari), 4d (Esfinge de Sebua ou Wadi es-Sebua) e 1sh3d (Estátua de Ramsés II, em Abu Simbel). Scott: 151/155. Yvert: 143/147. Na coleção há também o respectivo FDC.

JT

Série de 3 valores aéreos (lado esquerdo da tela), semi-postais emitidos pelo Gabão em 1964, que mostram Ramsés II prestando homenagem aos 4 deuses, Wadi-es-Sabua. Scott: CB1/CB3. Do lado direito, selos da Itália de 1980 que mostram a Ilha de Philae...

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Série de 3 valores emitida pela Mauritânia em 1964, cujos selos mostram a mesma imagem e têm valores faciais de 10F, 25F e 60F. Também tenho suas respectivas provas de luxo... Yvert: A37/A39.

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Outras emissões:

Argentina – 14/09/1963, selo com inscrição da UNESCO, com valor facial de 4 pesos, Salvad los tesoros de Nubia; tenho apenas sobre envelope...

Catar – 1965 e 1966, veja as séries!

Chade – 1964, Ramsés II battling thr hittites from Abu-Simbel. Scott: CB1/CB3.

Coréia do Sul – 1963, Templo de Ramsés II, em Abu Simbel Núbia. Yvert: 313/314, BF: 62. NT

Costa do Marfim – 1964, com valor facial de 60fr, ele mostra Ramsés II e Rainha Nefertari. Scott: C27. 1979 – Salve os Templos de Philae: 200fr (Hórus) e 500fr (vulture with ankh, cartouches). Scott: 493/494.

Iêmen – 1970, com valor facial de 5 fils (multicolorido), ele marca a Campanha de Preservação dos Templos de Philae. Scott: 65. SG: 65.

Indonésia – 1964, com valores de 4 e 12: Templo de Abu Simbel; com valores de 6 e 18: Templo da Ilha Philae. Yvert: 373/376.

Iraque – 1966, Templo de Abu Simbel e desenhos de Ísis. Yvert: 442/444.

Guiné – 1964, os 6 valores mostram: 10fr (Rainha Nefertari coroada por Ísis e Hátor), 25fr (Ramsés II em batalha), 50fr (esfinges submergidas, barco de pesca, Wadies-Sebua), 100fr (Ramsés II e holding crook e flail, Abu Simbel) e 200fr (feet e legs da estátua de Ramsés, em Abu Simbel). Scott: 350/354, C64. Michel: 259/264. JT

Nigéria – 1964, série de 2 valores “Campaign to Save the Monuments of Nubia”, 6d (Rainha) e 2,6 xelins (Ramsés). Scott: 157/158.

JT JT

República Centro Africana – 1964, Ísis de Kalabsha... Scott: CB1/CB3.

Sudão – 1964?, Nubian Monuments: Frescoes Faras Church 15, 30 e 55 milésimos. Scott: 164/166. JT Bloco (Yvert: B1) com 3 selos...

Uruguai – 1964, com valores faciais de 20c, 1,30 e 2,00. Bloco: 11. JT

Vaticano – 1964, série de 4 valores, “Incepta Nubiae Monumentis Tutandis”, Templo da Ilha Philae, L10, L20, L70 e L200. JT

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Última atualização: 25/06/2008.
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