HISTÓRIA DA REPÚBLICA DE BURUNDI

A área foi governada pelo reinado Tutsi, do século XVI até a ocupação germânica em 1890, incluída na África Germânica do Leste (antigo distrito da África Oriental Alemã).

Em 1885, na Conferência de Berlim, as potências européias dividem entre si a maior parte do continente africano... O território que corresponde ao atual Burundi é colocado na área de influência da Alemanha.

Quando os primeiros colonos alemães chegam ao país, as tribos hutus e tutsis viviam em paz e de forma organizada, sem restrição ao casamento intertribal. À época, a Monarquia tutsi tinha o apoio hutu.

Abaixo, cartão-postal de Ruanda-Urundi, dançarinos da tribo Watutsi. Publicado by Photo Home.

De 1893 a 1916, como colônia, a região utilizou selos da Alemanha, sobretaxados “Deutsche-Ostafrika-Pesa” ou selos próprios com a inscrição “Deutsche-Ostafrika” – África Oriental Alemã...

Os alemães, no entanto, dão aos tutsis, de etnia minoritária, o status de elite privilegiada, com acesso exclusivo à educação, às Forças Armadas e a postos na administração estatal.

Com a derrota alemã na I Guerra Mundial, tropas belgas ocupam o território em 1916. Burundi é unificado com o vizinho território de Ruanda ficando sob tutela da Bélgica, que mantém os privilégios dos tutsis. Incorporado à Ruanda, tornou-se o território de Ruanda-Urundi.

De 1916 a 1961, seja como ocupação Belga, mandato da Bélgica ou mandato das Nações Unidas, a região utilizou selos do Congo-Belga sobretaxados ou com a inscrição “Ruanda-Urundi”.

Em 1946, a tutela passa para a ONU. Finalmente, em 1962, Burundi torna-se independente, entretanto com a saída da força militar belga, a luta pelo poder torna-se um conflito étnico e alcança toda a sociedade...

A colônia belga de Ruanda-Urundi tornou-se independente em 1962, como dois novos países: Ruanda e Burundi – que utilizou o nome Royaume de Burundi até 1966, quando tornou-se República, depois da queda da monarquia tutsi.

O primeiro selo postal de Burundi foi emitido em 1962 (Scott: 1), com valor facial de 25 centavos e sobrecarga “Royaume du Burundi”. Ele mostra a espécie Littonia...

De 1962 a 1966 usou selos próprios com a inscrição Reinado de Burundi. Abaixo, selo de 01/07/1962 (Scott: 46), com valor facial de 50 F, Independência, penso que é o primeiro grafado com o nome...

Os ressentimentos acumulados pelos hutus no período colonial explodem em 1965, quando uma rebelião é brutalmente esmagada pelo governo. O quadro agrava-se com lutas entre clãs tutsis rivais.

No ano seguinte, a Monarquia é derrubada por um golpe de Estado liderado pelo primeiro-ministro Michel Micombero, que proclama a República e assume a Presidência.

Selos são emitidos pela República de Burundi desde 1967. O primeiro selo postal como República foi emitido em 1967 (Scott: 159, SG: 221), com valor facial de 50 c (multicolorido) e com sobretaxa no selo (Scott: 141). O primeiro impresso com o nome data de 1967 (Scott: 186, SG: 269), com valor facial de 50 c (multicolorido). Nota: não tenho imagens...

As décadas seguintes são marcadas por uma sucessão de golpes de Estado e intrigas palacianas entre tutsis, mas que resultam em perseguição e massacre a hutus, invariavelmente responsabilizados pelas crises. Entre 1972 e 1988, rebeliões causam a morte de cerca de 200 mil pessoas.

Em 1991, sob a presidência do major Pierre Buyoya, a população aprova em plebiscito a Carta de União Nacional, que assegura igualdade de direitos a todas as etnias. A pacificação fracassa quando, no mesmo ano, rebeldes hutus invadem a capital, Bujumbura, e matam 114 pessoas.

Os tutsis, em represália, massacram 3 mil hutus, forçando outros 50 mil a fugir para países vizinhos.

Em 1993, o país realiza as primeiras eleições livres. O candidato oposicionista Melchior Ndadaye, hutu, obtém dois terços dos votos e forma um governo multiétnico que dura quatro meses.

No mês de outubro do mesmo ano ele é deposto e fuzilado por oficiais tutsis. Os hutus rebelam-se e massacram tutsis em várias partes do país. Forças da ONU intervêm e os golpistas recuam.

Em fevereiro de 1994, o hutu Cyprien Ntaryamira é escolhido para substituir Ndadaye. Dois meses depois, Ntaryamira e o presidente da vizinha Ruanda, Juvénal Habyarimana, são mortos num atentado que derruba o avião em que viajavam juntos. Foi o estopim para uma nova fase de violência, tanto em Burundi quanto em Ruanda.

Em clima de guerra civil, é constituído, em setembro, um governo de transição chefiado por Sylvestre Ntibantunganya. Mas os conflitos prosseguem. A ONU calcula que cerca de 50 mil hutus procuram refúgio na vizinha Tanzânia em 1995.

Em fevereiro de 1996, o enviado especial da ONU a Burundi, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, pede a cooperação da comunidade internacional para evitar um genocídio. Antes de qualquer intervenção estrangeira ser planejada ocorre outro massacre, em 20 de julho.

Cerca de 300 tutsis, a maioria de crianças e mulheres que viviam no acampamento de Bugendana (centro do país), são mortos pelo Exército rebelde liderado pelo hutu Léonard Nyangoma.

Como vingança, o Exército de Burundi, dominado por tutsis, dá um golpe de Estado em 25 de julho de 1996 e nomeia presidente Pierre Buyoya, que governara entre 1987 e 1993. Vários países, entre eles Tanzânia, Quênia, Uganda e Ruanda, impõem sanções econômicas e isolam Burundi...

Em outubro, 37 deputados (de um total de 81) vão à reabertura do Parlamento, boicotado pela maioria. No final de 1996, 60 mil hutus retornam ao país em conseqüência da crise política na República Democrática do Congo (ex-Zaire), onde estavam refugiados...

A escalada contra os hutus em Burundi continua em 1997. Segundo a oposição, desde a tomada do poder por Buyoya, 50 mil pessoas morreram em razão da violência política.


Cidades principais – Bujumbura, Gitega, Bururi, Ngozi. Outras: Bubanza, Cankuzo, Cibitoke, Karuzi, Kayanza, Kirundo, Makamba, Matongo, Muramvya, Muyinga, Nyanza-Lac, Rumonge, Rusengo, Rutana, Ruyigi...

Localização – centro-leste da África. Parte central da África, Burundi está a Leste da República Democrática do Congo. Faz fronteira no oeste com o Congo, ao norte com a Ruanda, ao leste e ao sul com a Tanzânia.

Características – elevações cobertas de selva e planaltos elevados (maior parte); parte do vale da Grande Fenda (S); planície do rio Ruzizi; e Lago Tanganica (O).

Série Turismo em Burundi: Burton e Speke Memorial at Lake Nyanza (250F), Shanga Waterfall at Karera (500F) e David Livingstone & Stanley Meeting point (1000F)...

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Última atualização: 17/06/2008.
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